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FMI e Banco Mundial elogiam setor financeiro brasileiro

FMI e Banco Mundial elogiam setor financeiro brasileiro

As autarquias realizaram um monitoramento durante as últimas três semanas, como parte de um programa de avaliação financeira dos países emergentes estabelecido em 1999.
 
O setor financeiro brasileiro demonstrou uma sólida resistência ante a instabilidade internacional, graças às políticas governamentais, segundo um relatório conjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) publicado nesta quarta-feira (21/3).
 
“O Brasil ostenta uma posição única para impulsionar o desenvolvimento de seu setor financeiro de forma vigorosa, particularmente para aprofundar o financiamento privado de longo prazo”, explicaram as instituições no comunicado conjunto.
 
O FMI e o Banco Mundial realizaram um monitoramento durante as últimas três semanas, como parte de um programa de avaliação financeira dos países emergentes estabelecido em 1999.
 
Apesar disso, ressaltam as duas instituições, o desenvolvimento dos mercados de capital no Brasil segue sofrendo com as altas taxas de juros e com o curto prazo da maioria dos instrumentos de investimento financeiro.
 
Modificar esta situação é “uma agenda difícil”, reconhece o comunicado.
 
Embora esteja reduzindo progressivamente suas taxas de juros, o Brasil mantém uma rígida política que dificulta a entrada de capitais especulativos em seus mercados, principalmente por meio de impostos, em um contexto de forte valorização do real.
 

A avaliação do setor financeiro brasileiro foi efetuada por uma equipe liderada respectivamente por Dmitri Demekas, do Fundo, e por Augusto de la Torre, do BM.

FMI e Banco Mundial elogiam setor financeiro brasileiro

86,8% dos acordos salariais de 2011 ficaram acima da inflação

Balanço divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que 86,8% de 702 acordos salariais fechados em 2011 conseguiram obter reajuste acima da inflação medida pelo INPC. De acordo com o levantamento, 7,5% dos acordos apenas repuseram a inflação e 5,7% ficaram abaixo do INPC do período negociado.

O Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais em 2011 registrou leve queda sobre o resultado de 2010. Os acordos que conseguiram ganho real em 2010 chegaram a 88,2% do total. Os que empataram com a inflação foram 7,4% e os que perderam do INPC, 4,4%. Mesmo com a pequena redução, o desempenho foi superior ao obtido em 2008 e 2009.

Na distribuição por setores econômicos, o maior porcentual de ganhos reais foi verificado no comércio, onde 97,3% dos acordos ficaram acima do INPC. Logo depois vieram a indústria, com 90,4% de reajustes reais, e serviços, com 76,3%.

Apenas repuseram a inflação, em 2011, 11,9% dos acordos em serviços, 6,5% na indústria e 1,8% no comércio. Tiveram perda real no salário 11,9% dos acordos em serviços, 3,1% na indústria e 0,9% no comércio.

De acordo com o levantamento, indústrias de três setores conseguiram ganhos reais em 100% dos acordos fechados em 2011: construção e mobiliário, extrativista e papel, papelão e cortiça.

O setor de construção e mobiliário, de acordo com o Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais em 2011, também foi o que conseguiu o melhor aumento real médio – de 2,23% -, seguido pelo setor metalúrgico, mecânico e de material elétrico (2,04%).
 
A indústria como um todo registrou aumento real médio de 1,54%, resultado que levou 2011 ao segundo melhor desempenho desde 2008, já que em 2010 o aumento real médio da indústria foi de 1,83% e, em 2009, de 0,96%. Em 2008, a média ficou em 1,17% – o Dieese faz essa relação de acordos salariais desde 1996, mas só a partir de 2008 passou a registrar os resultados de todos os atuais grupos de negociação.
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Empregos nas cooperativas aumentam 128% em 11 anos

Apesar de o número de cooperativas no Paraná ter aumentado apenas 23% de 2000 a 2011, as vagas de trabalho geradas por este setor cresceram 128% no período. As 194 cooperativas existentes em 2000 empregavam 28.460 paranaenses e, no ano passado, as 240 respondiam por 65 mil postos de trabalho. Os números são da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Mas qual a vantagem de se trabalhar no sistema cooperativista? A FOLHA apurou que o principal benefício, segundo os funcionários, é que o sistema investe em capacitação profissional, tanto em cursos técnicos, como de graduação e até pós-graduação.

Segundo a Ocepar, o setor faturou R$ 26,4 bilhões em 2010 e pagou R$ 1,096 bilhão em salários e R$ 406 milhões em encargos. Os investimentos em desenvolvimento profissional foram de R$ 8,36 milhões

Os benefícios também são apontados como diferencial no mercado de trabalho das cooperativas. Em 2010, elas investiram R$ 29,6 milhões em planos de saúde para seus colaboradores, R$ 99 milhões em alimentação e R$ 11 milhões em seguros de vida.

Ailton de Almeida Queiroz tem 52 anos e desde 1979 trabalha na Coamo Agroindustrial, em Campo Mourão (Centro-Oeste). Começou como auxiliar administrativo e, depois de se formar em ciências contábeis, passou a contador. Mais tarde, foi convidado a participar de um processo seletivo interno para a área de TI, onde exerceu várias funções. ”Assumi a chefia do Departamento de Desenvolvimento de Sistemas e hoje exerço a gerência de Organização e Sistemas”, conta.

Todos os conhecimentos de tecnologia da informação ele adquiriu na Coamo, em ”centenas” de cursos custeados pela empresa. ”O ponto forte de se trabalhar numa cooperativa é a valorização do profissional”, avalia. O último curso feito por ele na empresa foi um MBA em Gestão Estratégica em Agronegócio.

Segundo o gerente de Recursos Humanos da cooperativa, Jorge Carrozza, a concorrência para trabalhar na Coamo é grande. ”Já tivemos caso de 12 pessoas disputarem a mesma vaga”, garante. A seleção consiste em análise de currículo e entrevistas.

A cooperativa emprega 5.500 pessoas, sendo que 20% da mão de obra é especializada, exigindo formação superior. Segundo o gerente, a rotatividade nas funções mais simples é ”normal” como em toda empresa, ”entre 10% e 12%” ao ano. Mas tende a ser menor nos cargos mais altos. ”Temos 35% dos nossos funcionários com mais de 10 anos na empresa”, conta.

Os salários, segundo ele, variam muito, mas estão na média do mercado. O mínimo na Coamo é de R$ 800 e os profissionais de nível superior ganham acima de R$ 2 mil. ”Nós enfatizamos o aproveitamento do pessoal da casa para os cargos de chefia. No ano passado, 15% do quadro foi promovido”, alega.


Em 2011, os funcionários da cooperativa contaram com 250 mil horas de treinamento realizadas com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). A Coamo também oferece cursos de MBA em Gestão de Empresa. Já são 42 funcionários formados e 40 estão em formação. ”Em abril deste ano, vamos abrir uma turma com mais 50”, ressalta. A empresa também oferece planos de saúde e odontológico, além de seguro de vida.
FMI e Banco Mundial elogiam setor financeiro brasileiro

Otimismo do empresariado

A conclusão a que se chega é a de que os empresários ainda estão receosos quanto à extensão e os efeitos da crise
 
O empresariado ainda não retomou a confiança no desenvolvimento da economia nacional. O cenário de crise externa e a queda na produção industrial registrada neste início de ano contribuiu para que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional das Indústrias, atingisse a marca de 58,6 pontos neste mês. Apesar da leve recuperação, uma vez que em fevereiro o índice registrado foi de 58,2 pontos, está abaixo da média histórica, que é de 60 pontos. O Icei varia de zero a 100. Valores acima de 50 revelam otimismo e abaixo dos 50, pessimismo.
 
Na Região Sul, o Icei medido em março ficou em 56,8 pontos, ante 57,5 pontos em fevereiro. É o segundo pior resultado, ficando atrás apenas da Região Sudeste (56,4 pontos). Os mais otimistas são os nordestinos.

A melhora do resultado, na avaliação de especialistas, é que as medidas anunciadas pelo governo federal – como a redução da taxa de juros e a taxação sobre investimentos estrangeiros para evitar a apreciação do real frente ao dólar – já tenha surtido algum efeito. O Icei é utilizado para identificar mudanças na tendência da produção industrial. O indicador, inclusive, auxilia na previsão do produto industrial e, por conseguinte, do Produto Interno Bruto, uma vez que empresários confiantes tendem a aumentar o investimento e a produção para atender o esperado crescimento na demanda. Desta forma, a conclusão a que se chega é a de que os empresários ainda estão receosos quanto à extensão e os efeitos da crise. Por isso, ainda são urgentes medidas de estímulo à produção e ao consumo interno.

Coincidência ou não, o setor industrial que mais apresentou otimismo foi a construção civil, com 61,7 pontos. De fato, o panorama é positivo, uma vez que em ano eleitoral historicamente o volume de obras aumenta e, além disso, os investimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida vão contribuir para manter aquecido o segmento. No entanto, é importante que sejam tomadas medidas urgentes para que todos os setores industriais voltem a investir.
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Requião é condenado a indenizar Jaime Lerner por danos morais

O senador Roberto Requião (PMDB) foi condenado a pagar R$ 30 mil ao também ex-governador do Paraná Jaime Lerner. O valor é referente aos danos morais considerados cabíveis pela juíza Júlia Maria Tesseroli de Paula Rezende, da 4ª Vara Cível de Curitiba, em virtude de acusações feitas por Requião em uma solenidade da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), em 9 de fevereiro 2010. A assessoria de imprensa de Requião afirmou que ele irá recorrer.
 
Ao G1, o advogado de Lerner Cid Campêlo Filho afirmou que a acusação proferida por Requião foi referente a um artigo publicado por Lerner. Na ocasião, o então governador do estado afirmou: “Eu não soube que o Lerner tinha publicado um artigo, eu na verdade pensei que ele estava preso. Tá condenado a nove anos de cadeia. Mas parece que ele fez um recurso, e o recurso dá um efeito suspensivo à prisão. Então, pelo artigo que ele escreveu, me disseram difícil, que eu sei que ele está solto ainda”.
 
Os R$ 30 mil serão atualizados pela média geral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde a data do evento, e acrescidos de juros de 1% ao mês. Os custos processuais também ficam por conta de Requião, além dos honorários advocatícios dos defensores de Lerner – 15% do valor atualizado da indenização.A juíza Rezende entendeu que este discurso atingiu a honra de Lerner, já que Requião não conseguiu provar a afirmação. Ela também contestou a defesa do senador, que pediu à magistrada que relativizasse o fato, já que se tratava do meio político, classificado como “uma verdadeira arena na qual se abre mão do resguardo absoluto da imagem, da intimidade e passa-se a constantemente ser criticado e a poder criticar”. Este argumento foi considerado “inconcebível” por Rezende, que entendeu que por se tratar de política, os cuidados deveriam ser ainda maiores.
 
Por meio de seu site oficial, Requião criticou a decisão. Ele afirma que foi “condenado mais uma vez por denunciar desvios no Paraná”. O senador conta que leu sobre uma condenação de Lerner na internet, contudo não havia sentença publicada que comprovasse afirmação. “Ocorre que posteriormente ele foi condenado em primeira instância a três anos e seis meses de cadeia. Recorreu ao STJ e o Tribunal confirmou a condenação porque o ex-governador havia contratado irregularmente um pedágio com uma concessionária, o pedágio da Lapa”, sustentou.