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Ignorar isso agora não é descuido de RH; é decisão estratégica com consequência no resultado.

O artigo é de Camila Farani, empresária e investidora, em artigo publicado por Estado de S. Paulo.

Eis o artigo.

Sim, eu sei que você já leu sobre o tema. E é importante detalhá-lo cada vez mais. Os afastamentos por burnout cresceram 823% nos últimos quatro anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Não há forma de suavizar esse número.

823% é uma explosão, não uma tendência. E o que o dado revela não é que os brasileiros ficaram mais frágeis. É que o modelo de trabalho que a maioria das empresas manteve intacto nos últimos anos chegou num ponto em que o ser humano não sustenta.

A conta não ficou só no INSS. O Brasil encerrou 2025 com mais de 530 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica. Para quem tem empresa, esse dado precisa ser lido de outra forma: é uma cidade do tamanho de Maceió inteira saindo do mercado de trabalho por saúde mental num único ano.

‘Há uma espiral negativa na economia muito forte’, diz Ricardo Lacerda, do BR Partners.

Cada afastamento carrega consigo recrutamento emergencial, queda de produtividade na equipe, perda de conhecimento que levou anos para ser construído e um moral coletivo que não se repõe com comunicado interno.

A íntegra do artigo pode ser lida aqui.

IHU – UNISINOS

https://www.ihu.unisinos.br/666966-afastamento-por-burnout-dispara-823-em-quatro-anos-esgotamento-profissional-virou-dado-de-gestao