por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
BC elevou sua estimativa de inflação para esse ano de 5% para 5,8%. Informações constam no relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano, divulgado pelo Banco Central.
Por Alexandro Martello, g1 — Brasília
O Banco Central elevou de 1% para 1,2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
A informação consta do relatório de inflação do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (30).
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
“A revisão moderada reflete, especialmente, surpresas positivas em alguns componentes do setor de serviços no quarto trimestre de 2022, melhora nos prognósticos para a indústria extrativa e os primeiros indicadores do primeiro bimestre de 2023”, informou.
Esses dois resultados de anos anteriores foram medidos em um período de recuperação da atividade econômica em relação à fase crítica da pandemia.
“Tal desaceleração é influenciada pela diminuição do ritmo de crescimento global e pelos impactos cumulativos da política monetária doméstica [alta dos juros para conter a inflação]”, avaliou o Banco Central.
Para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Banco Central elevou sua estimativa para 2023 de 5%, em dezembro do ano passado, para 5,8% em março desse ano.
“Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a subida da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2023, que passou de cerca de 57% [no relatório anterior] para 83% [neste relatório]”, diz o BC.
Terceiro ano seguido de estouro
Se confirmado não atingimento da meta em 2023, esse será o terceiro ano seguido de estouro. Em 2020, a inflação somou mais de 10%, ultrapassando o teto.
- Em 2021, a inflação oficial somou 10,06%, maior alta desde 2015, e ficou bem cima do teto da meta para 2021, que era de 5,25%.
- No ano passado, o IPCA somou 5,79%, também acima do teto do sistema de metas, que era de 5% no ano passado.
As metas de inflação baseiam as decisões do Banco Central sobre a taxa de juros. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia.
Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, maior patamar em mais de seis anos, para conter pressões inflacionárias e tentar trazer a inflação de volta às metas pré-definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
Presidente do Senado chamou líderes partidários para reunião em que linhas gerais da proposta do novo arcabouço fiscal serão debatidas. Secretário-executivo da Fazenda também participará.
Por Gioconda Brasil, TV Globo — Brasília
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), convocou para esta quinta-feira (30), às 9h, uma reunião de líderes partidários, na qual o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentará aos senadores regra fiscal que substituirá o teto de gastos.
Pacheco enviou um comunicado aos líderes nesta quarta-feira (29). A mensagem, obtida pela TV Globo, diz que o secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, também participará da udiência para apresentação das linhas “gerais” do projeto do novo arcabouço fiscal.
Há uma grande expectativa em torno da apresentação da nova regra tanto no mercado financeiro quanto na classe política.
Integrantes da equipe econômica afirmam que o substituto do teto de gastos será uma âncora fiscal mais “flexível” do que a que está em vigor e possibilitará mais gastos em áreas consideradas essenciais pelo governo Lula sem gerar um descontrole nas contas públicas.
Criticado por Lula e por aliados, o teto de gastos estabelece que o crescimento das despesas da União não pode ser maior do que a variação da inflação registrada no ano anterior. Portanto, para se aumentar gastos em um setor, é necessário fazer cortes em outros.
por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
Em conversas fechadas, Flávia Sampaio Torres, mulher do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, afirmou que ele está com depressão e se sentindo abandonado
por Redação
O desligamento do advogado Rodrigo Roca da defesa de Anderson Torres, preso em Brasília por suposto envolvimento nos atos golpistas do 8/1, sinalizou que o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro pode fazer delação premiada e incriminar diretamente Bolsonaro.
Roca é ligado ao senador Flávio Bolsonaro para quem advogou no caso das rachadinhas. O blog de Malu Gaspar, de O Globo, diz que o desligamento do advogado colocou em alerta aliados de Bolsonaro, preocupados com a possibilidade de ele fazer delação premiada ou algum gesto que prejudique o ex- presidente na Justiça.
“Foi o último movimento de um cabo de guerra que vem acontecendo nos bastidores desde o início de março, quando o ex-ministro dispensou seu outro advogado, Demóstenes Torres, e seu time”, diz a colunista.
Em conversas fechadas, a mulher de Anderson Torres, Flávia Sampaio Torres, que fez várias visitas a gabinetes de magistrados em Brasília, procurando uma forma de ser recebida por Alexandre de Moraes, afirmou que o ex-ministro está com depressão e se sentindo abandonado.
“A prisão de Torres é o símbolo do bolsonarismo atrás das grades, enquanto o ex-presidente está solto. Para tirá-lo da cadeia, é preciso revirar toda uma narrativa”, avaliou um interlocutor do ex-ministro.
De acordo com a colunista, nos últimos tempos, a própria Polícia Federal enviou recados a Torres sobre a receptividade a uma eventual delação. A sequência de fatos – a saída de advogados, a depressão de Torres, a iniciativa da mulher e a proximidade da PF – criou um clima de preocupação no bolsonarismo.
“O nervosismo ficou patente há duas semanas, quando Torres foi prestar depoimento como testemunha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no âmbito de uma ação que pode tornar Bolsonaro inelegível por conta dos sucessivos ataques ao sistema eleitoral. Os advogados do ex-presidente tentaram impedir a realização do depoimento, interromperam um questionamento sobre o teor da minuta golpista achada na casa do ex-ministro e pediram ao TSE que fosse mantido em sigilo a fala de Torres”, lembrou.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/03/29/bolsonaristas-estao-apavorados-com-chance-de-delacao-de-anderson-torres/
por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
De acordo com o levantamento do G1, quase 60% dos 513 deputados federais são a favor da proposta, 4% são contra e 35% não responderam ao questionário
por Redação
A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil tem o apoio da maioria dos parlamentares na Câmara dos Deputados. Lula defendeu a proposta durante a campanha, mas ainda não teve como efetivá-la.
De acordo com o levantamento do G1, quase 60% dos 513 deputados federais são a favor da proposta, 4% são contra e 35% não responderam ao questionário.
O Portal divulgou cálculos feitos pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) segundo os quais a defasagem acumulada chega a 148,1% (a taxa é a diferença entre os R$ 1,9 mil atuais e os R$ 4,7 mil em caso de correção).
“Quase 29 milhões de pessoas que recebem até R$ 4.723,78 por mês em 2023 ficariam isentas do Imposto de Renda em 2024 caso a tabela fosse corrigida integralmente pela inflação, segundo cálculos da Unafisco”, revelou a reportagem.
O levantamento indicou que o número é mais que o dobro (20 milhões de isentos a mais) do que os 8,8 milhões listados atualmente.
Atualmente, estão isentos quem recebe até R$ 1.903,98, o equivalente a quase um salário mínimo e meio.
Por meio de medida provisória, que precisa da aprovação do Congresso, o governo que isentar, a partir de maio, quem ganha até R$ 2.112.
Pesquisa
A favor da correção da defasagem do imposto de renda: 300 (58%)
Contra a correção da defasagem do imposto de renda: 21 (4%)
Não quiseram responder a essa pergunta:11 (2%)
Não responderam ao questionário: 181 (35%)
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/03/29/maioria-na-camara-apoia-isencao-de-imposto-para-quem-ganha-ate-r-5-mil/
por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
Levantamento comparou o desempenho de alunos das periferias com os de bairros de maior renda do Rio de Janeiro e constatou desigualdade no aprendizado na pandemia
por Redação
No início da pandemia de Covid-19, era comum o discurso de que estávamos todos no “mesmo barco”. Mas, já naquele momento era mais do que sabido que alguns atravessariam a tempestade em iates seguros, enquanto a maioria tentaria sobreviver em botes frágeis. No Brasil, tal desigualdade, somada à omissão do governo de Jair Bolsonaro, tornou o quadro ainda mais dramático, fazendo com que a doença atingisse de maneira mais forte as populações empobrecidas, impactando também na educação.
O 15º Mapa Social do Corona, do Observatório das Favelas, constatou que o ensino remoto — necessário durante o período mais crítico da pandemia, mas inacessível à maioria dos alunos — impactou de maneiras diferentes o desempenho de alunos de bairros de classe média em comparação com os de periferias.
Segundo o mapa, os bairros de maior renda mantiveram o desempenho pré-pandemia, mas em localidades como Rocinha e Cidade de Deus, a taxa caiu; já a Maré conseguiu assegurar valores similares.
Para entender a situação, o levantamento usou os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019, quando ainda não havia pandemia, e os de 2021, quando houve maior número de casos e mortes pela Covid-19, e escolheu os bairro de Cidade de Deus, na zona oeste; Rocinha, na zona sul; e Complexo da Maré, na zona norte.
Na comparação entre o desempenho dos alunos da Maré com os da Tijuca, constatou-se que em 2019, os estudantes tiveram média escolar parecida: 5,4 para os do primeiro bairro e 5,7 para os do segundo. Em 2021, embora a média ainda fosse próxima, a diferença foi para 5,1 para os alunos da Maré e 5,5 para os da Tijuca.
Quando observadas a relação entre Rocinha e Copacabana e entre Cidade de Deus e Barra da Tijuca, a diferença se repete. No primeiro ano, a Rocinha tinha média de 5,6 e Copacabana, 6,4. Dois anos depois, a Rocinha passou a ter média de 5,2, (queda de 0,4), e Copacabana evoluiu para 6,5.
O estudo explica que “territórios de favelas e periferias, marcados pelas desigualdades socioeconômicas, foram extremamente impactados por esse cenário. No entanto, em função de seu potencial criativo e inventivo para enfrentar as desigualdades, também foram construídas nestes territórios estratégias de proteção do direito à educação, por meio da sociedade civil organizada”.
Uma dessas experiência foi narrada no Mapa. “Meus filhos tiveram dificuldade para acessar os materiais porque não temos computador em casa e a Redes da Maré (ONG que atua na comunidade) ofereceu um tablet para que pudessem estudar em casa e eles custearam a internet. Também recebi da Redes cesta básica e álcool em gel”, disse uma mãe e moradora da Vila do João identificada como Cassiane.
A conclusão do estudo aponta que no período pandêmico, “os resultados obtidos por organizações sociais atuantes em favelas conseguiram mitigar os impactos sociais da pandemia em seus territórios, como no caso da Maré. Foram agentes protagonistas na garantia do direito fundamental à educação”.
Clique aqui para ler a íntegra do estudo.
(PL)
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/03/29/estudo-mostra-impacto-maior-da-pandemia-na-educacao-entre-os-mais-pobres/
por NCSTPR | 30/03/23 | Ultimas Notícias
IARA LEMOS
Na batalha travada entre os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em relação ao trâmite das medidas provisórias (MPs), senadores iniciaram do lado azul do Congresso Nacional um movimento de apoio a Pacheco. Na análise dos parlamentares, é o poder da casa legislativa que está em jogo.
“O Arthur Lira quer espaço de poder no Senado Federal e isso jamais vamos permitir. Não vamos abrir mão jamais do que o Pacheco está defendendo. O Senado não vai se dobrar”, afirmou ao Congresso em Foco o líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA).
Pacheco foi o responsável por determinar o retorno da instalação das comissões mistas, formada por senadores e deputados, e que irá analisar as medidas provisórias do governo. A decisão ocorreu há uma semana, mas desde então nada mais avançou, a não ser novos capítulos da batalha pública entre os dois presidentes legislativos. Lira não aceitou a determinação, e agora exige que haja igual número de deputados e senadores no colegiado para que as comissões passem a funcionar. Os senadores discordam das alegações de Lira.
“Não tem sentido nenhum o que o presidente Lira está fazendo. Lógico que a resolução foi criada em conjunto, mas a pandemia já acabou, não tem mais elementos para você continuar virtual, sem passar realmente aqui no Senado, ou vindo para cá na última hora. Quantas emendas eu retirei aqui para que a medida não caducasse? Então, uma medida como essa”, afirmou o líder do PSDB, Izalci Lucas (DF).
Sem solução à vista, a crise instalada entre os presidente do Senado e da Câmara em relação ao trâmite das medidas provisórias (MPs) já levou o governo a adiar os planos de votação no Congresso Nacional. O Palácio do Planalto, que esperava votar as medidas provisórias ainda neste mês de março, já trabalha agora para as votações só em junho. São pelo menos 60 dias a mais do que os planos iniciais do governo.
“Temos de reorganizar o calendário de votações no Congresso Nacional. Queremos um calendário até o final de junho para a votação de MPs”, disse Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, responsável por anunciar os recuos do governo nesta quarta-feira (29).
A preocupação do governo está sobretudo em medidas consideradas prioridades, como é o caso da MP que prevê a criação do novo Bolsa Família, de R$ 600. Ainda que o valor já tenha sido depositado nas contas das famílias beneficiadas, é preciso que o Congresso Nacional sacramente a medida em até 120 dias, a fim de que não perca a validade. Ainda há tempo para isso, já que a MP vence só em 30 de abril.
AUTORIA
IARA LEMOS Editora. Jornalista formada pela UFSM. Trabalhou na Folha de S.Paulo, no G1, no Grupo RBS, no Destak e em organismos internacionais, entre outros. É mestranda na Universidade Aberta de Portugal e autora do livro A Cruz Haitiana. Ganhadora do Prêmio Esso e participante do colegiado de Inteligência Artificial da OCDE.
CONGRESSO EM FOCO