por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, recebeu com otimismo o anúncio feito hoje (3) pelo governo brasileiro de medidas para incentivar a atividade industrial. Na avaliação dele, no entanto, ainda vai demorar, pelo menos, de 60 a 90 dias para que as empresas possam de fato começar a usufruir dos benefícios como, por exemplo, a redução da carga tributária.
Para Couri, as medidas atendem ao anseio da esmagadora maioria das empresas. Ele citou como exemplo, a maior facilidade de crédito e tomada de financiamento a juros mais baixos, o que, acredita, irá provocar um aumento dos investimentos na área produtiva. Couri também classificou como “muito bom” o fato de o governo ampliar o leque de empresas que poderão negociar a desoneração da folha de pagamento em troca de uma parte do faturamento.
No entanto, o presidente do Simpi prevê que a retomada do aquecimento das micro e pequenas indústrias só deverá causar algum impacto positivo sobre a economia do país apenas no segundo semestre deste ano.
“Mais importante do que todos esses incentivos foi a pré-disposição da presidenta Dilma Rousseff e dos ministros em anunciar novas medidas caso sejam necessárias em defesa do parque fabril brasileiro”, defendeu o líder empresarial.
Ele informou que antes das medidas anunciadas, a projeção do Simpi era um crescimento do setor industrial em 4%neste ano, o que não vinha sendo confirmado no desempenho constatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indicou queda de 3,9%, em fevereiro. “Agora vamos ter de refazer os cálculos”, disse Couri.
por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
Os operários da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), retornaram ao trabalho ontem após quatro dias de paralisação parcial. A retomada ocorre sem definição sobre as reivindicações dos funcionários.
Uma reunião de negociação entre o sindicato da categoria e representantes do consórcio construtor foi agendada para daqui a duas semanas.
Os funcionários pedem, entre outros pontos, equiparação salarial entre operários que exercem mesma função, redução de seis meses para três meses no intervalo das folgas para visitar familiares e aumento no valor do vale alimentação.
A paralisação, que começou no dia seguinte à morte de um operário, teve a adesão de metade dos cerca de 7 mil trabalhadores e afetou os dois principais canteiros de obras da usina.
por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
Cerca de 3.000 funcionários são retirados da área; um morre de infarto
Operários contrários ao fim da greve foram responsáveis, afirma Polícia Civil; sete são presos em flagrante
FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO
AVENER PRADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PORTO VELHO
Um incêndio na usina de Jirau, em Rondônia, destruiu na madrugada de ontem 36 blocos de alojamentos de operários e paralisou o canteiro de obras. Segundo a Polícia Civil, a destruição foi fruto de uma ação criminosa organizada por operários contrários ao fim da greve na usina-aprovado anteontem, após 24 dias de paralisação.
Um operário morreu de infarto durante o tumulto. Em razão do incidente, cerca de 3.000 funcionários da Camargo Corrêa, principal construtora do empreendimento, foram retirados da área e 300 pediram demissão.
Sete funcionários da Camargo Corrêa foram presos em flagrante. Quatro ateavam fogo a colchões e outros três furtavam objetos durante a confusão, segundo o delegado Jeremias de Souza.
A obra está sendo construída no rio Madeira, a 120 km do centro de Porto Velho, e foi paralisada ontem por tempo indeterminado. A empresa não avaliou os prejuízos.
Pouco sobrou dos quartos feitos sobretudo de madeira, na margem direita do rio. Ficaram de pé apenas banheiros e muros de alvenaria.
No total, a Camargo Corrêa tem 91 blocos de alojamentos -53 na margem direita, todos com 16 quartos para até oito pessoas.
Também foi destruído um alojamento da Enesa. Operários dessa empresa terceirizada iniciaram a greve que se alastrou pelo canteiro de obras em março.
Trabalhadores ouvidos pela reportagem disseram ter acordado de madrugada com gritos de colegas. Saíram dos quartos às pressas, com poucos pertences.
O secretário estadual de Segurança, Marcelo Bessa, disse que pediu ao Ministério da Justiça o envio de mais 120 homens da Força Nacional de Segurança Pública.
O governo federal confirmou que vai reforçar a atuação da tropa.
Para Bessa, a presença da Força Nacional e da PM em Jirau evitou a repetição do quebra-quebra que ocorreu há um ano, quando outras instalações foram destruídas e a obra atrasou seis meses.
Ele disse que o reforço é suficiente para evitar confrontos em Jirau e na usina vizinha de Santo Antônio, onde também houve greve. Por isso, descartou o pedido de apoio do Exército.
O consórcio responsável por Santo Antônio disse que a obra foi retomada normalmente anteontem.
BELO MONTE
Em Belo Monte, no rio Xingu (PA), os operários voltaram ao trabalho ontem após quatro dias de paralisação.
O sindicato da categoria e o consórcio construtor ainda vão negociar.
Os trabalhadores cobram equiparação salarial entre quem tem a mesma função e diminuição no intervalo das folgas para visitar familiares.
Colaboraram AGUIRRE TALENTO, de Belém, e MÁRCIO FALCÃO, de Brasília
por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
Um trabalhador das obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, morreu ontem de madrugada, durante uma série de ataques incendiários aos alojamentos dos operários. O homem, segundo a Secretaria de Segurança do Estado, foi vítima de um infarto em meio ao pânico que se instalou no canteiro de obras. Onze pessoas foram detidas, todos funcionários de Jirau, acusados de terem participação nos incêndios.
Dos 57 alojamentos que ficam nos canteiros da margem direita do rio Madeira, 36 foram queimados, segundo a Secretaria de Segurança. “Foi um grupo pequeno, mas houve uma ação articulada. Botavam fogo num alojamento, os bombeiros chegavam e dali a pouco outro já estava em chamas”, contou Cláudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos da Construção. “Muitos trabalhadores ficaram com a roupa do corpo, outros pegaram o que podiam e saíram correndo puxando malas. Eles estão aterrorizados.”
A Camargo Corrêa, principal construtora da usina, informou que os trabalhos foram suspensos ontem. A empresa tem cerca de 15 mil funcionários nas obras.
O Ministério da Justiça confirmou, ontem à noite, o envio de 120 militares da Força Nacional de Segurança para ajudar a controlar os conflitos na hidrelétrica de Jirau. O contingente vai se juntar aos cem homens que já atuam na região, deslocados para os arredores da usina após os atos de vandalismo.
Desde o início do mês, quando trabalhadores de Jirau entraram em greve, sobretudo por melhores salários, houve alguns episódios de apedrejamento de ônibus usados de transporte de funcionários.
Nas obras da usina de Santo Antônio, também em Rondônia, onde a greve foi iniciada dias depois, ocorreram algumas depredações. Mas nada comparado com os ataques da madrugada, que lembraram o caos do ano passado em Jirau, quando uma onda de vandalismo deixou ônibus e instalações depredadas, atingidos por pedras e fogo.
Depois de acordo com a Camargo Corrêa e com o Consórcio Construtor Santo Antônio, aprovado em assembleias pela maioria dos trabalhadores na segunda-feira de manhã, as atividades nos dois empreendimentos tinham voltado ao normal. Em Jirau, durante a assembleia, houve tumulto com alguns trabalhadores que defendiam a manutenção da greve.
Por meio de nota, a Camargo Corrêa disse que a situação está controlada e que parte dos funcionários que estavam alojados nos canteiros não quer mais ficar no local. “Neste momento o clima é de estabilidade e controle e os esforços estão concentrados na mobilização de recursos para retirada com segurança dos trabalhadores que desejam deixar o canteiro de obras, cerca de 3.000 pessoas”. Estavam alojados aproximadamente 7.000 trabalhadores. A Camargo Corrêa está providenciando ônibus, alimentação e alojamento provisório em Porto Velho.
Em entrevista ao Valor, Raimundo Soares, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia, atacou o rival Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav) e o responsabilizou pelos atos de vandalismo que levaram ao incêndio de dezenas de alojamentos de Jirau.
“O Sintrapav está por trás disso. Desde o fim de semana eles vinham tentando complicar as nossas negociações com os empresários, dizendo que não representávamos mais os trabalhadores da usina, o que é uma mentira”, disse Soares. Desde o ano passado, o sindicato questiona a representação dos trabalhadores pelo Sticcero, sob alegação de que ele seria o representante legítimo da categoria. O Sintrapav foi procurado, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
A reportagem é de Marcos de Moura e Souza, Yvna Sousa e André Borges.
por master | 04/04/12 | Ultimas Notícias
O canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho (RO), voltou a ser palco de novo conflito na madrugada desta terça-feira (3) por causa de questões trabalhistas. Segundo a Construtora Camargo Corrrêa, os trabalhadores incendiaram e depredaram cerca de 30 alojamentos.
Contratada pelo consórcio de Jirau para construção das obras civis da usina hidrelétrica no Rio Madeira, a Camargo Corrêa divulgou uma nota em que confirma que “novos atos de vandalismo voltaram a ser praticados no canteiro de obras”.
– Não houve registro de vítimas em razão desta ocorrência – assinala a nota.
Após os novos conflitos, cerca de 7 mil trabalhadores serão removidos de Jirau para Porto Velho. A Camargo Corrêaestá mobilizando recursos para a contratação dos ônibus que vão transportar os trabalhadores. A tropa de choque da PM e a Força Nacional estão garantindo segurança na região.
Veja a nota da empreiteira:
“A Construtora Camargo Corrêa, contratada pelo consórcio de Jirau para construção das obras civis da usina hidrelétrica no rio Madeira, informa que na madrugada desta 3ª feira (03/04) novos atos de vandalismo voltaram a ser praticados no canteiro de obras com o incêndio e depredação de cerca de 30 unidades de alojamentos de trabalhadores (aproximadamente 30% do total). Não houve registro de vítimas em razão desta ocorrência.
Após paralisação de 26 dias, provocada por uma greve que foi julgada ilegal pela justiça do trabalho, as atividades foram retomadas com a aprovação pela assembleia dos trabalhadores de proposta de acordo mediada pela Delegacia Regional do Trabalho. Foi aprovada a antecipação de reajustes no salário de até 7% e do valor da cesta básica para até R$ 220,00, além de não descontar os dias parados que seriam compensados futuramente.
Neste momento os esforços estão concentrados na mobilização de recursos para retirada com segurança dos trabalhadores alojados no canteiro de obras (cerca de 7 mil pessoas) e que desejam deixar o local. Ônibus, alimentação e alojamento provisório em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, estão sendo providenciados para triagem e encaminhamento dos trabalhadores às suas cidades de origem.
A Força Nacional de Segurança estava presente no canteiro de obras, distante 130 quilômetros de Porto Velho. Os prejuízos materiais ainda não podem ser avaliados.”
A reportagem é de Altino Machado e publicada no Blog da Amazônia