NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

Um operário ficou preso por cerca de 20 minutos em uma cisterna em Belém, Pará, na manhã desta quarta-feira (28) e foi encaminhado à UTI após ser resgatado. Ele não corre risco de morte. A informação é do Sindicato de Construção Civil, que diz que a obra conta com cerca de 200 trabalhadores.

Segundo o coordenador de secretaria geral do sindicato, Aílson Cavalheiro Cunha, dois operários entraram na cisterna das obras de um prédio, no bairro do Marco, aproximadamente às 9h30, para fazer uma limpeza. Eles não usavam equipamento de segurança para a operação de limpeza subterrânea, segundo o coordenador, porque este estaria indisponível na obra.

Ao entrar numa área da cisterna, que tem cerca de 4 metros de profundidade e comporta a passagem de um homem por vez, sentiram falta de ar e gritaram por ajuda.

Um deles conseguiu sair, mas o outro desmaiou. “Ele ficou desacordado por mais de 20 minutos até conseguirmos resgatá-lo”, disse Cunha ao G1.

O operário socorrido foi então encaminhado à UTI do Hospital Belém, onde não corre risco de morte.

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

A cada dois dias uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho no RS

 

O Rio Grande do Sul é o segundo estado do Brasil com maior número de acidentes de trabalho para cada 100 mil habitantes. Em média, pelo menos uma pessoa morre a cada dois dias vítima deste tipo de acidente no estado. Os números alertam para os cuidados com a segurança dos trabalhadores.

Nesta semana, já foram quatro vítimas em Porto Alegre e Gravataí, na Região Metropolitana. Na manhã desta quarta-feira (28), o funcionário de uma madeireira morreu no depósito da empresa onde trabalhava, na Zona Norte da capital. Cerca de 10 toneladas de madeira caíram sobre ele.

Um dia antes, na terça-feira (27), um marceneiro que trabalhava no Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho, foi atingido no rosto por um equipamento de afiar lâminas. Na segunda-feira (26), outros dois operários morreram após a queda de andaime em Gravataí.

Realizado em 2010, o último levantamento do Ministério do Trabalho registrou mais de 58 mil acidentes no Rio Grande do Sul. A marca é 20% superior a verificada na década de 1990. Enquanto o número de acidentes cresceu, a fiscalização diminuiu. Atualmente, são 200 auditores fazendo a fiscalização.

“Durante os últimos 10 anos houve uma diminuição da inspeção do trabalho na área de saúde e segurança. Houve um crescimento do enfoque na área tributária e uma diminuição na formação e contratação de auditores na área de segurança”, constata o auditor Paulo Antônio Barros Oliveira.

A maioria dos casos ocorre na indústria de transformação e na construção civil. Segundo o advogado trabalhista Oscar Plentz, as empresas são obrigadas pela legislação a exigir de seus funcionários o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). “O empregador, além de entregar todos os equipamentos de proteção individual, tem que verificar o seu uso”, afirma. Outra garantia aos trabalhadores é a carteira de trabalho assinada. Ela garante que, em caso de óbito, a família receberá pensão.

 

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

RS: homem morre atingido por chapas de madeira durante o trabalho

Um homem de 35 anos morreu na manhã desta quarta-feira em um acidente de trabalho em uma madeireira na avenida Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre (RS). De acordo com a Brigada Militar, a vítima, um operador de empilhadeiras, foi atingido por uma carga de laminados de madeira MDF de aproximadamente 1 t por volta das 9h20.

Segundo a polícia, o material estava sendo carregado pela empilhadeira, operada pelo homem, quando veio abaixo. Uma ambulância do Samu e uma viatura do Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionados, mas a vítima não resistiu.

A Polícia Civil foi chamada para realizar a perícia no local. O caso foi registrado na 12° Delegacia de Polícia (Sarandi).

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

Trabalhadores da construção estão mobilizados por melhores salários e condições de trabalho

Atualmente, o Brasil vive um período de grande expansão no setor da construção, que tem se caracterizado por ser um dos setores mais dinâmicos da economia nacional. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), as diversas obras de infraestrutura, e as obras direcionadas aos mega eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas têm sido o motor deste processo. Estas obras, no entanto, têm se caracterizado pela constante mobilização de trabalhadores, que reivindicam que o desenvolvimento nacional não esteja desvinculado da melhora das condições de trabalho e de salários. O início de 2012, já é marcante para os trabalhadores da construção, pois além da assinatura do “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção” e apresentação de uma Pauta Nacional Unificada dos trabalhadores do setor, os operários da construção tem realizado inúmeras greves para melhorar sua condição de vida.

Nos estádios da Copa, os trabalhadores da Arena Fonte Nova, Castelão, Arena Pernambuco, Arena Dunas e Arena Amazônia já paralisaram as obras neste início deste ano objetivando melhores salários, condições de trabalho e igualdade de condições entre os trabalhadores das empresas terceirizadas e das empresas contratantes. Como resultados destas greves os trabalhadores conquistaram melhorias em suas condições de trabalho e garantiram a regularização dos direitos trabalhistas que não estavam sendo cumpridos pelas empresas.

No entanto, as greves não se resumiram às obras nos estádios. Na termoelétrica de Pecém, em Fortaleza/CE, trabalhadores paralisaram suas atividades no último dia 12 em função do não cumprimento do acordo coletivo do ano de 2011. A greve terminou no dia 25 de março quando o SINTEPAV-CE, sindicato que representa estes trabalhadores, fechou um acordo que garantiu entre outros benefícios, aumento salarial, ajuda de custo para os trabalhadores originários de outro estados, melhores condições de alojamento e folga de campo.

Na hidroelétrica de Jirau, em Rondônia, os 15 mil operários da obra paralisaram mais uma vez por falta de condições dignas de trabalho e melhores salários, os trabalhadores reivindicam aumento de 30% nos salários, plano de saúde extensivo aos familiares, 5 dias de folga a cada 70 trabalhados, aumento da cesta básica, do valor pago para periculosidade e insalubridade, e um médico ginecologista no posto de saúde do canteiro de obras. Os trabalhadores da Usina Santo Antônio, também no Rio Madeira, pararam as obras momentaneamente em apoio aos trabalhadores de Jirau.

Em São Roque do Paraguaçu, na Bahia, a construção da plataforma da Petrobras também foi paralisada. Segundo o SINTEPAV-BA os trabalhadores reivindicam 15% de aumento salarial e pagamento das horas extras de segunda a sábado em 100%, domingos e feriados em 130%. Também reivindicam cesta básica no valor de R$ 300,00 e participação nos lucros e resultados de 600 horas.

No Espírito Santo, após quase dois meses de negociação e quatro dias paralisados, os trabalhadores do Porto da Barra do Say, em Aracruz, representados pelo SINTRACONST/ES, conquistaram um acordo com a empresa Mendes Junior, responsável pela obra. Com a mobilização os trabalhadores conquistaram aumento do vale alimentação em 21% para os aqueles alojados na obra e 66% para os não alojados, abono salarial e aumento da hora extra para 75%.

Segundo informações em relatório elaborado pela FENATRACOP (Federação Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada), mais de 138 mil trabalhadores já entraram em greve só no primeiro trimestre deste ano. Segundo os dados demonstram, grande parte destas greves aconteceram no Norte e Nordeste do país, onde a média salarial é mais baixa e fez com que tal desigualdade nos salários entre as regiões do país fossem objeto recorrente das pautas nas mobilizações.

Operário desmaia em cisterna no Pará e é resgatado, diz sindicato

Paraná realizou o maior número de contratações do BRDE em 2011

O Paraná obteve, no ano passado, a maior participação (42,9%) nas contratações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). De janeiro a dezembro, o banco fechou 2.354 novos contratos no Estado, no valor total de R$ 750,5 milhões. Nos três estados do Sul, foram realizadas no ano passado 4.898 novas contratações – 23,2% mais do que em 2010. Os dados constam do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do exercício de 2011, publicado pelo banco nesta quarta-feira (28).

O balanço mostra que até o fim de 2011 foram aprovados R$ 2,166 bilhões em financiamentos. O BRDE teve resultado líquido positivo pelo décimo segundo ano consecutivo, com R$ 92,1 milhões. O valor total dos novos financiamentos fechados em 2011 foi de R$ 1,75 bilhão – menor do que o registrado no ano anterior (R$ 1,83 bilhão). Associado ao aumento no número de operações, o valor indica que houve uma pulverização dos contratos, com atendimento a maior número de empresas.

No Paraná, a maior parte das operações (1920) foi realizada por meio de convênios do BRDE com cooperativas de crédito, cooperativas agrícolas e os convênios de integração. Essas operações somaram o montante de R$ 184.311.058,00. Os demais contratos – responsáveis pelo maior volume de recursos – foram fechados por meio de operação direta.

Os financiamentos concedidos pelo BRDE no Estado induziram cerca de R$ 1 bilhão em investimentos, que propiciaram a geração de 3.187 novos postos de trabalho e arrecadação adicional de R$ 161 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

AGROINDÚSTRIA – Os números mostram uma forte presença do BRDE no setor agroindustrial. As cooperativas do ramo seguem entre os principais clientes do banco no Paraná. Foram contratados R$ 219.398.273,13 neste segmento, atendendo a 19 entidades do setor.

A análise dos contratos com produtores rurais mostra a pulverização do crédito concedido pelo BRDE. Até dezembro de 2011 foram feitas 2.048 operações com produtores rurais, o que representa 87% do total de contratos realizados pelo banco. O valor médio destas operações foi de aproximadamente R$ 119 mil.

SUL – Do montante de R$ 1,75 bilhão contratado em 2011 nos três estados do Sul, o setor industrial respondeu por R$ 574,3 milhões, representando 32,8% do total; a agropecuária foi responsável por R$ 518,8 milhões (29,6%); o setor de comércio e serviços por R$ 397,1 milhões (22,7%); e a infraestrutura participou com R$ 261,2 milhões, (14,9%).
Os micro, pequenos e médios empreendimentos rurais e urbanos foram responsáveis por 37% do valor contratado em 2011. Do total de clientes que firmaram contratos ao longo do ano, 91% são produtores rurais, sendo que 49% se enquadram nas categorias de mini e pequenos produtores.
As micro e pequenas empresas responderam por 6% dos contratos, enquanto as médias e grandes empresas ficaram com 3%. Além do apoio direto, um grande contingente de produtores rurais foi também beneficiado pelos financiamentos do BRDE por meio das cooperativas agropecuárias conveniadas ao banco.
O Sistema BNDES segue como a principal fonte de recursos dos financiamentos, com 95,7% do total, com destaque para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), para a aquisição de bens de capital, que representou 28,2% do valor das operações, num total de R$ 493,7 milhões.
O BRDE encerrou 2011 com a inadimplência em 3%, enquanto que o Sistema Financeiro Nacional fechou o ano com índice de 3,6%, conforme o Banco Central.
COBERTURA – No ano passado o BRDE fomentou empreendimentos em 1.040 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná – o que representa 87,5% dos municípios da região Sul. Entre as 62 instituições financeiras credenciadas a operar com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em todo o País, o BRDE ocupou a segunda colocação em desembolsos dos programas agrícolas do governo federal. No Sul, entre 48 agentes, foi o quarto principal repassador de recursos para empreendimentos. Viabilizou investimentos totais de R$ 2,3 bilhões, gerando R$ 290 milhões em receita adicional de ICMS para os estados onde atua e criando ou mantendo 43.500 empregos.
O saldo médio das 36.368 operações ativas de crédito, de R$ 184,9 mil, atesta a vocação do BRDE para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas e aos mini e pequenos produtores rurais, melhorando os indicadores econômicos e sociais da região Sul, diz o diretor-presidente do BRDE, Renato de Mello Vianna.
Atendendo ao compromisso de preservar o emprego e ampliar a geração de renda no Sul, o BRDE, em 2011, firmou 413 acordos de reestruturação de dívidas, num total de R$ 292,1 milhões, permitindo a manutenção do funcionamento de várias empresas com baixo nível de liquidez no curto prazo, mas avaliadas como viáveis no longo prazo.
Em relação ao seu nível de risco, a composição da carteira do BRDE apresenta-se mais favorável do que a média do Sistema Financeiro Nacional (SFN). As operações “AA” e “A”, que representam os menores patamares de risco, perfaziam 83% da carteira do banco, contra 65,9% no SFN. As operações de maior risco, nível “H”, eram 2% da carteira do banco, ante 3,1% do crédito total do SFN. O volume de provisionamento de créditos de liquidação duvidosa da carteira do BRDE foi de 3,6% e o do SFN de 5,1%.
O resultado líquido obtido pelo BRDE no exercício foi 3,9% superior ao do ano anterior, alcançando R$ 92,1 milhões. Este é o 12º ano consecutivo de resultados líquidos positivos, o que permitiu que o ativo total superasse barreira histórica, com R$ 8,338 bilhões.