Pesado, contado, avaliado

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Os dirigentes das centrais sindicais unidas manifestaram-se quarta-feira (26), em Brasília, cumprindo os protocolos sanitários e apresentando ao Congresso Nacional a pauta legislativa de interesse dos trabalhadores, organizada pelo DIAP.

João Guilherme Vargas Netto*

joao guilherme 696x463Dentre todas as cláusulas assinaladas a reivindicação de R$ 600 de Auxílio Emergencial para todos os necessitados enquanto durar a pandemia ocupa o lugar central, por sua abrangência, relevância e urgência.

Para tanto os dirigentes conclamaram os parlamentares a discutirem e votarem a MP 1.039, ampliando o atual Auxílio merreca e interditando qualquer manobra dilatória e confusionista do governo.

Enquanto isso, na vida dos trabalhadores nas empresas, vão acontecendo os mil e um episódios do dia a dia e que demandam ação sindical.

É o protocolo sanitário que não está sendo respeitado e cumprido, é a data-base vencida sem que o patrão consinta em negociar, é o trabalho remoto com jornadas abusivas, é o atraso ou o não pagamento de salários, é a não correção da PLR, é a demissão de um cipeiro cuja estabilidade é negada, é a intransigência de um chefe assediador, é a organização pelo RH da empresa de listas de “oposição” ao sindicato, é a ameaça de demissão individual ou coletiva, enfim é o purgatório das dificuldades dos trabalhadores que exigem a resistência sindical.

A combinação — na cúpula e na base — destas iniciativas (além daquelas de solidariedade social) é que garante a relevância do movimento. Cada dirigente sindical, não importa seu papel ou sua proeminência, terá sua responsabilidade definida e será biblicamente pesado, contado, avaliado pelos trabalhadores e pela sociedade.

(*) Membro do corpo técnico do Diap, é consultor de entidades sindicais de trabalhadores

 

Fonte: DIAP

https://www.diap.org.br/index.php/noticias/artigos/90497-pesado-contado-avaliado

 

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