por master | 11/11/11 | Ultimas Notícias
As negociações do acordo coletivo de trabalho da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para os anos de 2011 e 2012 ficaram “embaraçadas” nos últimos dias. Alguns dos sindicatos envolvidos na negociação aceitaram o reajuste de 7,3% oferecido pela estatal – índice que representa apenas o repasse da inflação acumulada em 12 meses –, enquanto outras ainda têm assembleias agendadas para discutir a questão. A continuidade das conversas, no entanto, pode estar ameaçada.
Logo após algumas das categorias anunciarem que haviam aceitado o reajuste, a companhia divulgou um vídeo a todos os seus empregados em que sua diretora de gestão corporativa, Yara Eisenbach, afirma que aquela seria a “proposta final” da Copel, descartando a possibilidade de novas negociações entre os sindicatos que ainda não tinham se posicionado.
Na gravação, Yara cita ainda o que seriam novas posturas da companhia, que não cederia mais a “barganhas” dos sindicalistas. Incomodados com o que classificaram de “coação” e “insinuações contra o movimento” sindical contidas no vídeo, alguns dos sindicatos ameaçam entrar com representações no Ministério do Trabalho e também na Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra a diretora da Copel.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Paraná (Sindelpar), Paulo Sérgio dos Santos, a questão está sendo analisada pelos setores jurídicos das categorias e as denúncias podem ser feitas até a próxima semana. Quem acompanha o movimento acredita que a postura dos sindicatos pode ser apenas uma forma de pressionar a companhia. Mas o presidente do Sindelpar avalia que alguma outra retaliação – como a realização de greve – teria poucas chances de ocorrer. Procurada, a Copel não conseguiu passar uma posição de sua diretoria até o fechamento desta edição.
por master | 11/11/11 | Ultimas Notícias
As negociações do acordo coletivo de trabalho da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para os anos de 2011 e 2012 ficaram “embaraçadas” nos últimos dias. Alguns dos sindicatos envolvidos na negociação aceitaram o reajuste de 7,3% oferecido pela estatal – índice que representa apenas o repasse da inflação acumulada em 12 meses –, enquanto outras ainda têm assembleias agendadas para discutir a questão. A continuidade das conversas, no entanto, pode estar ameaçada.
Logo após algumas das categorias anunciarem que haviam aceitado o reajuste, a companhia divulgou um vídeo a todos os seus empregados em que sua diretora de gestão corporativa, Yara Eisenbach, afirma que aquela seria a “proposta final” da Copel, descartando a possibilidade de novas negociações entre os sindicatos que ainda não tinham se posicionado.
Na gravação, Yara cita ainda o que seriam novas posturas da companhia, que não cederia mais a “barganhas” dos sindicalistas. Incomodados com o que classificaram de “coação” e “insinuações contra o movimento” sindical contidas no vídeo, alguns dos sindicatos ameaçam entrar com representações no Ministério do Trabalho e também na Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra a diretora da Copel.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Paraná (Sindelpar), Paulo Sérgio dos Santos, a questão está sendo analisada pelos setores jurídicos das categorias e as denúncias podem ser feitas até a próxima semana. Quem acompanha o movimento acredita que a postura dos sindicatos pode ser apenas uma forma de pressionar a companhia. Mas o presidente do Sindelpar avalia que alguma outra retaliação – como a realização de greve – teria poucas chances de ocorrer. Procurada, a Copel não conseguiu passar uma posição de sua diretoria até o fechamento desta edição.
por master | 11/11/11 | Ultimas Notícias
Sete estados brasileiros, inclusive o Paraná, receberam ontem a autorização formal do governo federal para aumentar o limite de endividamento previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Eles poderão emprestar um montante total de R$ 21,3 bilhões para obras de infraestrutura. O governo paranaense poderá contrair empréstimos internos e externos adicionais de até R$ 1,192 bilhão.
Acordo para liberação dos recursos foi assinado ontem pela presidente Dilma Rousseff com governadores e representantes do Paraná Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de São Paulo. O governador paranaense, Beto Richa (PSDB), estava presente na solenidade.
De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, os recursos que o Paraná busca serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Vão proporcionar a execução de programas nas áreas de infraestrutura, segurança, saúde, família e transportes. Todos preveem a geração de renda e de emprego”, disse.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a ampliação da capacidade de endividamento servirá para que os estados invistam e, com isso, afastem o risco de contágio da crise internacional no Brasil. “A ampliação dos limites fiscais para os estados não conflita com a nossa política fiscal e sim a reforça. Todos os estados têm melhorado suas contas e a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo cumprida à risca”, destacou ele.
A ampliação da capacidade de endividamento dos estados não resultará em desembolsos por parte da União. Isso porque esses estados apenas tiveram aumentados os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para a obtenção de empréstimos.
No mês passado, a presidente Dilma havia assinado acordo semelhante com mais dez estados, que tiveram R$ 15,7 bilhões liberados, totalizando R$ 37 bilhões em aumento de recursos neste ano. Até o fim do ano, mais oito estados assinarão o acordo – apenas o Amapá e o Tocantins ficarão de fora porque não aderiram ao programa de ajuste das contas públicas.
por master | 11/11/11 | Ultimas Notícias
Sete estados brasileiros, inclusive o Paraná, receberam ontem a autorização formal do governo federal para aumentar o limite de endividamento previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Eles poderão emprestar um montante total de R$ 21,3 bilhões para obras de infraestrutura. O governo paranaense poderá contrair empréstimos internos e externos adicionais de até R$ 1,192 bilhão.
Acordo para liberação dos recursos foi assinado ontem pela presidente Dilma Rousseff com governadores e representantes do Paraná Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de São Paulo. O governador paranaense, Beto Richa (PSDB), estava presente na solenidade.
De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, os recursos que o Paraná busca serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Vão proporcionar a execução de programas nas áreas de infraestrutura, segurança, saúde, família e transportes. Todos preveem a geração de renda e de emprego”, disse.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a ampliação da capacidade de endividamento servirá para que os estados invistam e, com isso, afastem o risco de contágio da crise internacional no Brasil. “A ampliação dos limites fiscais para os estados não conflita com a nossa política fiscal e sim a reforça. Todos os estados têm melhorado suas contas e a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo cumprida à risca”, destacou ele.
A ampliação da capacidade de endividamento dos estados não resultará em desembolsos por parte da União. Isso porque esses estados apenas tiveram aumentados os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para a obtenção de empréstimos.
No mês passado, a presidente Dilma havia assinado acordo semelhante com mais dez estados, que tiveram R$ 15,7 bilhões liberados, totalizando R$ 37 bilhões em aumento de recursos neste ano. Até o fim do ano, mais oito estados assinarão o acordo – apenas o Amapá e o Tocantins ficarão de fora porque não aderiram ao programa de ajuste das contas públicas.
por master | 11/11/11 | Ultimas Notícias
Estudo do Ipea mostra que o rendimento médio dos moradores de cidades mais pobres se aproximou da renda dos habitantes das mais ricas
Ponta Grossa – A desigualdade na distribuição de renda entre os municípios brasileiros caiu 23% nos últimos 30 anos. É o que aponta estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O índice de Gini, que mede a desigualdade, caiu de 0,31 em 1980 para 0,24 em 2010. Durante esse mesmo período, o Paraná acompanhou o cenário nacional e registrou queda de 33% na desigualdade, passando de 0,18 na década de 80 para 0,12 no ano passado. Quanto mais baixo é o coeficiente de Gini, melhor é a distribuição de renda.
A pesquisa do Ipea mostra que diminuiu a distância entre a renda média das pessoas que moram nos municípios mais ricos e a das populações das localidades mais pobres. Esse fenômeno foi influenciado principalmente pelas políticas de transferência de renda que começaram ainda nos anos 90, o aumento real do salário mínimo e a interiorização da atividade econômica.
“As políticas de transferência de renda melhoraram a distribuição de renda e refletiram na queda da desigualdade. Além disso, o aumento do salário mínimo nos últimos anos contribuiu para termos melhoras no índice”, afirma o doutor em economia e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Luciano Nakabashi. Em 2001, o salário mínimo era de R$ 151 e hoje é de R$ 545.
O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, explica também que grandes redes varejistas investiram na interiorização da economia. “Com isso, há mais gente trabalhando e empregada, o que melhora a distribuição de renda entre as cidades”, afirma. Ele também explica que a atividade agrícola contribuiu para a melhoria nos dados do Ipea. “Houve, durante os anos 2000, uma valorização das commodities agrícolas. Com isso, regiões como Centro-Oeste e Sul foram beneficiadas. O Norte cresceu muito devido ao setor de mineração”, explica Lourenço.
Regiões
Segundo a pesquisa, a queda na desigualdade no rendimento domiciliar per capita nos municípios foi mais acentuada no Nordeste, com diminuição de 38%. Há três décadas, a região tinha um índice de 0,21. Agora é de 0,13. A Região Centro-Oeste teve redução de 37,5% nesse mesmo período e o Sul, uma queda de 32%. As regiões que registrarem menores reduções foram Sudeste, com 26%, e Norte, com 14%. Esta última região é a que possui o maior nível de desigualdade, segundo a pesquisa, com coeficiente de 0,18.
Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, nas últimas três décadas foi registrado aumento da desigualdade entre as regiões geográficas. “Em 2010, a distância que separa as duas regiões com maior grau de desigualdade [Norte] e o menor [Centro-Oeste] foi de 53,8%. Trinta anos antes, em 1980, a diferença que separava as duas regiões com maior, que era o Sudeste, e o menor índice, na época também o Centro-Oeste, foi de 14,7%.” De acordo com o Ipea, o estado que teve o melhor desempenho na redução da desigualdade, durante o período, foi a Paraíba, com queda de 47,9%. Apenas Amapá e Roraima registraram aumento nas desigualdades em 14,8% e 22,8%, respectivamente.
Investir em escolas e saúde
Investir em saúde e educação. Essas são premissas básicas, segundo especialistas, para que o Brasil possa diminuir o índice de desigualdade social. Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, apesar de o país ter registrado a partir da década de 90 uma redução aos índices de desigualdade, os números ainda são considerados elevados.
Para o presidente do Ipardes, Gilmar Lourenço, o índice de desigualdade social ainda está longe do ideal. Segundo ele, a situação só irá melhorar se houver investimentos nas áreas de saúde e educação pública. “Principalmente no setor de educação. Só assim poderemos formar pessoas que possam ocupar postos de trabalho com melhor remuneração. Hoje, a maioria dos empregados ganha de um a dois salários mínimos. É essencial formarmos cidadãos capacitados”, ressalta.
O economista Luciano Nakabashi, professor da Universidade Federal do Paraná, compartilha da posição de Lourenço. “Se esses pontos não receberem investimentos, continuaremos longe do ideal. A distribuição de renda é muito desigual e, consequentemente, a renda da maioria das pessoas ainda é baixa”, salienta.