NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

O crescimento do setor imobiliário nos últimos anos e a pressão por mão de obra mudou as condições de trabalho e o perfil do trabalhador da construção civil paulista em dez anos. Boa parte dos profissionais saiu da informalidade. O processo de migração diminuiu sensivelmente, com menor presença de nordestinos nos canteiros. Hoje, a escolaridade é maior, a jornada menor e os salários mais altos.

A Fundação Getúlio Vargas compilou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-IBGE); a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE; e dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2001, 28% dos trabalhadores não tinha carteira assinada, hoje são 20%. Como contraponto, subiu de 24% para 34%. Como já acontecia há dez anos, a maioria continua sendo de trabalhadores por conta própria – grupo que representava 48% do total em 2001 e em 2011 responde por 46% no Estado de São Paulo.

Os trabalhadores com carteira assinada tiveram evolução real de rendimento de 1,2% ao ano – trazendo valor presente, o salário mensal subiu de R$ 1,3 mil para R$ 1,47 mil. O maior ganho foi obtido pelos operários por conta própria, de R$ 841 para R$ 1.053.

O grupo de trabalhadores com oito anos de estudo ou mais subiu de 24% para 49%. Já os profissionais com até sete anos de estudos caiu de 76% para 51% de 2001 para 2011. A idade média dos trabalhadores subiu de 37 para 41 anos.

Fonte: Valor Econômico