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”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Quando os juros começaram a despencar nos bancos públicos e depois se alastraram aos privados no início deste mês, a Caixa Econômica Federal não havia considerado a redução das taxas para financiamentos imobiliários na já chamada ”guerra dos juros”. Três semanas depois a conversa mudou e ontem a instituição financeira – que possui 74% deste mercado – anunciou a redução das taxas para o segmento em até 21% para diversas categorias a partir do dia 4 de maio. No Paraná, a expectativa é que sejam negociados pelo menos R$ 6,84 bilhões este ano, 14% a mais do que em 2011. Só na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), devem ser capitados um terço do valor total. No ano passado, a Caixa financiou R$ 79 bilhões em todo o País e prevê R$ 90 bilhões este ano.

As reduções atingem todas as linhas de financiamento do banco, inclusive as do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Nesta modalidade, quem possui fundo de garantia há mais de três anos pode conseguir um financiamento com juros de até 7,4% ao ano. Pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), os juros anteriormente variavam de 8,9% a 10% ao ano para imóveis de até R$ 500 mil. Agora, as taxas vão oscilar entre 7,9% e 9%, dependendo do relacionamento dos clientes com a instituição. Para bens acima de R$ 500 mil – fora do SFH – as taxas oscilavam de 10,5% a 11% ao ano. Com a mudança, passam a variar de 9% a 10%

A gerente regional de negócios da construção civil da Caixa no Paraná, Suely Molinari, comenta que a Caixa ”mudou de ideia” pois já havia feito todos os estudos necessários para que as reduções nestas modalidades fossem possíveis. ”O banco tinha margem para realizar a redução. Como percebemos que o mercado queria mais, a queda aconteceu”, relata ela.

A gerente comenta ainda que o perfil dos paranaenses na capitação destes recursos é de pessoas com média de seis a dez salários mínimos e que buscam imóveis de até R$ 250 mil. Ela explica que estes clientes vão poder adquirir imóveis com taxas de até 7,9% ao ano (o anterior chegava a 10%) e poderão economizar, ao longo de um financiamento de 20 anos, por volta de R$ 20 mil.

Em relação à estrutura para atender a nova demanda, a representante da Caixa no Estado ressalta que não há a mínima possibilidade de faltar dinheiro. ”O banco está muito bem preparado, inclusive na questão de atendimento, já que operamos com correspondentes imobiliários em todo o País”. Outro fator que deve ser importante é a redução da inadimplência. ”Hoje ela já está controlada, fechando no ano passado em 1,7%. Com estes novos valores, as pessoas vão ficar ainda mais atentas para não perderem os benefícios”, completa Suely.

Feirão

Dos dias 18 a 20 de maio, acontece em Curitiba, no Marumbi Expo Center, o Feirão Caixa da Casa Própria. Participam do evento 40 construtoras e 38 imobiliárias, que devem colocar em comercialização 21 mil imóveis. A expectativa da instituição é liberar no Feirão mais de R$ 1 bilhão em créditos em 2012, valor que já foi atingido no ano passado.

”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Turma considera inválido aumento de jornada sem benefício aos trabalhadores

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) que considerou inválidos acordos coletivos da ThyssenKrupp Metalúrgica Campo Limpo Ltda. que previam ampliação da jornada em turnos ininterruptos de revezamento, sem, no entanto, contemplar vantagens aos trabalhadores como contrapartida.
A metalúrgica alegou a existência de acordos coletivos válidos e regulares para a adoção de jornada de oito horas diárias para os empregados em turno ininterrupto de revezamento, e acrescentou que os aspectos benéficos integraram a negociação. Segundo a empresa, o sindicato dos trabalhadores não chancelaria a subscrição dos instrumentos coletivos caso não existisse contrapartida para o aumento da jornada de trabalho.
Entretanto, no caso dos autos, o Tribunal Regional do Trabalho assentou serem inválidos os acordos devido à ausência de qualquer cláusula em benefício dos trabalhadores, o que impossibilitava a avaliação do grau transacional dentro da chamada teoria do conglobamento – segundo a qual as normas devem ser consideradas e interpretadas em conjunto, e não isoladamente.
O ministro Mauricio Godinho, relator do recurso de revista no TST, afirmou que, embora a http://www.tst.gov.br/jurisprudencia/brs/nspit/nspitgen_un_pix.html&;p=1&r=1&f=G&l=0″>Súmula 423 do TST permita a ampliação da jornada por meio de negociação coletiva, a validade do elastecimento de jornada em turnos ininterruptos de revezamento somente pode ser aceita se fixada por “regular negociação coletiva”, o que não se verificou na hipótese. Neste contexto, ressaltou que a regularidade da negociação coletiva supõe efetiva transação (“ou seja, despojamento bilateral ou multilateral, com reciprocidade entre os agentes envolvidos”), analisando-se o conjunto normativo à luz da teoria do conglobamento.
Contudo, no caso examinado, o relator observou não se tratar de acordo coletivo com cláusulas múltiplas, com regras distintas, concessões e preceitos, mas de “singelo documento coletivo”, firmado unicamente para suprimir a vantagem instituída pelo artigo 7º, inciso XIV da Constituição da República – que fixa a jornada de seis horas para o trabalho em turnos de revezamento. “Seu caráter e sentido é de simples renúncia, e não real transação”, afirmou.
(Samira Brito/Gab/CF)
”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Curitiba receberá Feirão da Caixa de 18 a 20 de maio

A Caixa Econômica Federal promove, entre os dias 4 de maio e 10 de junho, a oitava edição do Feirão Caixa da Casa Própria, em treze grandes cidades brasileiras. Maior evento do setor imobiliário no país, o Feirão promete estimular ainda mais aquisição da casa própria pelas famílias brasileiras, ao oferecer mais de 430 mil imóveis novos, usados e na planta, com crédito fácil e rápido, com taxas de juros menores. Em Curitiba, a feira acontecerá de 18 a 20 de maio no Marumbi Expo Center.

Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da CAIXA, José Urbano Duarte, “a grande vantagem do Feirão é a possibilidade de se realizar o processo de aquisição do imóvel num único espaço, onde estão, juntos, todos os agentes da cadeia da habitação, como construtoras, corretores, cartórios e técnicos da CAIXA, responsáveis por analisar e liberar os financiamentos, o que poupa tempo e dinheiro para as famílias”. A oitava edição do evento vai contar com mais de 760 construtoras, quase 400 imobiliárias e 460 correspondentes da CAIXA.

As primeiras cidades a receberem o Feirão serão Belo Horizonte/MG, Brasilia/DF, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e Salvador/BA, entre os dias 4 e 6 de maio. Curitiba/PR, Fortaleza/CE e São Paulo/SP terão o evento entre os dias 18 a 20 de maio. De 25 a 27 do mesmo mês, chega a vez de Uberlândia/MG, Campinas/SP e Porto Alegre/RS. As últimas cidades serão Belém/PA e Florianópolis/SC, entre os dias 8 e 10 de junho. A última edição do evento registrou mais de 450 mil visitantes, com movimentação financeira superior a R$ 10 bilhões, em negócios assinados e encaminhados.

As linhas de financiamento para a casa própria da CAIXA atendem a todas as faixas de renda familiar, com prazo de pagamento de até 30 anos. Os juros podem variar, dentro do SFH, de 4,6% a.a. até 9% a.a., para todas as modalidades de financiamento. Os interessados na compra de uma moradia vão encontrar oportunidades de negócios com financiamento de até 100% do valor do imóvel.

Atendimento do Feirão CAIXA da Casa Própria

Para quem quer sair do Feirão com imóvel próprio, basta levar documento de identidade, CPF e comprovante de renda.

Além dos Feirões, os interessados podem obter informações em todas as agências da CAIXA, pelo Serviço de Atendimento ao Cliente do banco (0800-726-0101), disponível 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.

Outra opção é o simulador habitacional na internet, que pode ser acessado no portal da instituição (www.caixa.gov.br). Na ferramenta, é possível calcular e visualizar vários cenários e valores, e ainda escolher a opção que mais se encaixa no rendimento familiar. Desde a sua criação, em 2008, o sítio já realizou mais de 500 milhões de simulações.

Calendário dos Feirões

FEIRÃO
DATA
LOCAL

Belo Horizonte
04 a 06 de maio
BH – Pavilhão 2 do Expominas

Recife
04 a 06 de maio
Centro de Convenções

Rio de Janeiro
04 a 06 de maio
Rio Centro

Salvador
04 a 06 de maio
Centro de Convenções

Brasilia
04 a 06 de maio
Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Curitiba
18 a 20 de maio
Marumbi Expo Center

Fortaleza
18 a 20 de maio
Centro de Convenções

São Paulo
18 a 20 de maio
Centro de Exposições Imigrantes

Uberlândia
25 a 27 de maio
UB – Center Convention

Campinas
25 a 27 de maio
Shopping Iguatemi

Porto Alegre
25 a 27 de maio
FIERGS

Belém
08 a 10 de junho
Hangar Centro de Convivência da Amazônia

Florianópolis
08 a 10 de junho
Centro de Convenções

”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Financiamentos para compra e construção de imóveis crescem 9,4%

Os financiamentos para construção e aquisição de imóveis cresceram 9,4% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando aos R$ 6,8 bilhões, de acordo com balanço divulgado hoje (25) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Segundo os dados, no primeiro trimestre do ano, o totalfinanciado foi R$ 17,6 bilhões, 9,9% a mais do que nos três primeiros meses de 2011. Nos últimos 12 meses, os financiamentos passaram de R$ 62,2 bilhões para R$ 81,5 bilhões, com aumento de 31%.

O balanço mostra ainda que foram financiados, em março, 40 mil imóveis, 7% mais do que em março de 2011. Entre abril de 2011 e março de 2012, o número de imóveis financiados chegou a 491,9, com crescimento de 9% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Na poupança, foram depositados, no mês passado, R$ 2,5 bilhões, valor maior do que os saques. No trimestre, esse valor chegou a R$ 1,9 bilhão. Na comparação com março de 2011, houve crescimento de 10,9%.

De acordo com o presidente da Abecip, Octavio de Lazari, a estimativa de crescimento de 30% nos financiamentos imobiliários está mantida pela entidade, mesmo que esteja um pouco abaixo do aumento registrado em 2011 (42%). “Tudo isso dependendo das medidas adotadas pelo governo, é claro. Mas em janeiro já tínhamos projetado essa taxa menor, o que não quer dizer que seja ruim. Crescimentos em torno de 50% parecem exagerados porque não são sustentáveis por tantos anos”.

Lazari reforçou que, no caso do financiamento imobiliário, isso é mais latente porque envolve uma cadeia produtiva extensa. “É melhor crescer menos e as próprias construtoras e incorporadoras assumiram isso. O crescimento grande do ano passado gerou carência de insumos e mão de obra. Por isso, as construtoras precisaram colocar seus canteiros de obra em dia para evitar atrasos na entrega e a insatisfação do cliente”.

Na avaliação dele, a redução de juros para o financiamento imobiliário anunciada pela Caixa Econômica Federal deve impulsionar o crédito, mas de forma tímida, pois a Abecip não acredita que haja espaço para reduções muito expressivas. “Mesmo que as taxas de juros sejam reduzidas, o que acreditamos que deve ser pouco, isso não vai bater no crescimento do crédito imobiliário hoje. Pode refletir em 2013 e 2014, mas não muito. Para este ano, não vemos mudanças muito significativas”, avaliou.

”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Emenda cria impasse sobre o mínimo regional do Paraná

Deputados retiram trecho que tornava automático o reajuste de 2013, provocando reações das centrais sindicais. Governo diz que vai votar contra

O projeto de lei do Executivo que reajusta em 10,32% o salário mínimo regional recebeu ontem três emendas de plenário e teve a aprovação postergada para hoje na Assembleia Legislativa do Paraná. Uma das emendas, que mais deve causar polêmica, retira do texto a previsão de um aumento real de 5,1% para 2013. A proposta de mudança irritou as centrais sindicais, que acusam o governo de traição.

Formulada pelo governo do estado com a participação de trabalhadores e empresários, a proposta se baseia no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu 10,32% no biênio 2010-2011. A fórmula de reajuste considera a metade desse índice (5,1%) mais a variação de 4,97% do INPC. A “outra metade” do crescimento econômico do país seria repassada em 2013, acrescida a variação que o INPC tiver no período – total de 8,6%, na projeção atual do governo.

Impacto

Valores valem para 900 mil trabalhadores no estado

Pela proposta do Executivo, o novo salário mínimo terá valores entre R$ 783,20 e R$ 904,20, dependendo da categoria, e entrará em vigor em 1º de maio. Os novos valores terão efeito sobre a renda de aproximadamente 900 mil trabalhadores do Paraná – entre domésticos, não sindicalizados e formais que ganham até 1,5 salário mínimo nacional (que está em R$ 622).

Pressionado pelo setor produtivo, no entanto, um grupo de mais de 20 deputados apresentou ontem emenda retirando o repasse que estava garantido para o ano que vem. “Essa indexação do reajuste salarial inflaciona a economia e está além do que o setor produtivo pode pagar”, disse o vice-presidente da Fiep, Helio Bampi, para quem a discussão da proposta desta ano foi “pouco democrática”.

Questionado sobre o assunto, o secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, negou que os empresários tenham ficado de fora da discussão. Segundo ele, a orientação do governo aos deputados da base é rejeitar a emenda. “A mensagem encaminhada à Assembleia reflete a posição do governo de valorizar o trabalhador por meio do mínimo regional. Portanto, a emenda deverá ser rejeitada”, afirmou.

As declarações de Roma­nelli não convenceram os trabalhadores, que estiveram reunidos ontem com o governador Beto Richa (PSDB) para tratar do tema. Os trabalhadores esperam que o governo honre sua palavra e que o projeto seja aprovado. E acham lamentável essa postura de dubiedade em relação aos projetos de interesse dos trabalhadores. Para os representantes dos trabalhadores se a emenda passar será um ato de traição às vésperas do 1.º de maio.

Pressionado de todos os lados, o líder do governo na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), disse que está ouvindo a equipe de governo e os parlamentares para ver que caminho irá tomar na votação da emenda. Segundo ele, os colegas já afirmaram que não pretendem abrir mão da mudança. “Vou decidir isso somente amanhã (hoje) pela manhã”, disse.

”Guerra dos juros” chega aos financiamentos imobiliários

Projeto do novo piso salarial para o Paraná recebe três emendas de Plenário

O projeto de lei nº 169/12, oriundo da mensagem governamental nº 19/12, propondo reajuste anual do piso salarial no Paraná, recebeu nesta terça-feira (24) três emendas, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa. Dessa forma, a proposição – antes de ser submetida à segunda votação regimental – precisaria passar por nova apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ocorre, contudo, que o Plenário deve apreciar na sessão desta quarta-feira (25) requerimento que transforma o próprio Plenário em Comissão Geral, para apreciação especificamente desta matéria, tanto na sessão ordinária quanto nas duas extraordinárias que se seguirem. Aprovada a transformação, o projeto e as emendas podem ser votados já nesta quarta-feira, concluindo a tramitação no Legislativo.

Um requerimento, assinado por diversos deputados, prevendo o procedimento para agilizar a tramitação da proposta do novo salário mínimo regional, foi lido nesta terça-feira, conforme estabelece o Regimento Interno. Foi anunciada ainda a previsão da realização das duas sessões extraordinárias. De acordo com o líder do Governo, deputado Ademar Traiano (PSDB), a intenção do governador Beto Richa é sancionar essa lei imediatamente, para que passe a vigorar a partir do dia 1º de maio. Entre as emendas apresentadas está uma de autoria da bancada do PT que altera o artigo 3º da proposição. Esse artigo passaria a vigorar com a seguinte redação: “os valores do piso salarial para o ano de 2013, a que se refere o artigo anterior, serão fixados por lei”. Já a emenda do deputado Augustinho Zucchi (PDT) acrescenta ao anexo I, de que trata o artigo 1º, a categoria dos “trabalhadores acostados e/ou embarcados da atividade marítima e fluvial”. A terceira emenda, assinada por diversos parlamentares, suprime do texto original os artigos 2º e 3º, e também dá nova redação ao artigo 4º.

Classificação – A mensagem do governador Beto Richa (PSDB) chegou à Assembleia na última quarta-feira (18), propondo o índice nominal de 10,32% de reajuste, constituído de 5,1% de ganho real mais 4,97% correspondentes ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC/IBGE. Na justificativa o Executivo explica que haverá uma compensação desse menor aumento real no ano de 2012 (em relação ao Índice Nacional do Salário Mínimo), no ano que vem, com os mesmos 5,1%, mais a inflação acumulada nos últimos 12 meses que antecedem à data base do aumento.

Conforme o texto, o piso salarial dos empregados integrantes do Grupo I passará a ser de R$ 783,20; do Grupo II, R$ 811,80; do Grupo III, R$842,60; e do Grupo IV, R$ 904,20. O Grupo I compreende os trabalhadores empregados nas atividades agropecuárias, florestais e da pesca; o Grupo II, os trabalhadores empregados em serviços administrativos, trabalhadores empregados em serviços, vendedores do comércio, lojas e mercados, além de trabalhadores de reparação e manutenção; o Grupo III engloba os trabalhadores da produção e bens e serviços industriais; e o Grupo IV, os empregados como técnicos de nível médio. A classificação obedece ao disposto na Classificação Brasileira de Ocupações.

Inflação – Segundo o governador, a política de reajuste do salário mínimo regional se fundamentou nas seguintes diretrizes: recompor o poder de compra do piso regional de salários, reduzido pela inflação, e dar-lhes um aumento real: “Para tanto, decidiu-se adotar a metodologia proposta pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social – IPARDES – para definição do piso regional, que tem como princípios a recuperação da inflação acumulada no ano, propiciar um ganho real equivalente à variação do aumento do Produto Interno Bruto – PIB – no biênio”. Reforça ainda que a proposta considera, “de um lado, o ganho real no acumulado do biênio pela classe empregadora e, de outro, os trabalhadores aceitam a transferência de parte do ganho real para o ano que vem”.