NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Após tombo, produção do PR volta a crescer

Após tombo, produção do PR volta a crescer

INDÚSTRIA
 
Puxada pelos segmentos de veículos, madeira e combustíveis, atividade aumentou 1% em outubro. Mas tende a desacelerar em decorrência da crise
Um dos setores mais afetados pelos desdobramentos da crise financeira internacional, a indústria reduziu sua produção em 0,6% na passagem de setembro para outubro, com queda em metade dos 14 locais que compõem a Pesquisa Mensal de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o Paraná foi uma das sete regiões a exercer impacto positivo sobre os números: depois de registrar uma queda de 13,3% em setembro, avançou 1% em outubro, na comparação com o mês anterior. Em relação a outubro de 2010, a atividade aumentou 13,4% – o segundo maior crescimento, atrás apenas do Amazonas.
 
A recuperação do Paraná em outubro – facilitada pela fraca produção, tanto no mês anterior quanto no mesmo período de 2010 – se deu, principalmente, pela contribuição da produção de veículos automotores (que cresceu 28,9% em relação a outubro de 2010, com destaque para caminhões) e dos setores de madeira (alta de 22,6%), combustíveis (7,7%, com destaque para a gasolina) e alimentos (avanço de 3,3%, puxado pela produção de ração animal, óleo de soja, café solúvel e outros derivados da soja). O setor de edição e impressão também se destacou, com crescimento de 87,9%, um sinal de recuperação frente aos 61,7% negativos de outubro de 2010.
 
 
Faturamento
Na contramão, vendas caem 1,55% no mês
 
Na contramão do desempenho da produção, as vendas da indústria paranaense registraram redução de 1,55% de setembro para outubro, de acordo com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Apesar do fraco resultado mensal, no entanto, no acumulado dos dez primeiros meses o faturamento subiu 6,5%. “O ano de 2011 se confirma como o ano de maiores vendas da indústria paranaense”, diz Maurílio Schmitt, coordenador do departamento econômico da Fiep.
 
As performances negativas que pesaram no resultado mensal ocorreram em 14 dos 18 gêneros da pesquisa, incluindo os setores de maior importância da indústria paranaense: alimentos e bebidas (queda de 0,69%), refino de petróleo e produção de álcool (-1,11%) e veículos automotores (-7,68%). Os maiores avanços se deram nos gêneros vestuário (alta de 29,45%), edição e impressão (19,73%) e máquinas e equipamentos (13,36%).
 
Segundo Schmitt, o nível de emprego apresentou pequeno aumento em outubro (0,15%) e acumula no ano acréscimo de 3,63%. Os setores que mais colaboraram com o índice de outubro foram material eletrônico e de comunicações (alta de 5,13% no nível de emprego) e produtos de metal (2%). O uso da capacidade instalada subiu de 79% para 83% em relação a outubro de 2010.
 
“Alguns fatores específicos da indústria paranaense têm mostrado um desempenho diferenciado. São setores que garantem um comportamento positivo ao longo do ano, como os de veículos auto­mo­to­res e alimentos”, explica André Ma­­cedo, gerente da pesquisa do IBGE.
 
Os setores que apresentaram retração no período foram máquinas e equipamentos (-4,5%) e outros produtos químicos (-11,2%). O órgão aponta que a causa do recuo foi a diminuição da produção de máquinas para a indústria de panificação e refrigeradores e de adubos e fertilizantes.
 
Crise
 
O setor industrial começou a desacelerar em agosto, refletindo os problemas das dívidas soberanas dos Estados Unidos e da Europa e também as medidas baixadas pelo governo federal ainda no início de 2011 para conter a inflação. Embora desde o mês passado o Banco Central e o Ministério da Fazenda estejam trabalhando para voltar a estimular a economia doméstica, as incertezas do cenário externo continuam a afetar o empresariado e os consumidores brasileiros.
 
As quedas mais acentuadas da indústria, na comparação com setembro, ocorreram em Goiás (-8%), Santa Catarina (-3,4%) e São Paulo (-2,6%). Na comparação anual, a queda acumulada em oito das 14 regiões é de 2,2%.
 
Perspectiva
 
O economista e diretor-presidente do Instituto Paranaense de Pes­quisa e Desenvolvimento Eco­nô­mi­co e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, acredita que até o fim do ano o Paraná acompanhará a tendência nacional de desaceleração. Para ele, as últimas medidas de incentivo ao consumo só ge­­rarão algum efeito, ainda que discreto e gradual, a partir do primeiro trimestre de 2012. “As decisões de produção já foram tomadas e calibradas para o suprimento de um menor volume de pedidos do comércio, comparado com o mes­­mo período do ano anterior, fato comprovado pela excessiva acumulação de estoques nas fábricas.”

 


Após tombo, produção do PR volta a crescer

Após tombo, produção do PR volta a crescer

INDÚSTRIA
 
Puxada pelos segmentos de veículos, madeira e combustíveis, atividade aumentou 1% em outubro. Mas tende a desacelerar em decorrência da crise
Um dos setores mais afetados pelos desdobramentos da crise financeira internacional, a indústria reduziu sua produção em 0,6% na passagem de setembro para outubro, com queda em metade dos 14 locais que compõem a Pesquisa Mensal de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o Paraná foi uma das sete regiões a exercer impacto positivo sobre os números: depois de registrar uma queda de 13,3% em setembro, avançou 1% em outubro, na comparação com o mês anterior. Em relação a outubro de 2010, a atividade aumentou 13,4% – o segundo maior crescimento, atrás apenas do Amazonas.
 
A recuperação do Paraná em outubro – facilitada pela fraca produção, tanto no mês anterior quanto no mesmo período de 2010 – se deu, principalmente, pela contribuição da produção de veículos automotores (que cresceu 28,9% em relação a outubro de 2010, com destaque para caminhões) e dos setores de madeira (alta de 22,6%), combustíveis (7,7%, com destaque para a gasolina) e alimentos (avanço de 3,3%, puxado pela produção de ração animal, óleo de soja, café solúvel e outros derivados da soja). O setor de edição e impressão também se destacou, com crescimento de 87,9%, um sinal de recuperação frente aos 61,7% negativos de outubro de 2010.
 
 
Faturamento
Na contramão, vendas caem 1,55% no mês
 
Na contramão do desempenho da produção, as vendas da indústria paranaense registraram redução de 1,55% de setembro para outubro, de acordo com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Apesar do fraco resultado mensal, no entanto, no acumulado dos dez primeiros meses o faturamento subiu 6,5%. “O ano de 2011 se confirma como o ano de maiores vendas da indústria paranaense”, diz Maurílio Schmitt, coordenador do departamento econômico da Fiep.
 
As performances negativas que pesaram no resultado mensal ocorreram em 14 dos 18 gêneros da pesquisa, incluindo os setores de maior importância da indústria paranaense: alimentos e bebidas (queda de 0,69%), refino de petróleo e produção de álcool (-1,11%) e veículos automotores (-7,68%). Os maiores avanços se deram nos gêneros vestuário (alta de 29,45%), edição e impressão (19,73%) e máquinas e equipamentos (13,36%).
 
Segundo Schmitt, o nível de emprego apresentou pequeno aumento em outubro (0,15%) e acumula no ano acréscimo de 3,63%. Os setores que mais colaboraram com o índice de outubro foram material eletrônico e de comunicações (alta de 5,13% no nível de emprego) e produtos de metal (2%). O uso da capacidade instalada subiu de 79% para 83% em relação a outubro de 2010.
 
“Alguns fatores específicos da indústria paranaense têm mostrado um desempenho diferenciado. São setores que garantem um comportamento positivo ao longo do ano, como os de veículos auto­mo­to­res e alimentos”, explica André Ma­­cedo, gerente da pesquisa do IBGE.
 
Os setores que apresentaram retração no período foram máquinas e equipamentos (-4,5%) e outros produtos químicos (-11,2%). O órgão aponta que a causa do recuo foi a diminuição da produção de máquinas para a indústria de panificação e refrigeradores e de adubos e fertilizantes.
 
Crise
 
O setor industrial começou a desacelerar em agosto, refletindo os problemas das dívidas soberanas dos Estados Unidos e da Europa e também as medidas baixadas pelo governo federal ainda no início de 2011 para conter a inflação. Embora desde o mês passado o Banco Central e o Ministério da Fazenda estejam trabalhando para voltar a estimular a economia doméstica, as incertezas do cenário externo continuam a afetar o empresariado e os consumidores brasileiros.
 
As quedas mais acentuadas da indústria, na comparação com setembro, ocorreram em Goiás (-8%), Santa Catarina (-3,4%) e São Paulo (-2,6%). Na comparação anual, a queda acumulada em oito das 14 regiões é de 2,2%.
 
Perspectiva
 
O economista e diretor-presidente do Instituto Paranaense de Pes­quisa e Desenvolvimento Eco­nô­mi­co e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, acredita que até o fim do ano o Paraná acompanhará a tendência nacional de desaceleração. Para ele, as últimas medidas de incentivo ao consumo só ge­­rarão algum efeito, ainda que discreto e gradual, a partir do primeiro trimestre de 2012. “As decisões de produção já foram tomadas e calibradas para o suprimento de um menor volume de pedidos do comércio, comparado com o mes­­mo período do ano anterior, fato comprovado pela excessiva acumulação de estoques nas fábricas.”

 


Após tombo, produção do PR volta a crescer

Pesquisa mostra que Brasil está entre os três melhores destinos de investimento

O Brasil está entre os três melhores destinos para investimento estrangeiro direto (FDI, na sigla em inglês), segundo o índice de confiança FDI divulgado pelaconsultoria A.T. Kearney nesta quarta-feira. 
 
Em 2010 o país ocupava a quarta colocação. China e Índia, outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), ocupam o primeiro e segundo lugar, respectivamente. Os Estados Unidos caíram da segunda para a quarta colocação.
De acordo com a pesquisa, os investidores relataram o maior grau de otimismo para estes três países, sendo que 46% veem o Brasil com otimismo. O país é considerado um “imã de oportunidades” e atrai cerca da metade de todo o investimento estrangeiro direto da América Latina.
Além disso, a China se tornou o maior investidor estrangeiro direto do Brasil, com foco em commodities e em energia.
As economias em desenvolvimento correspondem a metade dos primeiros 25 países do índice, indicando que os fluxos para estas regiões estão acelerando na medida em que o investimento busca reforço, segundo a consultoria.
O levantamento também aponta que os investidores estão se voltando cada vez mais para os países em desenvolvimento devido ao mercado consumidor estar em rápido crescimento e o custo da mão de obra ser menor.
Após tombo, produção do PR volta a crescer

Pesquisa mostra que Brasil está entre os três melhores destinos de investimento

O Brasil está entre os três melhores destinos para investimento estrangeiro direto (FDI, na sigla em inglês), segundo o índice de confiança FDI divulgado pelaconsultoria A.T. Kearney nesta quarta-feira. 
 
Em 2010 o país ocupava a quarta colocação. China e Índia, outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), ocupam o primeiro e segundo lugar, respectivamente. Os Estados Unidos caíram da segunda para a quarta colocação.
De acordo com a pesquisa, os investidores relataram o maior grau de otimismo para estes três países, sendo que 46% veem o Brasil com otimismo. O país é considerado um “imã de oportunidades” e atrai cerca da metade de todo o investimento estrangeiro direto da América Latina.
Além disso, a China se tornou o maior investidor estrangeiro direto do Brasil, com foco em commodities e em energia.
As economias em desenvolvimento correspondem a metade dos primeiros 25 países do índice, indicando que os fluxos para estas regiões estão acelerando na medida em que o investimento busca reforço, segundo a consultoria.
O levantamento também aponta que os investidores estão se voltando cada vez mais para os países em desenvolvimento devido ao mercado consumidor estar em rápido crescimento e o custo da mão de obra ser menor.
Após tombo, produção do PR volta a crescer

Empregado receberá danos morais e estéticos por acidente ocorrido em 1987

REGRA DE TRANSIÇÃO
 
Dezesseis anos após sofrer um acidente de trabalho, um empregado pediu a condenação da empresa gaúcha Mundial – Produtos de Consumo por danos morais e estéticos e vai receber indenização no valor de R$ 36 mil. A 2ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) não conheceu do recurso empresa, que alegou que o direito do empregado havia caído na prescrição, pois o acidente ocorreu em meados de 1987 e a ação foi ajuizada somente em fevereiro de 2004.
 
Segundo o relator, a lesão ao empregado foi anterior à vigência da Emenda Constitucional 45/2004, que, entre outras atribuições, deu competência à Justiça do Trabalho para julgar ações de danos morais.Ao analisar o recurso na 2ª Turma, o relator, ministro Caputo Bastos, afirmou que a verba era mesmo devida ao empregado, como deferiu o TRT-4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), porque, no entendimento da Turma, o prazo prescricional é o de 20 anos, previsto no Código Civil de 1916, que, no entendimento do Tribunal Superior, é o aplicável àquele caso.
 
O relator explicou que com a entrada em vigor do novo Código Civil, em janeiro de 2003, a prescrição de 20 anos prevista no Código anterior foi reduzida para três anos. Por isso, foi criada uma regra de transição: se no início da vigência do novo código havia transcorrido mais de dez anos, (mais da metade do prazo prescricional de 20 anos que foi revogado) da data do acidente ou da sua ciência, aplica-se a prescrição vintenária, a exemplo daquele caso. Assim, a ação do empregado estava dentro do prazo legal, diferentemente do que vinha alegando a empresa.
O acidente ocorreu em 1987, quando ele operava uma prensa de estampar tesouras. Ao retirar uma peça da máquina, após a operação de estampagem, a máquina falhou, rebateu sem nenhum comando pessoal, prensou a mão do empregado e decepou-lhe parte de um dedo, ferindo e deformando outro.
 
O equipamento não tinha a devida manutenção, registrou a sentença de primeira instância. O valor da indenização de R$ 36 mil foi estabelecido pelo 4º Tribunal Regional.
 
Número do Processo: RR-159200-44.2005.5.04.0030
Após tombo, produção do PR volta a crescer

Empregado receberá danos morais e estéticos por acidente ocorrido em 1987

REGRA DE TRANSIÇÃO
 
Dezesseis anos após sofrer um acidente de trabalho, um empregado pediu a condenação da empresa gaúcha Mundial – Produtos de Consumo por danos morais e estéticos e vai receber indenização no valor de R$ 36 mil. A 2ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) não conheceu do recurso empresa, que alegou que o direito do empregado havia caído na prescrição, pois o acidente ocorreu em meados de 1987 e a ação foi ajuizada somente em fevereiro de 2004.
 
Segundo o relator, a lesão ao empregado foi anterior à vigência da Emenda Constitucional 45/2004, que, entre outras atribuições, deu competência à Justiça do Trabalho para julgar ações de danos morais.Ao analisar o recurso na 2ª Turma, o relator, ministro Caputo Bastos, afirmou que a verba era mesmo devida ao empregado, como deferiu o TRT-4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), porque, no entendimento da Turma, o prazo prescricional é o de 20 anos, previsto no Código Civil de 1916, que, no entendimento do Tribunal Superior, é o aplicável àquele caso.
 
O relator explicou que com a entrada em vigor do novo Código Civil, em janeiro de 2003, a prescrição de 20 anos prevista no Código anterior foi reduzida para três anos. Por isso, foi criada uma regra de transição: se no início da vigência do novo código havia transcorrido mais de dez anos, (mais da metade do prazo prescricional de 20 anos que foi revogado) da data do acidente ou da sua ciência, aplica-se a prescrição vintenária, a exemplo daquele caso. Assim, a ação do empregado estava dentro do prazo legal, diferentemente do que vinha alegando a empresa.
O acidente ocorreu em 1987, quando ele operava uma prensa de estampar tesouras. Ao retirar uma peça da máquina, após a operação de estampagem, a máquina falhou, rebateu sem nenhum comando pessoal, prensou a mão do empregado e decepou-lhe parte de um dedo, ferindo e deformando outro.
 
O equipamento não tinha a devida manutenção, registrou a sentença de primeira instância. O valor da indenização de R$ 36 mil foi estabelecido pelo 4º Tribunal Regional.
 
Número do Processo: RR-159200-44.2005.5.04.0030