NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Universitários movimentam setor imobiliário

Universitários movimentam setor imobiliário

Londrina tem mais de 5 mil moradias voltadas para o público estudantil; mercado para esse segmento teve valorização de 330% em 10 anos
 
O setor de locação de imóveis para universitários é amplo e promissor em Londrina. De acordo com dados do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), a cidade contempla mais de 5 mil imóveis voltados para o público estudantil. Pesquisa realizada recentemente por uma construtora revela que esses imóveis tiveram uma valorização de 330% nos últimos 10 anos. O que estimula cada vez mais investidores a migrarem para esse setor. 
”A maior indústria de Londrina hoje são as universidades que detêm um público de mais de 50 mil universitários. Pelo menos 10% deles vêm de fora para estudar aqui e movimentam o segmento”, diz o gerente de vendas da construtora Dinardi Geraldo José de Souza, baseado no Estudo de Valorização de Área, realizado pela construtora. 
Reforçando o potencial de valorização dos imóveis destinados a esse público, Souza informa que, em 2001, os apartamentos eram vendidos por R$ 18,5 mil. ”Hoje os mesmos imóveis começam a ser negociados por 80 mil.” 
As locações, conforme ele, também não ficam atrás. ”Sempre têm um aumento anual igual ou superior à inflação. A liquidez para a venda segue esse impacto. Os imóveis destinados para o público estudantil sempre são um bom negócio, trazem retorno certo”, garante. 
E a melhor época para vender ou locar imóveis destinados ao público estudantil, segundo Souza, é agora. Opinião que também compartilha Augustinho Jacomini, síndico do condomínio Cidade Universitária, primeiro do segmento a se instalar em Londrina em 1997, com 224 apartamentos exclusivos para locação. ”No final do ano a procura era maior. Com a mudança da divulgação do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a segunda quinzena de janeiro passou a ser a época de maior procura por imóveis. São três dias de fluxo intenso”, garante. 
Jacomini explica que os universitários querem morar bem e buscam imóveis que ofereçam qualidade, conforto, segurança e uma ótima área de lazer, com piscina, churrasqueira, quadra de esportes, circuito interno de TV, portaria 24 horas e, acima de tudo, silêncio. ”Temos regimento interno com horários certos para o uso de churrasqueiras, isso melhora a convivência e atrai os alunos que realmente querem estudar”, diz. 
Satisfação 
Em 2009, quando passou no vestibular para o curso de secretariado executivo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) Vinícius Claudino, morava em Jales, interior de São Paulo. A distância de quase 600 quilômetros impediu sua vinda à Londrina para locar uma moradia com antecedência e ele quase ficou sem. ”Deixei para última hora. Mas consegui o contato de uma imobiliária e loquei o imóvel perto da UEL pela internet. Não tive como ver, mas o apartamento estava bem conservado”, comemora. Os custos mensais com aluguel e condomínio somam R$ 500. O apartamento tem tamanho inferior a 50 m2. ”A infraestrutura compensa, uso bastante a piscina e o campo de futebol”, diz Claudino.
Universitários movimentam setor imobiliário

Contribuição previdenciária será maior em fevereiro

A contribuição previdenciária será maior em fevereiro. O reajuste de 6,08% aplicado às aposentadorias foi estendido para as contribuições. 
A menor alíquota, de 8%, passa a ser aplicada a quem ganha até R$ 1.174,86. Anteriormente, era aplicada para quem recebia até R$ 1.107,52. O desconto de 9% passa a incidir sobre salários de R$ 1.174,87 a R$ 1.958,10. 

A maior alíquota, de 11%, será aplicada sobre salários acima de R$ 1.958,11. A alíquota, porém, incide só até o novo teto previdenciário, de R$ 3.916,20. Assim, a contribuição máxima para assalariados será de R$ 430,78. 

Autônomos contribuem sobre 20% de sua remuneração, respeitando os limites: o salário mínimo e o teto previdenciário. Logo, a nova contribuição varia de R$ 124,40 (20% sobre o piso, de R$ 622) a R$ 783,24 (20% do teto). 

Enquanto o trabalhador assalariado tem a contribuição descontada do salário, o autônomo recolhe por carnê. 

Já o reajuste aplicado aos benefícios, de 6,08%, vale só para segurados que começaram a receber da Previdência até janeiro do ano passado. Aposentadorias e pensões que começaram a ser pagas a partir de fevereiro têm reajuste diferente, de acordo com o mês de concessão do benefício.

 
Universitários movimentam setor imobiliário

Contribuição previdenciária será maior em fevereiro

A contribuição previdenciária será maior em fevereiro. O reajuste de 6,08% aplicado às aposentadorias foi estendido para as contribuições. 
A menor alíquota, de 8%, passa a ser aplicada a quem ganha até R$ 1.174,86. Anteriormente, era aplicada para quem recebia até R$ 1.107,52. O desconto de 9% passa a incidir sobre salários de R$ 1.174,87 a R$ 1.958,10. 

A maior alíquota, de 11%, será aplicada sobre salários acima de R$ 1.958,11. A alíquota, porém, incide só até o novo teto previdenciário, de R$ 3.916,20. Assim, a contribuição máxima para assalariados será de R$ 430,78. 

Autônomos contribuem sobre 20% de sua remuneração, respeitando os limites: o salário mínimo e o teto previdenciário. Logo, a nova contribuição varia de R$ 124,40 (20% sobre o piso, de R$ 622) a R$ 783,24 (20% do teto). 

Enquanto o trabalhador assalariado tem a contribuição descontada do salário, o autônomo recolhe por carnê. 

Já o reajuste aplicado aos benefícios, de 6,08%, vale só para segurados que começaram a receber da Previdência até janeiro do ano passado. Aposentadorias e pensões que começaram a ser pagas a partir de fevereiro têm reajuste diferente, de acordo com o mês de concessão do benefício.

 
Universitários movimentam setor imobiliário

Arrecadação de planos de previdência cresce 18%

Os planos de previdência complementar aberta arrecadaram R$ 46,4 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2011, alta de 18,2% ante igual período de 2010, segundo balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) divulgado na quinta-feira. 
Os planos empresariais foram um dos destaques e cresceram 25,4%, com arrecadação de R$ 5,8 bilhões. Os planos individuais, para pessoas físicas, fecharam o período com R$ 39 bilhões, alta de 16,9%. Já os planos para menores tiveram expansão de 26% na arrecadação, com R$ 1,6 bilhão. 
Na avaliação por tipo de plano, o VGBL foi o produto com maior volume de arrecadação, acumulando R$ 38 bilhões entre janeiro e novembro de 2011 (crescimento de 20,6%). Já o PGBL recebeu R$ 5,5 bilhões em novos aportes, alta de 13,31%.
Universitários movimentam setor imobiliário

Arrecadação de planos de previdência cresce 18%

Os planos de previdência complementar aberta arrecadaram R$ 46,4 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2011, alta de 18,2% ante igual período de 2010, segundo balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) divulgado na quinta-feira. 
Os planos empresariais foram um dos destaques e cresceram 25,4%, com arrecadação de R$ 5,8 bilhões. Os planos individuais, para pessoas físicas, fecharam o período com R$ 39 bilhões, alta de 16,9%. Já os planos para menores tiveram expansão de 26% na arrecadação, com R$ 1,6 bilhão. 
Na avaliação por tipo de plano, o VGBL foi o produto com maior volume de arrecadação, acumulando R$ 38 bilhões entre janeiro e novembro de 2011 (crescimento de 20,6%). Já o PGBL recebeu R$ 5,5 bilhões em novos aportes, alta de 13,31%.
Universitários movimentam setor imobiliário

Trabalho escravo: Casos de escravidão urbana entram na lista suja

Casos de exploração em um restaurante, em um hotel e até de vendedores de redes nas ruas estão entre os 52 novos registros incluídos na chamada “lista suja” do trabalho escravo. O cadastro de empregadores mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego chegou a 294 nomes na última atualização, marca recorde desde que foi divulgado pela primeira vez, há mais de oito anos.

Por Bianca Pyl

De acordo com o auditor fiscal Renato Bignami, assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a tendência é que, com o aumento da fiscalização nas cidades, o número de inclusões resultantes de flagrantes em áreas urbanas aumente ainda mais nas próximas atualizações. Todos os que fazem parte da “lista suja” tiveram chance de defesa em processos administrativos antes da inclusão.
 
Renato destaca que, até agora, a inspeção do trabalho vem concentrando as ações de fiscalização de trabalho escravo urbano na indústria têxtil e na construção civil e que, por isso, o número de empresas desses setores na “lista suja” deve crescer. Ele relaciona a exploração, não aos setores específicos, mas sim ao aumento da terceirização nas cadeias produtivas, que faz com que, muitas vezes, a empresa perca o controle sobre os serviços e produtos pelos quais é responsável. “Não há comprovação que determinado setor da economia tem maior inclinação para essa característica [exploração de trabalho escravo], em detrimento de outros”, ressalta o auditor.
Nos flagrantes que resultaram na atualização mais recente, os empregados eram mantidos em condições precárias e sofriam constantes violações de direitos humanos. Nos três casos incluídos desta vez, 11 pessoas foram libertadas, incluindo uma adolescente de apenas 13 anos de idade.


Adolescente escravizada

A exploração de uma adolescente de 13 anos e de uma mulher foi constatada em um restaurante (Churrascaria Chimarrão) em Araraquara (SP), no interior paulista, em 15 fevereiro de 2011. Elas foram libertadas após denúncia feita ao conselho tutelar e à Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE) por funcionários do pronto socorro local, para onde a jovem foi encaminhada após passar mal. A Polícia Civil também participou da fiscalização. Aliciadas em Vitória da Conquista (BA) diretamente pela empregadora Marizete Alves Silveira em janeiro de 2011, as duas eram mantidas em regime de servidão por dívida, uma das características do trabalho escravo contemporâneo.

Os valores das passagens e da alimentação entre a origem e o local de trabalho foram descontados dos salários, sem que ambas fossem informadas anteriormente de que isso ocorreria. Quando o flagrante aconteceu, mais de um mês após o aliciamento, elas não tinham recebido nenhum salário e, sem dinheiro, continuavam se endividando. Tudo que consumiam, como bebidas e sorvetes, era anotado. Elas contam que eram obrigadas a trabalhar mesmo doentes e sofriam agressões verbais constantemente.

Segundo a fiscalização, elas trabalhavam todos os dias, sem descanso semanal remunerado. A adolescente não freqüentava a escola. Elas dividiam um quarto improvisado junto à moradia da empregadora, sem direito nenhum à privacidade. Não tinham roupas de cama ou armários. A água que consumiam vinha da torneira sem nenhum processo de filtragem.

Após a libertação, as vítimas receberam verbas rescisórias e voltaram à Bahia.

Por um teto

Em Cuiabá (MT), duas pessoas foram libertadas do Hotel São Marcos, de propriedade de José Luiz Zanetti, localizado no “beco do candeeiro”, conhecido ponto de exploração sexual da cidade. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE/MT), os empregados trabalhavam em troca de um local para dormir e uma refeição por dia. A fiscalização foi realizada em fevereiro de 2011 e contou com a participação da Polícia Civil (PC) e da Procuradoria Regional do Trabalho da 23ª Região (PRT-23). O empregador dificultou a ação: não compareceu à sede da SRTE/MT e nem apresentou os documentos exigidos.

Os empregados – um homem e uma mulher – trabalhavam sem receber salário algum. Ele atuava como recepcionista à noite em troca da hospedagem e de apenas uma refeição por dia. Ela atendia como recepcionista aos domingos e lavava as roupas de cama do hotel em troca de desconto no valor da hospedagem dos dias de semana e da diária de domingo. 

O alojamento onde eles dormiam ficava no pavimento superior do hotel, cuja estrutura de madeira estava tão precária que, para evitar o desabamento, eles improvisaram uma escora. O hotel tinha outras estruturas inadequadas (os banheiros, por exemplo, estavam em situação delporável) e instalações elétricas expostas, o que motivou a interdição imediata. Foram lavrados 20 autos de infração contra o empregador por conta das irregularidades encontradas. O empregador não pagou as verbas rescisórias.


Fundo falso

Se nos casos anteriores, os flagrantes revelaram casos de exploração direta, na libertação de sete vendedores de redes de descanso em Pacarambi (RJ), em outubro de 2007, as autoridades constataram a existência de um esquema mais complexo, que incluia o uso de caminhões baú com fundo falso para o transporte dos vendedores ambulantes e de sistemas de endividamento. Alguns dos empregados resgatados tinham dívidas de R$ 12 mil.

Os trabalhadores foram libertados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro (SRTE/RJ), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Polícia Federal (PF) em uma operação que resultou na prisão do empregador José Gomes dos Santos Neto, mais tarde condenado pelo crime. O outro empregador, Irismar Brilhante de Farias, encontrava-se em Pombal (PB) na ocasião, mas também foi denunciado. Ambos participavam de um esquema de comercialização de redes em todo o estado do Rio de Janeiro.

A trama descoberta pelos agentes públicos começava com o aliciamento dos trabalhadores em Pombal (PB). Do local, as vítimas eram trazidas em caminhões baú com fundo falso – na tentativa de driblar a fiscalização – junto com redes produzidas em São Bento das Redes (PB). Os empregados viajavam por três dias no espaço confinado e sem ventilação. A alimentação durante a viagem era anotada para posterior desconto dos “vencimentos”.

Os empregados percorriam as cidades do estado oferecendo as redes e mantas por um período de até 14 horas. Além de arcar com os custos da refeição durante o dia, tinham também gastos nas passagens de trem. Por vezes, pediam esmolas para conseguir comer e viajar. Ao final do dia, o empregador ficava com o valor arrecadado por conta das “enormes dívidas adquiridas ainda na Paraíba”, de acordo com o relatório elaborado por conta da fiscalização .

Quando retornavam à Paraíba para visitar familiares, os vendedores contraíam novas dívidas, sendo obrigados a retornar ao Rio de Janeiro para continuar vendendo redes e tentar quitar a dívida. “Desta forma, o empregado ficava atrelado ao patrão por conta da existência da dívida, sem poder requerer a extinção do contrato de trabalho” descreve o relatório.

A libertação se deu quando os trabalhadores estavam alojados em uma casa alugada por um dos empregadores em Paracambi (RJ). No local, as vítimas dormiam no chão ou em redes. A casa não tinha espaço suficiente para abrigar o grupo e nem banheiros suficientes. A água consumida vinha diretamente da torneira e ficava armazenada em um galão de plástico.

Após a fiscalização, os trabalhadores retornaram à Paraíba. Uma parte das verbas das rescisórias foi paga em mercadorias.