Rejeição a Bolsonaro bate recorde e chega a 54%, aponta pesquisa

Apenas 21% consideram o governo “bom” ou “ótimo”


Pela primeira vez desde sua posse na Presidência da República, Jair Bolsonaro é rejeitado por mais da metade da população brasileira. É o que aponta a nova rodada da pesquisa Quaest Consultoria e Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (22).


Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados consideram a gestão Bolsonaro “ruim” ou “péssima” – o recorde de desaprovação do governo na série da Quaest. No final de abril, a rejeição era de a 48%. Em dezembro, antes da pandemia do novo coronavírus, não passava de 32%.


Para apenas 21%, o governo é “bom” ou “ótimo”. É a menor índice de apoio a Bolsonaro em quase 18 meses no Planalto. Outros 24% consideram a gestão “regular”.


Mais do que rejeição, o bolsonarismo desperta um sentimento de decepção. De acordo com a pesquisa, 56% da população considera que o presidente faz um governo pior do que se esperava. Mesmo entre os brasileiros que votaram em Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro de 2018, 22% reprovam seu governo – mais que o dobro da rejeição em março (9%).


Os efeitos da pandemia de Covid-19 – que já matou mais de 50 mil pessoas no Brasil – desgastaram ainda mais a imagem presidencial. Nada menos que 59% dos brasileiros desaprovam a condução do presidente no combate ao novo coronavírus. Em abril, a rejeição ao trabalho errático de Bolsonaro era de 47%. Entre os eleitores do presidente, a desaprovação subiu 19% para 31%.


Há uma mudança na base de apoio bolsonarista. No recorte da pesquisa por renda, seu melhor resultado, agora, é entre pessoas que ganham até dois salários mínimos. “O auxílio emergencial diminui, mas não estanca a crise de imagem do presidente”, indica a Quaest. Até porque 50% veem o Congresso como principal responsável pelo auxilio – apenas 37% apontam o próprio presidente. Entre os brasileiros que associam o benefício ao presidente, 37% avaliam mal a forma como Bolsonaro enfrenta a pandemia de coronavírus e 35% avaliam bem.


A pesquisa Quaest ouviu mil pessoas, de todos os estados, entre 14 e 17 de junho, com base em um recrutamento digital feito via convites aleatórios em painel de eleitores. Numa segunda fase, foi realizado um trabalho de pós-estratificação.


O levantamento foi encerrado um dia antes da prisão do policial aposentado Fabrício Queiroz, coordenador de um esquema de “rachadinha” que beneficiou o senador Flávio Bolsonaro quando este era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Por não ter medido o impacto dessa notícia – que é devastadora para a família Bolsonaro –, a pesquisa pode não expressar fielmente o desgaste atual do presidente e de seu governo.

Da Redação, com agências

Fonte: Portal Vermelho

 

Acesso Restrito

Rede NCST Sindical

ncst-rede