por master | 02/09/10 | Ultimas Notícias
BRASÍLIA – Após ligeira desaceleração em junho, a indústria de construção civil voltou a registrar aquecimento mais forte em julho. Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o nível de atividade do setor subiu para 54,9 pontos, ante 53,8 pontos em junho. O indicador varia de zero a cem, mostrando expansão acima dos 50 pontos.
De acordo com os dados divulgados hoje, foi o sexto mês consecutivo de expansão da construção civil, ao que tudo indica retomando o passo dos demais setores da economia, que voltam a crescer de forma mais acelerada depois de desaquecimento no segundo trimestre do ano.
O maior dinamismo é puxado pelas cinco dezenas de grandes incorporadoras do país, cujo indicador de atividade subiu a 57,4 pontos em julho, ante 55,1 pontos no mês anterior. As pequenas companhias também reagiram bem ante junho, quando tinham 50,4 pontos e passaram em julho para 52,4 pontos.
Já as médias empresas apontaram um pequeno recuo para 54,8 pontos na evolução do nível de atividade. Em junho, apontavam 55,3 pontos.
Na visão do responsável pela pesquisa, o economista da CNI, Danilo Garcia, o aquecimento em julho sobre junho se estende a empresas de todos os portes e setores. “Os segmentos de construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados cresceram em julho”, assinala Garcia, lembrando que contratos governamentais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa Minha Vida mantém o vigor no setor.
A sondagem da construção civil foi feita entre 2 e 18 de agosto, com 438 empresas, entre as quais 210 pequenas, 174 médias e 54 de grande porte.
(Azelma Rodrigues | Valor)
por master | 02/09/10 | Ultimas Notícias
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (1º), manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano, após três rodadas consecutivas de alta.
A decisão do Copom confirmou o prognóstico dos analistas econômicos e finaneceiros, de que a Selic se estabilizaria depois de sua última alta, na primeira quinzena de agosto.
Com isso, a taxa fica no mesmo patamar da última reunião do Copom, no dia 21 de julho, e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava em 11,25%. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.
Com a manutenção da taxa, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,2%. Em terceiro, está a Rússia, com 2,1%.
Os dados sobre juros reais são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.
por master | 02/09/10 | Ultimas Notícias
O político que “rouba, mas faz” pode estar com a carreira em perigo. Pelo menos é o que se depreende da última pesquisa realizada pelo DataSenado neste período pré-eleitoral. De acordo com o levantamento, 88% dos eleitores consideram a corrupção inaceitável, mesmo que o político tenha feito um bom governo.
Foram ouvidos 1.315 cidadãos maiores de 16 anos, em 119 municípios, de todas as regiões brasileiras, incluindo todas as capitais.
Embora individualmente se considerem vigilantes da atuação e do histórico dos candidatos, a maioria dos brasileiros não acredita que a população como um todo esteja atenta a isso, nem que leve em consideração a vida pregressa dos candidatos na hora de decidir o seu voto.
Enquanto 88% dos entrevistados afirmaram que não votariam em candidatos condenados pela Justiça, mesmo se a Lei da Ficha Limpa não existisse, 64% acreditam que a população de forma geral não teria esse cuidado e seria capaz de votar em candidatos “ficha suja”.
A desconfiança na capacidade de discernimento da sociedade para eleger seus representantes está mais presente entre os jovens, 73% na faixa de 16 a 19 anos, e 75% na faixa de 20 a 29 anos, e diminui com o aumento da idade, caindo a 45% entre a população com mais de 60 anos.
A possibilidade de reeleição foi apoiada por 66% dos eleitores; 20% se declararam contrários. Destes, 48% disseram ser contra uma nova eleição dos candidatos que já ocupam cargos públicos por acreditarem que é preciso haver maior alternância no poder.
Outro tema objeto do levantamento foi o financiamento das campanhas. Para 21% dos entrevistados, a legislação deveria permitir apenas o financiamento público; 49% declararam que as candidaturas devem contar somente com recursos privados.
A pesquisa também procurou saber se o eleitor brasileiro iria às urnas nas eleições de outubro se o voto não fosse obrigatório no país. E descobriu que 62% exerceriam seu direito de votar nas eleições de 2010 mesmo se o voto fosse facultativo.
A Região Sul apresentou maior porcentagem de entrevistados afirmando que votariam mesmo se o voto não fosse obrigatório (68%), enquanto os moradores da Região Norte mostraram-se os menos engajados no processo eleitoral, com 57% de respostas confirmando o voto mesmo sem obrigatoriedade.
A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 24 de agosto de 2010 e a margem de erro é de 3%, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa também ouviu dos eleitores como eles fazem para se informar sobre as eleições e os candidatos.
por master | 02/09/10 | Ultimas Notícias
Em parecer técnico, o advogado Hélio Gherardi, membro do corpo técnico do DIAP, faz abordagem sobre o novo posicionamento do Ministério Público do Trabalho reconhecendo o recolhimento da taxa ou contribuição assistencial do não filiado à entidade sindical.
A taxa assistencial é para o custeio das atividades sindicais, em conformidade com artigo 548 “caput” e alíneas “a” e “b”, da CLT, que fixa uma determinada categoria a contribuição assistencial e a contribuição confederativa.
Por sua vez, obriga a todos os integrantes da categoria, independentemente de prévia autorização específica, sem comportar qualquer oposição, inclusive porque vincularam-se às negociações coletivas, por meio de acordos, convenções e/ou dissídios coletivos.
Ou seja, são sentenças normativas que por sua vez beneficiam a todos mesmo os não filiados sindicalmente.
por master | 02/09/10 | Ultimas Notícias
As centrais não querem esperar para depois das eleições para resolver este problema. Esperam reunião das entidades para tirar posição comum. As entidades reivindicam um salário mínimo de R$ 560 a R$ 570, como propôs o relator-geral do Orçamento 2011, senador Tião Viana (PT-AC)
O salário mínimo poderá chegar no ano que vem a R$ 538,15, de acordo com proposta de Orçamento Federal entregue, na terça-feira (31), ao Congresso Nacional pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Atualmente, o valor é de R$ 510. Para reajustá-lo, o Governo leva em consideração a inflação mais o Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior à elaboração da proposta.
Como em 2009 o PIB apresentou queda de 0,2%, a atualização poderá ser feita apenas com base na inflação.
“O salário mínimo tem as mesmas regras dos anos anteriores: reajuste igual à inflação com o aumento real correspondente ao Produto Interno Bruto (PIB). Nesse caso, todos sabem que no ano passado o PIB teve queda”, disse Paulo Bernardo após entregar a proposta para o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP).
Essa é a primeira vez que uma negociação com os sindicalistas para o mínimo e as aposentadorias está prevista formalmente num instrumento legal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O ministro destacou que a regra de reajuste, negociada inclusive com as centrais sindicais, é coerente e garantirá no futuro ganhos reais constantes para os trabalhadores que recebem o salário mínimo. “É bom lembrar que o Ministério da Fazenda está prevendo um aumento do PIB de 7% para 2010. Portanto, o próximo [de 2012] deverá ser reajustado por esse critério também”.
Aumento real
Entretanto, as centrais esperam negociação para concessão de aumento real (acima da inflação). Esse debate será feito, provavelmente, após as eleições. Segundo Paulo Bernardo, a estimativa de crescimento da economia é a mesma projeção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que serve de parâmetro para a elaboração do Orçamento.
Na LDO, o crescimento estimado do PIB é de 5,5% para 2011. Esse valor deve mudar, segundo ele, porque o Ministério da Fazenda elevou as projeções recentemente, e, como a proposta já tinha sido impressa, não houve tempo para fazer as modificações. “Até novembro, nós vamos atualizar essa grade, que passa a ser a definitiva”, afirmou.
Mas os sindicalistas não querem esperar as urnas. “Quero ver se reunimos as centrais na semana que vem para tirar posição comum”, disse o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres.
Ele comentou que o fato de o Governo enviar proposta de Orçamento com valor baixo para o mínimo não preocupa, pois tudo será negociado no Congresso até o fim do ano. “Temos tempo até a votação”, disse.
“Estamos aguardando reunião com o governo, mas até o momento não há resposta”, afirma Wagner Gomes, presidente da CTB. “Temos a perspectiva de incluir algo para os aposentados”. Os sindicalistas reivindicam salário mínimo de R$ 560 a R$ 570.
A Força Sindical lançou nota oficial em que destaca pelo menos dois pontos em defesa de um reajuste maior do salário. O primeiro argumento é o de que “o fomento do mercado interno durante as incertezas econômicas de 2008 ocorreu, principalmente, devido ao aumento do salário mínimo nesse período, que injetou bilhões na economia”.
O segundo argumento é um compromisso que o governo teria feito com as centrais sindicais de “empreender uma política permanente de valorização do mínimo até 2023”.
A meta de superávit primário na proposta também é a projetada na LDO. Como a meta foi expressa em valores nominais do PIB inicialmente previsto pelo governo (R$ 3,8 trilhões), é provável que, com o crescimento maior da economia, o superávit primário em valores nominais seja menor, dando mais folga para o novo governo.
“Nós colocamos na LDO para o ano que vem um valor nominal. É o equivalente a 3,3% do PIB. Se o PIB aumentar, vai dar a diferença”, afirmou o ministro.