por master | 18/08/11 | Ultimas Notícias
Uma das oficinas vistoriadas mantinha seis pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo
Equipes de fiscalização do governo federal flagraram, por três vezes, trabalhadores escravos produzindo peças de roupa da marca Zara na cidade de São Paulo Bianca Pyl/Repórter BrasilPor três vezes, equipes de fiscalização do governo federal flagraram em São Paulo trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex. A apuração é de Bianca Pyl e Maurício Hashizume, da Repórter Brasil – que acompanhou as mesmas ações retratadas na noite desta terça pelo programa A Liga, na TV Bandeirantes, e levou o nome da Zara aos TTs mundiais no microblog Twitter. Os dois jornalistas esmiuçaram o processo de produção e comercialização da empresa e trazem um relato completo do que pode estar por trás do mundo da moda. As informações são do Blog do Sakamoto.
Na mais recente operação que vasculhou subcontratadas de uma das principais “fornecedoras” da rede, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de apenas 14 anos, foram libertadas de escravidão contemporânea de duas oficinas – uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. Para sair da oficina que também era moradia, era preciso pedir autorização.
Em resposta a questões sobre os ocorridos enviadas pela Repórter Brasil, a Inditex – que é dona da Zara e de outras marcas de roupa com milhares de lojas espalhadas mundo afora – classificou o caso envolvendo a AHA e as oficinas subcontratadas como “terceirização não autorizada” que “violou seriamente” o Código de Conduta para Fabricantes. De acordo com a Inditex, o Código de Conduta determina que qualquer subcontração deve ser autorizada por escrito pela Inditex. A assinatura do Código do Conduta é obrigatória para todos os fornecedores da companhia e foi assumido pelo fornecedor em questão (AHA).
A empresa disse ter agido para que o fornecedor responsável pela “terceirização ão autorizada” pudesse “solucionar” a situação O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lavrou 52 autos de infração contra a Zara devido as irregularidades nas duas oficinas. Um dos autos se refere à discriminação étnica de indígenas quéchua e aimará. De acordo com a análise feita pelos auditores, restou claro que o tratamento dispensado aos indígenas era bem pior que ao dirigido aos não-indígenas.
A primeira oficina vistoriada mantinha seis pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo. No momento da fiscalização, os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara, na cor azul e laranja (fotos acima).
por master | 18/08/11 | Ultimas Notícias
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE) revelam que o setor da construção gerou 25.632 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho deste ano, o que representou um crescimento de 0,95% no estoque de trabalhadores, se comparado ao mês anterior.
No acumulado do ano, foram criadas no setor da construção 182.340 empregos formais, resultando em um aumento de 7,18% do estoque.
Já nos últimos 12 meses, a construção gerou 168.117 empregos com carteira assinada, registrando assim uma variação de 6,58%.
Assim como nos últimos dois meses, a construção registrou a segunda maior variação relativa em todas as bases de comparação (no mês, no ano e em doze meses) entre os setores analisados.
Nacionalmente, foram gerados 140.563 postos de trabalho em julho, com um aumento de 0,38% em relação ao mês anterior.
No acumulado do ano, houve a criação de 1.405.813 empregos (3,91%) na série sem ajuste.
Na série com ajuste, houve a criação de 1.593.527 postos de trabalho (4,43%).
No que se refere ao resultado observado nos últimos 12 meses, os dados indicam que, na série sem ajuste, houve um acréscimo de 1.887.644 empregos formais (5,32%).
por master | 18/08/11 | Ultimas Notícias
No 1º semestre, o banco financiou R$ 558 milhões no Estado, contra R$ 371,8 milhões em igual período de 2010
A Caixa Econômica Federal informou ontem que encerrou o primeiro semestre deste ano tendo fechado 6.704 contratos habitacionais, totalizando R$ 558,6 milhões em financiamentos, no Ceará. O montante é 50% maior do que o contabilizado pelo banco em igual intervalo de 2010 (R$ 371,8 milhões).
Somente imóveis financiados com recursos da poupança, foram responsáveis por R$ 264,5 milhões dos valores contratados, o que representa um crescimento de 16% na utilização, em comparação com o primeiro semestre do último ano (R$ 227,7 milhões). Foram realizados 3.145 financiamentos.
Com dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) foram investidos R$ 144,4 milhões, o que significa 34% de aumento na aplicação em financiamentos e subsídios. Em 2010, haviam sido aplicados R$ 107,3 milhões nessa modalidade, representando 3.559 moradias financiadas.
Para o superintendente regional da Caixa em Fortaleza, Odilon Pires Soares, “o Nordeste e o Ceará tem apresentado um bom crescimento no volume de financiamento em virtude da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) estadual e também pela interiorização do crédito imobiliário, em regiões como o Cariri, o Norte do Estado, a exemplo de Sobral e a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)”, comentou o representante da instituição financeira.
Minha Casa
Na segunda versão do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) já foram realizados R$ 12,6 bilhões em financiamentos, no Brasil.
No Ceará foram contratados pelo programa do Governo Federal R$ 1,3 bilhão, para construção de 24.409 moradias. Destas, no entanto, apenas 537 já foram entregues. A Caixa ainda tem R$ 39 bilhões disponíveis para emprestar para quem quiser comprar a casa própria até o fim do ano.
Dos R$ 84 bilhões previstos para serem destinados ao setor de habitação em 2011, R$ 45 bilhões já foram contratados até o início de agosto.
Mas, o dinheiro destinado para o financiamento de imóveis pode ser ainda maior, de acordo com o banco estatal. Como o movimento de contratação dos financiamentos costuma ser maior no segundo semestre, a previsão para o ano deve ser analisada nos próximos meses e pode chegar a R$ 90 bilhões. Essa seria a segunda revisão para cima do volume destinado ao financiamento feita pela Caixa.
No País
Em todo o País, foram liberados R$ 34,7 bilhões para habitação no intervalo entre janeiro e julho de 2011, valor 3,4% superior ao mesmo período de 2010. A Caixa registrou uma média de R$ 269,6 milhões e 3.889 contratos, ao dia, neste ano, sendo que 51% das famílias beneficiadas possuem renda de até 10 salários mínimos.
Minha casa 1,3 bilhão foi o valor investido na 2ª fase do Programa Minha Casa Minha Vida no Ceará. Os recursos foram para 24 mil moradias.
por master | 18/08/11 | Ultimas Notícias
Para incentivar a qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realiza em todo o país o Dia Nacional da Construção Social. Este evento, considerado um mutirão solidário que proporciona gratuitamente serviços de cidadania para funcionários do setor e familiares, é realizado em Mato Grosso pelo Servi&cce dil;o Social da Indústria (Sesi-MT) e o Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon-MT).
A iniciativa, que acontece no dia 20 de agosto em diversas capitais brasileiras, está na 5ª edição e este ano tem como tema central o respeito ao meio ambiente. A proposta pretende reforçar que o crescimento recorde da construção civil nos últimos anos caminha em paralelo com a preocupação com a sustentabilidade das obras e a saúde dos trabalhadores envolvidos.
O Dia Nacional da Construção Social será realizado no Sesipark, em Cuiabá, das 09h às 16h30 e contará com atividades ligadas ao esporte, lazer, cultura, além de orientações e atendimentos básicos nas áreas de saúde e cidadania. A ação, que acontece pela 3º vez no Estado, dará aos trabalhadores e familiares acesso ao complexo aquático em um dia repleto de atividades e recreação.
Entre os serviços de saúde oferecidos no evento estão a distribuição de kits de higiene bucal, orientações sobre alcoolismo, hepatite, hipertensão, tabagismo, DST’s e demais doenças, oficinas de educação alimentar com o Programa Cozinha Brasil, aferição de pressão, colesterol e tipos sanguíneos. Na área de cidadania, os trabalhadores terão acesso a serviços de beleza, dicas de segurança e economia de energia e irão conhecer as ações de educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT).
Devido ao potencial agregador e social dos esportes, durante o dia todo as ações de lazer serão efetivas, com jogos em equipe e atividades físicas. Apresentações artísticas e culturais também marcarão o Dia Nacional da Construção Social, que ainda contará com o sorteio de vários prêmios.
Parceiros – Para a realização do Dia Nacional da Construção Social em Mato Grosso, o Sesi-MT e o Sinduscon-MT contam com a parceria do MT-Hemocentro, UFMT, Escola Monte Sião, Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Secretaria Estadual de Saúde, Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, Uniodonto, Sanecap, Cemat S/A, Oxigênio Cuiabá, Renosa, Instituto Embelleze, Refrigerantes Marajá, Secretaria do Meio Ambiente (Sema), UNIC, Exército Brasileiro – 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, Correios, Palhaço Chulingo, Prefeitura Municipal de Cuiabá, Maxvinil, Secretaria de Esporte e Lazer de Cuiabá e Água Puríssima.
Patrocinadores – Regionalmente patrocinam o evento as empresas Plaenge Empreendimentos, Conenge Construção, Embracon, Consórcio Santa Bárbara e Mendes Júnior, Briaze Construtora, Jaó Engenharia, Ginco Empreendimentos, Sisan Construtora de Incorporadora, Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sincop), Ampla Engenharia e Construção, Construtora Tocantins, Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Sesi-MT.
por master | 18/08/11 | Ultimas Notícias
Com aumento do prazo de pagamento para até 30 anos, as prestações caíram e mais pessoas conseguiram realizar o sonho da casa própria.
Muita gente conseguiu realizar o sonho de comprar a casa própria nos últimos anos. O empurrão veio do financiamento imobiliário, que começou a fazer parte mesmo da vida do brasileiro a partir de 2004.
“Você morar na sua casa própria é algo que não tem preço”, fala coordenador do Centro de Pesquisas da FGV-RJ, Marcelo Neri.
Casa própria. Tema que se tornou uma política de estado no Brasil em 1964. Foi quando o governo militar criou o Banco Nacional de Habitação. “O BNH tinha uma série de problemas, não é a toa que quebrou, um dos problemas é que não ia muito lá na base, era um negócio mais de classe média”, explica Neri.
Até 1986, o BNH foi responsável pelo maior número de financiamentos de casa própria no Brasil. O recorde foi em 81 com 266 mil unidades financiadas. Demoramos mais de 20 anos para conseguir superar essa marca.
Só aconteceu em 2008 quando quase 300 mil imóveis foram financiados e desde então este número só aumenta. O que explica esse crescimento?
“A grande revolução do mercado foi a criação do novo marco regulatório do mercado imobiliário e com isso movimentou todo o setor com segurança, transparência”, diz o presidente da Câmara Brasil da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão.
Esse marco regulatório tem nome: é a lei da alienação fiduciária, que facilitou muito o acesso do brasileiro ao crédito imobiliário a partir de 2004.
“Essa lei possibilitou a reentrada dos bancos privados para o mercado imobiliário brasileiro”, diz o presidente do Cofeci (Conselho Federal do Conselho de Imóveis), João Teodoro da Silva.
Funciona do mesmo jeito que a compra financiada de um carro. Enquanto você paga as prestações, o dono do veículo é o banco. Ele só é seu depois de quitar toda a dívida. Tendo o bem como garantia, que pode ser um carro ou um imóvel, as instituições financeiras ficam mais seguras na hora de conceder o crédito e assim acabam emprestando mais.
Cada vez mais brasileiros têm acesso ao crédito no país. Para se ter uma ideia desse crescimento, em 2009 os bancos emprestaram – com recursos da poupança – R$ 34 bilhões para financiamentos imobiliários. Em 2010, esse número subiu para R$ 56 bilhões. A previsão desse ano é de R$ 90 bilhões e a expectativa do mercado é que esse número continue subindo.
Os gaúchos Daniel e Carolina fazem parte dessa estatística. Depois de fazer muitas contas, resolveram financiar o novo apartamento.
“Fiquei bem surpreso com a facilidade do financiamento que foi mínima foi rápido, em menos de 30 dias nós tivemos o credito aprovado e já com a mão nas chaves”, diz o administrador de empresas Daniel Ferreira.
Eles financiaram 80% do imóvel em 30 anos. Pagam R$ 1.700 mil por mês. “Os bancos aumentaram os prazos, hoje você pode financiar um imóvel com um prazo de até 30 anos, o que acontece? Prestação cai muito e quando a prestação cai, você tem um número maior de pessoas capaz de pagar aquele empréstimo”, explica o presidente da Abecip, Luiz França.
Já é o segundo apartamento de Daniel e Carolina. Eles venderam o apartamento para o pai da Betina Forgearini e da Joana Forgearini. As irmãs são de Caçapava — uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul — e foram para Porto Alegre para trabalhar. Demoraram quatro meses para encontrar um apartamento que, realmente, gostassem e que coubesse no bolso do pai delas.
“Tinha uns bem mais caros e menores assim e com as condições bem piores para comprar. Esse aqui foi um achado bem interessante”, conta a psicóloga Betina Forgearini.
O pai das “gurias” pagou R$ 108 mil há dois anos e teve um empurrãozinho do trabalho. “Fazia poucos meses que ele tinha se aposentado então ele usou o fundo de garantia para isso”, fala Betina.
“Não conheço outro país que tem o crédito imobiliário nas condições que o Brasil tem, nós temos duas fontes de recursos que alimentam o mercado imobiliário, que é o fundo de garantia e a caderneta de poupança”, afirma Paulo Simão.
O trabalhador pode usar o dinheiro do fundo de garantia para dar de entrada no apartamento, mas o imóvel tem que custar até R$ 500 mil. Além disso, uma parcela do fundo – R$ 30 bilhões — é usada para financiar imóveis para brasileiros de baixa renda.
Mas o que alimenta mesmo o crédito imobiliário, no Brasil, são as cadernetas de poupança, que têm R$ 300 bilhões. Os bancos são obrigados a usar 65% deste valor em financiamentos imobiliários.
O problema é que enquanto a poupança engorda 15% ao ano, os financiamentos sobem quase 50%. Um dia a conta não vai fechar.
“Que algum dia a poupança não será suficiente para suportar o mercado imobiliário, nós não temos dúvida nenhuma”, fala Paulo Simão.
“Do jeito que a poupança está hoje, ela aguenta até o final de 2012, metade de 2013”, declara o presidente do Secovi – SP, João Crestana.
O especialista Luiz França garante que o mercado vai encontrar outras formas de financiamento. “Quando a gente olha os mercados mais desenvolvidos, as fontes de mercado são diversas, os bancos vão ao mercado, tomam esses recursos no mercado e repassam para os seus clientes que estão fazendo os financiamentos do mercado imobiliário e é esse caminho que a gente vai ter no Brasil também”.
“A questão é: os preços devem continuar subindo ou não? Provavelmente, devem continuar subindo, mas da mesma forma que os preços devem continuar subindo, a economia também deve continuar crescendo”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.
Com a economia crescendo e com mais gente tendo dinheiro para comprar, já o preço de um imóvel não vai assustar as pessoas.
Um apartamento que fica em Copacabana, no Rio de Janeiro, é uma kitnet. São 28 metros quadrados. Tem proprietário, no prédio, que pede R$ 830 mil pelo imóvel.
Não é só uma linda vista que explica a alta dos imóveis no Brasil, não. Há vários outros motivos: os preços subiram tanto que tem gente que acha que podemos viver uma bolha imobiliária como aconteceu nos Estados Unidos.