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Nova pesquisa mostra Richa em queda e Osmar em ascensão

Nova pesquisa mostra Richa em queda e Osmar em ascensão

Em segundo Vox Populi, diferença entre os dois candidatos ao governo do Estado cai de nove para cinco pontos

Nova pesquisa Vox Populi divulgada ontem pela TV Bandeirante confirmou ontem o empate técnico entre os dois principais candidatos ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), apontando ainda queda nas intenções de voto do tucano, e crescimento do pedetista em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto. De acordo com os números, Richa teria hoje 42% da preferência do eleitorado, contra 37% de Osmar. Como a margem de erro é de 3,5% para mais, ou para menos, os dois estão tecnicamente empadatos na disputa. A diferença entre os dois diminuiu de nove pontos percentuais para cinco em apenas quatro dias.

 Completam a lista, Paulo Salamuni (PV), Avanilson (PSTU) e Luiz Felipe Bergmann (PSOL) com 1% cada. Brancos e nulos somam 4% e não sabe ou não opinaram somam 14%. A pesquisa, realizada entre os dias 17 e 20 de julho, ouviu 800 pessoas em todo o Estado.

A pesquisa anterior do Vox Populi, divulgada no último sábado à noite, e publicada no domingo pelo jornal O Estado do Paraná, apontava Richa com 44% das intenções de voto, contra 35% de Osmar. Na comparação comparação com a nova pesquisa, portanto, o tucano caiu dois pontos porcentuais, enquanto o pedetista subiu os mesmos dois pontos, o que significa uma redução na diferença entre os dois de quatro pontos.

Desde o início, a trajetória das pesquisas para o governo do Estado aponta para uma disputa acirrada, de igual para igual entre Beto Richa e Osmar Dias. A primeira pesquisa, encomendada pela TV Bandeirantes ao Vox Populi, foi realizada entre os dias 8 e 12 de maio. O resultado das 700 pessoas ouvidas apresentou Beto Richa com 40% das intenções de voto e Osmar Dias com 33%. A margem de erro desta pesquisa foi de 3,7 pontos porcentuais, o que implica em empate técnico.

A segunda pesquisa, encomendada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), e realizada pelo Instituto Datafolha, mostrou Beto Richa com 43% e Osmar Dias com 38%. Como a margem de erro é de 3 pontos porcentuais, mais uma vez os dois candidatos se apresentam empatados, com Beto podendo variar entra 40% e 46% e Osmar de 35% e 41%. A pesquisa do Datafolha entrevistou 1.225 pessoas entre os dias 20 e 23 de julho.

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Indeferida primeira candidatura no Paraná

Claudemir Alves de Oliveira, o Tuca Alves, do Psol, foi o primeiro candidato a ter o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O candidato a deputado estadual teve o registro negado em julgamento na sessão de ontem da Corte Eleitoral por não ter filiação partidária.

Segundo a assessoria de imprensa do TRE, Tuca Alves pode não estar registrado no partido ou ter o registro a menos de um ano, condição de elegibilidade para a Justiça Eleitoral.

O presidente estadual do Psol e candidato ao governo pelo partido, Luiz Felipe Bergmann disse que o partido irá recorrer TSE. Ele atribuiu o problema a um erro do TRE.

“O Tuca está filiado ao partido há quase dois anos. Mas o nome dele não apareceu no “filiaweb”, o sistema do TRE. E não foi só com ele que aconteceu isso. Tivemos casos de candidatos que disputaram a eleição de 2008 pelo partido e que não apareciam como filiados agora”, disse.

O secretário-geral do partido, Luiz Piva, responsável pelas filiações disse que a advogada do Psol entregou terça-feira ao TRE a ficha de filiação do candidato. “Fomos surpreendidos por esse indeferimento. Vamos recorrer porque apresentamos toda a documentação”, disse.

Piva, que é candidato ao Senado e disputou a última eleição municipal também culpa o sistema do TRE pelo erro. “Eu, mesmo já tendo disputado as eleições pelo Psol constava até pouco tempo como filiado ao PT”, disse.

Informado sobre o indeferimento de sua candidatura, Tuca Alves reagiu com surpresa uma vez que acreditava já ter esclarecido sua situação junto ao TRE. “Nem estava preocupado mais com isso. Mas temos todos os documentos, temos as provas que estou no partido há mais de um ano e meio. Vamos recorrer”, declarou.

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Dilma quer brasileiros, no mínimo, na classe média

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que o primeiro compromisso do seu plano de governo será de erradicar a miséria. Ela afirmou que deseja, caso seja eleita, conduzir todos os brasileiros ao padrão de vida de classe média. “Temos que fazer com que o País se eleve. Quase 70% da população está acima da classe C. Temos que conduzir todos os brasileiros ao padrão de vida de classe média. Essa a nossa missão e nosso compromisso primeiro”, disse a petista, em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em natal (RN).

“De nada adianta um ponto porcentual no PIB (Produto Interno Bruto) se não melhorar a vida do brasileiro. O primeiro compromisso que eu tenho é com a erradicação da miséria nesse País. Ele é o cerne do plano de governo, o desenvolvimento que queremos para os 190 milhões de brasileiros”, afirmou. Dilma disse que 31 milhões de brasileiros chegaram à classe média com ações do governo federal.

 

Educação

A ex-ministra da Casa Civil também defendeu a melhoria salarial dos professores e disse que essa uma questão fundamental para uma educação de qualidade. “Sem salário digno não há milagre. Se quisermos ter também pessoas que sejam capazes de ao longo de sua vida virarem pesquisadores e tecnólogos, temos que pagar bem o professor”, disse. “Essa é uma questão que não pode estar nas gavetas, falar só em qualidade na educação e não falar desse ponto não adianta.”

Dilma enfatizou a experiência que teve no governo federal, o que, segundo ela, lhe proporciona condições para administrar o País, caso seja eleita. “Temos condições de discutir concretamente nosso futuro. Temos condições porque temos experiência de governo”, afirmou a petista.

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Centrais: Previdência deve divulgar empresas com acidentes de trabalho

O representante da CGTB no Conselho Nacional de Saúde (CNS), Jorge Venancio, afirmou que o Ministério da Previdência Social precisa divulgar os números e as empresas com acidentes de trabalho porque existem firmas se escondendo para continuar matando e mutilando trabalhadores.

O Ministério da Previdência alega que os dados e as informações deste tipo devem ser mantidos sobre sigilo fiscal.

“Essa é uma reivindicação das centrais. É preciso divulgar principalmente dados por morte e invalidez. Não podemos continuar escondendo as empresas que estão matando e aleijando. Não há porque por causa do sigilo deixar de publicar esses números”, disse Venancio.

O próprio ministério avalia que os acidentes de trabalho provocam, aproximadamente, uma média anual de mil mortes e oito mil aposentadorias por invalidez no Brasil.

“Com a divulgação, irá aumentar a fiscalização do Ministério do Trabalho, dos sindicatos e será bom para alguns empresários, pois irá separar o joio do trigo. Saberemos realmente quem se preocupa com a segurança dos trabalhadores”, explicou Jorge Venancio.

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Eleições 2010: DIAP prevê renovação de 50% no Congresso Nacional

Vai haver uma grande renovação, nas eleições deste ano, com a troca de cerca da metade dos integrantes do Congresso Nacional e nos governos estaduais. A avaliação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), órgão que presta serviços a 900 entidades de trabalhadores.

Ainda assim, o índice de renovação será inferior aos registrados pela instituição em pesquisas desde a década dos anos 90. Mas atinge expressões nacionais que desistiram da reeleição, a exemplo do deputado Ciro Gomes (PSB/CE), cuja candidatura à Presidência foi sacrificada em favor da candidata do PT, Dilma Rousseff. Há ainda o ex-ministro Antonio Palocci (PT/SP), que vai trabalhar na campanha petista.

Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Diap, o Brasil é o único País que registra essa alta taxa de renovação. Em parte, ele atribui isso ao alto custo das campanhas e também aos efeitos da Lei Ficha Limpa, que torna inelegível quem já foi condenado por grupo de juízes ou renunciou a mandato eletivo.

“Isso indica a necessidade de uma ampla reforma política, com a criação do financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais”, afirmou ao DCI.

Para o Senado, nas eleições de 2010, o prognóstico do Diap é que entre 15 e 20 senadores consigam renovar seus mandatos, numa renovação mínima de 72,22% e 62,96% das vagas em disputa e máxima de 48,15% e 41,97% da composição total da Casa.

É um alto índice de renovação, mas bastante inferior ao de 1994, quando 9 dos 54 senadores foram reeleitos. Ou seja, houve renovação de 83% em relação às vagas em disputa e de 55% em relação à composição total do Senado, que é de 81 vagas.

Em relação ao Senado, o órgão fez um prognóstico em cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o coordenador do Diap avaliou que “o senador Romeu Tuma [PTB/SP] não tem a menor chance de se reeleger. O mesmo acontece com o senador Mão Santa (PMDB/PI)”.

Ainda no estado, com “média chance de ser eleito” ao Senado, são citados pelo órgão o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), o ex-secretário do governo Aloysio Nunes Ferreira e o veredor Netinho de Paula (PCdoB). À frente está a ex-ministra Marta Suplicy (PT/SP) .

Em 2002, quando houve também a renovação de 2/3 da Casa, apenas 14 dos 54 senadores se reelegeram, numa renovação de 74,93% das vagas em disputa e de 49,38% em relação à composição total do Senado.

As futuras bancadas do Senado, tendo por parâmetro a atual composição partidária, sofrerão pequenas oscilações, para cima ou para baixo. A oposição será a principal prejudicada. A tendência é que PT, PSB e PP cresçam e DEM, PSDB, PMDB, PTB, PDT e PR reduzam suas bancadas.

O PT, que atualmente possui nove senadores, sendo que sete deles encerram seus mandatos em 2011, remanescendo apenas dois com mandato até 2015, poderá eleger entre 11 e 13 neste pleito, chegando a uma bancada entre 13 e 15 senadores.

Sai de quarta para a segunda bancada, superando PDSB e DEM, ficando atrás apenas do PMDB, que atualmente conta com 18 senadores e renova 15 cadeiras neste pleito, permanecendo apenas três senadores com mandato até 2015. O PMDB deve eleger entre 12 e 14 senadores.

Na Câmara dos Deputados, o coordenador do Diap disse prever que a renovação deve ficar em mais de 50% das 513 cadeiras. Essa é média da renovação registrada nas eleições de 1990 (62%), 1994 (54%), 1998 (43%), 2002 (46%) e 2006 (47%).

De saída, haverá uma renovação em torno de 20%. Segundo Queiroz, custos de campanha e a imagem negativa dos políticos em geral e dos parlamentares federais em particular parece ter motivado a desistência de 34 deputados, que não concorrem a nenhum cargo nestas eleições.

Esse número é um pouco mais que o dobro do pleito de 2006, quando a avaliação sobre o Congresso era pior e somente 15 deixaram de disputar postos eletivos. Apesar disso, pelo menos 420 dos 513 deputados, ou 81,87% da composição da Câmara, irão tentar a reeleição.

Dos 93 que não tentarão renovar o mandato, 32 disputam uma vaga ao Senado, 10 são candidatos a governador, 8 a vice, 5 a deputado estadual, 2 são suplentes de senadores e dois são candidatos a vice-presidente da República – Michel Temer (PMDB) e Índio da Costa (DEM).

Entre os governadores, haverá renovação de mais da metade porque apenas 12 vão tentar a reeleição. Dez governadores se desincompatibilizaram para disputar novos cargos como Senado.

Vai haver uma grande renovação, nas eleições deste ano, com a troca de cerca da metade dos integrantes do Congresso e dos governos estaduais. A avaliação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), órgão que presta serviços a 900 entidades de trabalhadores.

O diretor da entidade, Antônio Augusto de Queiroz, atribui o cenário ao alto custo das campanhas e também aos efeitos da Lei Ficha Limpa.

Para o Senado, nas eleições de 2010, o prognóstico é que entre 15 e 20 senadores consigam renovar seus mandatos. Os senadores Romeu Tuma (PTB/SP) e Mão Santa (PSC/PI), por exemplo, não teriam chance de reeleição.