Nova Central propõe mobilização nacional em defesa da pauta trabalhista

As lutas das centrais sindicais não se encerram com o salário mínimo, ao contrário, há uma extensa agenda que inclui o fim do fator previdenciário, o reajuste dos aposentados, jornada de 40 horas, regulamentação da profissão de motorista, terceirização, regulamentação da Convenção 151 da OIT, reajustes dos policiais, entre outros.

Por isto a Nova Central está propondo uma grande mobilização nacional da classe trabalhadora em defesa da sua agenda prioritária. Para estas lutas, a NCST considera fundamental o apoio e a participação do senador Paulo Paim (PT-RS).

Em reunião das centrais sindicais, entre elas a Nova Central, com o senador Paulo Paim (PT-RS), o parlamentar disse que irá negociar até o último minuto para que o salário mínimo tenha o maior valor possível.

Mas, reconheceu que o governo terá folgada maioria para aprovar a sua proposta. "A chance de alterar ou apresentar alguma emenda ao projeto que será votado no Senado é zero", disse Paim.

Paim reconheceu a legitimidade das centrais sindicais para pedirem uma antecipação do reajuste previsto para o ano que vem, mas deixou claro ter poucas esperanças de que o salário mínimo tenha um valor maior do que os R$ 545 propostos pelo executivo.

No encontro com o senador Paulo Paim (PT-RS) concluiu-se que não haveria como apresentar uma emenda de antecipação do reajuste em R$ 15 para 2011 por precisar regimentalmente de 17 assinaturas. A bancada governista com 45 senadores mais a base de apoio do governo Dilma somam 62 votos entre os 81 parlamentares. O governo contava com 90% de votos favoráveis à sua proposta.

Sebastião Soares, diretor da NCST, que participou da reunião com o senador Paim, lembrou que "a pauta trabalhista no Congresso Nacional é extensa e com certeza iremos precisar do apoio do senador Paulo Paim, que sempre nos foi dado. Por isso, nesse momento, o voto do senador Paim, na proposta de reajuste do salário deve ser de acordo com a sua consciência e sem comprometer a sua posição de negociador do movimento sindical no Parlamento e junto ao governo".

"Na reunião concordamos que temos a necessidade de apresentar um projeto que defina diretrizes para reajustes do salário mínimo, caso o PIB seja igual a zero ou mesmo negativo, além de estender a política de valorização até o ano de 2023, conforme acordo feito com o governo Lula, em 2006", disse Sebastião Soares.

De acordo com o projeto do governo o reajuste do salário mínimo será fixado até 2015 incorporando a taxa de inflação e o percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Na reunião foi deliberado que o senador Paim e as centrais sindicais vão articular, desde já, as negociações em torno das propostas pós-aprovação do salário mínimo.

A principal delas, defendida pelo senador, é a reposição das perdas salariais dos aposentados e a aprovação do fim do fator previdenciário, que já foi deliberado pelo Congresso no ano passado, e vetado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Diap

 

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