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Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Publicado no último dia 6, texto limita contratação de comissionados, mas ”esquece” de condenados por órgãos colegiados

 

A versão paranaense da lei da Ficha Limpa está em vigor desde a última terça-feira, quando foi publicada no Diário Oficial do Executivo. A lei 16.971 é o resultado de propostas apresentadas por deputados estaduais, que ao final das discussões na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aprovaram o texto que foi sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB) no começo desta semana. Contudo, apesar das comparações com a lei nacional, ainda em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), a ausência da expressão ”órgão colegiado” pode representar uma diferença na interpretação da matéria. 
 
O secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral, afirmou que a nova legislação veda a nomeação de ”pessoas que tenham condenação em segundo grau, por órgão colegiado”. Na Lei Complementar 135/2010 (Ficha Limpa nacional) está definido que a candidatura está proibida para cidadãos que tenham contra si ”decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso de poder econômico ou político”. Mas, a lei aprovada no Paraná, ao contrário do que afirma Durval, não está clara quanto às decisões proferidas em segundo grau, na medida em que o texto reforça apenas decisões ”transitadas em julgado”, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. 
Procurado pela reportagem da FOLHA, o deputado Marcelo Rangel (PPS), um dos autores da proposta, recebeu a informação com surpresa. ”No projeto, nós reforçamos a questão dos julgamentos em órgãos colegiados”, informou ele. Rangel disse que vai propor, na semana que vem, uma emenda para ”aperfeiçoar a lei”. 
Durval Amaral reforçou ainda que a Ficha Limpa no Paraná não vai atingir os integrantes já nomeados no governo estadual, negando que possam acontecer exonerações por força da nova lei. ”A mensagem que a Assembleia aprovou, assim como ocorre com todas as leis, é daqui para frente e as pessoas que estão no governo tem esse benefício.”
Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Publicado no último dia 6, texto limita contratação de comissionados, mas ”esquece” de condenados por órgãos colegiados

 

A versão paranaense da lei da Ficha Limpa está em vigor desde a última terça-feira, quando foi publicada no Diário Oficial do Executivo. A lei 16.971 é o resultado de propostas apresentadas por deputados estaduais, que ao final das discussões na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aprovaram o texto que foi sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB) no começo desta semana. Contudo, apesar das comparações com a lei nacional, ainda em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), a ausência da expressão ”órgão colegiado” pode representar uma diferença na interpretação da matéria. 
 
O secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral, afirmou que a nova legislação veda a nomeação de ”pessoas que tenham condenação em segundo grau, por órgão colegiado”. Na Lei Complementar 135/2010 (Ficha Limpa nacional) está definido que a candidatura está proibida para cidadãos que tenham contra si ”decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso de poder econômico ou político”. Mas, a lei aprovada no Paraná, ao contrário do que afirma Durval, não está clara quanto às decisões proferidas em segundo grau, na medida em que o texto reforça apenas decisões ”transitadas em julgado”, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. 
Procurado pela reportagem da FOLHA, o deputado Marcelo Rangel (PPS), um dos autores da proposta, recebeu a informação com surpresa. ”No projeto, nós reforçamos a questão dos julgamentos em órgãos colegiados”, informou ele. Rangel disse que vai propor, na semana que vem, uma emenda para ”aperfeiçoar a lei”. 
Durval Amaral reforçou ainda que a Ficha Limpa no Paraná não vai atingir os integrantes já nomeados no governo estadual, negando que possam acontecer exonerações por força da nova lei. ”A mensagem que a Assembleia aprovou, assim como ocorre com todas as leis, é daqui para frente e as pessoas que estão no governo tem esse benefício.”
Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Imobiliária aposta em imóveis nos EUA

Com a crise que afetou os Estados Unidos, o preço dos imóveis sofreu desvalorização e agora começa a despertar interesse nos paranaenses. Hoje, é possível encontrar imóveis em Miami de um a dois quartos com 50 a 60 m2 a partir de US$ 100 mil. 
A imobiliária Apolar, de Curitiba, foi atrás de parceiros para criar a Conexão Apolar Miami, que permite oferecer imóveis nos Estados Unidos. Para isso, a empresa paranaense firmou uma aliança com a Elite International Realty, que atua na área imobiliária nos Estados Unidos. É uma empresa de investimentos, com expertise no mercado imobiliário de Miami e, que além de realizar operações em 50 países, destaca em seu perfil a cultura brasileira. 

O superintendente da Apolar, Jean Michel Galiano, esclareceu que a empresa não abriu uma franquia em Miami. ”Nosso intuito é que a Apolar seja reconhecida como a porta de entrada dos brasileiros que almejam investir em Miami”, disse. 

A Apolar já tem 42 anos de mercado e atua no Paraná e Santa Catarina. Na parceira de Miami, a imobiliária também conta com o banco HSBC para poder realizar financiamentos e remessas de valores. 
Segundo ele, ainda não foi fechado nenhum negócio, mas já há paranaenses interessados. Galiano preferiu não revelar os nomes dos potenciais clientes. De acordo com ele, há vários tipos de opções de imóveis nos Estados como apartamentos, casas em condomínio fechado, entre outros. Há pessoas que pretendem apenas comprar imóveis para investir, outras para uso próprio e algumas para locação de temporada. 
Há opções de imóveis mais luxuosos de frente para o mar, com piscinas de acabamento ”infinito” localizadas ponta a ponta de leste a oeste do prédio, automação com controle de luzes, som, equipamentos na cozinha, internet, entre outros. Os preços podem passar da casa dos US$ 2 bilhões. Mas, também é possível encontrar imóveis com dois quartos, dois banheiros e 115 metros quadrados por US$ 300 mil. 
”É um mercado novo para nós”, afirmou. A imobiliária tem 70 lojas no Paraná e Santa Catarina, mas através do portal na internet pode atender clientes do Brasil todo. 
Atualmente, a Apolar tem um valor geral de vendas de R$ 9,4 bilhões no Brasil. ”Já para Miami, iremos trabalhar, inicialmente, com valor da ordem de R$ 4 bilhões”, afirmou Galiano.
Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Imobiliária aposta em imóveis nos EUA

Com a crise que afetou os Estados Unidos, o preço dos imóveis sofreu desvalorização e agora começa a despertar interesse nos paranaenses. Hoje, é possível encontrar imóveis em Miami de um a dois quartos com 50 a 60 m2 a partir de US$ 100 mil. 
A imobiliária Apolar, de Curitiba, foi atrás de parceiros para criar a Conexão Apolar Miami, que permite oferecer imóveis nos Estados Unidos. Para isso, a empresa paranaense firmou uma aliança com a Elite International Realty, que atua na área imobiliária nos Estados Unidos. É uma empresa de investimentos, com expertise no mercado imobiliário de Miami e, que além de realizar operações em 50 países, destaca em seu perfil a cultura brasileira. 

O superintendente da Apolar, Jean Michel Galiano, esclareceu que a empresa não abriu uma franquia em Miami. ”Nosso intuito é que a Apolar seja reconhecida como a porta de entrada dos brasileiros que almejam investir em Miami”, disse. 

A Apolar já tem 42 anos de mercado e atua no Paraná e Santa Catarina. Na parceira de Miami, a imobiliária também conta com o banco HSBC para poder realizar financiamentos e remessas de valores. 
Segundo ele, ainda não foi fechado nenhum negócio, mas já há paranaenses interessados. Galiano preferiu não revelar os nomes dos potenciais clientes. De acordo com ele, há vários tipos de opções de imóveis nos Estados como apartamentos, casas em condomínio fechado, entre outros. Há pessoas que pretendem apenas comprar imóveis para investir, outras para uso próprio e algumas para locação de temporada. 
Há opções de imóveis mais luxuosos de frente para o mar, com piscinas de acabamento ”infinito” localizadas ponta a ponta de leste a oeste do prédio, automação com controle de luzes, som, equipamentos na cozinha, internet, entre outros. Os preços podem passar da casa dos US$ 2 bilhões. Mas, também é possível encontrar imóveis com dois quartos, dois banheiros e 115 metros quadrados por US$ 300 mil. 
”É um mercado novo para nós”, afirmou. A imobiliária tem 70 lojas no Paraná e Santa Catarina, mas através do portal na internet pode atender clientes do Brasil todo. 
Atualmente, a Apolar tem um valor geral de vendas de R$ 9,4 bilhões no Brasil. ”Já para Miami, iremos trabalhar, inicialmente, com valor da ordem de R$ 4 bilhões”, afirmou Galiano.
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Preço dos imóveis se mantém aquecido em 2012

Representantes do setor estão otimistas para o próximo ano; demanda superior à oferta aquece o mercado
 
Na contramão da estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que prevê relativa estabilidade para o preço dos imóveis nos próximos anos, representantes do setor em Londrina acreditam que o segmento vai se manter aquecido, com preços reajustados. 
”Vimos um aumento significativo no passado e houve até excessos que já se acomodaram. Mas não vejo motivo para os preços aumentarem e tampouco baixarem”, avaliou ontem o presidente da CBIC, Paulo Sady Simão. Em contrapartida, o diretor comercial da Imobiliária Santamérica, de Londrina, Alexandre Moretto, afirmou em entrevista à FOLHA que a cidade caminha em direção diferente do País com relação aos preços, ”que devem continuar subindo no próximo ano”. 
 
De acordo com ele, nos últimos seis anos, o valor dos imóveis de Londrina quadriplicou. ”Nenhum investimento financeiro teve esse rendimento”, compara. Para ele, um dos fatores que motivou esse acréscimo foi a intensa demanda, que excedeu a oferta. O estímulo do governo para financiamentos, a facilidade para adquirir crédito e melhora da renda da população também contribuíram. ”Tem muita gente saindo do aluguel e comprando a casa própria e enquanto a procura estiver maior que a oferta os preços dos imóveis novos terão reajustes”, disse. 
Moretto garante que, ”indiscutivelmente”, imóveis são o melhor investimento em Londrina e considera que devam continuar assim nos próximos dois ou três anos. ”Tudo que é colocado à venda, com o preço praticado no mercado, é comercializado”, contou. 
O imobiliarista Sergio Augusto Mincache Moura, da Mônaco instalada na JK, também está otimista para 2012. ”O Brasil está no caminho certo, é a bola da vez, e Londrina também tem se destacado. Temos clientes de fora do País que estão voltando para investir aqui devido à crise e à melhora da nossa economia”, atestou. Em sua opinião, o mercado londrinense está reaquecido, ”após alguns meses de defasagem” e tende a continuar crescendo no próximo ano. O investimento para um apartamento popular na cidade fica em torno de R$ 70 mil a R$ 130 mil; já para o padrão médio, de R$ 200 mil a R$ 250 mil. 
O presidente da CBIC, Paulo Sady Simão, confirma que 2012 será um ano positivo para o mercado imobiliário brasileiro e da construção civil, apesar da crise externa e de ser também um ano de eleições municipais, que poderia prejudicar o setor, com a suspensão de novos contratos. De acordo com ele, o crédito imobiliário hoje representa 5,1% do PIB. 
Ficha Limpa paranaense tem texto ‘amenizado’

Preço dos imóveis se mantém aquecido em 2012

Representantes do setor estão otimistas para o próximo ano; demanda superior à oferta aquece o mercado
 
Na contramão da estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que prevê relativa estabilidade para o preço dos imóveis nos próximos anos, representantes do setor em Londrina acreditam que o segmento vai se manter aquecido, com preços reajustados. 
”Vimos um aumento significativo no passado e houve até excessos que já se acomodaram. Mas não vejo motivo para os preços aumentarem e tampouco baixarem”, avaliou ontem o presidente da CBIC, Paulo Sady Simão. Em contrapartida, o diretor comercial da Imobiliária Santamérica, de Londrina, Alexandre Moretto, afirmou em entrevista à FOLHA que a cidade caminha em direção diferente do País com relação aos preços, ”que devem continuar subindo no próximo ano”. 
 
De acordo com ele, nos últimos seis anos, o valor dos imóveis de Londrina quadriplicou. ”Nenhum investimento financeiro teve esse rendimento”, compara. Para ele, um dos fatores que motivou esse acréscimo foi a intensa demanda, que excedeu a oferta. O estímulo do governo para financiamentos, a facilidade para adquirir crédito e melhora da renda da população também contribuíram. ”Tem muita gente saindo do aluguel e comprando a casa própria e enquanto a procura estiver maior que a oferta os preços dos imóveis novos terão reajustes”, disse. 
Moretto garante que, ”indiscutivelmente”, imóveis são o melhor investimento em Londrina e considera que devam continuar assim nos próximos dois ou três anos. ”Tudo que é colocado à venda, com o preço praticado no mercado, é comercializado”, contou. 
O imobiliarista Sergio Augusto Mincache Moura, da Mônaco instalada na JK, também está otimista para 2012. ”O Brasil está no caminho certo, é a bola da vez, e Londrina também tem se destacado. Temos clientes de fora do País que estão voltando para investir aqui devido à crise e à melhora da nossa economia”, atestou. Em sua opinião, o mercado londrinense está reaquecido, ”após alguns meses de defasagem” e tende a continuar crescendo no próximo ano. O investimento para um apartamento popular na cidade fica em torno de R$ 70 mil a R$ 130 mil; já para o padrão médio, de R$ 200 mil a R$ 250 mil. 
O presidente da CBIC, Paulo Sady Simão, confirma que 2012 será um ano positivo para o mercado imobiliário brasileiro e da construção civil, apesar da crise externa e de ser também um ano de eleições municipais, que poderia prejudicar o setor, com a suspensão de novos contratos. De acordo com ele, o crédito imobiliário hoje representa 5,1% do PIB.