por master | 13/08/10 | Ultimas Notícias
Osmar Dias e Beto Richa não tiveram a oportunidade de fazer perguntas um ao outro, mas trocaram indiretas envolvendo privatizações, MST e alianças incoerentes
A presença dos sete candidatos ao governo do Paraná no primeiro debate na televisão, transmitido ontem à noite pela Band TV, eliminou qualquer possibilidade de confronto direto entre os dois principais adversários na disputa pelo Palácio Iguaçu, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Com isso, o encontro dos candidatos acabou sendo morno.
Como não tiveram chance de fazer perguntas um ao outro durante as cerca de duas horas e meia de debate, o tucano e o pedetista trocaram farpas indiretamente. E foi o tema “privatização” e a herança deixada pelo ex-governador Jaime Lerner que tiveram papel central no debate. Osmar, por exemplo, usou esses argumentos para colocar Richa em situação desconfortável. Mesmo quase oito anos após o fim do governo Lerner, a venda do Banestado e a implantação dos pedágios no estado estiveram no centro das discussões.
O pedetista, por outro lado, teve de se explicar a respeito do fato de ser produtor rural e estar aliado ao PT, que é um partido que historicamente ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
A pressão maior sobre Richa – apesar de não ter sido contínua ao longo de todo o debate – foi impulsionada pelo discurso antiprivatização do candidato Avanílson Araújo (PSTU). Logo no início, ao explicar por que deseja ser governador, o candidato do PSTU questionou a venda do Banestado ao Itaú pelo ex-governador Jaime Lerner e defendeu a manutenção da Copel e da Sanepar como empresas públicas. No terceiro bloco, graças ao sorteio, Avanílson questionou o tucano sobre esses pontos e o acusou de ter votado a favor da privatização do Banestado quando era deputado estadual, no fim dos anos 90.
“Sempre agi com responsabilidade e consciência na vida pública. Jamais deixei aprovar leis que não estivesse convencido que fossem para o bem do Paraná. Votei sim pela venda do Banestado porque o banco estava prejudicando o Paraná”, disse Richa. Na réplica, acusado pelo candidato do PSTU de ser defensor da privatização e de ter apoiado a implantação dos pedágios, Richa argumentou que vai preservar o patrimônio público e lutar por tarifas de pedágio mais “justas e acessíveis”.
Aproveitando-se do tema, Osmar afirmou que sempre lutou para que o pedágio não fosse implantado e foi o primeiro a defender que a Copel não fosse privatizada. “Houve uma venda desastrosa do Banestado aprovada na Assembleia, com votos de deputados que hoje saem dizendo que vão defender a empresa pública”, declarou. “Por que não fizeram isso quando podiam? Não fez isso, não pode falar que vai fazer.”
Logo em seguida, porém, o pedetista foi questionado sobre o que faria em relação à reforma agrária e qual sua posição sobre o MST. Dizendo-se favorável à reforma agrária, Osmar afirmou que, por lei, o direito de propriedade deve ser respeitado. Mas, segundo ele, se as propriedades forem improdutivas, elas devem ser destinadas a famílias que saibam cultivar a terra. “Temos de verificar quais propriedades estão cumprindo os requisitos de responsabilidade social. Se cumprirem, não há porque desapropriá-las”, defendeu-se. “É uma brincadeira de quem não conhece o nosso estado querer colocar na minha testa aquilo que não sou [defensor do MST]”, rebateu Osmar. “Sou agricultor e produtor rural.”
Osmar também foi acusado de ter fechado uma coligação incoerente, reunindo na mesma chapa o PDT, o PT e o PMDB do seu adversário em 2006, o ex-governador e hoje candidato ao Senado Roberto Requião. “Fechamos uma coligação baseada em princípios e afinidades ideológicas, com partidos que impunham a mesma bandeira. Tenho orgulho de representar meus candidatos ao Senado e meu vice”, alfinetou Beto.
Alegando que é preciso manter a política social do governo Lula e de que recebeu um pedido do presidente para ser candidato, Osmar elogiou programas implantados por Requião e defendeu que os eleitores “não podem ficar sujeitos a escolher um programa que não seja de interesse do Paraná”.
Outro momento de acusações indiretas entre os dois ocorreu quando Osmar afirmou que irá implantar uma clínica da mulher em todos os municípios do estado para que as mães possam ter acompanhamento médico durante a gestação. “Vamos implantar o Mãe Paranaense, que o outro candidato não teve coragem de dizer que começou no meu governo em Curitiba, com o nome de Mãe Curitibana”, cutucou Richa.
Além de Richa, Osmar e Avanílson Araújo, participaram do debate Paulo Salamuni (PV), Felipe Bergmann (PSol), Amadeu Felipe da Luz Ferreira (PCB) e Robinson de Paula (PRTB).
por master | 13/08/10 | Ultimas Notícias
O financiamento imobiliário com recursos das cadernetas de poupança atingiu no primeiro semestre deste ano o melhor resultado da história no que se refere a valores. ´
Se consideradas apenas as operações realizadas em junho deste ano, os financiamentos somaram R$ 5,27 bilhões, montante 78% superior ao resultado de igual mês de 2009 (R$ 2,96 bilhões) e 24% acima das contratações de maio de 2010 (R$ 4,25 bilhões).
O número de unidades financiadas subiu de 123,9 mil, nos primeiros seis meses de 2009, para 187,6 mil, de janeiro a junho deste ano, um crescimento de 51,5%. Somente em junho foram financiados 40,8 mil imóveis, de acordo com dados divulgados, na quinta-feira (11), em São Paulo, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A captação líquida de depósitos de poupança aumentou quase cinco vezes nos primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2009, quando o resultado foi, em parte, afetado pela crise financeira mundial surgida no final de 2008. Do valor de R$ 1,8 bilhão captados entre janeiro e junho de 2009, os depósitos saltaram para R$ 8,8 bilhões.
Os resultados sustentam as expectativas otimistas da Abecip, que prevê que o financiamento imobiliário com recursos da poupança seja de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões este ano. Apesar disso, o presidente da associação, o engenheiro Luiz Antonio Nogueira de França, chama a atenção para o risco de os recursos das cadernetas de poupança se tornarem insuficientes para atender à demanda por crédito imobiliário.
“Com relação à capacidade de financiar o mercado imobiliário com os recursos da caderneta de poupança, nossos estudos – que convergem com os de outras entidades – mostram que, entre dois e três anos, a gente deva ter problema com essa fonte”, afirmou.
Segundo França, o cenário de juros baixos, prazos alongados e crescimento econômico estimula a demanda por crédito imobiliário. Atualmente, a poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são as duas principais fontes de recursos do setor habitacional.
Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, é necessário discutir e viabilizar novos instrumentos de financiamento que possam ser usados em breve.
“Já temos hoje o sistema de securitização de recebíveis que deverá crescer. O que está sendo estudado e que parece o mais viável são os chamados CDBs cobertos, um tipo de certificados de depósitos que os bancos poderiam usar para captar e emprestar recursos. Isso, contudo, ainda depende de regulamentação governamental e está em discussão, mas é uma possibilidade já utilizada em outros países”, afirmou Barros.
por master | 13/08/10 | Ultimas Notícias
O Banco do Brasil iniciou, nesta quarta-feira (10), o pagamento do Abono Salarial para os participantes que possuem o número de inscrição no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) com final 0 e 1.
Os benefícios referentes ao calendário 2010/2011 totalizam mais de R$ 1,23 bi e devem ser sacados até 30 de junho de 2011.
Até o momento, o BB já desembolsou R$ 980 milhões ou 79,29% do total, por meio de convênio Pasep/Fopag e crédito em conta corrente. Ainda falta pagar cerca de 513 mil participantes.
O benefício equivale ao valor de um salário mínimo e o que não for sacado será devolvido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em 30 de junho de 2011.
Têm direito ao abono os trabalhadores cadastrados no Pasep há pelo menos cinco anos, que obtiveram renda mensal de até dois salários mínimos em 2010.
É necessário que o participante tenha trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada naquele ano e que conste da Rais de 2009 (Relação Anual de Informações Sociais) entregue pelo empregador.
por master | 13/08/10 | Ultimas Notícias
As centrais sindicais – CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT – irão realizar encontro com a candidata petista à Presidência da República Dilma Rousseff. A atividade será na próxima terça-feira (17), na Casa de Portugal, em São Paulo
“A CTB tem a convicção de que a emancipação feminina só poderá acontecer quando também a classe trabalhadora se libertar do capitalismo, que mudanças profundas só serão efetivas em outro tipo de sociedade: justa e igualitária, ou seja, socialista”.
E segue: “Neste sentido, é importante a participação das sindicalistas na luta política travada neste ano eleitoral. Pois, está em jogo à defesa da continuidade dos projetos em curso na gestão Lula e, eleger Dilma, é a principal bandeira de luta do momento, além de ser uma grande vitória para o Brasil em ter a primeira mulher presidente”.
Este é o texto publicado na página da CTB que convoca o encontro das mulheres trabalhadoras com a candidata do PT à presidência da república.
No encontro, as trabalhadoras entregarão a Dilma uma plataforma de reivindicações das mulheres que consta na Agenda da Classe Trabalhadora pelo Desenvolvimento e Soberania. O projeto foi tirado da realização da 2º Conclat, que reuniu 30 mil trabalhadores e trabalhadoras, no estádio do Pacaembu (São Paulo), no dia 1º de junho.
Ao convocar os sindicatos a se mobilizarem nos estados para participar da mobilização nacional que ocorrerá em São Paulo no próximo dia 17, a CTB elenca conquistas em termos de políticas públicas para as mulheres obtidas durante o governo Lula: ampliação da licença maternidade; proibição a discriminação sexual no trabalho; criação da lei Maria da Penha, contra a violência doméstica; reforma do código civil e o direito da mulher à posse da terra, entre outras.
Mas, mantendo a característica combativa da entidade, o texto convocatório da central instiga a participação em sua finalização: “mas ainda há muito pelo que lutar”. (Fonte: Portal Vermelho)
Serviço:
Encontro das Mulheres Trabalhadoras com Dilma Rousseff
Quando: terça-feira (17), a partir das 10h
Local: Casa de Portugal
Av. Liberdade, 602 – próximo à estação de metrô Liberdade
Mais informações: Márcia Viotto
Telefone: (11) 3106-0700 ou pelo e-mail: <!– var prefix = ‘ma’ + ‘il’ + ‘to’; var path = ‘hr’ + ‘ef’ + ‘=’; var addy26891 = ‘marcia’ + ‘@’; addy26891 = addy26891 + ‘portalctb’ + ‘.’ + ‘org’ + ‘.’ + ‘br’; document.write( ‘<a ‘ + path + ‘\” + prefix + ‘:’ + addy26891 + ‘\’>’ ); document.write( addy26891 ); document.write( ‘<\/a>’ ); //–>\n marcia@portalctb.org.br
por master | 13/08/10 | Ultimas Notícias
A coligação da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terá três minutos a mais que a de seu principal adversário, o tucano José Serra. Dilma terá 42,6% do espaço total, José Serra (PSDB) ficará com 29,2% do tempo e Marina Silva (PV), com 5,6%. A coligação governista (“Para o Brasil Seguir Mudando”), que conta com 10 partidos (PT, PRB, PDT, PMDB, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PCdoB) terá 10min39s de cada um dos dois blocos de 25 minutos do horário eleitoral gratuito que irá ao ar a partir do dia 17, terça-feira, na TV e no rádio. O tempo de TV e rádio de cada coligação foi divulgado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
José Serra, da coligação “O Brasil Pode Mais”, que conta com seis partidos (PSDB, PTB, PPS, DEM, PMN e PTdoB) ficou com o segundo maior tempo do horário: 7min19s. Marina Silva, que concorre pelo PV, sem coligação, terá 1min23s. O PSOL, do candidato Plínio de Arruda Sampaio, que também não tem aliados eleitorais, terá 1min2s. Os demais cinco candidatos à Presidência terão 56 segundos de tempo. São eles: Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Ivan Pinheiro (PCB).
A propaganda eleitoral gratuita para presidente será dividida em dois blocos de 25 minutos a serem veiculados às terças, quintas e aos sábados até o dia 30 de setembro. As emissoras deverão exibir também seis minutos diários de propaganda eleitoral a serem divididos pelos candidatos. Inserções de até 60 segundos devem ser distribuídas ao longo da programação das emissoras entre 8h e 24h, inclusive aos domingos.
Nessa modalidade, a divisão foi a seguinte: 2min33s para Dilma, 1min45s para Serra, 20 segundos para Marina, 15 segundos para Plínio, e 13 segundos para os demais.
A ordem de apresentação dos candidatos no horário eleitoral foi definida por sorteio, no início do mês, pelo TSE, e ficou assim, seguindo do primeiro ao último: Serra, Plínio, Rui Costa Pimenta, Zé Maria, Dilma, Eymael, Levi Fidelix, Marina e Ivan Pinheiro.
Ao todo, Dilma terá 230 inserções de 30 segundos cada uma. Ou 460 de 15 segundos, caso a campanha decida fatiá-las. Serra terá 157 inserções de 30 segundos (ou 314 de 15 segundos). Marina ficará com apenas 29 inserções de 30 segundos (ou 58 de 15 segundos).