por master | 29/03/12 | Ultimas Notícias
Lideranças dos sindicatos que representam as seis universidades estaduais do Paraná definiram com o secretário de Ciência e Tecnologia, Alípio Leal, o dia 1º de maio como data-limite para o envio à Assembleia Legislativa do projeto de lei que equipara os vencimentos dos professores aos dos técnicos com curso superior.
A proposta prevê reajuste de 31,73%, a ser pago em quatro parcelas anuais de 7,14%, sempre no mês de outubro. “Este foi o compromisso assumido pelo governador Beto Richa e será cumprido”, disse o secretário.
Em documento entregue pelos professores, os representantes dos sindicatos da categoria concordam com a proposta do governo e pedem para ter acesso ao projeto de lei antes de ser apresentado aos deputados.
A proposta foi aceita em assembleias realizadas em cada uma das universidades. O aumento independe de acordos que venham a ser feitos para a data-base da categoria, no dia 1º de maio.
Os sindicatos pediram também garantias de que o salário não sofra novamente achatamento em relação aos técnicos. De acordo com o secretário, tanto ele como o secretário da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, se comprometeram a conceder sempre os mesmos benefícios.
Na reunião foi estabelecido ainda que as discussões do grupo de trabalho criado para estudar a questão da equiparação sejam mantidas para debater uma série de interesses dos professores das universidades paranaenses.
Entre os assuntos a serem discutidos está a evasão de alunos e, especialmente, de professores que trocam o emprego por outro em universidades federais ou nas estaduais paulistas
por master | 29/03/12 | Ultimas Notícias
Reunião entre o Sindicon-PR e o Secovi-PR foi na tarde desta quarta-feira (28) na Delegacia Regional do Trabalho, sem acordo; greve segue por tempo indeterminado
Os empregados em condomínios de Curitiba não aceitaram a proposta de reajuste do Sindicato da Habitação e dos Condomínios (Secovi-Pr) e decidiram manter a greve da categoria por tempo indeterminado. A paralisação começou na terça-feira (26).
Na tarde desta quarta-feira (28), na Delegacia Regional do Trabalho, o Secovi-Pr apresentou uma proposta de reajuste ao Sindicato dos Empregados em Condomínios do Paraná (Sindicon-Pr), rejeitada pela categoria.
Os porteiros e zeladores reivindicam reajuste salarial de 15%. Eles também querem cesta básica de R$ 150 e que a data-base seja adiantada. A presidente do Secovi-Pr, Liliana Ribas Tavarnaro, afirmou, antes da reunião, que não há condições para conceder esse percentual.
Segundo o presidente do Sindicon-Pr, Hélio Rodrigues da Silva, os trabalhadores de Curitiba, porém, não aceitaram a proposta de reajuste de 8%. “Estamos agora esperando que eles apresentem uma nova proposta que agrade os trabalhadores”, disse.
Silva disse que o Secovi-Pr ficou de se reunir e definir novos valores. “Mas não dá para esperar algo, não acredito que haja uma nova proposta”, completou o presidente do Sindicato.
Paralisação
Segundo o Sindicon-Pr, a greve deve seguir por tempo indeterminado. “Há mais ou menos 500 funcionários reivindicando melhorias. Sabemos de condomínios em que o síndico está trabalhando na portaria por falta de funcionário”, afirmou Silva.
Segundo o Secovi, porém, o número de edifícios que ficaram sem nenhum profissional na capital é pequeno.
As manifestações devem continuar entre os porteiros e empregados de condomínios. O local do ato, segundo o Sindicon, ainda não está definido.
Desde terça-feira (26), os funcionários protestam em frente à sede do Secovi-PR, na Rua Doutor Pedrosa, Centro de Curitiba.
por master | 28/03/12 | Ultimas Notícias
Cerca de 13 mil alunos da rede municipal de ensino de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, estão sem aulas nesta quarta-feira (28) porque os professores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.
Hoje pela manhã, 400 educadores fizeram uma passeata pelas ruas centrais de Campo Largo contra a proposta de reajuste oferecido pela prefeitura.
Os professores querem um aumento salarial de 25%. Além de ampliação das horas-atividade e a realização de concurso para suprir a falta de professores. Antes da paralisação, o Prefeito Edson Basso (PMDB) havia concedido um aumento de apenas 8%.
Hoje, durante mesa de negociação com representantes do movimento grevista, Basso oficializou a proposta de aumento de 15%.
O primeiro dia de greve dos professores da rede municipal de ensino de Campo Largo foi marcado por uma passeata. Cerca de 400 professores participaram da marcha que percorreu as principais ruas da região central do município. Em seguida, a categoria tomou a sede do Governo Municipal, na Rua Padre Natal Pigatto.
Os professores querem um aumento salarial de 25%. Além de ampliação das horas-atividade e a realização de concurso para suprir a falta de professores. Antes da paralisação, o Prefeito Edson Basso (PMDB) havia concedido um aumento de apenas 8%. Hoje, durante mesa de negociação com representantes do movimento grevista, Basso oficializou a proposta de aumento de 15%.
Ainda assim, o Sindicato do Magistério exige um reajuste mais próximo da proposta inicial da categoria.
Por volta das 11 horas, os professores desocuparam os arredores da Sede do Governo e retornaram, em passeata, ao centro da cidade.
Mesmo sem chegar a um acordo, qualquer reajuste salarial aos professores deve passar pela Câmara Municipal. O problema é o prazo. Devido a Lei Eleitoral a votação deve ocorrer até 7 de abril. Para garantir que um eventual projeto de aumento seja apreciado no Legislativo, os vereadores Wilson Andrade (PSB), Lindamir Ivanoski (PSL) e Sandra Marcon (PSD), compareceram ao protesto e esclareceram os grevistas.
Estado de greve é mantido
Apesar da negociação entre professores e o Governo Municipal, a presidente do Sindicato do Magistério, Márcia Totene, afirmou que “a categoria manterá o estado de greve”. Ela revelou que novos protestos estão previstos para amanhã.
A paralisação dos professores afeta cerca de 13 mil alunos do ensino fundamental. Segundo informou o sindicato, o Basso não irá descontar os dias de paralisação da folha de pagamento dos professores. A entidade informa ainda que não será necessária a reposição dos dias de aula perdidos em ocasião da greve.
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
O número de brasileiros que ascenderam à classe C chegou a 40,3 milhões entre 2005 e 2011. Com isso, a classe C, em sete anos, passou de 34% para 54% da população, de acordo com o estudo ”O Observador Brasil 2012”, divulgado ontem pela Cetelem BGN, empresa do grupo BNP Paribas. Em 2005, a classe C tinha 62.702.248 de brasileiros. De acordo com a pesquisa a classe C recebeu 2,7 milhões de pessoas em 2011, vindas da classe DE, totalizando 103.054.685. Em 2010, eram 101.651.803 nesta classe – ou 53% da população.
O estudo, desenvolvido pela Cetelem BGN em parceria com a Ipsos Public Affairs, mostra que em 2011 as classes A e B representavam, juntas, 22% do total da população e as classes D e E somavam 24%.
”Essas mudanças marcam a consolidação da mobilidade social que vimos ocorrer no Brasil nos últimos anos”, diz Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da Cetelem BGN. A pesquisa, realizada desde 2005, mostra que 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no Brasil nos últimos sete anos. ”É o equivalente a toda a população da Itália”, comenta Etchegoyen.
As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), fornecida pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). O conceito não considera a renda, mas a posse de itens como eletrodomésticos, veículos, quantidade de cômodos na casa e grau de instrução do chefe de família.
De acordo com a pesquisa, a renda média familiar da classe C passou de R$ 1.107 em 2005 para R$ 1.450 em 2011 – crescimento de 30,9%. Já a renda média familiar geral da população passou de R$ 974 para R$ 1.618 – aumento de 66,1%.
De 2010 para 2011 o aumento da renda média familiar geral foi impulsionada pela classe C, única faixa da população em que foi observado crescimento. A renda dos integrantes da classe C passou de R$ 1.338 para R$ 1.450. Nas classes A e B, a renda média familiar caiu de R$ 2.983 para R$ 2.907. Nas classes D e E, o valor baixou de R$ 809 para R$ 792.
A renda disponível, que corresponde à renda da família após os gastos, cresceu em todas as classes sociais no ano passado, o que indica que houve uma maior contenção dos gastos. ”As pessoas gastaram menos no ano passado, influenciadas pela piora no ambiente econômico, especialmente no segundo semestre”, diz Miltonleise Filho, vice-presidente da Cetelem BGN.
A preocupação com o futuro da economia apareceu em outro dado levantado pela pesquisa, sobre intenção de compra para 2012. Em comparação com o ano anterior, os brasileiros mostraram-se mais cautelosos para consumir itens como carros, computadores e eletrodomésticos.
O percentual de pessoas com intenção de comprar um automóvel este ano, por exemplo, caiu de 18% para 15% em 2011. Apenas 25% da população declarou ter pretensão de comprar algum serviço relacionado a lazer ou viagem, ante 32% na pesquisa anterior.
Ainda assim, o brasileiro ainda é o povo mais otimista, dentre os 13 países onde a pesquisa é realizada anualmente. A nota média dada pelos entrevistados à situação do país foi de 6,3 em 2011, a maior avaliação nos mercados pesquisados. Os alemães têm a segunda melhor avaliação sobre seu país: a nota média no país foi de 6,2.
A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas em 70 cidades brasileiras, em dezembro do ano passado. (com Folhapress)
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
O ligeiro aumento na taxa de desemprego na passagem de janeiro para fevereiro já era esperado, pelo movimento de dispensa de trabalhadores temporários, segundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a taxa de desocupação da População Economicamente Ativa (PEA) passou de 5,5% para 5,7%. ”Fevereiro é um mês em que há continuação da dispensa de temporários, dando continuidade ao movimento de janeiro”, frisou Azeredo.
O gerente do IBGE ressalta que, embora a taxa esteja em patamares mínimos para os meses de janeiro e fevereiro, o desemprego só deve começar a cair novamente quando a economia voltar a ficar aquecida. Azeredo lembra que a inflexão na taxa de desocupação tem acontecido nos meses de abril ou maio, mas em condições normais. ”Se houver crise, pode atrasar (a inflexão da taxa), ou pode acontecer algo na indústria ou no comércio que pode antecipar esse processo”, contou.
No entanto, o pesquisador não descarta um novo aumento na desocupação em março, como reflexo das dispensas de trabalhadores temporários após o carnaval e o fim do verão.
Salário mínimo
O aumento de 14% do salário mínimo em janeiro ajudou a turbinar a renda média do trabalhador, que atingiu nível recorde em fevereiro: R$ 1.699,70. Em São Paulo, o rendimento médios dos ocupados foi ainda maior, de R$ 1.813,10. ”Foi a primeira vez que a renda na região metropolitana de São Paulo ultrapassou a barreira dos R$ 1.800”, notou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Em São Paulo, o rendimento dos ocupados subiu 5,4% em relação a fevereiro de 2011 e 2,6% ante janeiro de 2012. No País, o aumento da renda média do trabalhador foi de 4,4% em relação a fevereiro do ano passado. Na comparação com janeiro, houve alta de 1,2%. O impacto do salário mínimo já havia sido sentido no mês anterior, mas voltou a aparecer em fevereiro.
por master | 23/03/12 | Ultimas Notícias
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4742) no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede liminar para suspender os efeitos da Lei 12.440/2011, que criou a Certidão Negativa de Débito Trabalhista (CNDT), tornando obrigatória sua apresentação pelas empresas interessadas em participar de procedimentos licitatórios.
A CNDT é uma espécie de certificado de que a empresa não tem débitos para com empregados e tem validade de seis meses. No mérito, a CNC pede que o STF declare a lei inconstitucional.
Ambas as ações das confederações patronais – CNC e CNI – representam um retrocesso, pois a certidão negativa é uma garantia e proteção ao trabalhador, a fim de garantir o pagamento de verbas rescisórias em caso de demissão.
Para a CNC, a exigência de que as empresas apresentem certidão negativa como pré-requisito para participarem de licitações públicas contraria dispositivos constitucionais, entre eles o direito à ampla defesa e ao contraditório (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal).
Outro argumento da CNC é o de que a lei instituiu uma “coação” às empresas em prejuízo do pleno emprego.
“A exigência da certidão negativa de débitos trabalhistas nada mais é do que uma forma de coagir o devedor a efetuar o pagamento, sob pena de ter prejuízos sem precedentes. Cumpre esclarecer que não estamos aqui protegendo os maus pagadores, mas sim aquela empresa que prioriza a manutenção dos empregos em detrimento de pagamento de débitos que podem ser quitados de outras formas”, argumenta a CNC.
A Confederação acrescenta que há inúmeros mecanismos utilizados pela Justiça do Trabalho para proteger o trabalhador, mas nenhum deles é tão “catastrófico” quanto a CNDT, nem mesmo a “malfadada penhora on-line”.
O relator da ação é o ministro Dias Toffoli, que também é relator da Adin 4716, ajuizada contra a mesma lei pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).