Milhões de trabalhadores migrantes desempregados devem retornar a países de origem, alerta OIT

Muitos que não voltarem para os países de origem terão de lidar com um cenário complicado, sem acesso à proteção social e com pouco dinheiro para se alimentar e pagar aluguel

Por Assis Moreira, Valor — Genebra

Com o fim do confinamento em vários países, milhões de trabalhadores migrantes que perderam seus empregos enfrentarão agora o retorno a seus países sem dinheiro, o que deve aumentar a pobreza, alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A estimativa é de 164 milhões de trabalhadores no mundo, metade mulheres, que representam 7,4% da mão-de-obra mundial, estejam nesta situação.

Muitos que não voltarem para os países de origem terão de lidar com um cenário complicado, sem acesso à proteção social e com pouco dinheiro para se alimentar e pagar aluguel.

O Banco Mundial projeta queda de 20% na remessa de recursos de migrantes para seus países, normalmente de baixa e média renda.

Assim, as remessas atingirão não mais de US$ 445 bilhões, comparado ao recorde de US$ 554 bilhões no ano passado. Na América Latina e Caribe, essas remessas somaram US$ 96 bilhões no ano passado.

 

(Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

 

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