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Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

A troika quer que os cortes nos salários no setor público, impostos pelos pacotes do FMI, sejam estendidos ao setor privado. A iniciativa evidencia o propósito dos ajustes europeus: reduzir a qualquer preço o custo unitário do trabalho para aumentar a competitividade da região frente à concorrência asiática. Subjacente à crise desenvolve-se a velha e boa luta de classes entre capital e trabalho.

Leia também:
Reposta dos sindicatos é a greve geral

A chamada troika (EU, BCE e FMI) defendeu em conferência de imprensa, nesta quarta feira (16) em Lisboa, que as empresas reduzam os salários dos trabalhadores portugueses do setor privado, à semelhança dos cortes feitos nos salários dos trabalhadores da função pública.

Competitividade

“A fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do setor privado deverão seguir o exemplo do setor público e aplicar reduções sustentadas”, declarou a troika.

O representante da Comissão Europeia na troika, Jürgen Kröger, afirmou mesmo: “Têm de competir com países em que os custos laborais são muito mais baixos, e isso consegue-se de duas formas: reduzindo salários e aumentando a eficiência”. Acrescentou ainda que “se o setor público corta salários, é óbvio que haverá contágio e o privado irá seguir”.

Flexibilização

O representante do FMI, Poul Thomsen, reforçou esta posição: “É de uma importância crucial que estas reformas permitam alinhar a produtividade dos trabalhadores com as remunerações por estes recebidas. A isto chama-se flexibilidade do mercado laboral, que é uma parte importante deste programa, onde o Governo já fez muito, mas pode fazer muito mais”. Em outra linguagem pode-se perceber o objetivo de tudo isto: maximizar os lucros auferidos pelo capital através do prolongamento da jornada de trabalho e arrocho dos salários.

Tais declarações evidenciam o propósito dos ajustes que estão sendo impostos ao povo português, cuja essência é uma ofensiva histórica sem paralelo contra as conquistas da classe trabalhadora, em parte consagradas no chamado Estado de Bem Estar Social. O resultado, se tudo correr de acordo com a vontade da troika, será um brutal retrocesso social, conforme salientou a CGTP.

Os trabalhadores, contudo, não engolirão o pacote de maldades preparado pelo FMI pacificamente. As duas centrais do país (CGTP e UGT) estão convocando uma greve geral unificada para 24 de novembro e defendem propostas alternativas para fazer frente à crise da dívida. “O país não está condenado ao desastre”, salientou o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

A troika quer que os cortes nos salários no setor público, impostos pelos pacotes do FMI, sejam estendidos ao setor privado. A iniciativa evidencia o propósito dos ajustes europeus: reduzir a qualquer preço o custo unitário do trabalho para aumentar a competitividade da região frente à concorrência asiática. Subjacente à crise desenvolve-se a velha e boa luta de classes entre capital e trabalho.

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Reposta dos sindicatos é a greve geral

A chamada troika (EU, BCE e FMI) defendeu em conferência de imprensa, nesta quarta feira (16) em Lisboa, que as empresas reduzam os salários dos trabalhadores portugueses do setor privado, à semelhança dos cortes feitos nos salários dos trabalhadores da função pública.

Competitividade

“A fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do setor privado deverão seguir o exemplo do setor público e aplicar reduções sustentadas”, declarou a troika.

O representante da Comissão Europeia na troika, Jürgen Kröger, afirmou mesmo: “Têm de competir com países em que os custos laborais são muito mais baixos, e isso consegue-se de duas formas: reduzindo salários e aumentando a eficiência”. Acrescentou ainda que “se o setor público corta salários, é óbvio que haverá contágio e o privado irá seguir”.

Flexibilização

O representante do FMI, Poul Thomsen, reforçou esta posição: “É de uma importância crucial que estas reformas permitam alinhar a produtividade dos trabalhadores com as remunerações por estes recebidas. A isto chama-se flexibilidade do mercado laboral, que é uma parte importante deste programa, onde o Governo já fez muito, mas pode fazer muito mais”. Em outra linguagem pode-se perceber o objetivo de tudo isto: maximizar os lucros auferidos pelo capital através do prolongamento da jornada de trabalho e arrocho dos salários.

Tais declarações evidenciam o propósito dos ajustes que estão sendo impostos ao povo português, cuja essência é uma ofensiva histórica sem paralelo contra as conquistas da classe trabalhadora, em parte consagradas no chamado Estado de Bem Estar Social. O resultado, se tudo correr de acordo com a vontade da troika, será um brutal retrocesso social, conforme salientou a CGTP.

Os trabalhadores, contudo, não engolirão o pacote de maldades preparado pelo FMI pacificamente. As duas centrais do país (CGTP e UGT) estão convocando uma greve geral unificada para 24 de novembro e defendem propostas alternativas para fazer frente à crise da dívida. “O país não está condenado ao desastre”, salientou o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

AL reduz crescimento econômico; avaliação permanece favorável

Uma deterioração das avaliações da situação atual da economia e das expectativas futuras fez o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuar de 5,6 para 4,4 pontos entre julho e outubro deste ano, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Ifo. Segundo o estudo, o indicador ficou abaixo da média histórica, o que sinaliza a entrada da região na fase redução do ciclo econômico, após permanecer na fase de “boom” entre julho de 2010 e julho de 2011.

Entre os países pesquisados, apenas o Paraguai foi avaliado no limite entre “boom” e declínio. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai foram avaliados como em declínio, enquanto Bolívia, México e Venezuela tiveram índice de clima que aponta recessão. Em julho, cinco países estavam na fase de “boom”.

O componente de situação atual na região passou de 5,9 para 5,2 pontos. “Apesar da queda, o nível superior a 5 pontos indica uma avaliação ainda favorável a respeito do momento presente. O componente de expectativas recuou de 5,3 para 3,5 pontos, sinalizando pessimismo em relação aos próximos meses”, disse a FGV. Falta de competitividade, inflação, desemprego e escassez de mão de obra qualificada foram os principais problemas encontrados na América Latina.

“No caso brasileiro, o principal problema apontado é também a competitividade, mas a inflação aparece em segundo lugar, seguida de falta de mão de obra qualificada, déficit público e escassez de capital”, afirmou a FGV. No ranking de países, a principal mudança foi a ascensão do Peru de quinto para primeiro lugar, com projeções de crescimento de até 6,5% neste ano. O Brasil perdeu uma posição, passando da sétima para a oitava.

O resultado da América Latina seguiu o movimento mundial. O ICE apurado pelo Ifo para 119 países caiu de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. A sondagem antecipa tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países.

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

AL reduz crescimento econômico; avaliação permanece favorável

Uma deterioração das avaliações da situação atual da economia e das expectativas futuras fez o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuar de 5,6 para 4,4 pontos entre julho e outubro deste ano, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Ifo. Segundo o estudo, o indicador ficou abaixo da média histórica, o que sinaliza a entrada da região na fase redução do ciclo econômico, após permanecer na fase de “boom” entre julho de 2010 e julho de 2011.

Entre os países pesquisados, apenas o Paraguai foi avaliado no limite entre “boom” e declínio. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai foram avaliados como em declínio, enquanto Bolívia, México e Venezuela tiveram índice de clima que aponta recessão. Em julho, cinco países estavam na fase de “boom”.

O componente de situação atual na região passou de 5,9 para 5,2 pontos. “Apesar da queda, o nível superior a 5 pontos indica uma avaliação ainda favorável a respeito do momento presente. O componente de expectativas recuou de 5,3 para 3,5 pontos, sinalizando pessimismo em relação aos próximos meses”, disse a FGV. Falta de competitividade, inflação, desemprego e escassez de mão de obra qualificada foram os principais problemas encontrados na América Latina.

“No caso brasileiro, o principal problema apontado é também a competitividade, mas a inflação aparece em segundo lugar, seguida de falta de mão de obra qualificada, déficit público e escassez de capital”, afirmou a FGV. No ranking de países, a principal mudança foi a ascensão do Peru de quinto para primeiro lugar, com projeções de crescimento de até 6,5% neste ano. O Brasil perdeu uma posição, passando da sétima para a oitava.

O resultado da América Latina seguiu o movimento mundial. O ICE apurado pelo Ifo para 119 países caiu de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. A sondagem antecipa tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países.

Troika conclama patrões portugueses a cortar salários em 2012

China tirou 67,4 milhões de pessoas da miséria em 10 anos

O governo da China anunciou nesta quarta (16) que caiu o número de chineses abaixo da linha de pobreza – vivendo com menos de 1.274 yuan (o equivalente a 150 euros) por ano. O número de pessoas nessa situação caiu de 94,4 milhões em 2000 para 26,8 milhões em 2010. A diminuição equivale a toda a população da França, realça o governo chinês.

Os dados estão no Livro Branco, que relaciona informações sobre o desenvolvimento do programa de combate à pobreza nas zonas rurais. O documento, com 36 páginas, foi divulgado pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado da China, o órgão executivo do governo.

A proporção de pobres entre a população rural chinesa baixou de 10,2% em 2000 para 2,8% em 2010, diz o Livro Branco. Metade dos cerca de 1.340 milhão de habitantes da China vive ainda nas zonas rurais. A avaliação no que se refere à linha de pobreza, entretanto, aumentou de 865 yuan (o equivalente a 100 euros) para 1.274 yuan (150 euros).

“Apesar de a força global da China ter melhorado imensamente, o governo chinês está consciente de que a China permanece um país em vias de desenvolvimento, com baixo rendimento per capita, e está confrontada com o sério desafio de reduzir o fosso entre as áreas urbanas e rurais entre as diferentes regiões e entre pobres e ricos”, diz o Livro Branco.

O valor do Produto Interno Bruto (PIB) per capita na China fica próximo dos US$ 4.500, menos que em alguns países africanos, mas em Xangai, por exemplo, já atingiu cerca de US$ 13.000 – três vezes mais do que na maioria das províncias e regiões autônomas chinesas.

A eliminação da pobreza “é e continuará a ser uma árdua e prolongada tarefa”, garante o governo chinês. O índice de analfabetismo entre os jovens e a população de média idade diminuiu para 7% – menos 5,4 pontos percentuais do que em 2002, indica também o Livro Branco.

Na última década, com a expansão estável e rápida da economia chinesa, o país colocou os trabalhos de luta contra a pobreza no seu programa geral de desenvolvimento social e destinou uma verba significativa para a área.

O Dr. Tang Min, membro do think tank do Conselho de Estado chinês e vice-administrador do Fundo Empresarial Youcheng de Combate à Pobreza, considera que a luta ganhou novas características nos últimos dez anos.

“A primeira característica do trabalhos é a combinação com o desenvolvimento do Novo Campo. Na última década, uma série de políticas em prol do agricultor elevou o nível de vida dos habitantes rurais, como a isenção de impostos agrícolas, reforma do sistema de saúde, educação para os mais jovens e previdência aos idosos. A segunda característica é a adoção de um novo modelo de aplicação das verbas. Isso quer dizer que são os habitantes da zona rural que decidem as prioridades para a aplicação do dinheiro público, em vez da decisão orientada pelo governo, como no modelo anterior.”

De acordo com o documento chinês, o país já praticamente resolveu as questões de escassez de comida e de roupas para os habitantes rurais. Agora, os trabalhos do combate à pobreza entram numa nova etapa.