por master | 11/10/10 | Ultimas Notícias
Os números mais recentes do Instituto Nacional do Seguridade Social (INSS) no Paraná dão conta que os trabalhadores estão pensando duas vezes antes de se aposentar.
Em julho, um fato raro foi registrado: o montante de contribuições superou as despesas pagas a aposentados e pensionistas. “A arrecadação rompeu a marca de R$ 190 bilhões, na área urbana, enquanto o valor pago em benefícios foi um pouco menor”, destaca o gerente executivo do INSS, Altamir da Silva Cardoso.
Ele confirma a tendência que mais segurados têm se mantido por mais tempo no mercado de trabalho, mesmo após atingirem o tempo de contribuição exigido. Tanto que no ano de 2003, por exemplo, a Previdência Social no Paraná, na área urbana, encerrou o ano com R$ 78 bilhões em arrecadação e 87 bilhões de gastos com o pagamento dos aposentados e pensionistas.
No entanto, em 2008, essa diferença passou para R$ 177 bilhões arrecadados contra R$ 179 bilhões pagos. “Esse fenômeno se verifica não só pelo aumento da longevidade, mas principalmente, pela evolução do salário mínimo nos últimos anos”, informa. Na avaliação de Cardoso, essa mudança de comportamento é positiva para a sociedade e quem toma essa decisão.
Disposição
É o caso do casal Ana Maria Surgik, de 65 anos, e Aloísio Surgik, 74, com mais de 40 anos de união. Ambos compartilham da mesma disposição em aprender sempre e da vontade de desfrutar cada momento.
Tamanha inquietude se refletiu na história de cada um. Ela mal começou a vida e, aos seis anos, já aprendia os primeiros passos de balé. Tendo como mestre o professor Morozowicz, ela se dedicou à arte da dança por mais de 20 anos.
“Quando chegou o segundo filho, parei o balé e iniciei nova vida, ainda mais interessante”, afirma Ana Maria. Criou três filhos, acompanhou o marido em cada nova empreitada e, ainda, fez da Filosofia (curso que concluiu na Universidade Federal do Paraná em 1966) a forma de ajudar as pessoas, por meio da Filosofia Clínica. Hoje presta atendimento voluntário com o objetivo de resgatar as pessoas e amenizar o sofrimento de cada um.
por master | 11/10/10 | Ultimas Notícias
Entre janeiro e agosto de 2010, o salário médio de demissão registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi maior que o salário médio de admissão em todos os setores.
No total, a diferença do salário médio na hora em que o trabalhador é demitido para quando é contratado é de R$ 63,87.
O setor de Serviço Industrial de Utilidade Pública foi o que registrou a maior diferença nesse período, com R$ 195,24. Em seguida vem a Administração Pública, com uma diferença de R$159,75; a Indústria de Transformação, com R$ 96,60; e a Construção Civil, com R$ 73,52.
A diferença entre salário de demissão e admissão no Comércio nos oito primeiros meses do ano foi de R$ 57,89, no de Serviços R$ 53,43 e na Agropecuária de R$ 41,99. O setor de Extrativa Mineral teve a menor diferença, com R$ 38,65.
Entre os trabalhadores com Ensino Superior Completo foi registrada a maior diferença entre salário de demissão e admissão entre janeiro e agosto, com R$ 342,59.
Nesse nível de escolaridade, o setor de Serviço Industrial de Utilidade Pública teve a maior diferença entre os salários, com R$ 1085,19. A menor diferença foi no setor de Construção Civil, com R$ 188,56.
Os trabalhadores analfabetos são os que têm uma menor diferença entre o salário médio na hora da demissão e da contratação, ficando pouco acima de R$ 26.
É também no setor de Serviço Industrial de Utilidade Pública que é registrada a maior diferença nesse grau de escolaridade, com R$ 60,75. A menor foi na Indústria de Transformação com R$ 12,53.
Estados
Entre os estados, o que registra a maior diferença entre salário médio de demissão e de admissão entre janeiro e agosto desse ano é o Amapá, com uma diferença total de R$ 91,55.
O resultado é puxado pela grande diferença registrada na Extrativa Mineral, com salário de demissão sendo R$ 531,38 superior ao de admissão; o Serviço Industrial de Atividade Pública, com uma diferença de R$ 411,70; e a Construção Civil, com R$ 148,81.
Os estados de Sergipe e Alagoas foram os únicos que tiveram o salário médio de admissão maior que o de demissão nesse período. Os trabalhadores foram contratados com um salário R$ 5,92 e R$ 0,83, respectivamente, maior do que no período em que foram demitidos.
por master | 11/10/10 | Ultimas Notícias
Uma das reivindicações destinadas ao ministro Carlos Lupi (Trabalho) diz respeito à “garantia de crescimento com geração de postos de trabalho decentes, que são essenciais para superar a crise e por fim à pobreza”.
Em termos de crescimento, um dos setores que mais tem se destacado no Brasil é certamente o da construção civil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o incremento no 1º semestre deste ano foi de 15,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em julho de 2010, a somatória de trabalhadores formais na construção civil foi recorde, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O levantamento registrou 2,7 milhões de pessoas no setor. Em 2010, são mais de 314 mil novos postos. O índice é 12,79% maior que a quantidade de empregos dos sete primeiros meses de 2009. Os dados acumulados dos últimos 12 meses mostram um aumento de 16,67%.
O crescimento também é expressivo em São Paulo, estado mais rico do país. Os formalizados da construção chegaram a 742 mil. Houve, nos 12 meses, 78,7 mil contratações – 11,86% a mais que o período anterior.
Os vistosos números seguem acompanhados, contudo, de outros dados preocupantes relacionados à garantia de trabalho decente. Aspectos como acidentes (e subnotificações), intensificação, terceirização e informalidade ainda ameaçam a dignidade plena dos trabalhadores do setor.
Com base na observação de 58 mil situações de riscos em cinco grandes obras espalhadas pelo país, uma consultoria privada identificou 12,3 mil (22%) situações de desvios dos padrões recomendados quanto ao risco de quedas de pessoas e materiais, especialmente para trabalhos em altura.
Dados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social (MPS) fornecem um quadro mais amplo. Por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é possível notar que os acidentes de trabalho na construção civil cresceram 69,3%entre 2006 e 2008.
O número de óbitos aumentou 25% no mesmo período e os acidentes que causaram incapacidade permanente subiram 37%. Impressiona ainda mais o salto de acidentes que causaram afastamento de empregados por mais de 15 dias de 2006 a 2008: 122%.
Riscos e problemas
Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Luiz Queiroz, a preferência dos jovens por outros setores é um indício relevante.
“Um jovem hoje prefere ir para outros setores e não para construção civil, pois os riscos da profissão não têm uma compensação financeira”, coloca. “É muito menos desgastante trabalhar com telemarketing e o salário é o mesmo”.
Na avaliação de Luiz, a precarização está ligada à expansão acelerada do setor. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), João Rodrigues, destaca outro fator relacionado ao problema: a intensificação do trabalho no canteiro de obras.
“Falta mão de obra qualificada, aumenta-se, então, a carga horária e/ou a exigência por prazos. Desse jeito, o cansaço facilita a ocorrência de acidentes”.
“O ritmo muito intenso traz novos problemas para a saúde do trabalhador como LER [Lesão por Esforço Repetitivo], Dort [Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho] e hérnia. Alguns chegam a trabalhar de segunda a segunda. Isso aumenta o risco”, adiciona Luiz, da Conticom, condeferação ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A expansão da setor expõe outro aspecto negativo: a falta de treinamento. A Norma Regulamentar (NR) 18, que rege as condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, obriga as empresas a fornecer treinamento. Na prática, contudo, as instruções muitas vezes não são dadas adequadamente.
“As grandes empresas costumam fazer algum treinamento protocolar. O sindicato preferiria palestras específicas. O trabalho feito pelo carpinteiro é diferente do que é feito pelo pedreiro”, coloca João, do Sintracon, organização sindical filiada à Força Sindical.
Além disso, o problema da informalidade continua sendo uma realidade na construção civil. Balanços do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sublinham que os empregos informais chegam a ultrapassar 50% nas regiões metropolitanas. Em São Paulo, 61,5% de trabalhadores do setor não tinham carteira assinada em 2008, seja trabalhando por conta própria ou como assalariados sem vínculo formal.
“A informalidade é muito grande. Tem empregador que chega a reter a carteira de trabalho e só registra em caso de acidente, para evitar um problema maior”, acusa Luiz. A informalidade, completa ele, também está ligada às terceirizações e quarterizações, que precarizam a saúde e segurança do trabalho. Houve até casos recentes de trabalho escravo no setor.
Fiscalização e propostas
Desde 2009, o Ministério Público do Trabalho (MPT) coordena o Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Construção Civil, que tem como objetivo intensificar a atuação preventiva no setor, para tentar evitar a ocorrência de mais problemas na construção civil.
A procuradora do trabalho Cinthia Passari Von Ammon, que coordena uma das atuações regionais do programa na região de Ribeirão Preto (SP) explica que o primeiro passo é explicar às empresas a importância do cumprimento das normas de segurança. Nesta fase, o MPT notifica quais obrigações devem ser cumpridas e estabelece 60 dias para adequação.
Um dado específico da região e que chamou a atenção da procuradora do trabalho foi a migração de cortadores de cana-de-açúcar para a construção civil. Com a mecanização de boa parte dos canaviais, parte dos trabalhadores ficou sem trabalho.
“O problema principal é a transferência de trabalhadores da área rural que migraram de outros estados. Eles acabam se sujeitando a trabalhar em situação pior do que a dos próprios cortadores”.
O dirigente sindical Luiz, da Conticom, prega, além da fiscalização, mudanças maiores no setor. “Quando for pensada uma obra, tem que ser pensado qual o tipo, a característica, e quais os riscos existentes, desde a planta até a entrega. Tem que ter planejamento por parte das empresas”, recomenda. “As empresas só reclamam que falta qualificação. Mas falta salário e o trabalho é muito desgastante. Não é só qualificar”.
Na avaliação de Haruo Ishikawa, vice-presidente das Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP, a associação da construção civil com riscos para o trabalhador faz parte de um “estigma”. As condições de saúde e segurança do trabalho, garante, têm melhorado nos últimos anos. “Há 10 anos, transporte e construção civil eram os campeões absolutos de acidentes de trabalho. Hoje, não ocupamos mais essa posição”, argumenta.
Ele reconhece que a informalidade ainda se alastra por aproximadamente metade de todo o setor, mas enfatiza que a indústria formal tem buscado avanços em termos da qualidade do emprego. A proporção maior de registros de acidentes está vinculada ao aumento de formalizações, avalia Haruo. Foram mais de 1,1 milhão de novos empregos a partir de 2000. “Desde 2006, estamos passando pelo período com mais contratações”.
Os acidentes na construção civil têm conexão também com a mudança nos padrões de avaliação de acidentes do INSS, na análise de Damásio Aquino, pesquisador da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).
Em 2007, a adoção do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), que define a classificação dos problemas de saúde passíveis de concessão de benefícios, inseriu algumas doenças ocupacionais (LER, Dort, etc) dentro das categorias de acidentes . “Até 2006, a curva dos acidentes de trabalho era descendente, a partir da mudança do NTEP em 2007, esses números passaram a aumentar”.
Sobre a intensificação do trabalho nos canteiros, Haruo, do SindusCon-SP, diverge da posição apresentada pelos sindicatos. Ele declara que as empresas vêm respeitando as convenções coletivas de trabalho (CTCs) e as exigências estão dentro dos padrões normais.
O representante patronal adiciona ainda que os empregadores investem em treinamento e cita inclusive uma parceria firmada com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que pretende atender 60 mil trabalhadores do setor.
A absorção da mão de obra de ex-cortadores de cana pelo setor tem de fato ocorrido, confirma Haruo. Segundo ele, os acordos dos últimos cinco anos garantiram aumentos reais do piso salarial dos empregados da construção acima da inflação, além de melhorias em termos de alimentação e outros benefícios.
Dados do Dieese mostra, entretanto, que o rendimento médio do trabalhador do setor caiu entre 1998 e 2008. Em São Paulo, por exemplo, a queda foi de 21,4%, já corrigida a inflação do período.
por master | 11/10/10 | Ultimas Notícias
Pesquisa Datafolha divulgada na edição, deste domingo (10), do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB).
Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos.
Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.
Herança de Marina
O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra.
Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.
Estratificação
Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista.
No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.
Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.
Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%.
Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.
por master | 08/10/10 | Ultimas Notícias
A indústria de transformação deve crescer cerca de 12,3% em 2010. A expectativa para esse patamar recorde foi mantida para o Produto Interno Bruto (PIB) industrial pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reviu a previsão de crescimento do PIB (que engloba também agricultura, comércio e serviços) de 7,2% para 7,55% no ano, um percentual que só encontra paralelo nos melhores anos do chamado nacional-desenvolvimentismo.
No Informe Conjuntural divulgado há pouco, a CNI diz que o crescimento se sustentará pela expressiva demanda interna. A expansão do consumo das famílias é estimada agora em 7,6%, ante 7,3% previstos antes. O crescimento do consumo está associado à política de crescimento com distribuição de renda promovida pelo governo Lula, principalmente à valorização do salário mínimo.
Recorde na indústria
O PIB industrial esperado será recorde e acima dos 11,6% esperados pelo Banco Central (BC). O economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco, alerta, no entanto, que os 12,3% serão sobre uma base deprimida, já que em 2009 a crise gerou uma queda de quase 5% na produção industrial.
Para Castelo Branco é preciso ter cautela em relação ao próprio setor, em função da forte valorização cambial e do descompasso entre o forte ritmo de expansão doméstico frente à deprimida demanda mundial.
“A expansão da demanda doméstica seria suficiente para gerar um crescimento do PIB e da indústria a taxas ainda mais expressivas”, diz o documento.
A conclusão mostra que a valorização do trabalho, com aumento dos salários e do emprego, estimula e favorece o crescimento da economia, ao contrário do que supõe a ideologia neoliberal, que aponta o arrocho dos salários e a redução dos direitos trabalhistas como condição para o desenvolvimento, aliado ao corte dos gastos públicos, que também obstrui o crescimento.
Bandeiras como a redução da jornada sem redução de salários, que significa redução do desemprego e elevação do salário-hora, são bandeiras desenvolvimentistas, mas o patronato brasileiro não enxerga assim.
Os capitalistas se opõem à redução da jornada porque imaginam que terão de reduzir as margens de lucro (pagando o mesmo salário por uma jornada menor), embora os efeitos macroeconômicos da medida neutralizem tal impacto negativo.
Política cambial
Apesar de elevar a projeção do saldo da balança comercial, de US$ 10 bilhões para US$ 12 bilhões em 2010, com ajuste de alta de US$ 2 bilhões para as exportações, a CNI lembra que o setor externo terá contribuição negativa de 2,6 pontos percentuais, “devido ao maior crescimento das importações que das exportações”.
Lembram os economistas da entidade que o câmbio desfavorável, com média estimada em R$ 1,70 para dezembro, “desvia boa parte da demanda doméstica para outras economias e limite o crescimento da produção.” Agregado a isso tem as estimativas reduzidas de crescimento econômico mundial.
“A indústria é o setor mais afetado por esse duplo processo. Os dados mostram intenso crescimento da produção industrial em 2010, mas as perspectivas futuras são menos favoráveis”, destacou a CNI.
Investimentos em alta
“Os indicadores de uso da capacidade instalada registraram tendência de recuo nos últimos meses, evidenciando que o crescimento do setor não está limitado pela capacidade produtiva”, prosseguiu.
A expansão dos investimentos medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi mantida em 24,5% sobre 2009, um recorde se for confirmada. E a taxa de desemprego é estimada em 7%, a menor da história.
Na revisão das expectativas de junho, a CNI aponta agora para queda na inflação (IPCA), de 5,4% para 5%; juros nominais a 9,9% na taxa média do ano; déficit público em 3,10% do PIB; superávit primário em 2,35% do PIB e dívida liquida do setor público em 41%.
Para a conta corrente externa, a projeção dos empresários foi mantida deficitária em US$ 54 bilhões, ou seja, mais que o dobro do déficit de US$ 24,3 bilhões registrado em 2009.