por master | 22/02/12 | Ultimas Notícias
Entidades de classe dizem que a falta de recursos do governo do Paraná para executar obras não é o único problema para o desenvolvimento do estado. O consultor Luiz Claudio Mehl, do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), diz que há a necessidade de uma mudança de cultura. “Não há estrutura técnica, de mão de obra, para o desenvolvimento, em razão da falta de uma política permanente de realizações”, diz ele.
O economista Fabiano Camargo da Silva, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioecômicos (Dieese), avalia que a falta de engenheiros no poder público se reflete na qualidade dos projetos. “Nos últimos 20 ou 25 anos, a contratação de engenheiros foi muito baixa”, diz. Estudo do Dieese do ano passado mostrou que 2.040 engenheiros atuavam no setor público paranaense (municipal, estadual e federal) e que 182 prefeituras do estado não contavam com nenhum profissional desse tipo. “Sem engenheiros, é mais difícil elaborar projetos”, diz. O secretário estadual da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, admite a falta de profissionais com perfil técnico no governo.
O estudo do Dieese sobre os investimentos públicos do Paraná (leia mais na página anterior), feito em parceria com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), tinha como um de seus objetivos fazer uma avaliação do mercado de trabalho para a categoria. “Queríamos saber o porquê de a situação não estar boa para os engenheiros. Já imaginávamos esse cenário, mas não nesse grau”, diz Ulisses Kaniak, presidente do Senge-PR.
Avaliação de mercado
Segundo ele, o estado parou de se preocupar em ter os melhores profissionais. “Para o poder público, seria interessante ter o quadro mais qualificado possível, mas os salários pagos não permitem isso.”
por master | 22/02/12 | Ultimas Notícias
Se não há pão para o operário não haverá paz para o empresário”, essa foi a resposta dada à concovação da Unión General de Trabajadores (UGT) e da Confederación Sindical de Comisiones Obreras (CCOO), nesta segunda-feira (20), pelos trabalhadores espanhóis.
De acordo com informações da imprensa espanhola, foram realizadas mais de 57 manifestações na Espanha, que reuniu mais de 1 milhão em diferentes regiões em regiões do país. A mobilização tinha como foco protestar contra o que consideram ser um “retrocesso” dos direitos dos trabalhadores frente aos desejos do patronato.
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Em declaração à imprensa, o secretário-geral da UGT, Cándido Méndez, disse que os trabalhadores não descartam um greve geral no país e alertou que “se o governo não muda a reforma, a mobilização popular vai aumentar”.
Ele acrescentou que a segunda-feira foi tomada pelos trabalhadores e durante todo o dia as ruas das principais cidades do país encheram-se com multidões indignadas com as reformas que facilitam as demissões e reduzem as indenizações.
Dados divulgados pela imprensa dão conta de que foram mais de 500 mil participantes no protesto em Madrid, cerca de 450 mil em Barcelona, 80 mil em Valência, 100 mil em Sevilha, 70 mil em Saragoça e 50 mil em Guijón.
“Durante as passeatas era possível sentir a força dos trabalhadores, ouvir os gritos de ‘greve geral’ e também visualizar inúmeros cartazes com diversas reivindicações, como ‘teu botim é minha crise’ e ‘a educação não é despesa, é investimento’, destacou Cándido Méndez.
Falando no encerramento do 17º Congresso Nacional do Partido Popular (PP), em Sevilha (sul), o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, defendeu a necessidade de fazer mudanças para o país se adaptar a um mundo global. E declarou que reforma laboral é “justa, boa e necessária” para o país.
Ao término das manifestações, representantes sindicais e das juventudes sindicais espanholas leram um manifesto contrário a reforma aprovada pelo Governo, que foi considerada equivocada por não criar emprego e por deixar o mercado de trabalho à serviço dos empresários.
Joanne Mota com agências
por master | 22/02/12 | Ultimas Notícias
A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram na madrugada desta terça-feira, depois de 13 horas de discussões novo empréstimo à Grécia, para evitar o calote dentro de um mês.
O fundo disponibilizado, porém, de 130 bilhões de euros, não resolve os problemas a longo prazo, segundo os analistas. É o segundo empréstimo obtido pelos gregos desde o agravamento da crise econômica internacional. O país vive dias de tensão sob protestos constantes e críticas da população, submetida a sucessivos pacotes de arrocho, que preveem reduções salariais e cortes de direitos.
O resgate permitirá ao governo grego uma parcela de 14,5 bilhões de euros da dívida, a vencer em 20 de março.
As autoridades europeias acusam a Grécia de ter passado muitos anos gastando mais do que arrecadava e que a situação não mudou com a concessão do primeiro resgate, de 110 bilhões de euros, em maio de 2010.
O plano de arrocho imposto pela União Europeia e o FMI em troca da nova ajuda visa a cortar o gasto público grego em um valor equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, com o objetivo de reduzir a dívida pública dos atuais 160% do PIB para 120,5% em 2020.
por master | 22/02/12 | Ultimas Notícias
As empresas espanholas já podem despedir trabalhadores sem autorização governamental pagando 20 dias por cada ano trabalhado com o máximo de uma anuidade. “Despedimento livre e gratuito”, acusam os sindicatos, prontos a resistir e com uma greve geral no horizonte.
O governo direitista de Mariano Rajoy pôs em prática medidas de “liberalização do mercado de trabalho” semelhantes às que estão a ser estabelecidas pelo segundo memorando da troika para a Grécia. Estas medidas, segundo a imprensa espanhola, foram definidas durante contatos estreitos entre Rajoy e a senhora Merkel.
A chanceler alemã considera que a “reforma laboral” espanhola é “modelar e valente”, um exemplo das mudanças que é necessário pôr em prática na Europa para sair da crise.
Para que as empresas possam fazer demissões basta, segundo o decreto governamental, que “se infira uma situação econômica negativa em casos como a existência de perdas atuais ou previstas ou a diminuição persistente dos níveis de receitas e de vendas”. Diminuição persistente, segundo o decreto, é a verificação de uma situação deste tipo durante “três trimestres consecutivos”.
Avaliando a situação atual, são 43 as empresas cotadas em bolsa, teoricamente as que estão em condições menos desfavoráveis, a poder “acolher-se” sob a nova legislação. O número refere-se a grupos consolidados e não às filiais espanholas, em situação bastante pior.
Segundo cálculos divulgados à imprensa, estas empresas têm uma força de trabalho de 283.415 pessoas e representam 37% que representa o índice geral da Bolsa de Madrid. No plano geral do país, o número de trabalhadores já em risco com o novo decreto é muito maior.
As demissões nessas condições podem ser feitos sem autorização governamental, sem arbitragem nem recursos, e mediante um pagamento de 20 dias de trabalho com o um máximo de anuidade (o equivalente a 12 anos de trabalho). A lei revogada previa indenização de 45 dias para um máximo de 3,5 anuidades (42 anos de trabalho), uma redução de 87 por cento. Os despedimentos estavam sujeitos a arbitragem e recursos.
Entre as empresas que, segundo os números de Setembro passado, podem recorrer à nova lei figuram Tavex, Vocento, Adolfo Dominguez, Cementos Portland, Albertis, FCC, Ferrovial e Sacyr Vallermoso.
Há situações em que os grupos consolidados registram ganhos mas no interior dos quais as filiais espanholas apresentam perdas há três trimestres consecutivos. É o caso da Telefónica, gigante de telecomunicações, que em 2011 já despediu 6.500 trabalhadores mesmo nas condições anteriores. Com a nova lei prevê-se que o volume da nova vaga de dispensas seja ainda mais elevado.
A Espanha é o país com mais elevada taxa de desemprego na União Europeia (22%) e, neste momento, só a Grécia se aproxima depois de mais de três anos de aplicação de medidas de austeridade (21,5%). O desemprego juvenil espanhol é de 44%.
por master | 22/02/12 | Ultimas Notícias
Marcos Verlaine*
Este é um ano eleitoral. Portanto, um ano importantíssimo para mais uma etapa da democracia brasileira. O pleito de outubro próximo é mais um ato da democracia brasileira, cuja importância e resultado refletirão nas eleições gerais de 2014. Isto é, as forças políticas que se saírem vitoriosas no pleito municipal estarão mais próximas da vitória em 2014.
É importante que o movimento sindical atue nesse processo que se avizinha, pois sua intervenção organizada poderá produzir resultados que contribuam com a qualidade dos prefeitos eleitos e, também, das câmaras de vereadores.
Trocando em miúdos. Se o movimento sindical e os trabalhadores querem melhorar a qualidade da representação é preciso atuar nas eleições lançando e apoiando candidatos ligados e comprometidos com as agendas social e sindical.
O movimento sindical – os sindicatos, as federações, as confederações e as centrais – deve atuar a fim de influenciar os trabalhadores a votarem em candidatos com perfil social, político e ideológico renovador e mudancista. Para isso, devem começar a debater esse processo.
PR: boa iniciativa da Nova Central
Um bom exemplo disso foi o seminário realizado, no dia 16 de fevereiro, pela Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Paraná, que debateu em Curitiba, com dirigentes de vários sindicatos do estado as eleições municipais, os trabalhadores e trabalhadoras e seus reflexos nas eleições em 2014.
O evento teve o objetivo de desencadear discussões e apontar rumos para os dirigentes que desejam concorrer nas eleições municipais.
É importantíssimo que o movimento sindical não só lance candidatos, mas apóie outros tantos, que os chame para debater, que os apresente às categorias que representam, a fim de ampliar o protagonismo social e político dos trabalhadores.
2014 começa em 2012
Nas eleições de 2010, os empresários elegeram para o Congresso Nacional, 250 deputados e 23 senadores. Segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), é a maior bancada patronal que já ocupou o Legislativo federal.
Esta é uma correlação de forças que impede ou dificulta a agenda do movimento sindical avançar no Poder Legislativo. Para alterar este desequilíbrio de forças políticas é preciso atuar nas eleições municipais, com objetivo de eleger lideranças dos trabalhadores ou no mínimo projetá-las para as batalhas eleitorais do futuro.
Política, eleições, partidos e poder
Para exercer protagonismo no processo eleitoral, o movimento sindical deve considerar quatro elementos estruturantes:
1) a política é o único meio para resolver os graves e históricos problemas sociais e coletivos;
2) as eleições, no Brasil, são o único momento em que o poder fica em xeque. Assim, intervir nesse processo é fundamental para alterar os rumos da política no País;
3) só por meio dos partidos é possível disputar o poder. Os trabalhadores precisam compreender a necessidade dos partidos na democracia representativa, pois sem eles não é possível disputar do poder; e
4) a conquista do poder significa poder imprimir as políticas e projetos das forças vencedoras do processo eleitoral. Por isso, disputar é imperioso para forjar lideranças e construir as vanguardas dos trabalhadores.
(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap