por master | 30/07/10 | Ultimas Notícias
Desde 6 de julho, quando a propaganda eleitoral foi autorizada, o TRE recebeu 130 reclamações por propaganda ilegal. Cerca de 30 peças publicitárias já foram retiradas das ruas
A campanha eleitoral, que começou oficialmente em 6 de julho, chegou ontem ao 24.º dia com 130 denúncias de propaganda irregular protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) – uma média de 5,4 reclamações diárias.
De acordo com a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Fiscalização da Propaganda Eleitoral do TRE-PR, dos casos de propaganda irregular denunciados, aproximadamente 30 peças publicitárias já foram retiradas ou apreendidas pelos fiscais da Justiça Eleitoral.
O assessor de comunicação do TRE-PR, Sandro Pinto, diz que, como a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê só começa em 17 de agosto, os delitos mais denunciados até agora são os cometidos com propaganda de rua. “Quando há indício de delito eleitoral, os oficiais de Justiça fazem a autuação da denúncia. Comprovada a materialidade do delito, a Justiça Eleitoral emite a ordem de cessação, retirada ou apreensão da propaganda indevida”, explica Pinto.
De acordo com as informações do TRE, a maioria das denúncias foram feitas contra propagandas pintadas em muro sem autorização do proprietário, material afixado em bens de uso comum (como postes de iluminação pública, viadutos e pontos de ônibus) e propagandas cujo o tamanho excede o limite legal de quatro metros quadrados.
Ainda de acordo com o TRE, mais de 70 irregularidades foram registradas pela internet. Qualquer pessoa pode encaminhar uma reclamação por propaganda irregular ao TRE-PR ou ao Ministério Público Eleitoral.
por master | 30/07/10 | Ultimas Notícias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega hoje ao Paraná para tentar impulsionar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência no estado e a de Osmar Dias (PDT) ao governo estadual. Amanhã, Lula participa de um comício na Boca Maldita ao lado de Dilma e Osmar. A esperança da coligação PDT, PMDB e PT é que a presença do presidente em Curitiba reverta o quadro de intenções de voto, que atualmente favorece os candidatos do PSDB Beto Richa e José Serra.
Hoje, Lula e Dilma participam de um encontro com empresários, organizado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento faz parte de uma série de debates que a entidade está promovendo com os principais candidatos ao Palácio do Planalto.
“É o momento de apresentarmos aos candidatos qual é a agenda de desenvolvimento para que o estado possa ter um crescimento sustentável e harmonioso, que seja benéfico para todos”, disse Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Fiep. O evento será às 20 horas no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep).
Palanque
Amanhã, Lula, Dilma e Osmar, além dos candidatos ao Senado Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), sobem juntos no palanque montado na Boca Maldita. Para Gleisi, a vinda do presidente vai fortalecer a campanha. “A união entre os governantes é fundamental, pois quando todos trabalham na mesma direção, é muito mais fácil desenvolver ações em benefício do povo paranaense”, disse.
A expectativa é que o comício reúna um grande público no centro de Curitiba. Ônibus devem trazer pessoas de cidades vizinhas. Ontem, durante um encontro de campanha em Quatro Barras, que reuniu os principais candidatos da coligação, foi anunciado que haveriam ônibus à disposição para quem quisesse participar do comício na capital.
Em 2006, a participação de Lula em um comício também na Boca Maldita é apontada por analistas políticos como um dos fatores que favoreceu a reeleição de Roberto Requião ao Palácio Iguaçu. Na ocasião, Requião venceu Osmar Dias. Hoje, ambos estão na mesma chapa.
Lula e Dilma dividiram o palanque pela primeira vez nesta campanha no Rio de Janeiro no último dia 16. O evento reuniu cerca de 6 mil pessoas. Na semana passada, a comitiva escolheu Garanhuns, reduto do presidente Lula, para um “comício reservado”. Ontem, foi a vez de Porto Alegre, onde Dilma iniciou sua carreira política.
Durante a visita à capital gaúcha, Lula negou que irá se licenciar do cargo para participar de alguma etapa da campanha da petista. “Não seria justo ser presidente da República e se licenciar para disputar uma campanha eleitoral”, disse. “O presidente precisa governar até 31 de dezembro, e ainda agir como se o fosse até as 10 horas [do dia 1.º de janeiro], quando o eleito for homologado pelo Congresso”, justificou. “Aí, sim, estarei de licença para outras campanhas.”
por master | 30/07/10 | Ultimas Notícias
Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, quem antes trocava o voto por um prato de comida nas eleições, poderá agora demonstrar preocupações menos imediatistas e mais estruturais
Com a saída de 9,5 milhões de pessoas da indigência e de 18,4 milhões da pobreza entre 2004 e 2008, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os candidatos brasileiros se deparam este ano com um novo perfil eleitoral no país.
Na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, esses eleitores terão preocupações diferentes na hora de votar.
Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, quem antes trocava o voto por um prato de comida nas eleições, poderá agora demonstrar preocupações menos imediatistas.
‘Essas pessoas que tiveram uma ascensão social estarão mais preocupadas em preservar algum patrimônio. Elas provavelmente mudaram o lugar de moradia, seus filhos agora estudam, e elas estarão preocupadas com essas coisas’, disse.
Na opinião de Fleischer, esses eleitores podem se tornar mais maduros no que se refere a questões como educação e saúde. Outro reflexo que pode ser sentido, segundo ele, é o de um maior conservadorismo ao analisar as propostas dos candidatos.
‘Esse ex-pobre tende a estar mais preocupado com questões como segurança pública e invasões de terra, e menos preocupado com os outros que continuam pobres’, avalia o cientista político.
O economista e pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Nery, concorda que a chamada ‘nova classe C’ irá imprimir mudanças no perfil dos eleitores no pleito de outubro.
Segundo ele, os cidadãos que se enquadram nessa categoria já somam aproximadamente 50% da população e poderiam escolher sozinhos as eleições se votassem num único candidato.
‘É uma classe poderosa, mas não é homogênea’, ressalva o economista. Nery concorda que esses eleitores devem ‘cobrar mais caro’ por seus votos agora e tendem a ser menos vulneráveis à manipulação eleitoral. ‘Quando as pessoas saem da condição de miserabilidade, mudam o horizonte delas’, afirmou.
Esses resultados, de acordo com o economista, não são fruto apenas do aumento direto da renda – segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do trabalhador brasileiro subiu de R$ 1.694, em 2001, para R$ 1.808, em 2007.
O crescimento constante da escolaridade – que começou há mais tempo, segundo ele – tem influência mais significativa na consciência eleitoral.
‘O brasileiro fez o seu dever de casa e pôs o filho na escola. Se você olhar e ver que coisas mais estruturantes como a educação estão crescendo junto com a renda, isso permite vislumbrar no futuro um nível maior de consciência e, no presente, um número menor de oportunismo’, explicou.
O pesquisador da FGV disse ainda que o processo de amadurecimento é natural quando se atinge um período longo de democracia, como está acontecendo agora com o Brasil. ‘Como democracia é uma coisa que se pratica, vamos começar a ver o resultado disso’, afirmou Nery.
por master | 30/07/10 | Ultimas Notícias
Os dados fazem parte de pesquisa realizada regularmente pelo convênio mantido entre Dieese e Fundação Seade, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em junho de 2009, a taxa de desemprego chegava a 14,6%
Em junho, a taxa de desemprego no conjunto de regiões que compõem o Sistema PED – Distrito Federal e regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo – reduziu-se para 12,7%, frente aos 13,2% registrados em maio.
Os dados fazem parte de pesquisa realizada regularmente pelo convênio mantido entre Dieese e Fundação Seade, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em junho de 2009 a taxa de desemprego chegava a 14,6%.
Belo Horizonte, onde a taxa de desemprego ficou em 8,5%, em junho, apresentou o melhor resultado, com uma redução de 11,5%, em comparação com maio e de 22,7%, em relação a junho de 2009.
Também em Porto Alegre, a taxa de desemprego teve um dígito (9,5%), mas apresentou pequena retração em relação ao mês anterior (-1,0%), ainda que tenha sido grande o recuo do desemprego em um ano (-20,8%).
Outros estados
A taxa de desemprego ficou estável, em maio, em 10,6%, em Fortaleza, mas caiu 14,5%, em comparação com junho de 2009. Na Grande São Paulo, a taxa de 12,9% representou um recuo de 3,0% em um mês e de 9,2%, em doze meses (a menor variação entre as regiões pesquisadas no período).
O Distrito Federal apresentou taxa de desemprego de 14,0%, com queda de 2,1%, em um mês, e de 14,6%, em um ano.
Em Salvador, a taxa de desemprego teve redução de 8,2%, em relação a maio e de 21,6%, frente a junho do ano passado, e correspondeu a 16,7%. A maior taxa foi registrada em Recife (17,6%), com recuo de 3,8% no mês e de 9,3%, em um ano.
O total de desempregados, no conjunto de regiões pesquisadas, ficou, em junho, em 2.795 mil pessoas, 109 mil a menos que em maio. Em relação a junho do ano passado, a redução foi de 380 mil.
O nível de ocupação cresceu 0,8%, em junho, com a criação de 160 mil ocupações. Com isso, o total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 19.228 mil pessoas. Em um ano, foram criados 729 mil postos de trabalho nas áreas pesquisadas.
Quando se analisa a ocupação por região, verifica-se expansão em todas elas, com destaque para Salvador (2,9% no mês e 8,0% no ano). Em Fortaleza e Belo Horizonte o crescimento foi de 0,8% em comparação com maio. Em relação a 2009, houve aumento de 6,8%, na primeira e de 1,7%, na segunda.
A elevação da ocupação, em São Paulo, foi de 0,7%, em um mês e de 3,4%, em 12. Distrito Federal e Porto Alegre apresentaram expansão de 0,4%, frente a maio. Em 12 meses a elevação foi de 5,5%, na primeira e de 2,5%, na segunda. Recife registrou variação positiva de 0,3% no nível de ocupação em um mês, e de 4,7%, no ano.
Dentre os diferentes setores de atividade, a Indústria apresentou pequena variação negativa de 0,2%, frente a maio, e o total de postos foi estimado em 2.970 mil. Em relação a junho de 2009, o incremento foi de 9,3%. Foi pouco expressivo, no mês, o avanço da Construção Civil (0,5%), setor onde trabalham 1.227 mil pessoas e que registra expansão de 10,7%, no ano.
O rendimento médio real dos ocupados cresceu 1,1%, em maio, passando a corresponder a R$ 1.259, enquanto o salário médio real teve aumento de 1,0% e seu valor ficou em R$ 1.322. Em 12 meses, o rendimento médio real dos ocupados cresceu 2,7% e o dos assalariados aumentou 0,7%.
por master | 29/07/10 | Ultimas Notícias
Em segundo Vox Populi, diferença entre os dois candidatos ao governo do Estado cai de nove para cinco pontos
Nova pesquisa Vox Populi divulgada ontem pela TV Bandeirante confirmou ontem o empate técnico entre os dois principais candidatos ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), apontando ainda queda nas intenções de voto do tucano, e crescimento do pedetista em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto. De acordo com os números, Richa teria hoje 42% da preferência do eleitorado, contra 37% de Osmar. Como a margem de erro é de 3,5% para mais, ou para menos, os dois estão tecnicamente empadatos na disputa. A diferença entre os dois diminuiu de nove pontos percentuais para cinco em apenas quatro dias.
Completam a lista, Paulo Salamuni (PV), Avanilson (PSTU) e Luiz Felipe Bergmann (PSOL) com 1% cada. Brancos e nulos somam 4% e não sabe ou não opinaram somam 14%. A pesquisa, realizada entre os dias 17 e 20 de julho, ouviu 800 pessoas em todo o Estado.
A pesquisa anterior do Vox Populi, divulgada no último sábado à noite, e publicada no domingo pelo jornal O Estado do Paraná, apontava Richa com 44% das intenções de voto, contra 35% de Osmar. Na comparação comparação com a nova pesquisa, portanto, o tucano caiu dois pontos porcentuais, enquanto o pedetista subiu os mesmos dois pontos, o que significa uma redução na diferença entre os dois de quatro pontos.
Desde o início, a trajetória das pesquisas para o governo do Estado aponta para uma disputa acirrada, de igual para igual entre Beto Richa e Osmar Dias. A primeira pesquisa, encomendada pela TV Bandeirantes ao Vox Populi, foi realizada entre os dias 8 e 12 de maio. O resultado das 700 pessoas ouvidas apresentou Beto Richa com 40% das intenções de voto e Osmar Dias com 33%. A margem de erro desta pesquisa foi de 3,7 pontos porcentuais, o que implica em empate técnico.
A segunda pesquisa, encomendada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), e realizada pelo Instituto Datafolha, mostrou Beto Richa com 43% e Osmar Dias com 38%. Como a margem de erro é de 3 pontos porcentuais, mais uma vez os dois candidatos se apresentam empatados, com Beto podendo variar entra 40% e 46% e Osmar de 35% e 41%. A pesquisa do Datafolha entrevistou 1.225 pessoas entre os dias 20 e 23 de julho.