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NCST elege diretoria em congresso nacional e presidente convoca para a greve geral

Ao abrir os trabalhos do IV Congresso Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, o presidente José Calixto Ramos convocou a todos para a greve geral. Segundo o presidente, há uma tentativa “deslavada” de desmobilização dos trabalhadores para o ato marcado para o dia 30 deste mês. A plenária de abertura do evento contou, ainda, com a eleição da diretoria para a gestão 2017-2021, por aclamação; palestra sobre o mundo do trabalho, com o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio; e instalação das comissões temáticas.

O evento teve início nesta segunda-feira e vai até amanhã, dia 28, no Centro de Treinamento Educacional - CTE, da Confederação Nacional Trabalhadores na Indústria - CNTI, em Luziânia (GO), reunindo cerca de mil delegados representantes das confederações, federações e sindicatos da base da Nova Central, que vieram de todas as partes do Brasil. O Congresso reúne trabalhadores da indústria, dos transportes terrestres, do turismo e hospitalidade, da construção, da educação e cultura e dos serviços públicos.

“O IV Congresso da Nova Central debate formas de lutas para barrar a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária no Poder Legislativo. São propostas que visam por fim às legislações de proteção do trabalho, destruir a espinha dorsal dos direitos trabalhistas rumo ao sucateamento da CLT, enfraquecimento da democracia e da Constituição Federal”, afirmou o presidente. 

Segundo Calixto, as reformas propostas pelo Executivo e ampliadas no Legislativo, sem diálogo com as entidades sindicais e a sociedade, num ato de intransigência do governo e do Congresso Nacional, se distanciaram do plano de governo apresentado aos eleitores em 2014, refletindo na rejeição recorde do presidente Michel Temer e descrédito do Legislativo. Ele alertou para a responsabilidade de escolha de representantes nas próximas eleições de 2018.

“É necessário que neste grave momento que registra a trágica marca de mais de 14 milhões de desempregados no Brasil que rejeitemos essa atitude brutal e insensível e são as entidades sindicais as únicas instituições democráticas fora dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, capazes de impedir as medidas retrógradas”, disse.

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“O Congresso da Nova Central ocorre em momento decisivo para o Brasil”


A afirmação foi feita pelo economista e diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio, durante palestra de abertura do IV Congresso Nacional, na tarde desta segunda-feira, 26. “Estamos vivendo a pior crise do país e os trabalhadores precisam definir estratégias de enfrentamento e, para isso, é preciso conhecer e entender a política de governo em curso, reorganizar a estrutura sindical, atuar com unidade e respeito profundo à classe trabalhadora”, orientou.

O economista chamou os dirigentes sindicais participantes do evento a uma reflexão sobre as mudanças ocorridas no Brasil nos últimos 50 anos, que levou à mudança de estratégia do desenvolvimento econômico, com graves consequências para o país. Segundo Clemente, esta nova estratégia está numa encruzilhada e se resume a entregar para outros tudo o fizemos para chegar a ocupar a sétima economia do mundo, abrindo mão da soberania e do desenvolvimento. “O Brasil dilacerou sua capacidade de investir em infraestrutura e está transferindo nossas conquistas e riquezas para o capital internacional”.

Clemente Ganz fez críticas ferrenhas à reforma trabalhista em debate no Poder Legislativo e à lei da terceirização. “A reforma em votação quebra a espinha dorsal dos sindicatos, ao transformar quase toda a CLT em objeto de negociação e, ao mesmo tempo, tirar do sindicato o poder de negociar; quebra a espinha dorsal da justiça, deixando o trabalhador sem proteção legal; e com o trabalho intermitente, transforma o trabalho precário em legal”. Ele ressaltou que é preciso estar atentos à lei da terceirização. “Sozinha, ela acaba com a estrutura sindical brasileira”.

O diretor do Dieese orientou que o movimento sindical deve ter como prioridade absoluta discutir e propor estratégias para o desenvolvimento nacional, aliando a isso a construção do maior projeto de autoregulação da organização sindical, onde a conduta ética seja o centro; aprender a conviver na divergência; e criar unidade para enfrentar os desafios. Divididos seremos destruídos”, avaliou.

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Nova Central não servirá de palanque para discursos oportunistas


A afirmação foi feita pelo presidente José Calixto Ramos aos delegados do IV Congresso Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores. Ele criticou a falta de unidade das centrais e as reuniões individuais de dirigentes com o governo. Segundo ele, a cada reunião surge uma nova versão sobre posicionamento em relação à reforma trabalhista, que depois é amplamente divulgada pela mídia como decisão de todas. “A Nova Central não se prestará a esse papel. Não será bucha de canhão, nem servirá de palanque para discursos de ninguém”, disse, ao recusar convite do ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, para reunião no Palácio do Planalto com parte das centrais, nesta quarta-feira.

O presidente da NCST disse não haver entendimento perfeito entre as centrais sobre pontos específicos da reforma, como a contribuição sindical compulsória. Segundo Calixto, para evitar o estrago que pretendem impor ao movimento que defende os trabalhadores temos que mobilizar as bases e pressionar os legisladores. “Tarefa árdua já que dois terços da Câmara estão sendo investigados e onde não há certezas. Hoje dizem uma coisa e amanhã fazem outra, recebendo ou vendendo privilégios, mas não será com o fim da contribuição compulsória que vão nos derrotar. Sobreviveremos mesmo que essa decisão seja tomada por aqueles que detêm o poder da caneta”, ressaltou.

Calixto falou dos ataques que o movimento sindical vem sofrendo e rechaçou as críticas de que a contribuição sindical garante recursos exorbitantes para manter a organização em defesa dos trabalhadores. “Quem afirma isso não sabe da nossa realidade”. Segundo ele, a contribuição cobriria somente cerca de 20% das necessidades dos sindicatos e é paga pelo trabalhador para assegurar o funcionamento da estrutura. “Sem a participação dos trabalhadores no custeio das entidades não haveria sindicatos, federações, confederações e, consequentemente, as centrais sindicais”.
José Calixto lembrou que há mais de 40 anos trabalha em defesa do movimento sindical e da contribuição e que a Nova Central nasceu com o espírito combativo, da honestidade, da moral e da ética. “Vivemos um momento crucial para os trabalhadores, mas a partir das dificuldades que querem nos impor, daremos um novo passo para a reengenharia sindical, enfrentando a nova realidade”.

O presidente enfatizou aos delegados que o Brasil vive um momento crítico e que é preciso estarem atentos. “A República ruiu e em meio ao caos querem jogar em nossas costas o ônus por tudo de ruim por que passa o país. Estão orquestrando em várias frentes o desmantelamento do movimento sindical, mas se depender da Nova Central não conseguirão tal intento”, sentenciou.

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