3,5 milhões tiveram contrato suspenso ou jornada de trabalho reduzida

569 mil empregadores fizeram acordos

Governo lança site para acompanhar

O Ministério da Economia já registrou mais de 3,5 milhões de acordos entre empresas e empregados para reduzir jornada e salário ou suspender contratos durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus.


Com isso, os valores a serem pagos totalizam R$ 7 bilhões em acordos firmados por 569 mil empregadores.


Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (23.abr.2020) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e computam números cadastrados até a noite de 4ª feira (22.abr.2020).


A redução das jornadas de trabalho (com redução proporcional no pagamento) por até 90 dias e a suspensão dos contratos por até 60 dias foram viabilizadas a partir da Medida Provisória 936, de 1º de abril. O governo editou a medida para tentar evitar a demissão de funcionários durante o período de paralisia da atividade econômica devido à pandemia.


Deste total de benefícios, 59% (2.074.127) ocorreram a partir dos acordos entre trabalhadores e empresas com receita bruta anual menor que R$ 4,8 milhões, 34% (1.210.710) nos casos de empresas com receita bruta anual maior que este valor, e 6% (226.762) nos casos de empregados domésticos e de trabalhadores do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física.


Acordos relacionados à suspensão de contratos representavam 58,3% (2.045.799) do total.


Nos casos de redução de jornada, 16% (562.599) eram para 50%. Outros 12,1% (424.157) para 70%, e 8,9% (311.975) para 25%.


Os Estados que registraram o maior número de benefícios eram São Paulo (29,8%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,8%), Rio Grande do Sul (5,5%) e Paraná (5,4%).


A projeção do governo é de que o programa irá preservar até 8,5 milhões de empregos. O investimento do programa pode chegar a R$ 51,2 bilhões.

Fonte: Poder360

 

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