Fetropar, MPT e PRF realizam 2ª blitz para diagnosticar situação do transporte de cargas

Na última quinta-feira, 7, a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), o Sintracarp (Curitiba) e o Sintramotos (Curitiba) realizaram a segunda blitz com motoristas do transportes de cargas na BR-277, no posto da Polícia Rodoviária Federal após o pedágio, rumo a Paranaguá. A iniciativa ocorre em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e tem o objetivo de elaborar um diagnóstico da situação dos trabalhadores nas estradas. Em cada etapa vinte motoristas responderam ao questionário elaborado com perguntas sobre a situação do trabalho, tipo de carga que transporta, tempo de direção, intervalo entre jornadas, tempo de descanso, segurança nas estradas, estrutura para repouso, se há utilização de substâncias químicas para suportar as longas jornadas, entre outras questões. O diretor do Sintracarp (Curitiba), Evaldo Antônio Baron, explica que os questionários serão realizados mensalmente em diferentes pontos e saídas da região "é um levantamento geral que a gente faz com cada tipo de caminhoneiro, graneleiro, cargas secas, fracionadas e teremos outras blitz em outras áreas da PRF pra pegar mais diversidade de transportes". Além de possibilitar um diagnóstico da diversidade do motorista em transporte de cargas, o trabalho tem objetivo de buscar o respeito às normas trabalhistas, principalmente o ambiente de trabalho, segundo o procurador do trabalho do MPT/PR, Dr. Gláucio Araujo de Oliveira. "Todos sabem que a jornada de trabalho do motorista de transporte rodoviário é excessiva e tem causado acidentes, doenças de trabalho e outros problemas", diz ele. Além da coleta de informações, os diretores da Fetropar presentes aproveitaram a situação para distribuir aos motoristas um Boletim Informativo com dicas sobre como cobrar o pagamento de horas extras e informando aos motoristas sobre os problemas do excesso de jornada, prejuízos causados pela ingestão de rebite, condições de trabalho precárias e direitos. Fonte: Fetropar
 

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