A inflação projetada acima do teto da meta em 2026 já altera a leitura do mercado sobre o rumo da política monetária e reduz o espaço para cortes mais intensos da taxa básica de juros. Com expectativas desancoradas, pressão internacional sobre commodities e incertezas fiscais no radar, economistas avaliam que o Banco Central deve adotar uma postura mais cautelosa nos próximos meses.
A avaliação do mercado é que o Brasil corre o risco de chegar a 2027 convivendo com inflação resistente, juros estruturalmente elevados e menor capacidade de estímulo à economia. Nesse cenário, cresce a preocupação com um ciclo mais prolongado de aperto monetário, capaz de impactar crédito, investimentos e ritmo de crescimento do país.
CORREIO BRAZILIENSE
