por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
A Grã-Bretanha está lutando para se livrar da crise do crédito. Pais sobrecarregados se sentem culpados por mal e mal verem seus filhos. O dióxido de carbono está sendo despejado na atmosfera pelos nossos escritórios e lares famintos por energia. Em Londres, na próxima quarta-feira, 11 de janeiro, especialistas irão se reunir para oferecer uma nova solução para todos esses problemas de uma só vez: uma semana de trabalho mais curta.
Um think tank, a New Economics Foundation (NEF), que organizou o evento juntamente com o Centro de Análise da Exclusão Social da London School of Economics, argumenta que, se todos trabalhassem menos horas – digamos, 20 ou mais por semana –, haveria mais empregos, os funcionários poderiam passar mais tempo com suas famílias, e o excessivo consumo de energia seria controlado. Anna Coote, da NEF, diz: “Há um grande desequilíbrio entre as pessoas que têm muito trabalho remunerado e aquelas que têm muito pouco ou nenhum”.
Ela argumenta que precisamos repensar o que constitui o sucesso econômico e se o objetivo de aumentar a taxa do PIB da Grã-Bretanha deveria ser a primeira prioridade do governo: “Estamos apenas vivendo para trabalhar, e trabalhar para ganhar, e ganhar para consumir Não há nenhuma prova de que, se você tiver menos horas de trabalho como norma, você terá uma economia menos bem sucedida: muito pelo contrário”. Ela cita a Alemanha e a Holandacomo exemplos.
Robert Skidelsky, economista keynesiano que escreveu um livro no prelo com seu filho, Edward, intitulado How Much Is Enough?, defende que a rápida mudança tecnológica significa que, mesmo quando a recessão tiver acabado, haverá menos postos de trabalho nos próximos anos. “A resposta civilizada deve ser a partilha do trabalho. O governo deveria legislar um teto máximo para a semana de trabalho”.
Muitos economistas acreditavam, uma vez, que, com a melhoria da tecnologia e o aumento da produtividade dos trabalhadores, as pessoas optariam por bancar esses benefícios para trabalhar menos horas e desfrutar de mais lazer. Ao contrário, as horas de trabalho se tornaram mais longas em muitos países. O Reino Unido tem a maior semana de trabalho entre todas as principais economias europeias.
Skidelsky afirma que políticos e economistas precisam pensar menos sobre a busca do crescimento. “A verdadeira questão para o bem estar hoje não é a taxa de crescimento do PIB, mas sim como a renda é dividida”.
Pais de crianças pequenas já têm o direito de solicitar um horário flexível, mas a NEF gostaria de ver os padrões de partilha de trabalho e de trabalho alternativo se tornarem muito mais difundidos e está pedindo que o governo faça do trabalho flexível um direito padrão para todos.
tradução de Moisés Sbardelotto.
por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
A Grã-Bretanha está lutando para se livrar da crise do crédito. Pais sobrecarregados se sentem culpados por mal e mal verem seus filhos. O dióxido de carbono está sendo despejado na atmosfera pelos nossos escritórios e lares famintos por energia. Em Londres, na próxima quarta-feira, 11 de janeiro, especialistas irão se reunir para oferecer uma nova solução para todos esses problemas de uma só vez: uma semana de trabalho mais curta.
Um think tank, a New Economics Foundation (NEF), que organizou o evento juntamente com o Centro de Análise da Exclusão Social da London School of Economics, argumenta que, se todos trabalhassem menos horas – digamos, 20 ou mais por semana –, haveria mais empregos, os funcionários poderiam passar mais tempo com suas famílias, e o excessivo consumo de energia seria controlado. Anna Coote, da NEF, diz: “Há um grande desequilíbrio entre as pessoas que têm muito trabalho remunerado e aquelas que têm muito pouco ou nenhum”.
Ela argumenta que precisamos repensar o que constitui o sucesso econômico e se o objetivo de aumentar a taxa do PIB da Grã-Bretanha deveria ser a primeira prioridade do governo: “Estamos apenas vivendo para trabalhar, e trabalhar para ganhar, e ganhar para consumir Não há nenhuma prova de que, se você tiver menos horas de trabalho como norma, você terá uma economia menos bem sucedida: muito pelo contrário”. Ela cita a Alemanha e a Holandacomo exemplos.
Robert Skidelsky, economista keynesiano que escreveu um livro no prelo com seu filho, Edward, intitulado How Much Is Enough?, defende que a rápida mudança tecnológica significa que, mesmo quando a recessão tiver acabado, haverá menos postos de trabalho nos próximos anos. “A resposta civilizada deve ser a partilha do trabalho. O governo deveria legislar um teto máximo para a semana de trabalho”.
Muitos economistas acreditavam, uma vez, que, com a melhoria da tecnologia e o aumento da produtividade dos trabalhadores, as pessoas optariam por bancar esses benefícios para trabalhar menos horas e desfrutar de mais lazer. Ao contrário, as horas de trabalho se tornaram mais longas em muitos países. O Reino Unido tem a maior semana de trabalho entre todas as principais economias europeias.
Skidelsky afirma que políticos e economistas precisam pensar menos sobre a busca do crescimento. “A verdadeira questão para o bem estar hoje não é a taxa de crescimento do PIB, mas sim como a renda é dividida”.
Pais de crianças pequenas já têm o direito de solicitar um horário flexível, mas a NEF gostaria de ver os padrões de partilha de trabalho e de trabalho alternativo se tornarem muito mais difundidos e está pedindo que o governo faça do trabalho flexível um direito padrão para todos.
tradução de Moisés Sbardelotto.
por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
COOPERAÇÃO TÉCNICA
A oferta de vagas de trabalho para detentos e ex-detentos pode aumentar ainda mais com o avanço das obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014. Das doze cidades-sede da competição, 6 já cumpriram o Termo de Cooperação Técnica firmado com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e hoje ocupam, em obras com mais de 20 operários, 5% das vagas de trabalho com a mão-de-obra de detentos, ex-detentos, cumpridores de penas alternativas e adolescentes em conflito com a lei.
Nas cidades-sede onde ainda não houve as contratações previstas no acordo, estão em andamento articulações entre os tribunais de Justiça, que são os responsáveis pela execução do programa do CNJ nos estados, os governos estaduais e municipais e os consórcios da construção civil. Um número significativo de vagas deve ser aberto nas obras dos estádios do Itaquerão, em São Paulo, e do Maracanã, no Rio de Janeiro.O Termo de Cooperação já saiu do papel nas cidades de Brasília (DF), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (BH), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Salvador (BA). Juntas, elas levaram para os canteiros de obras 62 operários contratados com base no referido acordo. E, à medida que houver a necessidade de mais trabalhadores, o número de contratações deve aumentar, para cumprir o percentual de 5% do total de vagas.
O referido Termo de Cooperação Técnica foi firmado pelo CNJ em janeiro de 2010 e tem também como signatários o Comitê Organizador Local, o Ministério dos Esportes, além dos estados e municípios que vão receber a Copa do Mundo.
por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
COOPERAÇÃO TÉCNICA
A oferta de vagas de trabalho para detentos e ex-detentos pode aumentar ainda mais com o avanço das obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014. Das doze cidades-sede da competição, 6 já cumpriram o Termo de Cooperação Técnica firmado com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e hoje ocupam, em obras com mais de 20 operários, 5% das vagas de trabalho com a mão-de-obra de detentos, ex-detentos, cumpridores de penas alternativas e adolescentes em conflito com a lei.
Nas cidades-sede onde ainda não houve as contratações previstas no acordo, estão em andamento articulações entre os tribunais de Justiça, que são os responsáveis pela execução do programa do CNJ nos estados, os governos estaduais e municipais e os consórcios da construção civil. Um número significativo de vagas deve ser aberto nas obras dos estádios do Itaquerão, em São Paulo, e do Maracanã, no Rio de Janeiro.O Termo de Cooperação já saiu do papel nas cidades de Brasília (DF), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (BH), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Salvador (BA). Juntas, elas levaram para os canteiros de obras 62 operários contratados com base no referido acordo. E, à medida que houver a necessidade de mais trabalhadores, o número de contratações deve aumentar, para cumprir o percentual de 5% do total de vagas.
O referido Termo de Cooperação Técnica foi firmado pelo CNJ em janeiro de 2010 e tem também como signatários o Comitê Organizador Local, o Ministério dos Esportes, além dos estados e municípios que vão receber a Copa do Mundo.
por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
Para atingir crescimento projetado, endividamento das pessoas deverá superar a metade da renda, diz consultoria
Percentual ainda é baixo se comparado com o de países como EUA (125%), Canadá (151%) e Japão (126%)
VALDO CRUZ
SHEILA D’AMORIM
DE BRASÍLIA
A estratégia do governo de turbinar o crescimento da economia via estímulo ao consumo, financiado em prestações a perder de vista, poderá ficar comprometida no ano que vem.
Em 2012, para crescer 3,5% como projetado pelo Banco Central, os gastos dos brasileiros serão fundamentais.
Com isso, o endividamento das famílias deverá superar, pela primeira vez, a metade de sua renda anual.
A previsão é de estudo da consultoria Tendências, que aponta alta de 3,8 pontos no endividamento das famílias, alcançando 51,3% da renda.
O percentual ainda é baixo comparado com países como EUA (125%), Canadá (151%), Japão (126%), Alemanha (98%) e França (99%).
Apesar de não ser considerado preocupante pelo governo nem por especialistas, o índice faz acender uma luz amarela em relação à sustentação do ritmo de crescimento do crédito em 2013.
Neste ano, as estimativas são de elevação acima de 15% no total de crédito concedido, incluindo aí as empresas. O valor é considerado alto, mas compatível com expectativa de crescimento da economia acima de 3%, desemprego em baixa e aumento dos empréstimos para compra da casa própria.
O segmento imobiliário, que representa menos de 10% do crédito concedido, nível baixo na comparação internacional, vem se destacando nas operações com pessoas físicas. Por terem prazos mais longos (entre 20 e 30 anos), até ajudam a diluir o gasto das famílias e são um dos motivos para o crescimento do crédito não ser maior em 2012.
Os riscos apontados por especialistas para o mercado de crédito no Brasil vem de duas frentes: externa e interna.
Um agravamento da crise financeira internacional com forte recessão em economias desenvolvidas pode mudar o cenário de crescimento esperado para o país. Isso afetaria renda, emprego e a capacidade de pagamento.
Em 2011, a inadimplência subiu de 5,7% para 7,3% e já é vista como um alerta. “Não é o nível mais elevado da inadimplência, mas preocupa”, diz o economista André Gamerman, da Opus Gestão.
O economista Carlos Tadeu de Freitas (Confederação Nacional do Comércio) destaca, ainda, que ao contrário de 2011, este ano a expansão da economia será mais forte no segundo semestre. Com isso, o crédito deverá encerrar o ano em alta, alimentando o risco inflacionário.
“Se houver aumento de juros e redução dos prazos das operações de crédito, isso pode ser perigoso”, diz a economista Mariana Oliveira, autora do estudo da Tendências.
por master | 10/01/12 | Ultimas Notícias
Para atingir crescimento projetado, endividamento das pessoas deverá superar a metade da renda, diz consultoria
Percentual ainda é baixo se comparado com o de países como EUA (125%), Canadá (151%) e Japão (126%)
VALDO CRUZ
SHEILA D’AMORIM
DE BRASÍLIA
A estratégia do governo de turbinar o crescimento da economia via estímulo ao consumo, financiado em prestações a perder de vista, poderá ficar comprometida no ano que vem.
Em 2012, para crescer 3,5% como projetado pelo Banco Central, os gastos dos brasileiros serão fundamentais.
Com isso, o endividamento das famílias deverá superar, pela primeira vez, a metade de sua renda anual.
A previsão é de estudo da consultoria Tendências, que aponta alta de 3,8 pontos no endividamento das famílias, alcançando 51,3% da renda.
O percentual ainda é baixo comparado com países como EUA (125%), Canadá (151%), Japão (126%), Alemanha (98%) e França (99%).
Apesar de não ser considerado preocupante pelo governo nem por especialistas, o índice faz acender uma luz amarela em relação à sustentação do ritmo de crescimento do crédito em 2013.
Neste ano, as estimativas são de elevação acima de 15% no total de crédito concedido, incluindo aí as empresas. O valor é considerado alto, mas compatível com expectativa de crescimento da economia acima de 3%, desemprego em baixa e aumento dos empréstimos para compra da casa própria.
O segmento imobiliário, que representa menos de 10% do crédito concedido, nível baixo na comparação internacional, vem se destacando nas operações com pessoas físicas. Por terem prazos mais longos (entre 20 e 30 anos), até ajudam a diluir o gasto das famílias e são um dos motivos para o crescimento do crédito não ser maior em 2012.
Os riscos apontados por especialistas para o mercado de crédito no Brasil vem de duas frentes: externa e interna.
Um agravamento da crise financeira internacional com forte recessão em economias desenvolvidas pode mudar o cenário de crescimento esperado para o país. Isso afetaria renda, emprego e a capacidade de pagamento.
Em 2011, a inadimplência subiu de 5,7% para 7,3% e já é vista como um alerta. “Não é o nível mais elevado da inadimplência, mas preocupa”, diz o economista André Gamerman, da Opus Gestão.
O economista Carlos Tadeu de Freitas (Confederação Nacional do Comércio) destaca, ainda, que ao contrário de 2011, este ano a expansão da economia será mais forte no segundo semestre. Com isso, o crédito deverá encerrar o ano em alta, alimentando o risco inflacionário.
“Se houver aumento de juros e redução dos prazos das operações de crédito, isso pode ser perigoso”, diz a economista Mariana Oliveira, autora do estudo da Tendências.