Maia defende diálogo como único caminho para reafirmar a democracia

Em evento com juízes e promotores, o presidente da Câmara também defendeu o Sistema Único de Saúde

e o aumento das despesas públicas no período da crise


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o diálogo como o único caminho para reafirmar a democracia. Segundo ele, é grave o País enfrentar uma crise institucional em plena pandemia. "Esses últimos episódios nos preocupam, é óbvio que críticas são legítimas, mas não agressões propondo o fechamento das nossas instituições", lamentou.


Maia destacou ainda que o grande desafio do Parlamento é recuperar sua relação com a sociedade. Ele participou de evento promovido pela Frente Associativa da Magistratura e Ministério Público e defendeu que a Câmara é instrumento fundamental pra o desenvolvimento do País. "É no Parlamento que temos a representação de toda a sociedade. É lá que se constroem as maiorias, os consensos que vão melhorar a qualidade de vida da população", afirmou.


O presidente da Câmara também elogiou o Judiciário, que segundo ele, vem atuando de forma transparente. Maia considera que as agressões às instituições tem o intuito de colocar os Poderes a uma situação de subserviência a uma determinada posição. "Isso é muito ruim, vai gerando a impressão que existe um pólo que pode comandar e com essas pressões, vão ocupando o espaço do diálogo”, disse.


Para Rodrigo Maia, apenas com união entre todos os Poderes e a sociedade vai ser possível superar as dificuldades causadas pela pandemia. Segundo ele, é preciso uma construção coletiva.


Despesas

Maia também defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e o aumento das despesas públicas no período da crise e da recuperação econômica.


"Eu era cético em relação ao SUS, mas vi que sem o SUS teríamos passado uma situação mais difícil. A gente vai aprendendo. Essa pandemia vai mudar muita coisa", disse Maia.


Ele afirmou sempre ter sido contra o aumento da despesas, mas reviu sua posição com o agravamento da crise. Maia prevê, inclusive, a manutenção desses gastos após o período mais crítico da pandemia. “Vamos ter muito mais desempregado, teremos a informalidade chegando a 50% do mercado de trabalho, vamos ter a pobreza ficando maior”, destacou.

Fonte: Agência Câmara

 

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