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Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Um operário de 42 anos morreu na tarde desta quinta-feira (12) após sofrer acidente de trabalho em uma obra na Avenida Anita Garibaldi, no bairro Mont Serrat, em Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, a vítima foi atingida por uma laje que desabou durante as obras de reforma do prédio.

Testemunhas disseram à polícia que o operário foi buscar uma ferramenta no andar debaixo da construção quando a laje desabou sobre ele. A vítima trabalhava na obra há cerca de uma semana, de acordo com os colegas. Ninguém mais ficou ferido.

O prédio, localizado próximo à esquina da Avenida Carlos Gomes, estaria sendo reformado para abrigar um restaurante. O local deve passar por vistoria Instituto-Geral de Perícias (IGP). Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Civil e a Brigada Militar também estão no local. Em função do isolamento, o trânsito ficou lento na região.

Pela manhã, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte do estado, outro homem morreu em um acidente de trabalho. Segundo a Polícia Civil, um homem de 63 anos estava trabalhando em uma empresa de fabricação de guindastes quando uma das máquina caiu sobre ele.

Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Funcionário que recebe e-mail fora do expediente tem direito a hora extra

E-mail, torpedos, ligações de clientes ou do chefe são rotina de muitos trabalhadores que exercem o serviço em casa, fora do horário de expediente. Uma lei federal, assinada em dezembro do ano passado, abriu caminho para o pagamento de hora extra para o funcionário que recebe telefonemas e responde e-mail fora do horário de serviço.

Quando chega do trabalho, o gerente de locação Pedro Júnior vai direto para o sofá, mas o descanso dura pouco. Ele não para de receber torpedos no celular e e-mail de clientes e, às vezes, do chefe. “Algumas vezes eu acabo acordando com o toque do celular e não tem como não ver o que é”, disse.

O gerente trabalha oito horas por dia na empresa, mas a jornada continua em casa. “Se eu fizer a conta de quanto tempo por dia me dedico à empresa, entro em depressão”, brincou o funcionário.

Depois do trabalho, o técnico em máquina de embalagens Cleyton Honorato, gosta de relaxar e aproveitar um happy hour. Mas os dois celulares da empresa também vão para o bar. “Tem empresa que a máquina quebra de madrugada e aí me ligam pedindo ajuda e eu tenho que ir. Não pode deixar na mão não, fico 24 horas disponível” revelou.


Lei trabalhista


Para muitos trabalhadores, a impressão é de que o horário de expediente não termina nunca. Mas, para a legislação, existe um limite. A lei ainda equipara o trabalho em casa ao serviço dentro da empresa. Nos dois casos, os direitos trabalhistas devem ser respeitados.

O gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de São Carlos (SP), Antônio Valério Morillas Júnior, disse que os e-mail e torpedos enviados ao trabalhador podem ser usados como prova da execução do trabalho pós-jornada. “Esses documentos obrigam a empresa a remunerar o trabalhador com suas horas extras. Tudo o que é prestado além daquilo que for pactuado, é considerado como hora extra” explicou.

Pela lei, o funcionário não é obrigado a fazer hora extra, seja no escritório ou em casa. O empregador só pode exigir esse trabalho a mais se houver acordo escrito entre as partes ou uma norma coletiva dentro da empresa.

 

Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Emprego na indústria cresce 4,4%

A indústria do Paraná foi a mais dinâmica do País na geração de emprego e renda no primeiro bimestre deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. O pessoal ocupado no setor cresceu 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, contra declínio de 0,6% da média nacional (formada pelos 10 estados em que a pesquisa é aplicada). Em rendimento salarial, o Paraná cresceu 13,7%, versus 4,8% para o Brasil.
Os segmentos da indústria paranaense que combinaram expansão expressiva de emprego e também da massa salarial foram máquinas e aparelhos elétricos, meios de transporte, alimentos e bebidas, têxtil e minerais não metálicos. Considerando apenas o mês de fevereiro, a indústria do Paraná aumentou em 4,2% o número de empregos em relação a fevereiro de 2011 – também o melhor desempenho do País. Na média nacional houve recuo de 0,7%.
O desempenho da indústria paranaense no mês foi determinado pela geração de empregos nos segmentos de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (31,3%), alimentos e bebidas (12,7%), refino de petróleo e álcool (10,5%), minerais não metálicos (10,2%), têxtil (10,2%), metalurgia (7,8%), meios de transporte (6,6%) e outros produtos (5,3%).
Para o diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, os dados positivos da indústria paranaense na geração de empregos e renda decorrem ”do desempenho bastante favorável observado pelas atividades articuladas à agroindústria, à metalmecânica, à petroquímica e à construção civil, otimizado pela instauração de um clima propício à multiplicação dos negócios no Paraná”.


Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Desemprego na Grécia sobe ainda mais e alcança 21,8% da população

A taxa de desemprego na Grécia continua crescendo. Em janeiro de 2011, 14,8% da população estava sem trabalhp. Em dezembro o número subiu para 21,2%. Agora, segundo dados sazonalmente ajustados divulgados nesta quinta-feira pela agência de estatísticas do país (Elstat), a taxa alcançou 21,8% em janeiro.

O número de desempregados chegou a 1.084.668 no primeiro mês de 2012, informou o órgão oficial. Trata-se de um aumento de 344.913 pessoas paradas, na comparação entre janeiro e o mesmo mês de 2011. Entre as mulheres, o desemprego na Grécia chegou a 25,7% em janeiro deste ano, e entre os homens ficou em 18,7%. No grupo entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego no país é de 50,8%.

A Grécia já enfrenta cinco anos de recessão, agravada pelas medidas de austeridade que o país tem tomado em troca de ajuda financeira para tentar controlar suas contas.

Desabamento de laje em obra causa a morte de operário em Porto Alegre

Aumenta a diferença entre salário de novos funcionários e demitidos de bancos

A diferença entre a remuneração média dos funcionários admitidos nos bancos do país em 2011 e a dos que foram demitidos no período aumentou para 40,87%. O dado consta da Pesquisa de Emprego Bancário, feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese).

De acordo com o levantamento, divulgado hoje (12), a média salarial dos novos contratados ficou em R$ 2.430,57 no ano passado enquanto a dos que foram demitidos ficou em R$ 4.110,26. Em 2010, a diferença da média salarial dos dois grupos era 37,6%. Nos demais setores da economia, segundo a pesquisa, a diferença é 7,1%.

Em 2011, os bancos criaram 23.599 novos postos de trabalho. A pesquisa foi feita com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Os dados demonstram o acirramento da estratégia espúria dos bancos de utilizar a rotatividade para reduzir a despesa de pessoal”, avaliou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro. “Os cinco maiores bancos registraram um lucro líquido de R$ 50,7 bilhões em 2011, número 9,8% maior que o do ano anterior, e aumentaram a remuneração de seus executivos. É uma situação absurda”, acrescentou.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor bancário registra uma das mais baixas taxas de rotatividade entre os vários segmentos da economia. Segundo a entidade, a rotatividade, por iniciativa do empregador, é algo em torno de 2%.

“Em relação ao salário médio de um trabalhador que está se desligando de uma instituição financeira, observa-se que esse sempre será maior comparado ao daquele que está ingressando, pois ele [o funcionário que está saindo] já cumpriu um plano de carreira dentro do banco, usufruindo de promoções que resultaram em aumentos salariais”, alegou a entidade, em nota.

“É uma situação totalmente diferente da pessoa que está chegando à instituição, que tem uma cadeia de promoções a seguir. Isso é uma prática comum nas corporações de todos os segmentos da economia e não apenas ao setor bancário”, disse a Febraban.