por master | 11/05/12 | Ultimas Notícias
O crédito hipotecário tem crescido a uma taxa real de 14% em média na América Latina desde 2003, com o Brasil à frente, o que é motivo de preocupação para as autoridades, segundo um artigo divulgado nesta quinta-feira por três especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A alta do crédito e o aumento significativo dos preços das moradias “pode gerar instabilidade financeira” como a bolha imobiliária que desencadeou a crise dos Estados Unidos a partir de 2007, segundo esses especialistas, que publicaram seu estudo no blog “Diálogo a Fundo”, do organismo.
Em linhas gerais, Luis Cubeddu, Camilo Tovar e Evridki Tsounta calculam que o crédito hipotecário representa menos de 20% do fluxo de empréstimos bancários na região, cerca de 7% em média do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo os analistas, estas são porcentagens ainda manejáveis, mas os dados do mercado imobiliário na região são difíceis de ser coletados pela falta de cifras sistemáticas. Apenas Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai possuem dados atualizados e ainda assim, limitados a zonas urbanas.
por master | 11/05/12 | Ultimas Notícias
O número de lançamentos de imóveis na região no primeiro trimestre deste ano caiu 36% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela ACIGABC (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC). Foram 1.023 unidades lançadas neste ano contra 1.589 em 2011.
Em contrapartida, o número de vendas teve crescimento de 26,4% nos três primeiros meses do ano. Foram 1.427 unidades vendidas no período, enquanto no ano passado foram 1.129.
Ainda de acordo com a associação, a maior parte dos imóveis lançados é de dois e três dormitórios. Santo André foi o município que teve mais apartamento novos, com 48% do total. Na lista de vendas quem lidera o ranking é São Bernardo, com 51,8%. (Com informações de Soraia Abreu Pedroso)
por master | 11/05/12 | Ultimas Notícias
“Sabe-se que pelo menos um bilhão de pessoas no mundo – uma em cada seis – sofrem de uma ou mais doenças negligenciadas, principalmente tropicais, e entre elas a principal é a malária”
Recentemente participei da conferência internacional “Universidades públicas como atores para o desenvolvimento social e econômico: prioridades em pesquisa, políticas e práticas em propriedade intelectual, doenças negligenciadas e acesso a medicamentos”. O convite para este importante evento, que ocorreu na Faculdade de Saúde Pública da USP, me foi feito pelas Universidades Aliadas para Medicamentos Essenciais (UAEM) e pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa).
Ao participar da conferência, mais aprendi do que contribuí. Dentro dela, me coube abordar o cenário político e legislativo brasileiro. Sabe-se que o parlamento pode ter importância nas definições das políticas públicas nas áreas aludidas pela conferência, mas o nosso parlamento não faz esse debate, ou o faz de maneira pobre, portanto pouco havia a falar sobre o tema que me foi proposto. Por ter mais a aprender é que aceitei o convite.
Mas o que são doenças negligenciadas?
Doenças negligenciadas são aquelas que, apesar de acometerem, em alguns casos, milhões de pessoas no mundo, não são atrativas em termos econômicos para os laboratórios fabricantes de medicamentos. Na sua maioria, são doenças tropicais infecciosas que afetam principalmente pessoas pobres que vivem em países ou regiões pobres. Por não darem lucro, os laboratórios fabricantes de medicamentos não investem em pesquisas. Assim, as drogas usadas para o tratamento dessas doenças são antigas e muitas vezes inadequadas e ineficazes.
Doenças negligenciadas também são aquelas que não despertam o interesse – ou despertam um interesse insuficiente – dos governos em seu combate.
Exemplo de doenças consideradas negligenciadas: malária, doença de Chagas, leishmaniose e doença do sono.
Sabe-se que pelo menos um bilhão de pessoas no mundo – uma em cada seis – sofrem de uma ou mais doenças negligenciadas, principalmente tropicais, e entre elas a principal é a malária.
A cada ano, no mundo, surgem de 350 a 500 milhões de novos casos de malária – 1,5 milhão morrem por conta da doença. Quase três mil crianças morrem por dia de malária na África. Ela é a principal causa, no mundo, de morbidade e mortalidade causada por parasita.
No Brasil, temos cerca de 300 mil casos por ano.
A doença de Chagas, endêmica na América Latina, tem cerca de oito milhões de casos com mais de 14 mil mortes por ano.
A leishmaniose infecta cerca de 12 milhões de pessoas em 88 países, incluindo o Brasil, e causa mais de 50 mil mortes anuais.
Por ora limitada ao território africano temos a doença do sono, que é endêmica em 36 países e tem de 50 a 70 mil novos casos anualmente. O número de mortes é de cerca de 50 mil por ano – a doença pode demorar até seis anos para levar à morte.
A ONG Médicos Sem fronteira (MSF) fez uma pesquisa no primeiro semestre de 2001 abrangendo as 20 empresas farmacêuticas de maior faturamento bruto em todo o mundo. A pesquisa indicou que o investimento em pesquisa do setor privado no campo das doenças negligenciadas era mínimo e que nos cinco anos anteriores nenhuma das empresas pesquisadas havia lançado no mercado uma droga para qualquer das moléstias incluídas no estudo.
Como disse acima, as doenças infecciosas tropicais são exemplos de doenças negligenciadas. Do total de 1.393 novas drogas aprovadas entre 1975 e 1999, apenas 1% (13 drogas) eram especificamente indicadas para doenças tropicais.
Ainda segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras: “Ao longo dos últimos 25 anos apenas 15 novas drogas foram indicadas para doenças tropicais e tuberculose. Essas doenças afetam primordialmente as populações pobres e respondem por 12% da carga global de doenças. Em comparação, 179 novas drogas foram desenvolvidas para doenças cardiovasculares, que representam 1% da carga total de doenças”.
Gasta-se mais em pesquisas sobre impotência sexual, calvície e obesidade do que sobre doenças negligenciadas. São doentes esquecidos pelos governos e doenças ignoradas pelos fabricantes de remédios. Os donos e sócios de laboratórios negligenciam a vida, mas não negligenciam o lucro.
por master | 11/05/12 | Ultimas Notícias
Já está em operação o Touch Economia, desenvolvido pelo Instituto Curitiba de Informática (ICI). Trata-se de um aplicativo (app) para dispositivos móveis (da Apple e da Google) que permite ao cidadão curitibano a consulta do menor preço de um determinado produto ou de uma lista de compras de supermercado.
Os preços são os válidos no momento da consulta, e quando o aplicativo cita um determinado supermercado inclui qual loja da rede possui o menor preço. A pesquisa é feita diariamente pela Secretaria Municipal do Abastecimento (Smab), que criou e mantém, desde 1993, o projeto Disque Economia.
O aplicativo por ser o grande fator de economia nas compras, principalmente porque a captação de preços é feita mediante pesquisa presencial, e não de maneira automática com informações disponíveis na internet. A diferença de preços pode chegar a 40% entre um mercado e outro, inclusive dentro da mesma rede de supermercados.
O funcionamento é muito simples: o aplicativo é um comparador de preços, em que o cidadão pode verificar qual mercado oferece o melhor custo.
por master | 11/05/12 | Ultimas Notícias
Evitar que recursos de revistas sejam enviados ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília é o principal objetivo das audiências de conciliação que estão sendo realizadas ontem e hoje em Londrina. Este tipo de recurso cabe em ações trabalhistas já julgadas em primeira instância na cidade e, em segunda, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, em Curitiba.
As audiências, que estão sendo promovidas pela primeira vez no interior do Estado, marcam o início das comemorações dos 50 anos da 1 Vara do Trabalho de Londrina, que serão completados em dezembro. Na pauta, estão 60 processos que envolvem patrões e ex-empregados de toda a região. Das 10 audiências realizadas na manhã de ontem, oito terminaram em entendimento entre as partes. Segundo o tribunal, a média de sucesso das conciliações é de 40% dos casos.
”A proposta da atual presidente do TRT (desembargadora Rosemarie Pimpão) é interiorizar a Justiça do Trabalho”, disse à FOLHA o vice-presidente do tribunal, Altino Pedrozo dos Santos. ”Nós selecionamos as ações que têm mais chances de acordo, contatamos as partes e realizamos as audiências”, complementa. Segundo ele, tramitam no TRT cerca de 140 mil processos por ano. Só da região de Londrina, a média daqueles que chegam à fase de recurso de revista é de 260 por mês.
”Estamos muito otimistas com os resultados deste trabalho, temos sentido muita receptividade por parte dos trabalhadores, empresários e dos advogados”, revela Santos.
Ex-administrador de uma fazenda com sede em Bela Vista, Edmar Rafundini, 29 anos, saiu satisfeito com o acordo feito com os ex-patrões ontem à tarde. Ele pleiteava R$ 20 mil em horas extras, danos morais e insalubridade. E ganhou R$ 15 mil. ”O processo já ia completar cinco anos”, contou.
Já um dos sócios da fazenda, Luís Favoreto, não gostou nada de ter de desembolsar o valor. ”A Justiça do Trabalho só olha o lado do empregado”, reclamou. Mesmo assim, ele admitiu que, caso recorresse à Brasília, poderia ter de pagar mais.
Apesar de as audiências só serem agendadas depois de as duas partes confirmarem presença, o advogado da Cooperativa Agrícola Nova Produtiva, de Astorga, perdeu seu tempo indo à sede da Justiça do Trabalho, na Avenida do Café (zona leste). Os quatro ex-empregados reclamantes e seus advogados não compareceram. ”Trouxemos nossas propostas. São pessoas que trabalharam para a empresa na safra de 2009 e querem hora extra e insalubridade”, contou o assessor jurídico, Rodrigo Bueno.
Já o juiz auxiliar da vice-presidência do TRT, Eduardo Baracat, acredita ter havido algum contratempo. ”O advogado (dos empregados) tinha confirmado presença”, ressalta. Ele afirma que ainda há tempo para as partes chegarem ao acordo antes que o processo vá para Brasília. Mas, para isso, pelo menos os advogados terão de ir a Curitiba.
Baracat explica que o TRT ainda não tem nova data para voltar a Londrina. Ele adianta que o tribunal está desenvolvendo um novo projeto que vai ajudar a agilizar as ações. São as audiências por videoconferência realizadas on-line. Os juízes ficam em Curitiba e patrões e empregados participam da audiência da sede mais próxima da Justiça do Trabalho de seus municípios.
”Começamos a desenvolver este projeto em fevereiro. O principal desafio é garantir a assinatura digital das partes simultaneamente com a do juiz”, explica. Ainda não há prazo definido para implantar a novidade.