por master | 20/04/12 | Ultimas Notícias

Camargo Corrêa é a primeira a assinar compromisso nacional
para aperfeiçoar as condições de trabalho
Acordo com o Governo Federal é inédito no setor da construção civil e pesada
A Camargo Corrêa, representada por seu presidente, Dalton Avancini, foi a primeira empresa a assinar, ontem, 1º de março, um acordo negociado entre o governo federal, as principais centrais sindicais e entidades patronais, para melhorar as condições de trabalho no setor da construção civil e pesada.
A assinatura ocorreu durante uma solenidade em Brasília, que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e representantes de outras empresas do setor de construção.
O Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção foi fechado em dezembro de 2011, após nove meses de negociação. O compromisso é de livre adesão, ou seja, não tem o poder de acordo coletivo ou convenção trabalhista.
Na solenidade de ontem, a Construtora Camargo Corrêa assinou o termo aderindo ao compromisso para a obra de Jirau. As adesões podem ocorrer a qualquer momento, por obra ou conjunto de obra, e serão protocoladas junto à Mesa permanente.
O objetivo do governo é evitar conflitos entre patrões e empregados, principalmente nas obras dos estádios da Copa de 2014 e nos projetos de infraestrutura considerados prioritários.
O compromisso estabelece seis macro diretrizes referentes aos seguintes temas:
• Recrutamento, pré-seleção e seleção com vistas à contratação de profissionais
• Formação e qualificação de profissionais
• Saúde e Segurança do Trabalho
• Representação Sindical no local de trabalho
• Condições de trabalho
• Relações com a comunidade
Durante a solenidade, a presidente Dilma Rousseff destacou a importância do acordo. “Sempre deve haver o diálogo entre empresários e trabalhadores, não só nos momentos de prosperidade ou de baixa taxa de desemprego. Por isso, considero que essa Mesa é permanente. Na prosperidade ou diante da crise, ela terá de cumprir um papel”. A presidente ainda acrescentou que “esse não é um acordo feito sem que haja diferenças de pontos de vista, mas é um acordo que supera essas diferenças, que modifica a realidade, porque busca construir um consenso a partir desse conflito”.
por master | 20/04/12 | Ultimas Notícias
Com vagas limitadas, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) lança o primeiro curso de graduação em Ciências do Trabalho. Trata-se de uma inovação do Dieese, com propósito e abordagem a partir da visão do trabalhador.
O Projeto Pedagógico do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho é resultado de processo iniciado com uma consulta a entidades do movimento sindical sócias do Dieese, em 2006, e de atividades de estudo, sistematização e elaboração realizadas nos dois anos seguintes, com representantes do movimento sindical e técnicos do Departamento.
O trabalho é o objeto de conhecimento da Escola e será estudado sob diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, considerando os objetivos da instituição.
Como ingressar
As inscrições para o primeiro processo seletivo da Escola Dieese de Ciências do Trabalho se iniciaram em 22 de março e vão até 22 de maio de 2012. São 40 vagas para o Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho, que têm início no segundo semestre deste ano.
Os interessados em participar do processo devem ter concluído o ensino médio.
O curso
Ciências do Trabalho é um novo campo de conhecimento, que começa a ser constituído com o Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho. Não há diretrizes curriculares para o curso.
A graduação é, portanto, uma inovação, instituída para ensino e pesquisa como parte de um projeto que reflete valores e necessidades da classe trabalhadora. A finalidade estratégica é reposicionar o tema do trabalho na sociedade e na academia, a partir da visão do trabalhador, levando a questão a ser reconhecida como relevante por toda a sociedade.
Para obter mais informações clique aqui
por master | 20/04/12 | Ultimas Notícias
A redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual pode tornar a caderneta de poupança um rendimento mais interessante do que os fundos de renda fixa. A conclusão é de estudo divulgado, nesta quinta-feira (19), pela Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou que a Selic passou para 9% ao ano.
A poupança pode se tornar atraente porque diferentemente dos fundos de renda fixa, a caderneta rende a TR (taxa referencial) + 6% ao ano, não recolhe imposto de renda (IR) sobre os rendimentos e é livre da taxa de administração cobrada pelos bancos. No caso do imposto de renda, a incidência do tributo varia de 22,5% em aplicações de até seis meses e cai para 15% para aplicações acima de 2 anos.
O estudo da Anefac levou em consideração taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras que podem variar de 0,5% ao ano até 2,5% ao ano. Na simulação da Anefac, foi estipulada uma rentabilidade da caderneta de poupança de 0,54% ao mês.
Pelos cálculos da associação quando os fundos de renda fixa ficarem com rentabilidade mensal menor do que 0,54%, a poupança passa a ser melhor para o investidor. Ou seja, para competir com a poupança, o dinheiro aplicado deve render pelo menos 0,55% ao mês nos fundos.
O poupador ainda deve levar em consideração o prazo do investimento devido ao cálculo do imposto de renda que é reduzido com o passar do tempo.
A queda na Selic tem provocado algumas discussões a respeito da necessidade de o governo alterar o cálculo da caderneta de poupança. Isso porque com a aplicação mais atrativa, os investidores poderiam migrar dos fundos de renda fixa para poupança, que são formados por títulos públicos utilizados pelo governo na rolagem da dívida. Oficialmente, o governo nega qualquer estudo sobre mudança.
A Anefac avalia que, entre as possibilidades que o governo deve avaliar, estão atrelar o rendimento da poupança à variação da taxa básica de juros ou cobrar imposto de renda sobre a poupança.
por master | 20/04/12 | Ultimas Notícias
Os trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, esperam o contato do governo federal para intermediar as negociações com a empresa. Nesta quinta-feira (19), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, sinalizou que o governo poderá intermediar as conversas para evitar a greve, marcada para segunda-feira (23). Até o final da tarde, o Sntrapav-PA não havia recebido nenhum contato da Secretaria-Geral.
“Esperamos que o governo entre em contato para nos ajudar a encontrar uma solução. A empresa (Consórcio Construtor Belo Monte) alega não ter dinheiro para atender a solicitação dos trabalhadores. A greve não é um bom resultado. É fruto de um acordo não ajustado. O ideal é conquistar sem paralisação”, declarou ao Vermelho Roginel Gobbo, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav-PA).
O dirigente sindical disse que ainda aguarda uma nova contraproposta da empresa até domingo. “Ainda dá para evitar. Greve não é bom para ninguém. Por isso esperamos o contato do governo ou da empresa. Estamos abertos a negociação”, insistiu Gobbo.
Ontem, os sete mil trabalhadores dos cinco canteiros (ou sítios como são chamados pela categoria) foram consultados em assembleias que ocorreram durante todo o dia. A maioria decidiu não aceitar a contraproposta do Consórcio e deflagrar a paralisação na segunda-feira.
Em dois pontos, tidos como principais pelos trabalhadores, não houve acordo. Um é sobre o período de intervalo das baixadas (quando o trabalhador deixa o local de trabalho, afastado, e vai visitar sua família). A proposta do sindicato é de reduzir o intervalo de seis para três meses. O CCBM manteve os seis meses (180 dias) aumentando a duração de nove para 19 dias. No entanto, esses dez dias a mais corresponderiam à antecipação das férias.
“Eles não estão propondo nada na verdade. Querem dar férias antecipadas e não é isso que está sendo reivindicado. Os trabalhadores não concordaram com isso porque esse é um direito já assegurado por lei”, disse Gobbo.
Outro ponto divergente é o vale-alimentação que atualmente é de R$ 95 e os trabalhadores pedem R$ 300. A empresa ofereceu R$110.
Avanços
Apesar das divergências, em outros pontos houve concordância e avanços como: pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); equiparação salarial; instalação de telefonia móvel nos canteiros; melhoria no transporte para deslocamento do pessoal; limpeza e conservação dos uniformes será assumida pela empresa; instalação containers com representantes do sindicato em todos os sítios, durante todos os turnos; assistência médica com convênio em um hospital da região para o trabalhador e dependentes; abono das paralisações anteriores.
Governo
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao ser questionado sobre o fato, enfatizou que “o governo negocia permanentemente”. “Sempre temos preocupação com a construção de nossas hidrelétricas, mas vamos negociando e vencendo os problemas que existem.”
Lobão falou da importância da construção da hidrelétrica. “Belo Monte vai produzir energia suficiente para abastecer 40% de todas as residências do Brasil. Ou nós construímos hidrelétricas, ou vamos ter que construir térmicas poluentes e por preço mais alto.”
Deborah Moreira, da Redação do Vermelho São Paulo
por master | 20/04/12 | Ultimas Notícias
Amanhã, mais de cinco mil vagas serão oferecidas na área da construção civil em um feirão organizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR). O evento – que vai acontecer no Cietep, na Avenida das Torres, das 9 às 16 horas – contará com a presença de 40 empresas e construtoras à procura de serventes, pedreiros, carpinteiros, engenheiros e estagiários, com salários entre R$ 800 e R$ 7 mil. É recomendável levar documento de identidade, carteira de trabalho, currículo e comprovante de residência, porque algumas vagas são para contratação imediata, na própria feira. Os empregos são para Curitiba e municípios da região metropolitana. “O Brasil chegou a outro patamar de crescimento em relação ao que estávamos há dez anos. Dado o déficit que temos no setor, é bem provável que tenhamos todas as vagas preenchidas”, explica o vice-presidente do Sinduscon-PR, José Eugênio Gizzi.
Ele explica que a necessidade do mercado é por pessoal em todas as funções e que há oportunidades mesmo para quem não tem experiência prévia. O sindicato estima que ao longo do ano 7 mil novos trabalhadores devem ser absorvidos pelo mercado da construção para suprir a necessidade por mão de obra.
Os visitantes também poderão se matricular em cursos gratuitos do Senai para capacitação de pedreiros e operários da construção civil. Estão previstas também atividades de lazer para os familiares dos interessados, como jogos e brincadeiras para as crianças.Esta será a quarta edição do Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção no Brasil, mas é a primeira vez que é realizado em Curitiba. O evento já foi realizado em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Fortaleza.
Acesso
Um ônibus gratuito sairá da Praça Rui Barbosa no sábado, de hora em hora, a partir das 8 horas, para levar os interessados até a feira. O ponto será em frente à Rua da Cidadania. Outros ônibus gratuitos sairão de outras cidades da região metropolitana levando os interessados até o Cietep.