por master | 13/04/12 | Ultimas Notícias
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu suas estimativas para a inflação e os juros para o fim de 2012. Na avaliação da Confederação, o IPCA encerrará 2012 em 5%, estimativa inferior à previsão do final de 2011, de uma taxa de 5,2%. Se confirmada, a variação ficará acima do centro da meta de inflação, que é de 4,5%, porém inferior ao resultado visto em 2011, de 6,5%, exatamente no teto da meta de inflação.
Para os juros, a CNI estima a Selic em 9% ao ano no final de 2012. Em dezembro de 2011, a projeção era de que a taxa básica de juros ficasse em 10% ao ano. A CNI reduziu também sua projeção para a taxa média do ano, de 10,12% para 9,39%. Com a diminuição da projeção para a inflação, a Confederação projeta agora que a taxa real de juros, já descontada a inflação do período, fique em média em 4% ao longo deste ano. Em dezembro de 2011, a estimativa era de 4,4%.
Câmbio
Em relação ao câmbio, a estimativa da CNI para 2012, feita no final do ano passado, se manteve em R$ 1,80 a média do câmbio. Também foram mantidos o superávit comercial, em US$ 20,8 bilhões, resultado de exportações de US$ 275,4 bilhões e importações de US$ 254,6 bilhões. A expectativa para o déficit em conta corrente, porém, foi acentuada no período, passando de um saldo negativo de US$ 56 bilhões para US$ 58 bilhões.
Para as contas públicas, a CNI espera que o déficit público nominal fique em 2,45% do Produto Interno Bruto (PIB). No fim de 2011, a expectativa era de uma taxa de 2,60%. No caso do superávit público primário, a projeção passou de 3% para 2,75% do PIB. Em relação à dívida pública líquida, o porcentual em relação ao PIB recuou de 38,6% para 36%.
PIB
Para a CNI, o Produto Interno Bruto (PIB) continuará crescendo 3%, como já previsto em dezembro, mas com menor participação do setor industrial. A expectativa para o PIB industrial deste ano passou de 2,3% para 2,0%. Se confirmado, o resultado do segmento fabril ficará melhor do que o visto em 2011, quando se expandiu 1,6%. A projeção para o PIB geral também ficará levemente acima ao resultado do ano passado, quando subiu 2,7%.
Para projetar o PIB, a CNI fez também estimativas para seus componentes. Segundo a entidade, o consumo das famílias crescerá 4% este ano – como já era aguardado em dezembro. Os investimentos, porém, sofreram revisão para cima. Para a CNI, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) crescerá 5,6%, ante projeção de 5% apresentada no fim de 2011. A taxa de desemprego, diz a Confederação, deverá ser de 5,5% da População Economicamente Ativa (PEA), taxa inferior à projetada em dezembro, de 5,8%.
por master | 13/04/12 | Ultimas Notícias
Um grupo de estudantes realizou nesta quinta-feira (12) um ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em favor da punição por crimes cometidos durante a ditadura militar. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal, a poucos metros do local, julgava a descriminalização do aborto de fetos sem cérebro. No mês passado, o STF suspendeu julgamento de ação em que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona a anistia por crimes “continuados”, como o sequestro, ocorridos no regime militar. (Foto: José Cruz/ABr)

por master | 13/04/12 | Ultimas Notícias
O custo da construção civil em Sergipeapresentou variação de 0,01% em março, no confronto com o mês anterior. A retração foi de 0,49 percentual, ao se comparar com março do ano passado, cujo índice foi 0,50%. Os dados são do Boletim Sergipe Econômico, com base nos números do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), calculados pelo IBGEx em convênio com a Caixa Econômina Federal.
A variação acumulada do índice nos três primeiros meses do ano, no estado, ficou 1,01%, superior a igual período do ano anterior (0,64%). No resultado dos últimos doze meses, a variação acumulada foi de 6,64%, abaixo dos 7,17% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.
O custo médio de construção, por metro quadrado (m²), em Sergipe, no mês passado, ficou em R$ 738,96, maior somente que os custos dos estados do Rio Grande do Norte e Espírito Santo.
por master | 13/04/12 | Ultimas Notícias
Trabalhadores da Construção Civil paralisaram as atividades nos canteiros de obras na Zona Centro-Sul de Manaus para reivindicar melhorias na qualidade de trabalho. Eles protestaram também contra a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil no Amazonas (Sintracomec). A manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira (12), na Avenida Via Láctia, Aleixo.
Segundo o operário Brannio Santos, de 30 anos, a maior preocupação é a atual condição de trabalho oferecida à categoria. “A comida é péssima e algumas vezes vem estragada. O contra-cheque vem com descontos e eles não nos comunicam, alguns aparecem zerados”, disse ao G1.
De acordo com o servente do empreendimento Rogério Fogassa, os serviços de saúde oferecidos também são precários. “Sofri um acidente ao cortar um azulejo, um pedaço do material atingiu meu olho. Comuniquei o acidente à construtora, mas mandaram que eu procurasse um médico e ainda ameaçam de demissão diante da minha ausência”, afirmou.
O vice-presidente afastado do Sintracomec, Cícero Custódio, que também estava no manifesto, disse que, além das reivindicações, os trabalhadores pedem ainda o retorno da antiga diretoria, afastada pela Justiça, no último dia 2 de abril, por não prestar contas.
“Os trabalhadores estão revoltados. Eles dizem que as pessoas que estão à frente do Sindicato para cuidar dos interesses deles, são parentes de políticos que não conhecem a realidade do trabalhador. O juiz passou por cima de todos para colocar essas pessoas”, disse Custódio.
O atual diretor da junta governativa do Sintracomec, Ademir Venâncio, declarou que manifestações não são apoiadas pelo Sindicato e que o afastamento da diretoria foi uma questão Judicial. “Essa é uma forma de desespero. Eles têm que procurar o direito deles na Justiça”.
por master | 13/04/12 | Ultimas Notícias
O diretor do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Valdiney Arruda, disse há pouco que a população negra é a que mais adoece por condições precárias de trabalho e a que mais é submetida a trabalho infantil e escravo.
Segundo Arruda, há dificuldade de reintegração ao mercado dos trabalhadores que se encontram em situações análogas à escravidão. Ele citou o caso de pessoas negras que trabalham na construção do estádio de Cuiabá para a Copa do Mundo que foram resgatadas por estarem em situação de escravidão. A princípio, eles não foram readmitidos pela empresa de construção, depois de ela ter ajustado suas práticas trabalhistas. Só após uma ação governamental junto à empresa, eles foram recontratados.
O sindicalista participa de audiência pública da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público para discutir as relações de trabalho e a promoção de igualdade racial. O debate foi proposto pelo presidente da comissão, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP).
Reportagem- Tiago Miranda
Edição- Mariana Monteiro
por master | 12/04/12 | Ultimas Notícias
A Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho desconstituiu ontem (10), por unanimidade, decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) que havia indeferido o pagamento de verbas rescisórias a uma empregada gestante demitida por justa causa. O motivo da dispensa foi a sua recusa em se transferir para uma filial da empresa em outra cidade durante o período de estabilidade provisória, após o fechamento da filial de sua cidade.
No caso analisado, a empresa Martins Comércio e Serviços de Distribuição Ltda., ao fechar a sua filial de Campinas (SP), teria oferecido uma vaga à empregada, então grávida, na filial de Osasco (SP). Diante da sua recusa, a empresa a demitiu.
O TRT de Campinas, ao julgar o processo, entendeu que a estabilidade provisória de que gozava a empregada gestante não era motivo para a sua recusa. Depois do trânsito em julgado da ação, ajuizou ação rescisória para desconstituir a decisão, mas a rescisória foi julgada improcedente pelo TRT, levando-a a interpor o recurso ordinário agora examinado pela SDI-2.
Para o relator, ministro Guilherme Caputo Bastos, a decisão regional contrariou a garantia de estabilidade assegurada às gestantes no artigo 10, inciso II, alínea “b” do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Ele salientou que o dispositivo não deve ser aplicado aos casos em que a dispensa ocorra por justa causa. No caso, porém, a recusa da empregada em ser transferida para Osasco, mesmo que em decorrência de fechamento da filial onde trabalhava, não seria motivo para configurar a justa causa aplicada pela empresa.
O ministro chamou a atenção para o fato de que o TST já firmou entendimento de que não constituem impedimento à manutenção da estabilidade provisória assegurada pela ADCT às empregadas gestantes os casos de fechamento da filial da empresa onde trabalhem. “A Constituição da República não condiciona o direito à estabilidade à existência de atividades regulares na empresa”, afirmou. “Como se sabe, os riscos da atividade econômica devem ser suportados pelo próprio empregador, que deve efetivamente suportar as perdas advindas do empreendimento, nos termos do artigo 2º da CLT“.
Para Caputo Bastos a estabilidade provisória a que faz jus a empregada gestante “constitui preceito de ordem pública e, portanto, de caráter indisponível, que objetiva, em ultima análise, a proteção do nascituro”. Dessa forma, por considerar que a funcionária não poderia ter sido dispensada sem o pagamento das verbas trabalhistas durante o período de estabilidade provisória, afastou a justa causa e determinou o retorno dos autos à Vara do Trabalho de origem para apreciação dos pedidos feitos na petição inicial.
(Dirceu Arcoverde)
Processo: RO – 298-04.2010.5.15.0000