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Projeto torna obrigatório limitador de velocidade em veículos

INSS antecipa 1ª parcela do 13º salário dos aposentados

O presidente Lula anunciou hoje a antecipação do pagamento da primeira parcela do 13º salário para os aposentados e pensionistas do INSS. O adiantamento de 50% da gratificação será feito junto com a folha de pagamento de agosto, que é depositada entre os cinco últimos dias úteis do mês e os cinco primeiros dias úteis de setembro. O anúncio foi feito durante visita do presidente ao edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para conhecer o sistema de monitoramento dos atendimentos, que já está em funcionamento há um ano e meio.

Em discurso de improviso, Lula respondeu a críticas do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sem citar diretamente seu nome, que tem acusado o governo de aparelhar a máquina do Estado. “Eu estou convencido de que, quanto mais a gente valorizar os servidores de carreira, mais o Brasil ganha. Quanto menos politizar a instituição pública, mais o País ganha”, declarou o presidente, lembrando que, desde que assumiu, decidiu em seu governo não mais indicar, por exemplo, políticos para o cargo de embaixador, citando nomeações que fez de funcionários de carreira para dirigir instituições públicas, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Lula aproveitou para responder as críticas com relação ao déficit da previdência, citando que os R$ 47 bilhões de déficit representam um déficit contábil. Mas avisou que, do ponto de vista prático, se comparar quem paga e quem recebe, a previdência não é deficitária. O presidente prosseguiu dizendo que foi o Congresso que decidiu corretamente na Constituinte que trabalhadores rurais e idosos que não contribuíram com a previdência têm direito a receber aposentadoria. “Não podemos jogar isso nas costas da Previdência. Isso tem de estar no caixa de todo o governo”, disse.

O presidente ainda citou ações do seu governo, como aumento do salário mínimo e antecipação da data-base dos aposentados para dizer que tudo isso foi feito sem que o País quebrasse. “Provamos que muitas coisas que se falou que precisavam ser feitas, puderam ser feitas sem seguir a teoria de que era preciso primeiro deixar aumentar o bolo para depois distribuí-lo”, disse. Segundo ele, enquanto vigorava essa ideia de que precisava aumentar o bolo para depois dividir, “um bando de espertos veio e comeu o bolo. Nós queremos que o povo coma o bolo enquanto ele está quente”.

O presidente lembrou que, daqui a quatro meses, deixará o governo e afirmou que leva uma vantagem sobre os outros presidentes, “porque quando pensam que são muito sabidos não querem nem ouvir o que os outros falam”. “O dado concreto é que nós acabamos com as filas (do INSS). Hoje não tem ninguém ganhando dinheiro em fila. Nós fizemos uma reviravolta da civilização. Os benefícios ao segurado mudaram muito, mas mudou de cinco anos para cá”, disse, convocando cada um dos presentes para que façam um teste para verificar o funcionamento do serviço 135.

Lula ainda disse que os jornais deixaram de noticiar e acompanhar o sofrimento das pessoas nas filas. “Procurem ver se na Alemanha, França, nos países do primeiro mundo, se dirijam a ele e vejam se eles têm um tratamento digno como neste País. Não têm”, completou.

Em seguida, ele disse que tanto quem está no interior como numa cidade grande pode acessar da mesma forma os benefícios. “Vocês acham que isso seria possível se não fosse um presidente metalúrgico”, declarou o presidente, comentando que se interessou pelo assunto porque trabalhou em sindicato e viu o sofrimento das pessoas na busca por seus benefícios.

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Trabalhadores da construção civil encerram greve

Os 1,2 mil operários do Residencial Vista Bela, do programa Minha Casa, Minha Vida, aceitaram o reajuste salarial de 13% e o aumento no vale alimentação proposto pelos empregadores e retomaram os trabalhos

Os 1,2 mil trabalhadores da construção civil que trabalham Residencial Vista Bela, zona norte de Londrina, aceitaram a proposta dos empregadores e voltaram às atividades na manhã desta quarta-feira (11). Os trabalhadores estavam em greve desde segunda-feira (9). Segundo o sindicato da categoria, eles aprovaram o reajuste salarial de 13%, com pagamento da diferença retroativa ao mês de junho até o final desta semana.

No local, estão sendo construídas 2.056 casas, que devem ser entregues em dezembro deste ano; e 656 apartamentos divididos em 41 blocos residenciais, a previsão de entrega destes imóveis é para junho de 2011. Um consórcio de três empresas é o responsável pelas obras. As residências fazem parte do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, José Aparecido Martins, o consórcio se comprometeu a resolver outros questionamentos dos trabalhadores, como a falta de equipamentos de segurança, uniformes e transporte. “Também vamos colocar no canteiro de obras um funcionário do sindicato para acompanhar diariamente os problemas enfrentados pelos trabalhadores e buscar soluções com as empresas”, disse.

Com o reajuste, o salário do servente de pedreiro para R$ 889 e do mestre de obras foi para R$ 1.500. Os profissionais também tiveram aumento no vale alimentação, passando de R$ 234 para R$ 280. Os dias parados não serão descontados dos empregados.

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Herança do lernismo pauta o primeiro debate na televisão

Osmar Dias e Beto Richa não tiveram a oportunidade de fazer perguntas um ao outro, mas trocaram indiretas envolvendo privatizações, MST e alianças incoerentes

A presença dos sete candidatos ao governo do Paraná no primeiro debate na televisão, transmitido ontem à noite pela Band TV, eliminou qualquer possibilidade de confronto direto entre os dois principais adversários na disputa pelo Palácio Iguaçu, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Com isso, o encontro dos candidatos acabou sendo morno.

Como não tiveram chance de fazer perguntas um ao outro durante as cerca de duas horas e meia de debate, o tucano e o pedetista trocaram farpas indiretamente. E foi o tema “privatização” e a herança deixada pelo ex-governador Jaime Lerner que tiveram papel central no debate. Osmar, por exemplo, usou esses argumentos para colocar Richa em situação desconfortável. Mesmo quase oito anos após o fim do governo Lerner, a venda do Banestado e a implantação dos pedágios no estado estiveram no centro das discussões.

O pedetista, por outro lado, teve de se explicar a respeito do fato de ser produtor rural e estar aliado ao PT, que é um partido que historicamente ligado ao MST (Movimento dos Trabalha­­­dores Rurais Sem Terra).

A pressão maior sobre Richa – apesar de não ter sido contínua ao longo de todo o debate – foi impulsionada pelo discurso antiprivatização do candidato Avanílson Araújo (PSTU). Logo no início, ao explicar por que deseja ser governador, o candidato do PSTU questionou a venda do Banestado ao Itaú pelo ex-governador Jaime Lerner e defendeu a manutenção da Copel e da Sanepar como empresas públicas. No terceiro bloco, graças ao sorteio, Avanílson questionou o tucano sobre esses pontos e o acusou de ter votado a favor da privatização do Banestado quando era deputado estadual, no fim dos anos 90.

“Sempre agi com responsabilidade e consciência na vida pública. Jamais deixei aprovar leis que não estivesse convencido que fossem para o bem do Paraná. Votei sim pela venda do Banestado porque o banco estava prejudicando o Paraná”, disse Richa. Na réplica, acusado pelo candidato do PSTU de ser defensor da privatização e de ter apoiado a implantação dos pedágios, Richa argumentou que vai preservar o patrimônio público e lutar por tarifas de pedágio mais “justas e acessíveis”.

Aproveitando-se do tema, Osmar afirmou que sempre lutou para que o pedágio não fosse implantado e foi o primeiro a defender que a Copel não fosse privatizada. “Houve uma venda desastrosa do Banestado aprovada na Assembleia, com votos de deputados que hoje saem dizendo que vão defender a empresa pública”, declarou. “Por que não fizeram isso quando podiam? Não fez isso, não pode falar que vai fazer.”

Logo em seguida, porém, o pedetista foi questionado sobre o que faria em relação à reforma agrária e qual sua posição sobre o MST. Dizendo-se favorável à reforma agrária, Osmar afirmou que, por lei, o direito de propriedade deve ser respeitado. Mas, segundo ele, se as propriedades forem improdutivas, elas devem ser destinadas a famílias que saibam cultivar a terra. “Temos de verificar quais propriedades estão cumprindo os requisitos de responsabilidade social. Se cumprirem, não há porque desapropriá-las”, defendeu-se. “É uma brincadeira de quem não conhece o nosso estado querer colocar na minha testa aquilo que não sou [defensor do MST]”, rebateu Osmar. “Sou agricultor e produtor rural.”

Osmar também foi acusado de ter fechado uma coligação incoerente, reunindo na mesma chapa o PDT, o PT e o PMDB do seu adversário em 2006, o ex-governador e hoje candidato ao Senado Roberto Requião. “Fechamos uma coligação baseada em princípios e afinidades ideológicas, com partidos que impunham a mesma bandeira. Tenho orgulho de representar meus candidatos ao Senado e meu vice”, alfinetou Beto.

Alegando que é preciso manter a política social do governo Lula e de que recebeu um pedido do presidente para ser candidato, Osmar elogiou programas implantados por Requião e defendeu que os eleitores “não podem ficar sujeitos a escolher um programa que não seja de interesse do Paraná”.

Outro momento de acusações indiretas entre os dois ocorreu quando Osmar afirmou que irá implantar uma clínica da mulher em todos os municípios do estado para que as mães possam ter acompanhamento médico durante a gestação. “Vamos implantar o Mãe Paranaense, que o outro candidato não teve coragem de dizer que começou no meu governo em Curitiba, com o nome de Mãe Curitibana”, cutucou Richa.

Além de Richa, Osmar e Ava­­nílson Araújo, participaram do debate Paulo Salamuni (PV), Fe­­­lipe Bergmann (PSol), Amadeu Felipe da Luz Ferreira (PCB) e Robinson de Paula (PRTB).

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Financiamento para compra da casa própria cresce 77% no primeiro semestre

O financiamento imobiliário com recursos das cadernetas de poupança atingiu no primeiro semestre deste ano o melhor resultado da história no que se refere a valores. ´

 

Se consideradas apenas as operações realizadas em junho deste ano, os financiamentos somaram R$ 5,27 bilhões, montante 78% superior ao resultado de igual mês de 2009 (R$ 2,96 bilhões) e 24% acima das contratações de maio de 2010 (R$ 4,25 bilhões).

O número de unidades financiadas subiu de 123,9 mil, nos primeiros seis meses de 2009, para 187,6 mil, de janeiro a junho deste ano, um crescimento de 51,5%. Somente em junho foram financiados 40,8 mil imóveis, de acordo com dados divulgados, na quinta-feira (11), em São Paulo, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

A captação líquida de depósitos de poupança aumentou quase cinco vezes nos primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2009, quando o resultado foi, em parte, afetado pela crise financeira mundial surgida no final de 2008. Do valor de R$ 1,8 bilhão captados entre janeiro e junho de 2009, os depósitos saltaram para R$ 8,8 bilhões.

Os resultados sustentam as expectativas otimistas da Abecip, que prevê que o financiamento imobiliário com recursos da poupança seja de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões este ano. Apesar disso, o presidente da associação, o engenheiro Luiz Antonio Nogueira de França, chama a atenção para o risco de os recursos das cadernetas de poupança se tornarem insuficientes para atender à demanda por crédito imobiliário.

“Com relação à capacidade de financiar o mercado imobiliário com os recursos da caderneta de poupança, nossos estudos – que convergem com os de outras entidades – mostram que, entre dois e três anos, a gente deva ter problema com essa fonte”, afirmou.

Segundo França, o cenário de juros baixos, prazos alongados e crescimento econômico estimula a demanda por crédito imobiliário. Atualmente, a poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são as duas principais fontes de recursos do setor habitacional.

Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, é necessário discutir e viabilizar novos instrumentos de financiamento que possam ser usados em breve.

“Já temos hoje o sistema de securitização de recebíveis que deverá crescer. O que está sendo estudado e que parece o mais viável são os chamados CDBs cobertos, um tipo de certificados de depósitos que os bancos poderiam usar para captar e emprestar recursos. Isso, contudo, ainda depende de regulamentação governamental e está em discussão, mas é uma possibilidade já utilizada em outros países”, afirmou Barros.