Bolsonaro reafirma que vai acabar com auxílio emergencial de R$ 600

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defende a manutenção dos R$ 600 e

afirma que há consenso no Congresso quanto ao tema


Insensível à situação de milhões de brasileiros impactados pela pandemia, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que a União “não aguenta” pagar uma quarta parcela de R$ 600 para a população. Ele mostrou preocupação com a possibilidade de o país “se endividar demais”.


“União não aguenta outro desse mesmo montante, que, por mês, nos custa cerca de 50 bilhões de reais. Se o país se endividar demais, vamos ter problema”, disse Bolsonaro.


No entanto, todos os países do mundo estão aumentando gastos em função da pandemia. Enquanto impõe restrições à prorrogação do auxílio emergencial, o governo federal já liberou R$ 1,2 trilhão para garantir a liquidez dos bancos. Como não houve condicionantes, esse dinheiro sequer tem retornado em forma de crédito a micros e pequenos empresários, que agonizam com a crise.


Aprovado pelo Congresso Nacional no início da pandemia, o auxílio emergencial, instituído por três meses, garantiu renda e comida na mesa de milhões de vulneráveis e informais. Como se aproxima a data do pagamento da terceira e última parcela e os efeitos econômicos da pandemia devem se prolongar por um tempo, já é discutida a prorrogação do benefício.


O Planalto concordou, mas quer baixar o valor, influenciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chegou a falar em R$ 200 – a quantia que o governo queria pagar desde o início. Após pressão, a equipe econômica passou a ventilar na imprensa o valor de R$ 300.


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defende a manutenção dos R$ 600 e afirma que há consenso no Congresso quanto ao tema. Ele tem pedido que o governo envie sua proposta para que possam ser discutidas formas de financiamento.


Bolsonaro deu a declaração sobre o auxílio após evento de lançamento do canal de TV AgroMais, do grupo Bandeirantes. “Vai ser negociado com a Câmara, presidente da Câmara, presidente do Senado, um valor um pouco mais baixo e prorrogar por mais dois meses talvez a gente suporte, mas não o valor cheio de R$ 600”, completou.


Com informações do Jornal de Brasília

Fonte: Portal Vermelho

 

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