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Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

A garantia da renda básica como um direito social possibilita que brasileiros possam sobreviver com o mínimo necessário. Aprovada no Senado, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2020 diz que o Estado passa a ter a obrigação de garantir o direito a uma renda mínima às pessoas em situação de vulnerabilidade. A implementação ainda depende de regulamentação em lei.

Segundo a diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Loureiro Carvalho, é mais um importante avanço legislativo, obtido a partir de uma proposta de 2003, apresentada e defendida pelo então senador e hoje vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT).

“A pandemia revelou o que muitos não enxergavam: a impossibilidade de boa parte da população não conseguir o mínimo necessário para sobreviver, apesar de trabalhar. A renda básica é fundamental em um país com profunda desigualdade, com extrema pobreza e trabalhos precários”, defendeu ela, em entrevista a Rodrigo Gomes, no Jornal Brasil Atual.

De autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), a proposta passou pelos dois turnos de votação, na terça-feira (9) e foi aprovada de forma unânime, com 63 votos. A PEC sobre a renda básica agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Orçamento e renda básica

Durante a discussão, foi apresentado um destaque para manter os recursos destinados ao benefício fora da lei do teto. Entretanto, o relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), foi contrário ao destaque, que acabou derrotado por 46 votos a 15.

Na avaliação de Paola, o tema coloca a política social contra a política econômica, quando as duas poderiam andar lado a lado. “Assim como no Auxílio Brasil e outras políticas de transferência de renda, o Brasil precisa se reestruturar para dar condições de subsidiar as políticas sociais. Quando se tira esse trecho do projeto é para tirar as políticas públicas dos ombros do orçamento do país”, criticou.

“O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, fez um estudo sobre a continuidade do auxílio emergencial, no qual mostrava que se fossem revistas 20% das isenções fiscais, nós teríamos a possibilidade de garantir R$ 600 para a população por seis meses. Portanto, precisamos desmistificar o fato de que as políticas sociais não caberiam no orçamento”, acrescentou Paola.

Auxílio Brasil

O novo programa de transferência de renda Auxílio Brasil ainda segue envolto de incertezas. O Dieese já criticou a falta de transparência do projeto do governo Bolsonaro.

A integrante da Rede Brasileira de Renda Básica afirma que há diferenças entre a PEC da renda básica e o Auxílio Brasil, principalmente em seus objetivos. “A renda básica trabalha com a perspectiva de dignidade e da renda como direito social de sobrevivência. Contudo, o Auxílio Brasil traz uma insegurança, sem transparência alguma, e as famílias não sabem se serão beneficiadas, muito menos o valor. O que o Auxílio Brasil faz é atender um contingente pequeno da população, funcionando só de maneira eleitoreira”, explicou.

Ela afirma ainda que apesar de haver um novo programa de renda, o Auxílio Brasil não conseguirá ter a mesma força do Bolsa Família. “Ele completou 18 anos e foi reconhecido internacionalmente. O Bolsa Família precisava de um maior orçamento e atender pessoas em extrema pobreza, principalmente pós-auxílio emergencial. Ele tirou o Brasil do mapa da fome, com outras políticas públicas fundamentais de formação profissional.”

 

FonteRede Brasil Atual
Data original da publicação: 12/11/2021

 

DMT: https://www.dmtemdebate.com.br/renda-basica-possibilita-que-brasileiros-sobrevivam-com-o-minimo-necessario/

Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

IPEA: 1,4 milhão de entregadores e motoristas no Brasil estão na Gig economy

“Aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores em atividade no setor de transporte de passageiros e de mercadorias no Brasil estão inseridos na chamada Gig economy, termo que caracteriza relações laborais entre funcionários e empresas que contratam mão de obra para realizar serviços esporádicos e sem vínculo empregatício (tais como freelancers e autônomos), principalmente por meio de aplicativos.

Até 31% do total estimado de 4,4 milhões de pessoas alocadas no setor de transporte, armazenagem e correio no país estão na Gig economy. O tema foi abordado em um estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado na quinta-feira (7/11), com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Continua) e na Pnad Covid-19.

Os dados coletados mostram que, no primeiro trimestre de 2016, o número de pessoas ocupadas no transporte de passageiros na Gig economy era de cerca de 840 mil. No primeiro trimestre de 2018, esse quantitativo atingiu 1 milhão de trabalhadores e chegou ao ápice no terceiro trimestre de 2019, com 1,3 milhão de pessoas. Por conta da pandemia de Covid-19, houve redução ao longo de 2020, mas o número logo se estabilizou nos dois primeiros trimestres de 2021 em 1,1 milhão de pessoas ocupadas em transporte de passageiros no regime de conta própria, valor 37% superior ao do início da série, em 2016.

Já para o transporte de mercadorias na Gig economy, o número passou de 30 mil trabalhadores em 2016 para 278 mil no segundo trimestre de 2021, uma expansão de 979,8% no período. Além disso, a pesquisa do Ipea mostra que, em média, entre o primeiro trimestre de 2016 e o segundo de 2021, 5% das pessoas ocupadas nas atividades de transporte de passageiros e de mercadorias, por conta própria, o faziam como um trabalho secundário. O ápice dessa porcentagem foi no terceiro trimestre de 2019, antes da pandemia, quando 7,4% dos trabalhadores faziam dupla jornada com outra ocupação principal.

Com a ascensão das plataformas de aplicativos para entregas de mercadorias ou transporte de passageiros e o consequente avanço tecnológico que facilita mais contratações de curto prazo, é possível perceber que a quantidade de pessoas com empregos não tradicionais (como autônomos e trabalhadores temporários) teve um crescimento exponencial nos últimos anos.

Dessa forma, a chamada “explosão dos aplicativos” de transportes permitiu o surgimento de uma Gig economy por meio de tais plataformas digitais, que contribuíram para uma transformação no mercado de trabalho pela substituição de empregos em locais e horários fixos por formas mais flexíveis, com trabalhos sob demanda e remuneração por serviços.

Acesse a íntegra da nota

FonteABET, com IPEA

Data original da publicação: 08/11/2021

DMT: https://www.dmtemdebate.com.br/ipea-14-milhao-de-entregadores-e-motoristas-no-brasil-estao-na-gig-economy/

Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

Economia decadente do país reage pelo impulso externo, por Marcio Pochmann

Cabe ao Brasil o acrônimo Suegi, abreviação de Sudão, Egito e Iêmen que expressam realidades similares às nossas. São países com economias decadentes e que tem reagido, sobretudo, pelo impulso externo, com estrutura primário-exportadora

 

por Marcio Pochmann

 

Para um país de dimensão continental como o Brasil, a conjugação de ambiguidades, contrastes e desigualdades sociais costuma fazer parte de narrativas adotadas para sintetizar a situação nacional em diferentes momentos históricos. Há quase cinquenta anos, por exemplo, quando o país combinava o rápido crescimento econômico com a concentração de renda, o acrônimo Belíndia criado por E. Bacha se tornou popular ao associar a contraditória realidade nacional à situação de países muito díspares como a Bélgica e a Índia.

Em síntese, o regime autoritário da ditadura civil-militar na década de 1970 permitia que uma parcela menor da população brasileira vivesse em condições enriquecidas, similares às da Bélgica, enquanto a maioria dos brasileiros era submetida ao padrão de pobreza e informalidade equivalente ao da Índia daquela época.

Mais de três décadas depois, durante os governos do PT, a revista inglesa The Economist atualizou o termo Belíndia para o de Italordânia. Isso porque a parte mais rica dos brasileiros teria ascendido ao modelo de vida italiano, superando ao da Bélgica, ao passo que a maior parte da população nacional evoluíra, aproximando-se ao nível de renda per capita da Jordânia.

Em vez da contraposição entre riqueza e pobreza do passado, parecia se confirmar uma espécie de convergência na trajetória geral da população, todos melhorando, embora os mais vulneráveis evoluindo mais rapidamente do que os privilegiados. Mesmo os estados mais pobres da federação, como Maranhão e Piauí, por exemplo, teriam avançado ao nível de renda per capita três vezes superior ao da Índia na primeira década do século XXI.

De lá para cá, contudo, a realidade brasileira sofreu intensa e prolongada inflexão. O país já acumula vários anos do decréscimo na renda per capita. Desde o golpe de Estado de 2016, a plena retomada do receituário neoliberal implodiu a convergência expansionista entre rico e pobre identificada no acrônimo da Italordânia.

Também parece se distanciar do antigo termo Belíndia, pois sem dinamismo econômico, poucos se salvaram do retrocesso socioeconômico. A deterioração no padrão de vida passou a atingir inclusive antigos segmentos privilegiados, enquanto a maldição da precarização do modo de vida se generalizou no conjunto da população.

 

Desigualdades regionais

 

Isso é o que se pode perceber, por exemplo, da análise das contas regionais recentemente reveladas pelo IBGE ao longo dos anos 2010. De forma sintética, o comportamento da renda per capita de cada uma das 27 unidades da federação em relação à renda per capita do Brasil aponta para três tipos distintos de trajetória: a realista (acima do PIB per capita nacional), a apática (na média do PIB per capita nacional) e a decadente (abaixo da média do PIB per capita nacional).

A trajetória realista, observada em estados da federação (Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Piauí), destaca-se por deter dinamismo da renda per capita acima da renda per capita nacional durante os anos 2010. Esse conjunto de estados que abarca 34% do total da população brasileira possui importante conexão econômica com o exterior, respondendo por mais de 55% do total das exportações realizadas anualmente pelo chamado agronegócio do país.

A trajetória decadente, que se caracteriza pelo desempenho da renda per capita inferior à renda per capita nacional, manifesta-se em 10 unidades da federação (Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Sergipe, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre), responsáveis por 41% do total da população do país. A perda de vigor da economia brasileira nos anos 2010 comprometeu o impulso da renda per capita nesses estados, cuja estrutura produtiva e ocupacional se volta ao atendimento do mercado interno de consumo e registra contida presença nas exportações do agronegócio (19,4% do total).

Por fim, a trajetória apática é identificada em seis estados da federação (Rondônia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Minas Gerais), que respondem por 25% do total da população brasileira. O comportamento da renda per capita nesses estados, equivalente à estagnação da renda per capita nacional nos anos 2010, revela a existência da ambiguidade no interior da estrutura produtiva e ocupacional orientada aos mercados tanto interno como externo, responsável por 15% do total das exportações do agronegócio do país.

No balanço da década passada, os três subconjuntos da unidade federativa alteraram a sua posição relativa na composição do PIB nacional, aumentando as desigualdades. O grupo de estados situados na trajetória realista aumentou a sua composição relativa no PIB de 26,7%, em 2009, para 29,9%, em 2019; o subconjunto dos estados submetido à trajetória decadente reduziu de 57% para 53,5% a participação na renda nacional; e o conjunto dos estados na trajetória apática se manteve estável em 16% do PIB.

Diante disso, cabe o acrônimo Suegi, constituído pela abreviação de países (Sudão, Egito e Iêmen) que expressam realidades similares às percebidas atualmente no Brasil. São Nações com economias decadentes e que tem reagido, sobretudo, pelo impulso externo, com estrutura primário-exportadora e expostas a conflitos internos significativos.

 

Fonte: PT Nacional
https://vermelho.org.br/2021/11/24/economia-decadente-do-pais-reage-pelo-impulso-externo-por-marcio-pochmann/

Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

Jovens, trabalhadores e conscientes: Geração Z se sindicaliza nos EUA

De acordo com pesquisa Gallup de setembro, 77% dos jovens adultos apoiam os sindicatos

Os Estados Unidos vivem uma onda de sindicalização de jovens trabalhadores. A chamada Geração Z, formada por mulheres e homens nascidos entre 1996 e meados dos anos 2000, atingiu a maioridade por meio do Black Lives Matter, da pandemia de Covid-19 e da presidência de Donald Trump – tudo sob os ecos da crise do capitalismo de 2008. Os sindicatos lhes despontaram como uma legítima alternativa.

Exemplo desse fenômeno é Maya Panos, de 17 anos, um pouco mais jovem que a média dos trabalhadores da Starbucks que têm se sindicalizado em Buffalo, Nova York. A estudante do último ano do ensino médio diz que perdeu a estabilidade econômica – ela foi despedida do primeiro emprego como recepcionista devido à pandemia. “Foi uma época realmente terrível. A estrutura da minha vida estava desmoronando diante dos meus olhos e eu não podia fazer nada a respeito”, afirma.

Ela ingressou, então, no Starbucks em meados de julho, um mês antes de sua franquia anunciar campanha sindical, e logo percebeu que, mesmo como funcionária em meio período, as condições de trabalho podiam melhorar. “Há clientes simplesmente abusando verbalmente de você”, disse Maya. “Você recebe um aumento de US$ 1 ou US$ 2 (por hora) enquanto está assumindo muito mais trabalho. Sinto que eles estão nos usando.”

Em 1983, conforme a Pew Research, 20% dos norte-americanos eram sindicalizados. Já em 2020, o índice havia caído quase pela metade, para 10,8%. É ainda mais baixo para trabalhadores de 16 a 24 anos que têm taxas de participação sindical historicamente baixas, de apenas 4,4% em 2020, de acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho. Muitos começam em serviços temporários ou empregos no varejo, onde os sindicatos têm pouca influência.

No entanto, 77% dos jovens adultos apoiam os sindicatos, de acordo com pesquisa Gallup de setembro. Isso não significa necessariamente que eles vão se sindicalizar. Mas, em vários setores – particularmente nos de mídia e serviços –, o interesse no movimento sindical ganha força entre os trabalhadores mais novos.

A Geração Z se lembra da crise global de 2008 e da Grande Recessão – e enfrenta hoje os ecos da instabilidade econômica. “Eles viram as oportunidades para sua geração desaparecerem e temem ficar em situação pior do que seus pais”, diz Kate Bronfenbrenner, diretora de Pesquisa em Educação do Trabalho e conferencista sênior da Escola de Relações Industriais e Trabalhistas da Universidade Cornell. “Eles olham ao redor para ver quem está fazendo algo – e veem o movimento trabalhista.”

À CNN Business, muitos desses trabalhadores disseram que querem se juntar a um movimento onde as causas sociais fazem parte dos valores de seu local de trabalho. “Eles (os sindicatos) não passavam pela minha cabeça, porque aprendemos que todos esses grandes movimentos sindicais eram de um tempo remoro. Então você acha que tudo deve estar resolvido agora e que tudo deve estar bem”, afirma Maya.

Com apenas 23 anos, Kaitlin Bell é diretora de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Profissionais de Empresas Sem Fins Lucrativos e membro do Sindicato dos Trabalhadores da Clinic, que representa a Rede Católica de Imigração Legal. Ela se organizou depois de ver TikToks de millennials trabalhando no setor sem fins lucrativos, fazendo piadas sobre chefes arrogantes e seus medos de serem demitidos.

“Quero estar em um ambiente de trabalho onde as pessoas se sintam seguras e protegidas”, disse Bell. “Esses TikToks são engraçados, mas, se essa for a nossa realidade nas próximas décadas, pode ser um pouco desanimador.”

Richard Minter, diretor da União dos Trabalhadores, uma afiliada do Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Setor de Serviços, disse que associou cerca de 300 novos membros nos últimos 18 meses. A maioria deles eram jovens que trabalham em restaurantes e indústrias de serviços. “Em minha história de 27 anos fazendo isso, não acho que tenha visto esse tipo de bravura”, disse Minter.

Kati Kokal, agora repórter do Palm Beach Post, era a jornalista mais jovem da equipe do Island Packet, de Hilton Head, Carolina do Sul, quando ingressou no jornal aos 22 anos, em 2018. A equipe do Packet começou a discutir a sindicalização em março de 2020, pouco antes de o dono do jornal, McClatchy, ter vendido a publicação para o fundo de hedge Chatham Asset Management em uma liquidação judicial.

Radicada no Cinturão de Ferrugem dos Estados Unidos, onde seu pai era membro de um sindicato de fundição de uma fábrica, Kokal entrou para o comitê de negociação do jornal. Ela dirigia para as casas dos trabalhadores após o expediente para que eles assinassem as fichas de filiação ao sindicato. “Quando eu estava na faculdade, não estávamos falando sobre sindicalização nas redações. Agora, entre os estudantes jornalistas, existe mais dessa ideia”, disse Kokal.

Quando William Westlake, de 24 anos, foi abordado pela primeira vez para se juntar no Gimme! Café em Ithaca, Nova York, em 2016, ele tinha uma lista de 140 perguntas para os organizadores antes de entrar para a comissão sindical. Por exemplo: qual seria a estrutura de organização e quanto ganharia o presidente do sindicato? Tinha aprendido sobre direitos trabalhistas no colégio, mas não tinha certeza se grandes movimentos trabalhistas ainda estavam na ativa.

Agora, ele lidera o esforço de organização em sua unidade Starbucks em Buffalo, onde os trabalhadores de três lojas estão realizando eleições sindicais e outros três entraram com petições solicitando uma eleição para ingressar na União dos Trabalhadores. “É raro ter um amigo com quem eu já não tenha falado sobre sindicalização em algum momento, quer você esteja trabalhando com café ou começando como profissional médico ou engenheiro”, afirma Westlake.

Na loja onde ele trabalha, em Buffalo, os funcionários são majoritariamente jovens, mulheres e progressistas. A eleição sindical começou lá pelo correio no início de novembro e vão até o início de dezembro. O Starbucks está inundando o mercado de Buffalo com altos executivos que estão realizando reuniões com funcionários. O ex-CEO Howard Schultz até falou pessoalmente com os funcionários antes do início da votação no sindicato.

Foi a primeira vez que Maya Panos assinou um cartão do sindicato, e ela disse que se sentia como se estivesse assinando um documento ilegal e que estava sendo “espionada” por funcionários de empresas de fora do estado. O Starbucks disse que quaisquer alegações de intimidação não são precisas. “Eu perguntaria aos meus colegas de trabalho: eu vou ser demitido amanhã?”

A Starbucks diz que a empresa não é “antissindical” e que realiza sessões de escuta com frequência em todo o país, enviando membros corporativos para locais quando há questões operacionais. Segundo a empresa, os funcionários receberam três aumentos salariais nos últimos dois anos. Teriam conseguido sem a pressão sindical?

 

Com informações da CNN Business

VERMELHO: https://vermelho.org.br/2021/11/24/jovens-trabalhadores-e-conscientes-geracao-z-se-sindicaliza-nos-eua/

Renda básica possibilita que brasileiros sobrevivam com o mínimo necessário

TST julga em dezembro vínculo de emprego entre motoristas e apps

Trabalhista | Motorista | App

Em dezembro do ano passado, o o ministro Maurício Delgado (relator) concluiu que há vínculo entre motorista e app. Naquela ocasião, o julgamento foi suspenso por pedido de vista.

No próximo mês, a 3ª turma do TST deve dar continuidade a um julgamento polêmico: o vínculo de emprego entre motoristas e aplicativos, como Uber, 99 e Cabify. O caso está marcado para o dia 15/12, uma quarta-feira, às 9h.

Até o momento, o caso conta com o voto do relator, o ministro Maurício Delgado, no sentido de que há, sim, vínculo de emprego entre as partes. O debate foi suspenso no ano passado por pedidos de vista dos ministros Alexandre Belmonte e Alberto Luiz Bresciani.


Caso concreto

Os ministros analisam caso no qual o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre o motorista e o app foi negado em 1ª e 2ª instâncias.

Em dezembro de 2020, o relator da ação afirmou que é a primeira vez que a 3ª turma entra no mérito de casos como esses. Além disso, esta é a segunda vez que o Tribunal analisa o mérito da questão, sendo a primeira em fevereiro, quando a 5ª turma concluiu que não há vínculo.

Ao analisar a controvérsia, Delgado pontou que todos os elementos que configuram o vínculo de emprego estão presentes na relação entre os motoristas e as empresas de aplicativo, sendo o mais importante a subordinação.

Para o relator, essas empresas “exercem poder diretivo com muita eficiência”, determinando ordens objetivas a serem cumpridas pelos motoristas. Os aplicativos, por sua vez, argumentam que os condutores têm liberdade para escolherem horários e locais de trabalho.

Processo: 100353-02.2017.5.01.0066 


Por: Redação do Migalhas

https://www.migalhas.com.br/quentes/355503/tst-julga-em-dezembro-vinculo-de-emprego-entre-motoristas-e-apps