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Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Lula falou sobre o assunto durante evento no Palácio do Planalto para apresentação de uma medida provisória (MP) voltada para o mercado de crédito no Brasil

Por Renan Truffi, Estevão Taiar e Mariana Assis, Valor — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que o crescimento econômico registrado pelo Brasil no ano passado, de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), é “pouco”, mas, ainda assim, foi “excepcional” em comparação com o que era esperado pelo mercado.

“Um crescimento de 2,9% em 2023 é claro que é pouco, mas diante da expectativa do mercado foi excepcional. Não sou eu ou o Haddad acreditando na economia, são os empresários acreditando na economia”, disse.

Lula citou como exemplo o caso do empresário Carlos Slim, fundador e controlador do Grupo América Móvil (AMX), que, na semana passada, disse ter planos de investir aproximadamente R$ 40 bilhões pelos próximos cinco anos no Brasil.

O mexicano, que é responsável pela América Móvil, a maior rede de telefonia móvel da América Latina, se reuniu com o presidente brasileiro

“Estamos criando condições para as pessoas terem acesso ao sistema financeiro. Veio nessa semana outra empresa para anunciar investimentos de R$ 4,2 bilhões. O [Carlos] Slim queria anunciar mais R$ 40 bilhões de investimentos”, citou Lula.

Lula falou sobre o assunto durante evento no Palácio do Planalto para apresentação de uma medida provisória (MP) voltada para o mercado de crédito no Brasil. A iniciativa foi apelidada pela gestão petista de “Programa Acredita”. A promessa, com isso, é “reestruturar parte do mercado de crédito”.

Em seguida, Lula disse que o Brasil não pode ser um país de “gente muito rica e muito pobre”. “Queremos um país de classe média sustentável. Não queremos um país que eternamente dependa de Bolsa Família, Vale Gás; Uma coisa que aprendi muito tempo atrás é [que é importante] colocar dinheiro na mão do povo”, argumentou.

Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2024/04/22/crescimento-economico-de-29percent-e-pouco-para-o-brasil-diz-lula.ghtml

Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Boletim Focus: mercado passa a prever crescimento da economia acima de 2% em 2024 e estima juros mais altos

Números foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo BC. Analistas dos bancos aumentaram a expectativa para inflação para 2024 e 2025.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano — que ultrapassou a marca dos 2%.

A informação consta no relatório “Focus”, divulgado nesta terça-feira (23) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

  • Para o crescimento do PIB em 2024, a projeção subiu de de 1,95% para 2,02%. Foi a décima alta seguida no indicador.
  • Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro ficou estável em 2%.
  • Em 2023, o PIB do Brasil cresceu 2,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação

Para a inflação deste ano, os analistas dos bancos elevaram a expectativa de inflação de 3,71% para 3,73%.

Com isso, a expectativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.

Para 2025, a estimativa de inflação avançou de 3,56% para 3,6o% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025.

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2025.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 4,97 para R$ 4. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5,05.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 79,7 bilhões para US$ 80 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo permaneceu em US$ 75 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 67 bilhões para US$ 67,3 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso avançou de US$ 73,4 bilhões para US$ 73,5 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2024/04/23/boletim-focus-mercado-passa-a-prever-crescimento-da-economia-acima-de-2percent-em-2024-e-ve-juro-mais-alto-no-fim-do-ano.ghtml

Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Resgates de trabalho escravo batem recorde em 2023, aponta Pastoral da Terra

Número de 2,6 mil pessoas retiradas desse tipo de situação foi o maior em 10 anos. “Lista Suja” de envolvidos também teve aumento, chegando a 473 pessoas físicas e jurídicas

por Priscila Lobregatte

Mais de 2,6 mil pessoas foram resgatadas de condições de trabalho análogas à escravidão somente em 2023, em ações de fiscalização, segundo o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2023”, recém-divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O documento aponta que o número de casos flagrados e autuados pelas autoridades competentes, 2.663, “atingiu o maior nível em uma década”. Além disso, 251 estabelecimentos inspecionados foram pegos cometendo esse tipo de crime.

Ao mesmo tempo, o documento salienta que também bateu recorde a “Lista Suja” do trabalho escravo — cadastro oficial com os dados de empregadores responsabilizados pela exploração de mão de obra análoga ao de escravo —, que registrou 473 pessoas físicas e jurídicas, maior número desde 2003.

Na divisão por regiões, o Centro-Oeste lidera o ranking de trabalhadores resgatados (793), seguido pelo Sudeste (776), Nordeste (470), Sul (459) e Norte (165).

“Seguindo uma tendência histórica, os dados compilados pela CPT revelam forte presença de migrantes internos no contingente de pessoas submetidas à escravização contemporânea. E os trabalhadores oriundos do Nordeste — tradicional região exportadora de mão de obra rural — permanecem como uma categoria de destaque nesse contexto”, explicam, no relatório, os jornalistas André Campos e Carlos Juliano Barros, que acompanham pautas relacionadas ao tema.

Eles também chamam atenção para a exploração de indígenas. “Em 2023, mais uma vez, moradores de aldeias do Mato Grosso do Sul e da etnia Guarani-Kaiowá aparecem na lista de resgatados. São grupos para os quais o trabalho rural assalariado apresenta-se como um dos únicos caminhos possíveis de subsistência num cenário histórico de restrição do acesso à terra e da escassez de alternativas econômicas”.

Dentre os setores econômicos com o pior quadro de exploração está o de cana-de-açúcar, que teve um salto no número de pessoas em  trabalho escravo. Ao todo, foram resgatadas 618, maior número desde 2009 (1,8 mil). O documento salienta que se antes o casos se concentravam no corte da cana, parte dos flagrantes mais recentes ocorreu no plantio das mudas.

Outro dado destacado no relatório foi o uso dessa mão-de-obra na colheita de uva no Sul do país. Um dos casos mais emblemáticos, noticiado em todo o país diz respeito às irregularidades envolvendo 210 trabalhadores, terceirizados para as empresas gaúchas Salton, Aurora e Garibaldi. Os setores do café e da pecuária também figuram entre os mais presentes nesse tipo de exploração.

De acordo com o relatório, “o trabalho escravo ainda está impregnado nos mais diversos segmentos da economia brasileira. Reforçar a fiscalização por parte do Estado, criar políticas públicas consistentes e estimular a pressão por parte da sociedade civil são medidas urgentes para tentar erradicar o problema”.

Ministério do Trabalho e Emprego

Levantamento apresentado em janeiro deste ano pelo Ministério do Trabalho e Emprego apresenta número ainda maior de resgates no ano passado, num total de 3.190 em 598 estabelecimentos urbanos e rurais.

Segundo a pasta, a atuação do MTE “resultou no maior número de resgates dos últimos 14 anos” e num “recorde histórico em toda a série de pagamento de verbas rescisórias [R$ 13 milhões] e no total de fiscalizações”.

No ano de 2022, 2.587 trabalhadores foram encontrados e resgatados pela fiscalização, em 531 ações realizadas, com pagamento de pouco mais de R$ 10,450 milhões em indenizações trabalhistas.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2024/04/22/resgates-de-trabalho-escravo-batem-rec

Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Lula cobra articulação direta de ministros no Congresso

O presidente Lula cobrou diretamente sua equipe ministerial para que aumentem sua presença no Congresso Nacional e articulem diretamente com deputados e senadores. A declaração ocorreu durante o lançamento do programa Acredita nesta segunda-feira (22), e é resultado de uma semana de complicações na relação entre o governo e a Câmara dos Deputados, onde avançaram itens contrários aos interesses do Executivo.

Durante a cerimônia, Lula ressaltou o fato de seu partido não possuir a maioria das cadeiras no Legislativo. “Isso significa que o [vice-presidente] Alckmin tem que ser mais ágil, tem que conversar mais; que o Haddad [Fazenda] tem que, ao invés de ler um livro, perder algumas horas conversando no Senado ou na Câmara. O Rui Costa [Casa Civil] gastar uma parte do tempo conversando com bancada A, com bancada B, é difícil mas a gente não pode reclamar, a política é exatamente assim”, declarou.

A preocupação a respeito da participação direta de seus ministros na articulação política veio principalmente diante dos acenos recentes do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que destravou projetos de interesse da oposição na última semana e atacou pessoalmente o secretário de relações institucionais do Planalto, Alexandre Padilha.

Há também o temor, por parte do governo, de que Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), incluam nas pautas das duas casas itens que possam ameaçar o equilíbrio fiscal para o próximo ano, em especial a PEC do Quinquênio, que prevê um aumento salarial de 5% a cada cinco anos para o Ministério Público e para o Judiciário. Há ainda uma intensa negociação ao redor dos R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares vetadas no orçamento de 2024, que serão tema de deliberação na quinta-feira (25).

O presidente Lula ainda relembrou que a própria medida provisória do programa Acredita vai exigir articulação direta para que seja aprovada. “Eu estou muito otimista. Mas quando essa MP chegar ao Congresso Nacional, tem 513 deputados. Nem todo mundo é obrigado a concordar com nossos artigos. Tem pessoas que vão querer mudar. A gente vai xingar e achar ruim? Não. A gente vai ter que colocar o governo para conversar, e se precisar de ajuda, é de vocês, para ajudar a conversar com os deputados”, antecipou.

AUTORIA

Lucas Neiva

LUCAS NEIVA Repórter. Jornalista formado pelo UniCeub, foi repórter da edição impressa do Jornal de Brasília, onde atuou na editoria de Cidades.

CONGRESSO EM FOCO
Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Pesquisa aponta empate técnico na liderança entre cinco pré-candidatos em Curitiba

A corrida eleitoral pela prefeitura de Curitiba apresenta um cenário imprevisível, conforme pesquisa do Instituto Opinião. Cinco pré-candidatos estão empatados tecnicamente na primeira colocação. O deputado federal Luciano Ducci (PSB-PR) está empatado pela margem de erro com o atual vice-prefeito da capital paranaense, Eduardo Pimentel (PSD), o deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil), o ex-governador e deputado federal Beto Richa (PSDB-PR) e o ex-deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

No primeiro cenário de pesquisa estimulada, Ducci aparece com 14,1% das intenções de voto; Pimentel, com 13,1%;  Leprevost apresenta 12,5%; e Beto Richa tem 11,7% das intenções de voto. Deltan Dallagnol, cujo mandato foi cassado em maio de 2023, soma 10,8%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.


Mesmo com empate técnico nesta primeira pesquisa, nos cenários em que Luciano Ducci enfrenta os outros dois pré-candidatos mais bem cotados, o deputado federal vence com vantagem superior à margem de erro. Contra Ney Leprevost, o parlamentar tem 39,3% das intenções contra 33,4%. Já contra Pimentel, a diferença é maior. Ducci com 40,7%, e o vice-prefeito com 32,8%.

Em relação à pesquisa de rejeição, Beto Richa foi lembrado por mais da metade dos respondentes como candidato em quem jamais votariam. Preso três vezes, o ex-governador e ex-prefeito de Curitiba foi alvo da Operação Lava-Jato e também acusado de corrupção passiva pelo Ministério Público Federal.

O Instituto Opinião também avaliou o potencial de transferência de votos por apoio de mandatários do Executivo. O apoio do atual prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), que está no segundo mandato, aumenta as chances de o candidato ser votado para 44% dos eleitores, segundo a pesquisa. A taxa do atual governador, Ratinho Júnior (PSD), é bem próxima, 45% dos entrevistados afirmaram que o apoio do mandatário aumentaria as chances de votarem em determinado candidato.

Apenas o apoio do presidente Lula é visto como negativo. 54% dos respondentes afirmaram que o apoio do chefe do Executivo diminuiria as chances de votarem no candidato endossado pelo petista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n.º PR 01622/2024 para o cargo de prefeito. O Instituto Opinião ouviu 1200 eleitores entre os dias 17 e 19 de abril. A pesquisa tem grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

AUTORIA

Pedro Sales

PEDRO SALES Jornalista em formação pela Universidade de Brasília (UnB). Integrou a equipe de comunicação interna do Ministério dos Transportes.

CONGRESSO EM FOCO
Crescimento econômico de 2,9% é pouco para o Brasil, diz Lula

Governo escala Haddad como bombeiro para salvar pauta econômica no Congresso

Quando nesta segunda-feira (22) o presidente Lula fez cobranças públicas para sua equipe em torno da necessidade de maior articulação com o Congresso Nacional, o sinal de alerta dentro do Palácio do Planalto já estava aceso, trazendo à tona um cenário nebuloso na economia, que causa preocupação ao presidente. Lula não é o único insatisfeito, mas sem dúvida é sobre ele que pesam as decisões. Aliados avaliam que cabe diretamente ao presidente amenizar as articulações estremecidas que podem trazer prejuízos ao seu governo.

A fim de acalmar o ânimo acirrado com o Congresso – especialmente com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que destravou projetos de interesse da oposição na última semana e atacou pessoalmente o secretário de relações institucionais do Planalto, Alexandre Padilha – Lula escalou diretamente o ministro da Economia, Fernando Haddad. Para Lula, Haddad precisa, “em vez de ler um livro, perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara”.

Interlocutores do ministro ouvidos pelo Congresso em Foco classificaram a manifestação do presidente como “prevista”, mas ainda assim, em “excesso”. Haddad, que tem sido um dos poucos ministros a conseguir diálogo mais próximo com Lira e com s presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de parlamentares, é tido como um nome de respeito pelo mercado financeiro, e sua batalha em torno da busca pelo cumprimento da meta fiscal o solidificou no cenário econômico. Colocar Haddad como guião para o sucesso econômico do país soa como desproporcional para alguns interlocutores, diante de tantos ajustes necessários com o Congresso.

Ainda assim, Haddad é tido como o bombeiro principal desta missão presidencial. A equipe do governo não esconde o temor de que, nas próximas horas, Lira e Pacheco incluam nas pautas das duas casas itens que possam ameaçar o equilíbrio fiscal para o próximo ano. A PEC do Quinquênio, que prevê um aumento salarial de 5% a cada cinco anos para o Ministério Público e para o Judiciário, é um destes itens. Há ainda uma intensa negociação ao redor dos R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares de comissão vetadas no orçamento de 2024, que serão tema de deliberação na quarta-feira (24).

Os parlamentares estão descontentes e querem o recurso para as emendas. A gestão petista, no entanto, continua negociando para um retorno parcial das emendas, no valor de R$ 3,6 bilhões.  A negociação está sendo realizada pelo líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PSD-MG). Apesar da posição do governo, até mesmo senadores governistas ouvidos pela reportagem já falam na retomada total do valor das emendas de comissão.

Paralelamente, ações do governo vem recebendo críticas de parlamentares mais ligados à pauta econômica, que enxergam o cenário fiscal com apreensão. É o caso do “jabuti” (trecho estranho ao objeto original da proposta) incluido no projeto de lei complementar que institui o retorno do pagamento do DPVAT: além de retomar o seguro automotivo obrigatório por parte de motoristas, o projeto altera o arcabouço fiscal aprovado em 2023 para permitir um crédito de R$ 15 bilhões para o governo federal já no primeiro semestre de 2024, o que daria maior capacidade para o pagamento de emendas parlamentares. O envio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo governo Lula (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (15), também foi recebido com “preocupação”, segundo o deputado Claudio Cajado (PP-BA). O texto mudou a meta fiscal para 2025, permitindo um déficit de até 0,25% do PIB.

Com um olho nas contas públicas e outro nas demandas dos parlamentares, o governo se vê com um espaço de manobra limitado. Neste cenário de turbulências, é na cautela diplomática de Haddad, e de seus estudos econômicos, que parte do Congresso aposta.

AUTORIA

Iara Lemos

IARA LEMOS Editora. Jornalista formada pela UFSM. Trabalhou na Folha de S.Paulo, no G1, no Grupo RBS, no Destak e em organismos internacionais, entre outros. É mestranda na Universidade Aberta de Portugal e autora do livro A Cruz Haitiana. Ganhadora do Prêmio Esso e participante do colegiado de Inteligência Artificial da OCDE.

CONGRESSO EM FOCO