Centrais e CNI reúnem-se em torno de agenda comum pela retomada do desenvolvimento

Representantes da Nova Central colaboraram com as discussões, com foco na busca de alternativas que conciliem desenvolvimento econômico, geração de empregos e avanços sociais.


Dirigentes da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST participaram, nesta quinta-feira (11/07), de reunião das centrais sindicais com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na pauta, a busca de uma agenda comum em benefício da geração de empregos, da qualificação profissional, do desenvolvimento econômico e da retomada dos avanços sociais no país. Lideranças sindicais, representantes da CNI e especialistas debateram e apresentaram alternativas à construção de um compromisso coletivo de enfrentamento aos desafios relacionados com o desenvolvimento produtivo, o papel da industrialização e seu impacto na geração de empregos, temas que serão enfrentados a partir de um diagnóstico compartilhado de propostas pactuadas de agenda e ações.


O fortalecimento da negociação e a valorização dos Sindicatos; educação profissional e emprego foram os pontos discutidos que ganharam foco e encontraram convergência total entre a representação sindical da classe trabalhadora durante a reunião que foi conduzida pelo presidente da CNI, Robson de Andrade.


Na oportunidade, os representantes da Nova Central buscaram acordo comum para a derrubada da Média Provisória (MP 881/2019) - aprovada na mesma data na Comissão Especial (saiba mais), que, na prática, derruba as negociações e convenções coletivas. As lideranças sindicais reforçaram que a MP 881 se contrapõe à chamada “reforma” Trabalhista, que, durante todo processo de negociação, apresentava-se como instrumento para fortalecer as negociações e convenções coletivas das representações sindicais da classe trabalhadora. Os sindicalistas lembraram que a CNI manteve, na ocasião, forte defesa da “reforma” que teve como base a proposta da mesma entidade patronal e que, como ficou comprovado, não atingiu as promessas de aumentar a oferta de empregos formais, muito menos fortaleceu os sindicatos laborais.


O presidente da NCST, José Calixto Ramos, lamentou a ausência das confederações trabalhistas ligadas ao setor industrial. “Abrir discussões em torno de um ‘acordo’ sem levar em conta as demandas e questionamentos dessas legítimas representações sindicais, nos parece uma imprudência que precisa ser corrigida.”, alertou.


Calixto apontou equívocos do passado. “O fortalecimento da negociação coletiva é fundamental para a classe trabalhadora. Independentemente dos equivocados esforços que resultaram na imprudente regra que estabeleceu que o negociado prevalecesse sobre o legislado. A ‘reforma’ Trabalhista precarizou as relações trabalho e estrangulou financeiramente as entidades sindicais da classe trabalhadora; resultando no enfraquecimento dessas instituições por meio do desmantelamento da estrutura necessária para a boa execução de suas atribuições”, reforçou o presidente da NCST.


O líder sindical solicitou atuação conjunta e urgente contra a MP 881, já aprovada na Comissão Especial com destaques que minimizaram alguns pontos críticos, mas que preserva conteúdo nocivo à agenda de fortalecimento das entidades sindicais. “Se não tivermos a capacidade de discutir estratégias efetivas para barrar a aprovação da MP 881/2019, não alcançaremos os objetivos que estamos traçando coletivamente. Essa é uma reivindicação para que possamos resgatar a confiança de que as alianças propostas durante estes encontros são verdadeiramente sólidas. Nós precisamos encontrar um caminho, com a cooperação da CNI, de chegar ao presidente da República e provarmos que não somos os monstros que ele anda pensando, como se estivéssemos dedicados a criar algum tipo de entrave ao desenvolvimento nacional. Ao contrário, temos uma agenda sólida que pode colaborar com a retomada da oferta de empregos, da recuperação econômica e a construção um país desenvolvido e solidário”, concluiu.


A Diretora de Assuntos da Mulher da NCST, Sônia Maria Zerino Silva, após abordagem do presidente da CNI sobre a” necessária renovação de lideranças sindicais”, denunciou que persiste uma perseguição inapropriada de determinadas empresas com funcionários sindicalizados, inibindo a participação e a renovação de lideranças no meio sindical. “Essa prática antissindical é recorrente e precisamos criar mecanismos que propiciem ambiente favorável à liberdade da atividade sindical se quisermos fortalecer as negociações e a formação de quadros qualificados, aptos para apresentar alternativas de consenso entre o trabalho e o capital”, afirmou Zerino.


Durante o encontro surgiu a proposta de gestão compartilhada entre representações patronais e trabalhistas para o “Sistema S”, visivelmente na mira de ter financiamento reduzido pela equipe econômica do governo. A sugestão, no entanto, não prosperou nem foi descartada. Outras reuniões devem retomar o tema.


Fortalecimento Sindical

Modalidades de arrecadação e portfólio de serviços ofertados aos associados foram os eixos da estratégia apresentada pela CNI para o fortalecimento das entidades patronais filiadas. Uma apresentação de como executar essas estratégias foi ofertada aos participantes como meio de inspirar ações do tipo entre a representação sindical da classe trabalhadora.


Encaminhamentos das entidades trabalhistas

- Formação de grupo de trabalho visando o fortalecimento da negociação, valorização dos empregos e dos Sindicatos;

- Agenda comum para desenvolvimento e trabalho, qualidade de vida e sustentabilidade ambiental;

- Iniciativa conjunta para derrubada da MP 881/2019


Deliberações

- Formação de uma Comissão para discutir e encaminhar alternativas para o fortalecimento das entidades sindicais;

- Acordo firmado para realização de seminário de um dia, com a finalidade de debater o futuro do trabalho, valorização dos Sindicatos e caminhos para fortalecer o aumento da oferta de empregos;

- Formação de grupos de trabalho conjuntos para discutir reforma tributária e política industrial;

- Agenda positiva com Rodrigo Maia para apresentação da agenda comum.

Fonte: NCST

 

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