Audiência discutirá “trabalho decente” e questão de gênero
O conceito de trabalho decente foi criado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está empenhada em sua implantação em todo o mundo. O trabalho decente é assim definido: “Aquele tido como produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade de organização sindical e negociação coletiva, equidade e segurança, sem qualquer forma de discriminação e capaz de garantir uma vida digna”.
Em maio de 2006, o Brasil lançou a Agenda Nacional de Trabalho Decente (ANTD), em atenção ao Memorando de Entendimento para a promoção de uma agenda de trabalho decente no país assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo diretor-geral da OIT.
Foram convidados:
– um representante do Ministério do Trabalho;
– a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci;
– o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, Renato Sant’Ana;
– o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Luís Antônio Camargo de Melo;
– a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Rosangela Silva Rossy;
– a diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Wendel Abramo;
– o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas de Oliveira;
– o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade;
– um representante da sociedade civil.
A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 12.
Denúncias sobre usina Belo Monte são deixadas de lado
Xingu
Apesar de ter colocado o relatório na pauta, na hora da votação, os conselheiros aprovaram apenas o trecho do texto que tratava dos conflitos fundiários da chamada Terra do Meio. O conselho decidiu ignorar os relatos de violações de direitos humanos, que não foram lidos, e até mesmo a recomendação do relator de que uma missão específica fosse à região para a apuração das denúncias envolvendo a construção da hidrelétrica.
O material será remetido ao Comitê Gestor do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, chefiado pela Casa Civil. A decisão, apesar de unânime, contrariou alguns conselheiros, que chegaram a criticar a postura da ministra e do governo.
Isolado, o relator, Leonardo Sakamoto, pediu que um novo relator fosse indicado para tratar dos conflitos agrários e cobrou que as referências sobre Belo Monte não desaparecessem do texto. “São essas as reivindicações da comunidade. Belo Monte não era a questão original e acabou se impondo, uma vez que durante as visitas foi o ponto mais citado pelas lideranças”, defendeu. Sakamoto chegou a ser notificado pelo Ministério Público Federal para que apresentasse o relatório e justificasse a demora na apreciação do texto.
Fiergs critica entraves na construção
Ele lamentou ainda que o processo de desburocratização no Brasil caminhe devagar. “Chegamos a ter um ministro da desburocratização, o industrial Hélio Beltrão, mas pouco resolveu. Menos papéis e perda de tempo resultariam na queda do custo burocrático”, disse. Müller afirmou que a construção civil no RS tem crescido menos que a média nacional, e se diz preocupado com as taxas de investimento, “que em 2009 ficou em 3,5%, número que nos coloca em último lugar no ranking. Toda a cadeia produtiva sai prejudicada”.
Dieese lança balanço dos reajustes salariais de 2011 nesta quarta
O assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM), Roberto Anacleto, disse ao Vermelho a divulgação do balanço dos reajustes torna-se importante para nortear as discussões sobre essa temática no interior do movimento sindical.
“Os dirigentes sindicais necessitam de instrumentos que dêem sustentação às suas reivindicações nas campanhas salariais. Este balanço tem justamente essa função. Ele ajuda ao dirigente a planejar suas pautas e entender o setor de forma mais clara e concreta”, explica o economista.
Da Redação, Joanne Mota
