por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Está disponível para compra, a 2ª edição do livro do economista José Prata Araújo “O Brasil de Lula e o de FHC – um roteiro comparativo para a disputa político-eleitoral de 2010”.
A publicação faz um balanço comparativo dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso e divulga grandes números e argumentos para a disputa político-eleitoral deste ano.
Lançado em maio passado, trata-se de uma importante contribuição ao debate político-eleitoral em curso.
Editado pela Impresso, o livro é resultado de estudo coordenado pelo autor em que analisa os dois governos tomando por referencial os indicadores sociais e econômicos de cada gestão.
Oitenta e cinco tabelas apresentam analise de dados demonstrando “enorme superioridade do governo Lula em relação a FHC”, diz o autor.
Uma delas, diz respeito à geração de empregos formais: 8,884 milhões em seis anos e 10 meses de governo. Durante a gestão de FHC, foram gerados 797 mil empregos, numa média anual de 627 mil contra 1,3 milhão do Governo Lula.
O economista também comparou o comprometimento do salário mínimo com a cesta básica, que era de 65% na gestão FHC e foi reduzida para 45% no Governo Lula, com um salário mínimo de R$ 510, desde 1º de janeiro de 2010.
Dados referentes à educação superior, habitação e saneamento básico com programas de agricultura familiar e saúde também mostram mais investimentos e resultados na administração Lula.
Prata é especialista em Direitos Sociais e é formado em economia pela PUC Minas. Foi militante sindical bancário e membro do Sindicato dos Bancários de BH e região por três gestões.
Serviço:
Título: “O Brasil de Lula e o de FHC“, 2ª edição atualizada
Autor: José Prata Araújo
Editora: 188 páginas
Preço: R$ 20
Contato para aquisição: (31) 3391-3623, pela manhã
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Uma das principais novidades desta eleição, a mobilização social pela internet faz brilhar os olhos de 10 entre 10 candidatos à Presidência. Dos vários nanicos aos três favoritos, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), todos anunciam que a estratégia virtual ocupará cadeira privilegiada nos comitês. As candidaturas anunciam cartilhas cercadas de conselhos para a mobilização de votantes. A de Dilma deve ser lançada na próxima semana. As de Serra e Marina já estão disponíveis e sugerem tarefas quase impossíveis à maioria. De bate-papos pré-moldados à guerrilha virtual, seguir o passo a passo à risca é tarefa que consome horas diárias — e reúne ações um tanto inusitadas.
Postos sobre a mesa, os guias de mobilização de Serra e Marina contêm algumas semelhanças e um caráter radicalmente oposto. As propostas sugeridas pelo tucano são mais objetivas e flertam sempre com o número 45 — exatamente o utilizado pelo candidato na urna. Já a verde apresenta sugestões programáticas — quase um manual de autoajuda. O texto de Serra indica que cada simpatizante tem de replicar 45 mensagens de Serra para amigos via Twitter, por dia. Sem medir a dificuldade da tarefa, o texto sugere que cada simpatizante consiga um número mínimo de votos para o candidato. Quantos? 45, claro. Para não fugir dos numerais “tucano-cabalísticos”, o voluntário ainda tem de atrair 4 ou 5 pessoas para a comunidade virtual.
As dicas para o simpatizante conseguir novos apoios incluem conversas, ressaltando a participação do tucano na criação do Bolsa Família — o manual chega a pedir que os eleitores liguem e escrevam cartas para os meios de comunicação. Propõe, ainda, que se utilize o envio em larga escala de e-mails de campanha. Aos que ostentam dotes artísticos, composições, desde que postadas no
Youtube, são bem-vindas. Aprender a fazer reportagens fotográficas e entrevistas para o portal também vale.
Até aqui, o excesso de mobilização só produziu um fato de repercussão: as trapalhadas do vice, Índio da Costa (DEM), que associou petistas ao narcotráfico (leia mais na página 5). Diariamente, o Mobiliza PSDB lança um desafio aos “mobilizados”. Ontem, os integrantes da rede deveriam twittar #serra45 até que a mensagem aparecesse nos tópicos mais vistos do Brasil. Até o início da noite, a missão não tinha sido cumprida. Ao fim do dia, a rede deveria se encontrar em uma conversa ao vivo na internet para um balanço. O bate-papo ocorre, diariamente, às 20h30. Ontem, nesse horário, as imagens ao vivo da “Embaixada Mobiliza” mostravam apenas um grupo de jovens ao som de Britney Spears e Beyoncé.
Cataventos
O Movimento Marina Silva, responsável pelo manual verde, adota um tom quase poético nas propostas. A principal passa pela produção de cataventos — símbolo da campanha. Caso o simpatizante “rezasse” a cartilha à risca, exibiria o objeto nas janelas dos ônibus e dos carros. Ainda, faria tatuagens temporárias da candidata, dessas encontradas em embalagens de chiclete. Montaria uma banquinha na praça, com adereços da candidata e ali permaneceria para conversar com potenciais eleitores. “São apenas sugestões, sabemos que é difícil as pessoas seguirem tudo. Na verdade, acreditamos que pelo menos algumas dessas ações possam contagiar outros possíveis eleitores da Marina”, pondera o criador do Movimento, Eduardo Rombauer.
Para os especialistas, a mobilização pela internet não passa de miragem. A utilização de redes sociais, e-mails e blogs deve atrair um número ínfimo de eleitores. Tudo porque a própria inserção da internet no país é tímida. A estratégia virtual deve ter sucesso, segundo eles, na tarefa de instruir internautas a mobilizar simpatizantes pessoalmente. “O interessante é que eles estão utilizando a internet para incentivar a mobilização pessoal. Nesse ponto, a tática funciona. A cartilha, com esse fim, pode influenciar significativamente”, diz o cientista político Ricardo Caldas, da UnB.
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
A manutenção dos programas assistenciais do governo do Paraná se transformou em uma espécie de tabu nesta campanha eleitoral. De olho no voto do eleitorado mais pobre, os principais candidatos ao Palácio Iguaçu – Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) – nem sequer cogitam modificá-los, muito menos extingui-los. Pelo contrário, a promessa é mantê-los. E até mesmo ampliar programas como as tarifas sociais de luz e água e a distribuição gratuita de leite para crianças carentes.
Mexer nesse tipo de assistência social traria impopularidade aos candidatos. No Paraná, 968,3 mil famílias têm renda mensal de no máximo meio salário mínimo (R$ 255) por pessoa, de acordo com o Cadastro Único para Programas Sociais mantido pelo governo federal. Destas, 480,8 mil receberam o Bolsa Família em junho.
Beto Richa compromete-se em preservar e ampliar os programas sociais voltados à população mais carente, entre eles o tarifa social da Sanepar, o Luz Fraterna e o Leite das Crianças. Também propõe um controle mais eficaz das ações.
Osmar Dias, que tem o apoio da atual administração estadual, não especifica no seu plano as ações que pretende manter. Mas, recentemente, já se comprometeu a ampliar o Leite das Crianças e a manter as tarifas sociais de água e luz. “Os bons programas sociais devem ser mantidos e ampliados”, diz o plano de governo de Osmar.
O pedetista pretende ainda criar novas ações sociais e propõe, por exemplo, uma bolsa-auxílio para jovens, facilidades de acesso a crédito para mulheres, redução no preço dos alimentos por meio de redes de abastecimento.
Chamariz de voto?
A unanimidade política em torno da manutenção e ampliação de programas sociais levanta a discussão se o assistencialismo é um chamariz de votos. Para especialistas, embora possa haver um fundo eleitoral nesse tipo de proposta, elas são em si benéficas em um país desigual como o Brasil.
A cientista social Samira Kauchakje, professora do curso de Sociologia e do Mestrado em Gestão Urbana da PUCPR, observa que, para distinguir os programas sérios dos eleitoreiros, é preciso observar a trajetória do candidato em relação a esses assuntos, bem como a do partido dele. “Caso tenham tido comportamento favorável [a questões sociais ao longo do tempo], é possível que estejam atentos a este impacto positivo. Mas não podemos esquecer que faz parte do jogo político estar atento ao que angaria votos.”
Samira opina ainda que os programas de transferência de renda são um direito da população nas sociedades com grave desigualdade e que eles têm demonstrado eficácia no plano nacional. Segundo o estudo Atlas do Bolso dos Brasileiros, da Fundação Getulio Vargas, 17% da queda de desigualdades no país se deve ao Bolsa Família, por exemplo.
O especialista em política social Carlos Roberto Winckler, técnico da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Caxias do Sul, afirma que houve diminuição na pobreza absoluta no país. Segundo ele, os programas assistenciais não são eleitoreiros porque dependem dos conselhos municipais e independem de partidos políticos. “A presença do Estado neste sentido é muito importante porque isso retroalimenta a economia.” Na opinião dele, o candidato que não se ater a isso corre “risco enorme” de ser visto como impopular.
Constitucionalizados
No Paraná, os candidatos ao governo encontrariam dificuldades, se eleitos, se quisessem extinguir ações sociais. Os programas Luz Fraterna e a tarifa social da água, por exemplo, foram “constitucionalizados” em fevereiro – ou seja, foram incluídos na Constituição do Paraná, em votação na Assembleia Legislativa. Com isso, terão de obrigatoriamente ser cumpridos pelos futuros governos – a não ser que a Constituição volte a ser modificada.
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por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Taxa de 7% foi a menor registrada para um mês de junho e, segundo o IBGE, refletiu a menor procura por trabalho e não maior abertura de vagas
O mercado de trabalho registrou queda na desocupação e aumento no rendimento em junho e fechou o primeiro semestre com a menor taxa de desemprego para o período em oito anos.
Segundo o IBGE, a taxa apurada nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 7,0% no mês, o menor patamar para meses de junho da série, iniciada em 2002, e o menor índice mensal apurado este ano.
No primeiro semestre, a taxa de desemprego foi de 7,3%, ante 8,6% no primeiro semestre do ano passado. O gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo, ressalta que houve queda na desocupação e melhoria da qualidade do trabalho, com crescimento do emprego formal. E o emprego com carteira assinada está crescendo acima da população ocupada.
“Isso mostra elevação da qualidade do mercado de trabalho.”
Das 731 mil vagas geradas em junho, ante igual mês do ano passado, 670 mil foram vagas com carteira. O número de postos de trabalho com carteira assinada aumentou apenas 0,2% em junho ante maio, mas subiu 7,1% ante junho do ano passado.
Procura por vaga. Azeredo explicou que a queda na taxa de desemprego refletiu um adiamento na procura por uma vaga, e não a geração de novos postos. O número de ocupados ficou estável de um mês para o outro, enquanto o total de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) caiu 6,6% no período.
“Houve um adiamento na procura por trabalho, provavelmente por causa da proximidade das férias. Não há como dizer que as pessoas estão desestimuladas a procurar emprego por falta de oportunidade, os dados da economia não mostram isso”, disse.
O aumento do poder de compra das famílias também pode estar permitindo esse adiamento na busca por emprego, já que há menor necessidade de complementação do rendimento familiar. A realização da Copa do Mundo, de acordo com ele, não teve influência no resultado.
Para o analista do Santander, Cristiano Souza, a Copa teve efeito nos dados de junho, já que reduziu o número de dias úteis no mês, por causa das folgas em dias de jogos do Brasil. Para ele, a tendência é que as pessoas voltem a procurar emprego e garantam um mercado de trabalho “forte” no segundo semestre.
“O desempenho do mercado de trabalho deve continuar muito favorável. A retomada de crescimento da atividade no segundo semestre deve contribuir para a ampliação da oferta de vagas e fazer com que as pessoas continuem buscando emprego”, diz Alessandra Ribeiro, analista da Tendências Consultoria.
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Se o Banco Central vinha sofrendo duros ataques do titular da Fazenda, Guido Mantega, antes de aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, para 10,75% ao ano, deve se preparar para enfrentar uma verdadeira pedreira dentro do governo nos derradeiros meses do atual mandato — especialmente até as eleições. Henrique Meirelles, presidente do BC, tende a amargar uma saraivada de críticas ainda maior, caso siga na defesa da continuidade do arrocho monetário. O recado, em alto e bom tom, de que o governo não vai tolerar “abusos” por parte do BC partiu, desta vez, do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Em nome do governo, e diante de uma inflação que converge para o centro da meta de 4,5% ao ano, anunciou não haver espaço para mais aperto nos juros.
“A grande preocupação do Copom (Comitê de Política Monetária) é a inflação, mas, em junho, ela ficou em zero e, na primeira prévia de julho, já está negativa. A inflação voltou ao controle”, declarou ontem Bernardo, ao deixar um programa de rádio em Brasília. O discurso do ministro encarna análises assumidas anteontem pelo mercado após a percepção sobre a guinada de última hora do BC — dias antes de arrocho, a maioria absoluta dos analistas apostava em uma elevação de 0,75 ponto da taxa (Selic). O tom forte de Bernardo também partiu da certeza de que Mantega, que vinha batendo na tecla de que um novo aperto exagerado seria algo desproporcional aos sinais de desaceleração da atividade econômica, ganhou o primeiro round da guerra pública contra Meirelles.
Por Dilma
Nas últimas duas semanas, o ministro da Fazenda foi enfático sobre a necessidade de o BC dar um alívio na política monetária. Mas há uma ala do governo que não pensa assim e assegura não existir um consenso em torno das ideias de Mantega com o objetivo de forçar a acomodação do BC. Para essa corrente — da qual faz parte a autoridade monetária —, ainda há um sinal claro de que “persiste a preocupação com a inflação”. Caso isso não fosse verdade, simplesmente interromperia-se o arrocho e o Copom sequer teria aprovado, por unanimidade, a alta dos juros desta semana.
Na mesma linha de raciocínio, um graduado funcionário do governo rechaça um eventual alinhamento dos diretores do BC à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, ao reduzirem o ritmo de elevação dos juros. “O BC me parece incomodado com a ligação entre a decisão do Copom e as eleições. O pensamento é o seguinte: se fosse para ajudar nas eleições, os juros deviam estar caindo e não subindo”, disse. Desde abril, quando iniciou a recente escalada, a Selic já avançou dois pontos percentuais, o que significa uma alta de mais de 20% em relação aos 8,75% de três meses atrás. “A última puxada foi menor, porque vários cenários positivos convergiram”, sustentou o técnico.
Apostas erradas
A análise recai sobre dados concretos. No dia da reunião, os diretores do BC tinham sobre a mesa informações acerca da melhora do balanço de risco, que não poderia ser ignorada. A situação externa — crise na Europa, menor crescimento mundial, desaceleração nos Estados Unidos, aumento do desemprego — melhorou do ponto de vista inflacionário. Ou seja, o estrago lá fora contribuiu para manter a inflação no Brasil sob controle. Também houve recuo, pela primeira vez desde outubro de 2009, da inflação de serviços. A produção industrial, que vinha acelerada, reduziu o ritmo em abril e, agora, está estável.
Outro argumento a favor do Copom foi a queda das vendas do comércio em abril. A recuperação de maio não foi vista como ameaça de aquecimento da atividade. “No BC, não se aposta. As decisões são tomadas com base em dados disponíveis e com enorme cautela”, alegou um outro servidor defensor do BC. Para ele, o zum-zum-zum do mercado é fruto das apostas majoritárias dos analistas em uma alta maior dos juros. Eles perderam dinheiro com a decisão do BC.
O mesmo técnico avaliou ainda que as análises das atas das reuniões do Copom — parâmetros para o mercado redefinir suas apostas —, invariavelmente, resvalam em incorreções. “A ata é muito mais uma justificativa do que foi feito. Não pretende antecipar posições, que só são adotadas no momento adequado. No máximo, pode indicar que, permanecendo as condições, o Copom poderá adotar decisão semelhante.”
A grande preocupação do Copom (Comitê de Política Monetária) é a inflação, mas, em junho, ela ficou em zero e, na primeira prévia de julho, já está negativa. Ela voltou ao controle”
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento
Dívida sobe R$ 115 bi
Gabriel Caprioli
A gastança do governo acarretou um aumento de R$ 115 bilhões na dívida pública federal nos primeiros seis meses do ano. Desse total, R$ 31 bilhões é resultado da emissão líquida de títulos do Tesouro Nacional, enquanto os R$ 84 bilhões restantes são referentes ao pagamento de juros. No mês passado, o endividamento total (estoque) chegou a R$ 1,612 trilhão, valor 0,12% inferior ao apurado em maio. Segundo o coordenador de Operações da Dívida Pública, José Franco de Morais, a trajetória nos primeiros seis meses foi compatível com a projetada pela secretaria do Tesouro no início do ano.
“Só o cenário externo que surpreendeu um pouco, se comportando de forma mais volátil em alguns momentos e de forma mais otimista em outros. No restante, a gestão ficou em linha com o que tínhamos imaginado”, afirmou. Para o economista chefe da Modal Asset Management, Felipe Tâmega Fernandes, o aumento da dívida durante ciclos de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), como o atual, não preocupa. Entretanto, o governo poderia aproveitar o momento favorável para reduzí-la. “O problema são os momentos de menor avanço, quando a relação entre a dívida e o PIB aumenta. Se chegássemos a um momento extremo, o espaço fiscal do governo ficaria menor para realizar ações anticíclicas.”
Entre maio e junho, o pequeno recuo do endividamento público foi motivado por um elevado resgate nos títulos indexados à taxa básica de juros (Selic), que levaram a uma recompra de R$ 15,84 bilhões em papéis do Tesouro.