por master | 12/12/11 | Ultimas Notícias
O produto importado, especialmente da China, é o vilão da economia brasileira? Como a moeda chinesa (o Yuan) é desvalorizada em cerca de 40% frente ao dólar, enquanto o real, ao contrário, é apreciado em 30%, só isso dá vantagem de 70% para o fabricante daquele país, segundo especialistas ouvidos pelo Diário.No entanto, economistas e representantes da indústria avaliam que, para a superação da falta de competitividade do produto brasileiro, o problema não está lá fora. Ou seja, é preciso que o País faça sua lição de casa para que as empresas brasileiras sigam empregando e produzindo.
O professor Celso Grisi, coordenador do programa de Comércio Exterior da Fundação Instituto de Administração, diz que falta planejamento de longo prazo para resolver questões como a elevada carga tributária, deficiências de infraestrutura e carência de mão de obra especializada. Resolver esses problemas, com ações de política industrial, que desonerem cadeias produtivas, está entre as ações recomendadas.
Os números das pesquisas mostram a necessidade de medidas para fortalecer o setor industrial. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria indica que o Brasil perde, a cada ano, mais espaço para os itens fabricados no Exterior. Além disso, com a crise europeia, há o temor dos industriais de que a China e outros países exportadores mirem ainda mais o foco no mercado brasileiro em 2012.
INFLAÇÃO – Os importados não significam, necessariamente, problemas para economia brasileira. Para o consumidor, a entrada de diversos itens (como, por exemplo, carros) obrigou o mercado a pensar duas vezes antes de elevar preços. Neste ano, praticamente não houve reajustes de veículos, entre outros fatores, pelo aumento da concorrência.
O especialista em gestão automotiva Valdner Papa não espera grandes elevações de valores para a população em 2012. Mesmo porque indústrias como as chinesas JAC e a Chery anunciaram fábricas no País e negociam com o governo para não sofrerem todo o aumento de tributos que virá para os carros importados (com exceção dos trazidos da Argentina e do México) a partir de sexta-feira.
por master | 12/12/11 | Ultimas Notícias
Mais de 600 mil cadastros do Programa Bolsa Família estão desatualizados há mais de 2 anos.
Os municípios tem 30 dias para localizar esses beneficiários, caso contrário os valores serão bloqueados na folha de pagamento de janeiro de 2012 e cancelados em março.
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por master | 12/12/11 | Ultimas Notícias
Os contribuintes poderão pagar todos os impostos federais com cartão de crédito ou de débito a partir do ano que vem. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) passará a ser impresso com códigos de barra para facilitar a operação, informou à Agência Brasil o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
A medida permitirá o pagamento de impostos em qualquer equipamento que, como os caixas eletrônicos, tenha o leitor de código de barras em shoppings, postos de gasolina, supermercados, por exemplo. A operação estará disponível também para o contribuinte pagar as cotas do imposto de renda devido.
“Isso é uma grande novidade, um avanço que nós vamos trazer em 2012 permitindo, inclusive, que o viajante que chegue do exterior ou o estrangeiro que venha visitar o país possa fazer o pagamento de tributos utilizando o cartão de débito e crédito”, disse Carlos Roberto Occaso, subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal.
Atualmente o contribuinte pessoa física, depois de fazer a declaração do imposto de renda e verificar se tem imposto a pagar, necessita imprimir o Darf para pagar a dívida em uma única ou mais parcelas, mas sem o código de barras. Outra opção é autorizar o débito em conta-corrente ao preencher a declaração.
Em 2011, um total de 24.370.072 de contribuintes enviou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física ao Fisco. O número superou a estimativa da Receita Federal, que esperava receber 24 milhões de formulários.
por master | 12/12/11 | Ultimas Notícias
Os contribuintes poderão pagar todos os impostos federais com cartão de crédito ou de débito a partir do ano que vem. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) passará a ser impresso com códigos de barra para facilitar a operação, informou à Agência Brasil o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
A medida permitirá o pagamento de impostos em qualquer equipamento que, como os caixas eletrônicos, tenha o leitor de código de barras em shoppings, postos de gasolina, supermercados, por exemplo. A operação estará disponível também para o contribuinte pagar as cotas do imposto de renda devido.
“Isso é uma grande novidade, um avanço que nós vamos trazer em 2012 permitindo, inclusive, que o viajante que chegue do exterior ou o estrangeiro que venha visitar o país possa fazer o pagamento de tributos utilizando o cartão de débito e crédito”, disse Carlos Roberto Occaso, subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal.
Atualmente o contribuinte pessoa física, depois de fazer a declaração do imposto de renda e verificar se tem imposto a pagar, necessita imprimir o Darf para pagar a dívida em uma única ou mais parcelas, mas sem o código de barras. Outra opção é autorizar o débito em conta-corrente ao preencher a declaração.
Em 2011, um total de 24.370.072 de contribuintes enviou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física ao Fisco. O número superou a estimativa da Receita Federal, que esperava receber 24 milhões de formulários.
por master | 12/12/11 | Ultimas Notícias
Nem Carajás, nem Tapajós: maioria absoluta dos paraenses disse “não” ao desmembramento e decidiu que o Pará fica como está.
Descarte-se o mapa acima: quase 70% dos eleitores decidiram que o Pará continuará ser um estado só
Com quase 70% dos votos apurados, a maioria dos cerca de 4,6 milhões de eleitores do Pará rejeitaram o desmembramento do estado para a criação de Carajás e Tapajós, em plebiscito que mobilizou 144 municípios. Pouco depois das 20h deste domingo (11), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral paraense (TRE-PA), Ricardo Nunes, anunciou a vitória do “não”, duas horas depois de fechadas as urnas.
Por volta das 20h15, o resultado parcial registrava a rejeição de 67,3% para a criação de Tapajós, enquanto 67,9% dos eleitores haviam dito “não” ao sugerido estado de Carajás. Segundo o tribunal regional paraense, 78% das urnas do estado haviam sido apuradas – 11.379 dos 14.249 equipamentos postos à disposição dos votantes. Ao todo, foram registrados 1% de votos nulos e 0,42% de votos em branco.
De um total de 4,6 milhões de votantes, cerca de 4 milhões de votos foram computados até o momento. Ou seja, com base no percentual de urnas apuradas e no número de votos contrários ao desmembramento, a Justiça Eleitoral considera que não há mais possibilidade de o resultado ser alterado em favor do “sim”.
Constatada a vitória do “não”, os dois projetos de decreto legislativo que defendiam a tripartição do Pará serão sumariamente arquivados. Com a perda imediata de valor legislativo, a matéria sequer precisará ser analisada pela Assembleia Legislativa do Pará e pelo Congresso Nacional, como determina o trâmite constitucional. Caberá ao TRE-PA formalizar o arquivamento, bem como homologar o resultado final – o que deve ser feito ainda nesta semana –, com detalhes sobre números e percentuais. Segundo a Justiça Eleitoral, quem deveria ter votado e não o fez tem até 9 de fevereiro do próximo ano para justificar o não comparecimento às urnas. Como o plebiscito tem efeitos jurídicos similares às disputas entre candidatos, os faltosos receberão multa e cancelamento de título de eleitor caso não prestem esclarecimentos dentro do prazo.
Com a antecipação do resultado, confirmaram-se as projeções das pesquisas encomendadas pelo Datafolha e divulgadas nos últimos meses. A última consulta sobre o pleito, registrada na sexta-feira (9) pelo instituto paulista, mostrava que 65% dos 1.213 eleitores ouvidos entre 6 e 8 de novembro não queriam a criação de Carajás, enquanto 64% rejeitavam Tapajós.
Ao todo, foram gastos quase R$ 20 milhões com o plebiscito, a primeira consulta pública do Brasil sobre a divisão de um ente federativo – a mais recente unidade da Federação criada no país a partir do desmembramento de um estado foi Tocantins, que se separou da parte norte de Goías por exclusiva decisão do Congresso, em 1988, sem recorrer à vontade do eleitor goiano.