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O ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga (PMDB) deverá ser o ministro da Previdência no governo de Dil­­ma Rousseff. Apesar das restrições do PMDB à pasta, cujo orçamento é majoritariamente vinculado ao pagamento de aposentadorias e pensões, a cúpula do partido decidiu aceitar a oferta e indicar o ex-governador para o cargo. Este é o terceiro ministério acertado entre o PMDB e Dilma Rousseff.

O PMDB ficará com as pastas de Minas e Energia, sob o comando do senador Edison Lobão (MA), e da Agricultura, que continuará nas mãos de Wagner Rossi. O Ministério do Turismo também poderá ficar com o PMDB. A direção do partido apresentou uma lista com os nomes de seis deputados candidatos ao ministério. Os mais cotados para a vaga são Mendes Ribeiro (RS) e Pedro Novais (MA). O PMDB reivindica cinco ministérios. A Secretaria de Assuntos Estraté­­­gicos poderá ser a quinta pasta a ser ocupada pelo partido. O deputado Moreira Franco seria indicado pelo vice-presidente eleito Michel Temer para a vaga.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também do PMDB permanecerá mesmo à frente da pasta no governo Dilma Rous­­seff, afirmou ontem uma fonte da equipe de transição. Jobim esteve reunido com a presidente eleita por quase três horas. No entanto, como foi escolhido por Dilma sem negociação com o partido, ele não faz parte da “cota” do PMDB.

Ao mesmo tempo em que o PMDB acerta seu espaço no futuro governo, o PSB também faz as últimas tratativas com os interlocutores de Dilma Rousseff para definir quais ministérios vai ocupar. O deputado Ciro Gomes (CE), que foi obrigado pelo partido a desistir de sua candidatura à Presidência da República, deverá perder seu apadrinhado político no primeiro escalão do futuro governo. A Secretaria de Por­­tos provavelmente continuará nas mãos do PSB, mas com a nomeação do deputado Márcio França (SP) para o cargo. Hoje, a secretaria é comandada por Pedro Brito, ligado a Ciro.

PSB
Além da Secretaria de Portos, o PSB deverá chefiar outros dois ministérios no governo de Dilma Rousseff: o da Integração Na­­cional e o da Micro e Pequena Empresa, que ainda será criado. Por sua vez, Ciro poderá vir a ocupar a presidência de uma estatal. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é uma das opções para alocar o deputado. Em viagem à Europa com um dos filhos, Ciro já foi cogitado para ocupar a presidência do BNDES, mas acabou descartado. O banco continuará a ser dirigido por Luciano Coutinho.

Fonte: Gazeta do Povo