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Camargo Corrêa é a primeira a assinar compromisso nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho

Camargo Corrêa é a primeira a assinar compromisso nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho

 

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Camargo Corrêa é a primeira a assinar compromisso nacional
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Acordo com o Governo Federal é inédito no setor da construção civil e pesada

A Camargo Corrêa, representada por seu presidente, Dalton Avancini, foi a primeira empresa a assinar, ontem, 1º de março, um acordo negociado entre o governo federal, as principais centrais sindicais e entidades patronais, para melhorar as condições de trabalho no setor da construção civil e pesada.

A assinatura ocorreu durante uma solenidade em Brasília, que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e representantes de outras empresas do setor de construção.

O Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção foi fechado em dezembro de 2011, após nove meses de negociação. O compromisso é de livre adesão, ou seja, não tem o poder de acordo coletivo ou convenção trabalhista.

Na solenidade de ontem, a Construtora Camargo Corrêa assinou o termo aderindo ao compromisso para a obra de Jirau. As adesões podem ocorrer a qualquer momento, por obra ou conjunto de obra, e serão protocoladas junto à Mesa permanente.

O objetivo do governo é evitar conflitos entre patrões e empregados, principalmente nas obras dos estádios da Copa de 2014 e nos projetos de infraestrutura considerados prioritários.

O compromisso estabelece seis macro diretrizes referentes aos seguintes temas:
• Recrutamento, pré-seleção e seleção com vistas à contratação de profissionais
• Formação e qualificação de profissionais
• Saúde e Segurança do Trabalho
• Representação Sindical no local de trabalho
• Condições de trabalho
• Relações com a comunidade

Durante a solenidade, a presidente Dilma Rousseff destacou a importância do acordo. “Sempre deve haver o diálogo entre empresários e trabalhadores, não só nos momentos de prosperidade ou de baixa taxa de desemprego. Por isso, considero que essa Mesa é permanente. Na prosperidade ou diante da crise, ela terá de cumprir um papel”. A presidente ainda acrescentou que “esse não é um acordo feito sem que haja diferenças de pontos de vista, mas é um acordo que supera essas diferenças, que modifica a realidade, porque busca construir um consenso a partir desse conflito”.

 

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Dieese lança primeiro curso de graduação em Ciências do Trabalho

Com vagas limitadas, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) lança o primeiro curso de graduação em Ciências do Trabalho. Trata-se de uma inovação do Dieese, com propósito e abordagem a partir da visão do trabalhador.
O Projeto Pedagógico do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho é resultado de processo iniciado com uma consulta a entidades do movimento sindical sócias do Dieese, em 2006, e de atividades de estudo, sistematização e elaboração realizadas nos dois anos seguintes, com representantes do movimento sindical e técnicos do Departamento.
O trabalho é o objeto de conhecimento da Escola e será estudado sob diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, considerando os objetivos da instituição.
Como ingressar
As inscrições para o primeiro processo seletivo da Escola Dieese de Ciências do Trabalho se iniciaram em 22 de março e vão até 22 de maio de 2012. São 40 vagas para o Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho, que têm início no segundo semestre deste ano.
Os interessados em participar do processo devem ter concluído o ensino médio.
O curso
Ciências do Trabalho é um novo campo de conhecimento, que começa a ser constituído com o Bacharelado Interdisciplinar em Ciências do Trabalho. Não há diretrizes curriculares para o curso.
A graduação é, portanto, uma inovação, instituída para ensino e pesquisa como parte de um projeto que reflete valores e necessidades da classe trabalhadora. A finalidade estratégica é reposicionar o tema do trabalho na sociedade e na academia, a partir da visão do trabalhador, levando a questão a ser reconhecida como relevante por toda a sociedade.

Para obter mais informações clique aqui
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Redução da Selic pode tornar poupança mais vantajosa que renda fixa

A redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual pode tornar a caderneta de poupança um rendimento mais interessante do que os fundos de renda fixa. A conclusão é de estudo divulgado, nesta quinta-feira (19), pela Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou que a Selic passou para 9% ao ano.

A poupança pode se tornar atraente porque diferentemente dos fundos de renda fixa, a caderneta rende a TR (taxa referencial) + 6% ao ano, não recolhe imposto de renda (IR) sobre os rendimentos e é livre da taxa de administração cobrada pelos bancos. No caso do imposto de renda, a incidência do tributo varia de 22,5% em aplicações de até seis meses e cai para 15% para aplicações acima de 2 anos.

O estudo da Anefac levou em consideração taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras que podem variar de 0,5% ao ano até 2,5% ao ano. Na simulação da Anefac, foi estipulada uma rentabilidade da caderneta de poupança de 0,54% ao mês.

Pelos cálculos da associação quando os fundos de renda fixa ficarem com rentabilidade mensal menor do que 0,54%, a poupança passa a ser melhor para o investidor. Ou seja, para competir com a poupança, o dinheiro aplicado deve render pelo menos 0,55% ao mês nos fundos.

O poupador ainda deve levar em consideração o prazo do investimento devido ao cálculo do imposto de renda que é reduzido com o passar do tempo.

A queda na Selic tem provocado algumas discussões a respeito da necessidade de o governo alterar o cálculo da caderneta de poupança. Isso porque com a aplicação mais atrativa, os investidores poderiam migrar dos fundos de renda fixa para poupança, que são formados por títulos públicos utilizados pelo governo na rolagem da dívida. Oficialmente, o governo nega qualquer estudo sobre mudança.

A Anefac avalia que, entre as possibilidades que o governo deve avaliar, estão atrelar o rendimento da poupança à variação da taxa básica de juros ou cobrar imposto de renda sobre a poupança.

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Trabalhadores de Belo Monte esperam que governo interceda

Os trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, esperam o contato do governo federal para intermediar as negociações com a empresa. Nesta quinta-feira (19), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, sinalizou que o governo poderá intermediar as conversas para evitar a greve, marcada para segunda-feira (23). Até o final da tarde, o Sntrapav-PA não havia recebido nenhum contato da Secretaria-Geral.
“Esperamos que o governo entre em contato para nos ajudar a encontrar uma solução. A empresa (Consórcio Construtor Belo Monte) alega não ter dinheiro para atender a solicitação dos trabalhadores. A greve não é um bom resultado. É fruto de um acordo não ajustado. O ideal é conquistar sem paralisação”, declarou ao Vermelho Roginel Gobbo, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav-PA).
O dirigente sindical disse que ainda aguarda uma nova contraproposta da empresa até domingo. “Ainda dá para evitar. Greve não é bom para ninguém. Por isso esperamos o contato do governo ou da empresa. Estamos abertos a negociação”, insistiu Gobbo.

Ontem, os sete mil trabalhadores dos cinco canteiros (ou sítios como são chamados pela categoria) foram consultados em assembleias que ocorreram durante todo o dia. A maioria decidiu não aceitar a contraproposta do Consórcio e deflagrar a paralisação na segunda-feira.

Em dois pontos, tidos como principais pelos trabalhadores, não houve acordo. Um é sobre o período de intervalo das baixadas (quando o trabalhador deixa o local de trabalho, afastado, e vai visitar sua família). A proposta do sindicato é de reduzir o intervalo de seis para três meses. O CCBM manteve os seis meses (180 dias) aumentando a duração de nove para 19 dias. No entanto, esses dez dias a mais corresponderiam à antecipação das férias.

“Eles não estão propondo nada na verdade. Querem dar férias antecipadas e não é isso que está sendo reivindicado. Os trabalhadores não concordaram com isso porque esse é um direito já assegurado por lei”, disse Gobbo.
Outro ponto divergente é o vale-alimentação que atualmente é de R$ 95 e os trabalhadores pedem R$ 300. A empresa ofereceu R$110.

Avanços

Apesar das divergências, em outros pontos houve concordância e avanços como: pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); equiparação salarial; instalação de telefonia móvel nos canteiros; melhoria no transporte para deslocamento do pessoal; limpeza e conservação dos uniformes será assumida pela empresa; instalação containers com representantes do sindicato em todos os sítios, durante todos os turnos; assistência médica com convênio em um hospital da região para o trabalhador e dependentes; abono das paralisações anteriores.

Governo

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao ser questionado sobre o fato, enfatizou que “o governo negocia permanentemente”. “Sempre temos preocupação com a construção de nossas hidrelétricas, mas vamos negociando e vencendo os problemas que existem.”

Lobão falou da importância da construção da hidrelétrica. “Belo Monte vai produzir energia suficiente para abastecer 40% de todas as residências do Brasil. Ou nós construímos hidrelétricas, ou vamos ter que construir térmicas poluentes e por preço mais alto.”

Deborah Moreira, da Redação do Vermelho São Paulo

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Feirão oferece 5 mil vagas na construção civil

Amanhã, mais de cinco mil vagas serão oferecidas na área da construção civil em um feirão organizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR). O evento – que vai acontecer no Cietep, na Avenida das Torres, das 9 às 16 horas – contará com a presença de 40 empresas e construtoras à procura de serventes, pedreiros, carpinteiros, engenheiros e estagiários, com salários entre R$ 800 e R$ 7 mil. É recomendável levar documento de identidade, carteira de trabalho, currículo e comprovante de residência, porque algumas vagas são para contratação imediata, na própria feira. Os empregos são para Curitiba e municípios da região metropolitana. “O Brasil chegou a outro patamar de crescimento em relação ao que estávamos há dez anos. Dado o déficit que temos no setor, é bem provável que tenhamos todas as vagas preenchidas”, explica o vice-presidente do Sinduscon-PR, José Eugênio Gizzi.

Ele explica que a necessidade do mercado é por pessoal em todas as funções e que há oportunidades mesmo para quem não tem experiência prévia. O sindicato estima que ao longo do ano 7 mil novos trabalhadores devem ser absorvidos pelo mercado da construção para suprir a necessidade por mão de obra.

Os visitantes também poderão se matricular em cursos gratuitos do Senai para capacitação de pedreiros e operários da construção civil. Estão previstas também atividades de lazer para os familiares dos interessados, como jogos e brincadeiras para as crianças.Esta será a quarta edição do Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção no Brasil, mas é a primeira vez que é realizado em Curitiba. O evento já foi realizado em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Acesso

Um ônibus gratuito sairá da Praça Rui Barbosa no sábado, de hora em hora, a partir das 8 horas, para levar os interessados até a feira. O ponto será em frente à Rua da Cidadania. Outros ônibus gratuitos sairão de outras cidades da região metropolitana levando os interessados até o Cietep.