Ex-empregado da estatal TELEPAR, o Sr. Pedro Rafael Wosh conta neste depoimento sua experiência ao ser demitido de seu emprego devido a privatização da empresa em que trabalhava durante o governo FHC, e porque nesta eleição votará em Dilma 13 para presidente.
Ação fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) regularizou a situação de 33 trabalhadores contratados irregularmente por uma empresa tomadora de mão-de-obra do setor da Construção Civil de Curitiba. O fato ocorreu entre os dias 23 e 27 de abril.
Além da contratação irregular, os auditores da SRTE/PR também detectaram problemas com o alojamento – era uma residência comum com apenas um sanitário, esgoto aberto, sem ventilação que abrigava cerca de 8 pessoas por cômodo – retenção e falta de registro na CTPS, entre outros. Outra irregularidade observada pelos auditores é que os próprios trabalhadores tinham que pagar pelo alojamento, a alimentação, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e as ferramentas de trabalho, além disso, os encargos sociais como, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS dos trabalhadores que não estavam sendo depositados.
De acordo com a auditora fiscal do Trabalho, Dalva Coatti, que explicou que o fato não foi caracterizado como trabalho degradante, através de um Termo de Ajustamento de Conduta, a empresa tomadora assumiu as dívidas com as rescisões contratuais e com o retorno dos trabalhadores às suas cidades de origem. Isso porque, os mesmos foram arregimentados irregularmente em estados do nordeste, “iludidos com falsas promessas de salários incompatíveis com os oferecidos pelo mercado”, observa Coatti.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve, pela segunda vez seguida, a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano. O índice vigora desde 21 de julho, data da penúltima reunião do colegiado.
E, pela expectativa dos analistas financeiros, a Selic deve permanecer nesse patamar pelo menos até o final do primeiro trimestre de 2011.
Em nota, o Copom diz que “avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés”, ou seja, sem a possibilidade de revisão até a próxima reunião do colegiado, que será em dezembro.
Na avaliação dos analistas, a inflação está sob controle, apesar de ligeiramente acima do centro da meta de 4,5% traçada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o que justifica a manutenção do índice.
De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (19), a expectativa média de uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras aponta para um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,20% neste ano e de 4,99% em 2011, dentro das margens permitidas de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli, “os juros deveriam cair mais, de modo a desestimular investimentos externos em aplicações financeiras e reduzir a valorização do real em relação ao dólar”.
Seria uma forma, segundo ele, de o Copom contribuir com o esforço governamental de conter a queda da moeda norte-americana e dar mais competitividade de preços às exportações brasileiras.
Para conter a valorização excessiva do real, o governo elevou, duas vezes, neste ano, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos externos em renda fixa. E o BC, com o mesmo objetivo, tem realizado leilões duplos, quase diariamente, para comprar dólares no mercado à vista.
Centrais protestam “Só podemos lamentar dessa decisão. A economia do país vai bem, mas é constantemente tolhida pelas decisões de alguns homens que formam esse comitê. O Copom deveria trabalhar pelos interesses da nação, mas acaba por servir apenas aos grandes bancos e ao mercado financeiro”, disse o presidente da CTB, Wagner Gomes.
“Decisão decepcionante“, classificou em nota a Força Sindical, e agregou: “A alteração dessa postura, sempre em benefício dos especuladores, só traria vantagens para o setor produtivo, o verdadeiro gerador de emprego e renda.”
Um grupo de 58 militantes do Partido Verde divulgou, nesta quarta-feira (20), manifesto em apoio à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) sob o argumento de que o adversário José Serra (PSDB) representa a “a direita de sempre”.
Os verdes justificam o apoio por defender “mais inclusão social” e “maior sensibilidade com a realidade de milhões de brasileiros que seguem à margem da própria cidadania”.
“Entendemos que um eventual governo da coligação PSDB-DEM-PPS afastaria o Brasil destes grandes desafios, privilegiando os compromissos do “Estado mínimo” e o discurso repressivo do tipo “Lei e ordem”.
O texto tem como um dos principais signatários o ex-deputado Luciano Zica, um dos coordenadores de campanha de Marina Silva (PV), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno.
O manifesto foi distribuído num ato de apoio de uma parte dos verdes a Dilma em Brasília, nesta quarta-feira (20).
Mais da metade do manifesto justifica a opção pelo voto em Marina no primeiro turno, principalmente por causa da plataforma ambiental. Mas o texto também diz que o voto na candidata representou a rejeição à política dos adversários.
“Parcelas expressivas da população não toleram mais o jogo de cena, as alianças sem programa, os acordos que visam apenas a repartição do poder, a corrupção endêmica que abala as instituições, o oportunismo eleitoral e a demagogia que amesquinha a própria política.
Num trecho, o manifesto diz ainda que Marina, “que jamais desrespeitou ou agrediu seus adversários”, foi tratada com desprezo pela “antiga esquerda”.
O texto finaliza, porém, dizendo que foi Dilma quem mais se aproximou das propostas apresentadas pelo PV em prol da sustentabilidade.
Marina e o PV decidiram por não apoiar um dos dois candidatos que disputam a Presidência, mas os militantes foram liberados para apoiar informalmente (sem usar os símbolos do partido) qualquer um dos concorrentes.
Na segunda-feira (18), o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) e o ex-candidato do PV a governador de São Paulo Fabio Feldmann declararam apoio a Serra. (Fonte: R7 Notícias)
As principais centrais sindicais do país defendem um salário mínimo equivalente a R$ 560 para o ano que vem.
Esse valor equivale a um aumento de 3,8% acima da inflação – o correspondente à média do índice de crescimento do PIB de 2006 a 2009.
As entidades começaram, nesta terça-feira (19), a negociar com o governo o mínimo de 2011, em encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
As negociações estão previstas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Para João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, o encontro foi positivo, mas as negociações ocorrerão apenas depois das eleições.
“O ministro mostrou interesse em manter a valorização do mínimo”, disse Juruna. As centrais sindicais ainda não fizeram oficialmente a proposta de um mínimo de R$ 560.