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O governo do Paraná vai enviar hoje à Assembleia Legislativa o projeto que reajusta o salário mínimo regional em 6,9%. Pela proposta, que será a primeira matéria de relevância enviada à Casa pelo governador Beto Richa (PSDB), as faixas salariais, que hoje variam de R$ 663 a R$ 765, serão elevadas para valores entre R$ 708 e R$ 817. O reajuste deve passar a valer a partir de 1.° de maio.

O aumento foi decidido há três semanas após uma reunião de mais de quatro horas de negociação entre empresários, centrais sindicais e representantes do governo estadual. Com a correção, o piso regional do Paraná vai se manter como o maior entre os estados brasileiros. O reajuste de 6,9% é superior ao concedido pelo governo federal ao mínimo nacional, que subiu 6,46%, para R$ 545, e tem como base a projeção de inflação acumulada entre maio de 2010 e abril de 2011, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O consenso, no entanto, só foi possível porque tanto trabalhadores quanto empresários cederam. As centrais sindicais pediam reajuste de 14,84%, com base na soma do Produto Interno Bruto (PIB) do estado em 2010 com a variação do INPC. Já a classe patronal oferecia um reajuste de 4,5%, baseado no centro da meta de inflação do governo para 2011.

O piso regional vale para profissionais que não têm base salarial estabelecida por acordos ou convenções trabalhistas. No estado, são cerca de 350 mil trabalhadores nessa condição, entre eles jardineiros, zeladores, trabalhadores rurais e açougueiros. O mínimo estadual também serve de base para as reivindicações de algumas categorias organizadas.

Outro ponto que deve voltar a ser discutido por empresários e centrais sindicais é a criação de uma política de reajuste do mínimo para os próximos anos. Por enquanto, porém, o empresariado se mostra apreensivo em relação a uma fórmula pronta para o aumento, algo que, segundo eles, poderia ser prejudicial à economia paranaense.

Fonte: Gazeta do Povo