Assembleia fajuta tenta criar sindicato pelego dentro de entidade patronal em Curitiba

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Diversos seguranças barraram a participação dos trabalhadores
na suposta assembleia.

No último sábado, dia 30/10, às vésperas do segundo turno das eleições e do feriadão de Finados, indivíduos apoiados pelos patrões e por dirigentes de uma entidade sediada em São Paulo iniciaram um atentado contra a organização dos trabalhadores em transportes rodoviários do Paraná e do Brasil.

Nesta data, conforme editais de convocação publicados no “Diário Oficial da União”, do dia 18 Outubro de 2010 (na página 156, seção 3, Edição n.º 199), e no “Jornal do Estado” do dia 19 de Outubro de 2010, foi realizada uma assembleia “para discutir e deliberar sobre as seguintes ordens do dia: a) Fundação do Sindicato dos Guicheiros Removedores de Veículos do Estado do Paraná; b) Aprovação do Estatuto da Entidade; c) Eleição e Posse da Diretoria; d) Assuntos Diversos”.
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O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Transportes Terrestres (CNTTT), Elizeu Manuel Sezerino
(à esquerda), e o presidente da Fetropar (no centro), estavam
entre os impedidos de entrar.

Ao tomar conhecimento do edital, os representantes dos trabalhadores motoristas, inclusive condutores de guinchos, de todo o estado foram ao local para contestar tal tentativa de dividir a categoria. Ao chegar no endereço indicado pelo edital, 44 trabalhadores foram impedidos de participar da assembleia por dezenas de seguranças, numa ação truculenta e antidemocratica dos supostos organizadores. Entre os impedidos estavam o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), Epitácio Antonio dos Santos e o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), Elizeu Manoel Sezerino.

Coincidentemente, o prédio era o mesmo onde fica localizada a sede do Sindicato das Empresas de Guinchos do Estado do Paraná (Aguipar). Entidade que vem se negando a negociar com a Fetropar e sindicatos filiados.

O presidente da Fetropar repudiou a tentativa de golpe e a forma como a suposta assembleia foi conduzida. “Não podemos tolerar tentativas divisionistas como essa, coordenadas por empresas e forasteiros. Enquanto um grupo de seguranças, pessoas de outro estado e meia dúzia de trabalhadores enviados por uma empresa da capital  forjaram uma assembleia teatral com duração de 10 minutos no mesmo prédio onde funciona a entidade patronal, 44 trabalhadores foram barrados e impedidos de participar”, relata Epitácio.


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Impedidos de participar da assembleia, representantes dos trabalhadores motoristas (inclusive os condutores de guinchos) fizeram uma assembleia do lado de fora do prédio onde também fica localizada a sede do Sindicato das Empresas de Guinchos do Estado do Paraná (Aguipar).

Peleguismo

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Vergonha! O Sr. Francisco José Pereira da Silva, vulgo Chicão,
(ao centro, de amarelo) saiu de São Paulo só para tentar ajudar
a fundar um sindicato pelego no prédio do sindicato patronal
em Curitiba. Quem será que pagou tantos seguranças?

"Seja aqui no Paraná, em São Paulo, na Europa, ou em qualquer lugar do mundo, sindicato de trabalhadores não pode ser fundado dentro da entidade representante dos patrões. Isso é ingerência dos empresários na organização dos trabalhadores. Não queremos esse tipo de prática pelega por aqui", diz Epitácio. 

Os dirigentes rodoviários presentes estranharam a presença do Sr. Francisco José Pereira da Silva (Chicão), presidente do Sindicato dos Guincheiros e Removedores de Veículos do Estado de São Paulo, que do lado de dentro do portão, cercado de seguranças, negou a entrada dos representantes dos trabalhadores que tentavam participar da assembleia e ainda apoiou as ameaças dos segurança presentes.

"Gostaríamos de saber se a União Geral dos Trabalhadores (UGT) apoia esse tipo de prática pelega de fundar sindicato de trabalhadores com apoio das empresas, num ato que só visa dividir o movimento sindical e enfraquecer a luta da categoria”, questiona o presidente da Fetropar.

Reincidência

Essa não é a primeira vez que indivíduos de São Paulo tentam fundar sindicato no Paraná com a intenção de dividir a categoria e criar sindicatos farsantes. Também não é a primeira vez que uma entidade de São Paulo filiada à UGT se envolve nesse tipo de prática fraudulenta.

A Fetropar e seus sindicatos filiados impediram todas as outras tentativas de golpe em outros setores do transporte nos últimos anos e as medidas cabíveis já estão sendo tomadas para impedir mais um atentado contra a organização dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado Paraná.

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