Haddad recebe apoio de movimentos sociais e sindicais

Fernando Haddad é o candidato à Presidência da República dos movimentos sociais e sindicais brasileiros. Nesta terça-feira (16), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo confirmaram o apoio à chapa Fernando Haddad e Manuela d’Ávila. Participaram da atividades dirigentes de centrais sindicais, representantes do PT, PCdoB e PSol. Guilherme Boulos, candidato a presidente pelo PSOL, esteve na atividade.


Por Railídia Carvalho


Assim como a maioria dos presentes, Boulos lembrou que é preciso dialogar com o povo para eleger Haddad. “Não podemos recuar diante dos gritos de ódio, não podemos nos deixar levar pela onda de intimidação e violência que Jair Bolsonaro tem tentado impor ao país. Vamos fazer o jogo limpo, olhar no olho de cada trabalhador deste pais para construir uma grande virada, derrotar Bolsonaro e eleger Haddad presidente”, convocou Boulos.


Intensificar a campanha nas ruas também foi a palavra de ordem das centrais sindicais presentes. “Eles querem nos convencer que ganharam as eleições. É mentira. Nós não perdemos para pesquisa porque temos uma militância que reverte qualquer pesquisa nas ruas. O Bolsonaro é o candidato do patrão, do Temer”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT.


Edson Índio, secretário-geral da Intersindical, afirmou que está em jogo é a luta da barbárie contra a civilização. “Não temos dúvida que se for feito o diálogo com o povo nós vamos virar a eleição e vamos consagrar a vitória da democracia, dos direitos e do desenvolvimento. Em 30 anos como deputado, Bolsonaro sempre esteve o lado de tudo o que era prejudicial ao povo”.


O vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, falou em nome da candidata a vice-presidenta na chapa de Haddad, Manuela d´Ávila. De acordo com dirigente, os ataques a Manuela nas redes sociais simbolizam os ataques ao povo brasileiro. Ele destacou a importância da frente de partidos de esquerdas unidos no segundo turno, condição sempre defendida por Manuela.


“Sabemos bem quem são essas forças reacionárias que nucleiam a candidatura de Bolsonaro. Ao longo do século XX nos enfrentamos muitas vezes porque a democracia caiu e todas as vezes que caiu foi o povo que salvou a democracia quando compreendeu o desafio que tinha pela frente. Acredito que dessa vez não será diferente. Temos que ir para a rua até o último momento e combater, porque o combate resultará em mais consciência do povo”, enfatizou Walter.


Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, disse que a democracia concreta começou em 2002 com a eleição de Lula. “Quando elegemos Lula presidente deste país foi aí que fizemos a promessa e o compromisso com o povo brasileiro que todos teriam direito a comer pelo menos três vezes por dia, ter emprego digno, renda. Em 500 anos de história o povo conheceu neste interregno os direitos concretos e é isso que as forças do atraso querem tirar”.


“Vamos enfrentar de cabeça erguida e nas redes sociais e principalmente nas ruas que é onde sabemos fazer nosso debate. É cartaz na mão é som na rua, vamos ao lugar onde o povo está. Estar aqui é importante para dizer que cada dificuldade será uma alavanca para sermos mais fortes nessa luta que levaremos até o final . É a vitória da democracia concreta da vida do povo brasileiro, desse povo que sempre acreditou que podemos ter um Brasil para todos e para todas”, concluiu Gleisi.

Fonte: Portal Vermelho

 

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