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JUSTIÇA SOCIAL

Saiba quem são os brasileiros mais ricos do mundo

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Joseph Safra é o banqueiro mais rico do Brasil e o segundo empresário com a maior fortuna do país, atrás apenas de Eike Batista.
Com 160 mil clientes, o Banco Safra teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no ano passado. Ele pertence a um dos homens mais ricos do planeta. Joseph Safra, de 73 anos, tem a 52ª fortuna mundial, o que o coloca como o mais rico banqueiro do Brasil e a segunda pessoa mais rica do país, atrás apenas do empresário de energia Eike Batista.
Os dados são da revista Forbes.
Os ativos do banco Safra somam R$ 87 bilhões. O patrimônio líquido é de R$ 6 bilhões.

Posição – Nome, Idade, Fortuna estimada
7º – Eike Batista (mineração e petróleo), 55 anos, US$ 30 bilhões
52º – Joseph Safra (banco), 73 anos, US$ 13,8 bilhões
67º – Antonio Ermirio de Moraes e família (diversos) | 083, US$ 12,2 bilhões
69º – Jorge Paulo Lemann (bebidas), 72, US$ 12 bilhões
178º – Marcel Herrmann Telles (bebidas), 62, US$ 5,7 bilhões
196º – Carlos Alberto Sicupira (bebidas), 64, US$ 5,2 bilhões
232º – Dorothea Steinbruch e família (aço), US$ 4,5 bilhões
255º – Aloysio de Andrade Faria (banco) | 091 anos, US$ 4,2 bilhões
290º – Francisco Ivens de Sa Dias Branco (alimentos), 77, US$ 3,8 bilhões
304º – Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (banco), 38, US$ 3,6 bilhões
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Com taxas menores, economia da China continua crescendo

Depois de aprovar seu Plano de Desenvolvimento Social e Econômico para 2012, a China entra oficialmente numa etapa de novas projeções que em alguns casos chamam a atenção, sobretudo um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) menor em relação à meta de outros anos.
Desde seu anúncio no dia 5, a expansão de 7,5 por cento no citado indicador tornou-se tema de frequentes comentários e até de preocupação para alguns, acostumados a cifras superiores.
Cabe recordar que essa taxa é a menor desde 2005 e inferior em meio ponto percentual à de 2011, ainda que no 12º Plano Quinquenal (2011-2015) a meta anual se fixou em 7,0 por cento.
Realismo e sabedoria explicam a estratégia chinesa para este exercício, depois de registrar níveis de crescimento de 9,2 por cento em 2011 e de 10,4 no ano precedente.
As autoridades estão conscientes do complexo panorama internacional, mais difícil para esta economia pela crise da dívida na Europa, seu principal sócio comercial.
Um dado explica em parte essa situação. O investimento direto dos 27 membros da União Europeia na China diminuiu 33,3 por cento no primeiro bimestre do ano em relação a igual período do ano anterior, ao somar 906 milhões de dólares.
O crescimento de 7,5 por cento é diferente do anterior, mas não é baixo, segundo afirmou o premiê Wen Jiabao em entrevista coletiva ao concluir a sessão anual da Assembleia Popular Nacional.
Especialistas coincidem que ainda assim é um crescimento alto ao compará-lo com os de outras grandes economias como a dos Estados Unidos, o bloco europeu e o Japão, ainda com problemas e concentradas na recuperação.
Tudo isso fundamenta o critério de que a economia chinesa enfrenta uma tendência à desaceleração devido ao impacto da mencionada crise e a uma menor demanda do exterior, como explicou Wen na referida ocasião.
Apesar destes fatores, o Fundo Monetário Internacional, entre outras instituições especializadas, prognostica um crescimento da segunda economia do mundo superior a oito por cento no fechamento de 2012.
Mas a China presta atenção também a outros indicadores como parte de sua estratégia.
No documento que estabelece os objetivos sócio-econômicos para este ano se afirma que com a baixa projetada no PIB se procura conseguir um vínculo gradual com os objetivos do 12º Plano Quinquenal.
Ademais, o governo propõe-se orientar os diversos setores para que concentrem seu trabalho na aceleração de mudanças no modelo de desenvolvimento econômico e uma melhora efetiva de sua qualidade e rentabilidade.
Tudo responde ao objetivo de favorecer um desenvolvimento mais duradouro e de maior qualidade, que para além das cifras, beneficiará o meio ambiente e, portanto, a população.
Essa grande meta apoia-se em outras como a aceleração do avanço da ciência e da tecnologia, a poupança energética e a redução de emissões de gases contaminantes em áreas prioritárias como indústria, transporte, construção, entre outras.
Outra estatística diferente neste ano será a expansão do comércio exterior, que se estima que aumente 10 por cento. Em 2011 as exportações e importações da China aumentaram 22,5 por cento.
Também se prevê que o saldo favorável no intercâmbio de bens e serviços se reduzirá, depois de cair 14,5 por cento, para 155 bilhões de dólares, no exercício anterior. Em 2010 esse balanço foi de 183,1 bilhões de dólares. Projeções importantes também são a criação de nove milhões de empregos em 2012 e o controle da alta dos preços ao consumidor em torno de quatro por cento, nível similar ao do ano passado, quando subiram 5,4 por cento.
Ademais, ante o adverso panorama internacional, a China propõe-se ampliar a demanda interna, incluído um aumento do consumo, considerada essencial para um desenvolvimento econômico em longo prazo, estável e sólido.
Todos estes planos devem contribuir à estratégia de continuar avançando na promoção da justiça social.
Para isso, também se preveem ações como elevar a despesa em educação a quatro por cento do produto interno bruto, manter os esforços para regular os preços das moradias e aumentar o salário mínimo, a fim de que os rendimentos aumentem em correspondência com o crescimento e a produtividade.
As diferenças nesses indicadores contam também a favor da luta contra a pobreza e como suporte da estabilidade.
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Desligamento é iniciativa do trabalhador em 30% dos casos

Antônio Mora / Gazeta do Povo / Construção civil tem índices altos de rotatividade, diz Dieese

Construção civil tem índices altos de rotatividade, diz Dieese

A expansão da economia deu mais poder ao trabalhador. Em busca de melhores vagas em um mercado aquecido, a quantidade de brasileiros que se demite das empresas é recorde. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 30,5% dos desligamentos no primeiro bimestre ocorreram por decisão do trabalhador. O país teve quase 3,2 milhões de desligamentos até fevereiro, sendo 969 mil por iniciativa do empregado.

No primeiro bimestre de 2003, ano do início da pesquisa, a situação era bem diferente: as saídas voluntárias somavam 17,7%. Os dados anualizados confirmam a tendência de aumento do desligamento espontâneo. Na média do ano passado, 28,3% das demissões foram por iniciativa do funcionário – em 2003, a proporção foi de 16,8%. “Numa situação de desemprego mais baixo e com perspectiva de crescimento, a viabilidade de obter um emprego melhor e uma ocupação mais favorável tende a ganhar mais força”, diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp.

Fenômeno independe de qualificação

O desligamento espontâneo aumentou entre trabalhadores de todos os níveis de qualificação, de acordo com Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O aumento da oferta de trabalho fez os profissionais qualificados serem disputados por empresas que sofrem com a falta de mão de obra qualificada para expandir os seus negócios, enquanto os profissionais com pouca formação mudam de emprego em busca de aumento salarial, pois também são beneficiados pela demanda crescente por seus serviços.

“Se o trabalhador estiver ganhando R$ 800 por mês, mas encontrar perto da casa dele um emprego que pague R$ 1 mil, ele não pensa duas vezes em trocar”, diz o técnico do Dieese. “Como há muita demanda, ele vai arriscar e procurar uma nova oportunidade”, explica. Entre os setores com maior rotatividade atualmente, Lúcio cita a construção civil.

Na avaliação do técnico do Dieese, o mercado de trabalho está atravessando um período único no país, já que antes eram as empresas que colocavam uma série de exigências na hora da contratação. “No passado, quem tinha mais de 40 anos era descartável, enquanto os jovens não conseguiam emprego pela falta de experiência”, diz.

Desemprego

É possível notar uma relação entre o desempenho dos desligamentos espontâneos com a variação da taxa de desemprego média anual medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De 2008 para 2009, por causa da crise econômica, o desemprego médio anual cresceu de 7,9% para 8,1%; no período, os desligamentos voluntários caíram de 23,8% para 21,7%. “Assim que o desemprego cai de novo, em 2010, começa a aumentar o pedido de demissão voluntária”, diz a professora Regina Madalozzo, da escola de negócios Insper. Na avaliação dela, haveria ainda mais desligamentos voluntários se a legislação trabalhista do país fosse menos rígida.

Com o crescimento dos pedidos de demissão, a influência das empresas no total de desligamento perdeu participação. No ano passado, os desligamentos por decisão das empresas corresponderam a 55,7% do total, o porcentual mais baixo da série histórica

As demissões por iniciativa do trabalhador cresceram em todos os estados, mas o índice ainda é bastante desigual entre as regiões. No Norte e do Nordeste, por exemplo, o fim do contrato de trabalho é definido majoritariamente pelas empresas. “É importante ressaltar que o crescimento [dos desligamentos espontâneos] se compara às demissões sem justa causa, por iniciativa do empregador. O grosso das demissões em alguns setores e regiões ainda é em um volume muito maior por iniciativa da empresa”, diz Claudio Dedecca, da Unicamp.

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Zona do Euro: “Espanha, a próxima Grécia”

Nos muros, a predominante palavra de ordem “a reforma trabalhista conduz à escravidão”. Os sindicatos convocaram greve geral, advertindo o governo de que “não pretendemos parar, o combate começa agora”. E alguns jovens em Valência dançavam na rua cantando com grande ironia “Rajoy, Rajoy, somos tão felizes”, enquanto, em todos os jornais da Europa aumentam os comentários com título “Espanha, a próxima Grécia”.
Por Maria Segre, no Monitor Mercantil
Não passou sequer meio ano desde novembro do ano passado, quando os eleitores da Espanha depositaram sua confiança ao direitista Mariano Rajoy para tirá-los da crise, com as “armas” da frugalidade e das reformas. E sequer três meses não passaram desde que Bruxelas (União Européia, Comissão Européia) congratulava, efusivamente, o novo governo espanhol “pela seriedade e decisão com que enfrenta a crise e o povo espanhol pelo seu amadurecimento”.

Entretanto, ao que tudo indica, os espanhóis chegaram ao seu limite. Atenderam, em massa, a convocação dos sindicatos para greve geral e inundaram as ruas das cidades espanholas protestando contra as reformas no mercado de trabalho. A Espanha vive agora, tudo aquilo que a Grécia viveu nos últimos dois anos, mas, de forma mais concentrada. O governo Rajoy avança com mais rapidez e decisão nas reformas trabalhistas em relação com o grego, enquanto, os sindicatos espanhóis respondem mais maciçamente e com mais organização em relação com os sindicatos gregos. A greve geral registrou participação da ordem de 77%.

Obviamente, a Espanha não assinou nenhum mnemônico, porque não solicitou sua integração ao Mecanismo Europeu de Apoio. O governo Rajoy acredita que enfrentará a crise sem ajuda direta. Mas, o Banco Central Europeu (BCE) continua adquirindo debêntures estatais da Espanha e, cada vez mais analistas internacionais avaliam que a Espanha não evitará, finalmente, o caminho da Irlanda, da Grécia e de Portugal.
Com ou sem mnemônico
Mesmo sem mnemônico, o gerenciamento da crise pelo governo Rajoy é minimamente diferente da receita da Grécia, Portugal ou Irlanda. Adequação fiscal, frugalidade e, entre outros, “liberalização” do mercado de trabalho em um país onde o desemprego supera o da Grécia, com 23% dos trabalhadores procurando emprego em vão, enquanto, 50% dos jovens não encontram sequer um emprego de ocupação parcial.
O país não pode sair da queda, a qual – neste ano – estima-se que superará 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto, apesar das medidas de frugalidade (totalizando 35 bilhões de euros) não pode reduzir o déficit público ao percentual comprometido de 4,4%. Na melhor das hipóteses o governo espanhol compromete-se reduzi-lo neste ano em 5,3% do PIB, mas, não existe nenhuma garantia de que conseguirá.
“Chave”, demissões
O governo Rajoy considera que, a “chave” para enfrentar a crise é a facilitação das demissões, para facilitação das contratações! Supõe-se que, o que impede aos empregadores a novas contratações são os prazos obrigatórios (de avisos prévios) e as indenizações em caso de demissão. Por isso, o governo determinou redução, tanto do tempo de avisos prévios, quanto do total das indenizações em 1/3.
A verdadeira “bomba”
Se por um lado, a Espanha não pode ser acusada de mau gerenciamento de suas finanças públicas, por outro está evoluindo em “verdadeira bomba da Zona do Euro”. Até certo ponto, a Espanha paga por seu desleixo em modernizar sua economia durante os anos de seu crescimento.
Nos últimos anos, a maior parcela de investimentos foi canalizada ao mercado de imóveis. A Espanha tornou-se um gigantesco campo de obras, os jovens encontravam emprego facilmente na construção civil, os preços dos imóveis aumentavam seguidamente, assim como, as margens de lucro, enquanto a produção dos bens de consumo despencava resultando em incessante aumento das importações.
Assim, enquanto, o custo de endividamento era baixo, crescia o mercado de imóveis até que a bolha estourou. Os bancos da Espanha parece que não tinham exposição nas debêntures tóxicas norte-americanas dos empréstimos hipotecados e, não sofreram com a “falência” do Lehman Brothers. Mas, eram extremamente expostos no mercado doméstico de imóveis e estouraram junto com a bolha.
Foi quando o déficit público espanhol foi lançado às alturas para tapar os “buracos negros” dos bancos e, quando os investidores internacionais começaram a temer as evoluções na Zona do Euro, voltaram sua atenção à Espanha. Atrás desta frase inocente dissimula-se a alta dos spreads das debêntures espanholas (de seus desempenhos em relação com as alemãs, isto é, também, o aumento do custo de endividamento).
Círculo vicioso
O governo Rajoy, em seu esforço para reduzir o déficit e reconquistar a confiança dos mercados, insere a Espanha no mesmo círculo vicioso em que foram inseridos Grécia e Portugal dos mnemônicos: Queda, desemprego, fracasso das metas fiscais. Só que a Espanha – ou melhor, seus parceiros – não desfruta o luxo de uma reestruturação de dívida. A duras custas poderão resistir os mecanismos de apoio um programa para a Espanha. E se este fracassar, a “bomba” explodirá.

Quem será atingido pelos estilhaços? A resposta está lista dos credores da Espanha: Bônus: US$ 51 bilhões em poder dos bancos britânicos, US$ 187 bilhões, dos bancos norte-americanos, US$ 224 bilhões os bancos franceses e US$ 244 bilhões os bancos alemães. Mas, o risco agora é que o primeiro ministro italiano, Mario Monti começou a vociferar que “a Itália não é Espanha”!

 
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Microempresas oferecem mais empregos no Centro-Oeste Paulista

 

Em janeiro e fevereiro deste ano foram criados mais de 200 mil novos empregos com carteira assinada no Brasil. Uma pesquisa do Sebrae mostrou que 70% das vagas são nas micro e pequenas empresas. Na região Centro-Oeste Paulista, as oportunidades também cresceram. Os números se devem, principalmente, ao comércio e ao setor de serviços.

Vicente de Lima Filho trabalhou seis meses sem carteira assinada. Ele procurou o PAT de Ourinhos e, em duas semanas, conseguiu outro emprego em uma locadora de equipamentos para a construção civil. A experiência do vendedor foi decisiva para a empresa na hora de escolher o futuro empregado.

Fabiana Ramos abriu uma vaga para vendedora no estúdio fotográfico. Após dois meses conseguiu encontrar a nova funcionária. “Ela demonstrou garra, postura, dinâmica e simpatia. Fiquei dois meses com a vaga aberta e, após pedir ajuda ao Posto de Atendimento ao Trabalhador, em quinze dias contratei a Ticiane”, informou.

Para a nova contratada, o momento é de mostrar qualidades e se fixar no emprego. “Eu acho que a gente tem que aprender a cada dia e fazer o melhor a cada dia”, disse Ticiane Rocha.

Entre os motivos para a alta está a melhoria de renda da população, que consume mais e leva a criação de mais vagas de trabalho. Só que vaga de trabalho não é sinônimo de emprego certo. As empresas buscam trabalhadores qualificados.

 

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Baby Boomers ou Y? Cada geração tem uma “receita” certa para o futuro

Entenda mais sobre a sua relação com o dinheiro, segundo suas vivências, e fique por dentro de dicas simples para pensar nos próximos 30 anos

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo / “Hoje não trabalho, mas assim que começar quero contribuir mensalmente para a previdência privada. Ninguém quer chegar aos 65 anos sem tranquilidade. Vou me planejar para me aposentar e parar de trabalhar.”Cristaine Dombeck, estudante.Dizem que o remédio amar­­­go é o mais eficaz no combate às doenças. No campo da economia, há eventos negativos que podem trazer, de certa forma, benefícios a longo prazo. É o caso das crises. As gerações que viveram momentos de recessão econômica, em geral, tendem a ser mais cautelosas em relação ao dinheiro.

“Se até os seis anos de idade a pessoa viveu uma crise, de certa forma essa dificuldade vai impactar de alguma forma na sua maneira de lidar com o dinheiro”, diz o especialista em investimentos do Itaú Unibanco Leandro Loiola, com base em uma pesquisa que mostra a relação de acontecimentos históricos e a forma como cada geração se relaciona com o dinheiro.

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

“Hoje não trabalho, mas assim que começar quero contribuir mensalmente para a previdência privada. Ninguém quer chegar aos 65 anos sem tranquilidade. Vou me planejar para me aposentar e parar de trabalhar.” Cristaine Dombeck, estudante.

Recorte e leve com você
 

Antes de decidir seu plano de previdência privada, confronte seu gerente com essas 13 perguntas elaboradas pelo economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins.

• 1 – Qual é o tipo de plano? (PGBL, VGBL, fundo de aposentadoria programada).

• 2 – O plano é de contribuição definida ou de benefício definido?

• 3 – Se for de benefício definido, qual é?

• 4 – Se o titular morre durante a contribuição, o que acontece com o saldo?

• 5 – Se houver beneficiário definido, o que acontece se ele falecer também?

• 6 – Qual é o plano de recebimento após o prazo de contribuição? (vitalício sem período mínimo; vitalício com período mínimo; retirada total).

• 7 – Se for vitalício com período mínimo garantido, há beneficiário estipulado em caso de morte do titular?

• 8 – Havendo beneficiário que receba benefício após a aposentadoria do titular, o que acontece se este beneficiário vier a falecer junto com o titular?

• 9 – Qual é o fundo de investimento do plano? (soberano, composto, misto).

• 10 – Qual a carteira de ativos do fundo?

• 11 – Qual a taxa de administração e a taxa de carregamento?

• 12 – Qual o regime de tributação durante a fase de acumulação?

• 13 – Qual a tributação durante a fase de retirada?

Dois perfis, uma preocupação: aposentadoria

Os especialistas em finanças pessoais ressaltam que os brasileiros estão se preocupando cada vez mais com o futuro, pois não querem contar apenas com o benefício do INSS. Apesar das diferentes maneiras de se relacionar com o dinheiro, essas gerações têm uma preocupação em comum: querem tranquilidade na aposentadoria.

O aposentado Adamir Boccasanta trabalhou em um banco e durante 35 anos contribuiu com a previdência privada. Nos últimos anos, contribuía com R$ 400 mensais. Hoje, ele não trabalha e já usufrui do benefício. “A melhor recomendação é que as pessoas pensem na previdência privada desde o primeiro salário. Hoje não preciso trabalhar, o investimento foi um bom negócio, porque seria difícil viver só com a aposentadoria oficial”, salienta Boccasanta.

Décadas separam o aposentado da estudante de Ciências Econômicas, de 18 anos, Cristaine Dombeck. A diferença de idade, porém, não se reflete em uma postura diferente. “Hoje não trabalho, mas assim que começar quero contribuir mensalmente para a previdência privada. Ninguém quer chegar aos 65 anos sem tranquilidade. Vou me planejar para me aposentar e parar de trabalhar”, conta a estudante.

Ele explica que pessoas que hoje têm mais de 66 anos, em geral, são muito cuidadosas com o dinheiro e têm medo de perdê-lo. De certa forma, esse é um reflexo, segundo Loiola, da Grande Depressão de 1929 e da Segunda Guerra Mundial. Pela pesquisa, porém, é possível determinar também que as pessoas entre 47 e 65 anos são carreiristas e idealistas, porque viveram épocas de grande crescimento econômico.

“Por essa razão, entendemos que cada geração tem a sua maneira de relacionar com o dinheiro e cada uma delas pode ter a sua forma de guardar para o futuro”, pontua Loiola (leia mais da pesquisa sobre as gerações e as finanças nesta página).

O economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, tem a mesma visão sobre a crise. Segundo ele, depois de passarem por momentos de dificuldades econômicas, as pessoas tendem a ser mais cautelosas. “A crise assusta, as pessoas ficam mais austeras e controladas, aceitando sacrifícios que em momentos de bonança não aceitariam”, analisa.

Aposentadoria

Independentemente da fase da vida, porém, é sempre preciso pensar no futuro. Com perfil mais arrojado ou conservador, o importante é se planejar. E é de olho nesse interesse que o reitor da UP levanta 13 questões que podem orientar qualquer contratação de um plano previdência privada. Basta confrontá-las com o gerente do banco. (veja quais ao lado). “Sempre é hora de pensar em planejar para o futuro. A recomendação é que quando o jovem entre no mercado de trabalho, já comece a definir uma quantia a ser guardada para a aposentadoria”, ressalta Pio Martins.

O planejador financeiro familiar e para a aposentadoria Augusto Sabóia dá uma outra dica sobre o futuro, ensinando uma conta simples. De acordo com Sabóia, quando a pessoa decidir se aposentar, ela precisa ter guardado (seja em poupança, ações ou outro investimento) 200 vezes o salário atual. Pelas contas do consultor, se hoje uma pessoa ganha R$ 5 mil por mês, por exemplo, quando resolver parar de trabalhar vai precisar de R$ 1 milhão guardado. “O custo na velhice só aumenta e esse multiplicador é baseado na aplicação mais conservadora, que é a poupança. Ou a pessoa começa a pensar que vai viver uns 30 anos sem trabalhar e que vai precisar de um salário lá na frente ou vai ter de começar a se preparar para enfrentar fila do INSS”, argumenta Sabóia.

A idade e o dinheiro

O especialista em investimentos do Itaú Unibanco Leandro Loiola pesquisou a maneira que cada geração lida com o dinheiro, e ainda elaborou dicas de como cada grupo pode planejar suas finanças.

Geração Silent (Mais de 66 anos)

Perfil: São muito cuidadosas com o dinheiro e respeitam a hierarquia. Isso pode ter a influência de dois acontecimentos: a Grande Depressão de 1929 e a Segunda Guerra Mundial.

Recomendações: Busque o equilíbrio, não pense apenas em guardar, mas também em aproveitar o dinheiro nesta fase da vida. É possível investir em renda programada e se planejar para deixar renda a seus beneficiários.

Geração Baby Boomers (Entre 47 e 65 anos)

Perfil: São carreiristas e idealistas, porque viveram épocas de grande crescimento econômico.

Recomendações: Para pensar no futuro, é possível aplicar em investimentos socioambientais, uma forma de reserva e de cuidados com o meio ambiente. É preciso, nesta fase da vida, fazer um esforço extra na pré-aposentadoria, aplicando em renda programada, por exemplo.

Geração X (Entre 36 e 46 anos)

Perfil: É fragmentada e pessimista, viveu o início da tecnologia e tem como característica a hierarquia – traços que podem ser fruto da crise do petróleo e de anos seguidos de retração econômica.

Recomendações: Ainda dá tempo de mudar o futuro, porque é preciso pensar que cada um é responsável por ele. Como as pessoas estão vivendo mais, é necessário pensar na fase de aposentadoria. É possível ainda nesta fase da vida aplicar em fundos de ações, ações, além de investimentos mais conservadores.

Geração Y (entre 18 e 35)

Perfil: Geração antenada, plural, participativa e impaciente. Cresceram em uma época da internet estabelecida e de alta velocidade.

Recomendações: Aproveite o tempo e a quantidade de informações para fazer uma boa reserva para a aposentadoria. Lembre-se ainda de que você nunca passou por uma crise, mas ainda pode passar.