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Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Leblon, cujo m² chega a R$ 16.347, tem preço mais alto, diz Índice FipeZap.
Variação mensal do índice composto foi de 1,9%, após desaceleração.

Após quatro meses de desaceleração, o Índice FipeZap Composto teve variação de 1,9% em setembro. No acumulado em 12 meses, o preço médio do metro quadrado de imóveis das sete regiões pesquisadas aumentou 29,4%, com Rio de Janeiro (41,3%) e Recife (30,4%) liderando a alta. Ao longo de 2011, o preço médio teve alta de 21,3%.

O índice composto inclui as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador e o Distrito Federal.

No ano

No ano, o Rio de Janeiro também puxa o ranking, com o preço do metro quadrado apresentando variação positiva de 28,7%. Desde janeiro de 2008, a alta na cidade foi de 144%.

Em São Paulo, os preços anunciados subiram em média 20,9% em 2011. Desde janeiro de 2008, a alta foi de 113%. A região do Ibirapuera/Vila Nova Conceição manteve o posto de líder no preço por metro quadrado anunciado, com R$ 8.837.

No Rio de Janeiro, destaque para os imóveis com quatro ou mais dormitórios, que registraram alta de 4,4% em setembro. Leblon, onde o metro quadrado foi anunciado por R$ 16.347, lidera a lista dos maiores preços. Já a região de Anchieta apresentou novamente o menor valor para o metro quadrado, a R$ 1.058.

Considerando os bairros pesquisados, o preço médio do metro quadrado em setembro variou entre R$ 7.859, no Distrito Federal, e R$ 3.452, em Salvador. Em São Paulo, a média foi de R$ 5.778 e, no Rio de Janeiro, de R$ 7.082.

Na média das sete regiões, o valor do metro quadrado anunciado foi de R$ 5.936.

O Índice FipeZap, desenvolvido e calculado pela Fipe, acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em seis municípios brasileiros e no Distrito Federal.

Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Rumo da greve dos Correios pode ser decidido hoje

Brasília – A greve dos Correios, que já dura mais de 20 dias, pode ter um desfecho hoje (4). Está marcada para as 13h a audiência de conciliação entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os trabalhadores, resultado do dissídio coletivo ajuizado na semana passada pela estatal. O encontro será presidido pela ministra Maria Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Durante a audiência, a ministra poderá apresentar proposta para que as partes cheguem a um consenso. Se isso não for possível, o processo será encaminhado a um relator e será julgado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos.

A principal divergência entre a empresa e os funcionários é sobre o desconto dos dias parados. A direção dos Correios apresentou uma proposta de descontar os dias não trabalhados na proporção de um dia de greve por mês. Os trabalhadores, no entanto, não aceitam o desconto e se propõem a compensar os dias de greve com horas extras e mutirões para colocar o serviço em dia.

A empresa também manteve a proposta de aumento linear de R$ 80 a todos os empregados, reajuste salarial e dos benefícios em 6,87% e abono imediato de R$ 500. A reivindicação dos trabalhadores é por um aumento linear de R$ 200, além de reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria exige ainda a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), representantes de São Paulo, Goiás, do Rio de Janeiro, de Mato Grosso do Sul, da Bahia e de Minas vão se concentrar, a partir das 8h, em frente à sede da empresa, para um ato público.

Para tentar diminuir os prejuízos da greve à população, os Correios fizeram mais um mutirão nacional no último fim de semana, que resultou na entrega de 13 milhões de cartas e encomendas, além da triagem de 22 milhões de objetos postais. Desde o início da greve, os mutirões foram responsáveis pela entrega de cerca de 25 milhões de cartas e encomendas em todo o país e pela triagem de mais 69 milhões, segundo dados da empresa.

Débora Zampier e Sabrina Craide
Repórteres da Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto

Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Trabalho discutirá extinção do imposto sindical

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço público vai realizar audiência pública para ouvir os sindicatos e centrais sindicais, a fim de discutir a viabilidade da criação de uma contribuição negocial, com a consequente extinção do imposto sindical.

A iniciativa do debate, previsto para 29 de novembro, é do deputado Augusto Coutinho (DEM-PE). De acordo com Coutinho, a alternativa mais apropriada seria entidades sindicais cobrarem contribuição definida em assembleia geral vinculada à negociação coletiva, pois os trabalhadores e empregadores também aprovariam nas respectivas assembleias o valor da contribuição.

“É essencial o fortalecimento dos sindicatos para que a representação seja efetiva nas negociações de importância laboral e econômica para a sociedade brasileira.” De acordo com Coutinho, também será discutido o problema dos sindicatos de fachada, “que não representam efetivamente os trabalhadores, mas cobram suas contribuições veementemente”, enfatizou o deputado.

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Plenário pode votar MP que aumenta IOF para evitar especulação com dólar

O Plenário pode votar, a partir desta terça-feira (4), a Medida Provisória 539/11, que institui a cobrança de IOF sobre operações de contratos derivativos vinculados ao dólar. Esta e mais três MPs trancam os trabalhos, assim como o Projeto de Lei 865/11, do Executivo, que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério.

O relator da MP 539, deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), adiantou que apresentará um projeto de lei de conversão que permite aos exportadores descontarem o IOF pago nos derivativos com o mesmo imposto devido em operações de outro tipo.

Os exportadores fazem contratos derivativos para se proteger de uma possível queda do dólar no futuro, quando receberem efetivamente o pagamento pelo bem exportado.

A intenção do governo, ao editar a MP, é impedir a ação de especuladores que apostam na valorização do real. O relator quer evitar, no entanto, que a medida acabe prejudicando a atividade exportadora. A alíquota para o IOF, estipulada pelo Decreto 7.563/11, é de 1%, mas a MP permite o aumento para até 25%.

Já a oposição critica a MP 539 por considerar que ela dá controle excessivo ao Conselho Monetário Nacional (CMN), que poderá determinar depósitos sobre os valores de referência dos contratos derivativos ou mesmo fixar limites, prazos e outras condições para essas negociações.

Incentivo à produção
Também tranca a pauta a MP 540/11, que faz parte do plano do governo de incentivo à indústria – o Brasil Maior. Essa MP concede vários benefícios fiscais, como restituição de tributos para a indústria exportadora, permissão para aproveitamento de créditos conseguidos com a compra de bens de capital e desoneração da folha de pagamentos para alguns setores.

O relator da MP, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo mudanças no texto, como a diminuição da alíquota de 1,5% incidente sobre o faturamento, a qual substituirá a contribuição paga com base na folha. A desoneração beneficiará, em uma primeira etapa, os produtores de calçados, vestuário, móveis, o setor têxtil e de softwares. O relator quer também passar de um para três anos o período de vigência dessa desoneração.

Segundo o governo, a estimativa de renúncia fiscal com a MP é de cerca de R$ 2,4 bilhões em 2011 e de R$ 15,3 bilhões em 2012. Parte da compensação de receita virá da arrecadação do IOF sobre empréstimos (Decreto 7.458/11) e do aumento de tributos para cigarros, previsto na própria MP.

Fundo para exportação
Outra medida provisória integrante do plano Brasil Maior é a 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX), modifica regras de financiamento a produtos e técnicas inovadoras e redefine a atuação do Inmetro.

Segundo a MP, o fundo deverá atender às micro, pequenas e médias empresas exportadoras, principalmente as que usam tecnologia, e se somará ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

Um aporte inicial de até R$ 1 bilhão será feito para o fundo, que terá regras mais ágeis para facilitar o processo de exportação dessas empresas.

Reservas
A última MP que tranca a pauta é a 542/11. Ela altera os limites do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, do Parque Nacional da Amazônia e do Parque Nacional Mapinguari, localizados nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Micro e pequenas empresas
Também está na pauta o Projeto de Lei 865/11, que tem urgência constitucional e cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, vinculada à Presidência da República, para centralizar a formulação de políticas voltadas a empresas desse porte.

A matéria está sendo votada pelas comissões permanentes, das quais faltam os pareceres das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; e de Finanças e Tributação.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Bancários fecham 7,9 mil agências e decidem ampliar a greve

São Paulo – A greve dos bancários manteve fechados, hoje (3), 7,9 mil agências e centros administrativos em todo o país, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). O balanço foi divulgado após reunião do Comando Nacional dos Bancários, quando foi aprovada a orientação para que os sindicatos regionais se mobilizem para ampliar o movimento.

Segundo a Contraf, desde o início da greve, na terça-feira da semana passada (27), a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não apresentou nova proposta além da que prevê reajuste salarial de 8%, rejeitada pela categoria. Os bancários argumentam que o percentual é baixo e significa apenas 0,56% de aumento real. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, um aumento de 5% sobre a inflação.

A categoria também quer maior participação nos lucros e resultados e elevação do piso salarial. “O salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios. Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente”, reclamou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Edição: Vinicius Doria

Preço do metro quadrado no Rio sobe 144% desde janeiro de 2008

Richa comunica a Dilma Rousseff investimento da Renault no Paraná

O governador Beto Richa reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff e o presidente mundial do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, em Brasilia, neste sábado (1/10). No encontro, Richa e Ghosn comunicaram à presidente as intenções da Renault em ampliar a produção de veículos na fábrica instalada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O protocolo de intenções será assinado na próxima quarta-feira (5), no Palácio das Araucárias, em Curitiba, com a presença dos executivos mundiais e integrantes da direção da montadora no Brasil. A Renault está aderindo ao programa Paraná Competitivo, que contempla uma série de medidas de incentivos ao setor produtivo e melhoria da infraestrutura, para tornar o Paraná atrativo para novos investimentos que gerem emprego, renda, riqueza e desenvolvimento sustentável.

O governador disse à presidente que o Paraná criou um programa de incentivos inovador, que colocou o estado de volta na rota dos investidores, e que o governo está aberto ao diálogo com o capital produtivo, na busca por investimentos que geram riquezas e oportunidade de emprego para os paranaenses. Os detalhes da negociação com a Renault foram discutidos em um encontro de Richa com a direção mundial da montadora, em Paris, há pouco mais de um mês.

“A Renault hoje é o maior investimento que estamos para anunciar nesse período, a exemplo de várias outras empresas que chegaram, com investimentos um pouco menores, mas que já somam mais de R$ 7,5 bilhões e outros R$ 15 bilhões estão em negociação com o nosso governo”, disse Richa. “Ficamos muitos anos represados, por falta de um programa ambicioso de incentivos fiscais, de diálogo. Hoje temos uma nova visão em relação ao aproveitamento do bom momento que vive a economia brasileira e do grande interesse do mercado internacional em investir no nosso país e a Renault é muito bem vinda”, disse o governador.

Carlos Ghosn disse que a reunião com a presidenta foi para informá-la do programa de expansão do grupo no Brasil e da atuação da Renaut-Nissan no mundo. “Explicamos o que estamos fazendo em muitos países em termos de tecnologias novas e sobre nossa liderança no desenvolvimento de carros elétricos”, disse ele.

O encontro teve a participação do presidente da Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier, e do diretor de relações institucionais da empresa, Antônio Calcanhoto, do secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, do secretário chefe do escritório do Paraná em Brasília, Alceni Guerra, do ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e do prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues.