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Os metalúrgicos das indústrias metal mecânicas e de máquinas rejeitaram a proposta de reajuste oferecida pelas empresas. O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindi­metal-PR), que representa a classe patronal, havia oferecido 10,08% de aumento salarial e reajuste de piso para os cerca de 30 mil funcionários do setor, que são representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). O porcentual representa o mínimo fechado em negociações anteriores com outros setores da metalurgia ao longo de 2010 (ver quadro abaixo).

A proposta do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Sindimac), de 9% de reajuste salarial e no piso, também foi rejeitada. A indústria de máquinas emprega aproximadamente 10 mil pessoas em Curitiba e região.

Dificuldade

O presidente do Sindimetal-PR, Alcino de Andrade Tigrinho, afirma que o porcentual rejeitado se encontra, por si só, acima das possibilidades das empresas. “Nós não gostaríamos de ter que dar esse índice, mas entendemos, em assembleia, que seria melhor conceder os 10,08%. Esse reajuste se torna pesado para as empresas de pequeno porte, com menos de 60 funcionários. Embora se divulgue que a crise passou, em muitas empresas isso ainda não ocorre”, explica.

Paralelo ao fechamento da convenção coletiva, patrões e empregados, representados respectivamente pelo Sindi­metal-PR e pelo SMC, partem para a negociação dos acordos coletivos, separados para cada empresa. Neste ano, já foram fechados 50 acordos coletivos, e outros 40 ainda estão em discussão. Em 15 empresas, os funcionários decidiram paralisar temporariamente as atividades.

Gazeta do Povo